“Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.”
— Martha Medeiros.
“De todas as coisas que ouvi falarem sobre o amor, nenhuma admitia meia entrega. Ninguém meio que ama, ninguém meio que se entrega. Amar é desfazer-se de si, de fato.”
— Gabito Nunes.
não me arraste para tuas confusões.
se vier, venha coberto de certezas. quando vier, resolva seus assuntos inacabados, limpe seu peito e venha com ele aberto. não projete em mim seus ex amores nem nenhuma expectativa de que eu seja nada além do que já sou.
não me arraste para tuas confusões.
me ame como se fosse a primeira vez, e como se fosse a última. beba de mim como se fosse a primeira água a tocar teus lábios, como se fosse o primeiro nascer do sol que teus olhos viram. não me vista com seus medos do passado porque eles não me cabem. eu sou um novo mundo que você nunca explorou. venha com certezas, e eu virei com as minhas. certeza de querer descobrir, de querer tentar, de ficar, de pertencer.
agora se você não tiver segurança de nada disso, me faça um favor, não venha.
voarias
“Não me prendo a nada que me defina. Sou companhia, mas posso ser solidão. Tranquilidade e inconstância, pedra e coração. Sou abraços, sorrisos, ânimo, bom humor, sarcasmo, preguiça e sono. Música alta e silêncio. Serei o que você quiser, mas só quando eu quiser.”
— Clarice Lispector.
meu deus, as vezes eu sinto tanta vontade de sair rindo por aí das coisas que eu penso. acho que nasci na época errada. eu amo demais, sinto demais, até quando não sinto nada, o vazio consegue ser grande. nunca soube não ser intensa. as vezes me sinto tão feliz que não sei se caibo dentro de mim mesma. as vezes me sinto tão triste que estar dentro de mim é como um pesadelo. é tão estranho ser como eu sou e saber que há quem goste, e ao mesmo tempo é tão bom saber que -alguns- gostam. mas esse texto não é bem sobre isso, é sobre como eu não consigo guardar o que eu sinto. sobre minha vontade de exposição. sobre como eu gosto de sentir mas tenho medo do sentimento. sobre como eu vejo o amor vindo na minha direção, abro as braços mas fecho os olhos com medo do impacto. é sobre como eu choro de felicidade e sorrio pra disfarçar a tristeza. meu deus, eu sinto tanta vontade de sair de mim e me observar de longe. o auto entendimento seria mais fácil, maybe.
“Anota aí: Um dia desses eu morro com essa minha ingenuidade. Tenho uma mania completamente louca de achar que alguém está afim de mim só porque foi gentil. Segundos depois já me pego imaginando todos as situações que estou disposto a vivenciar ao lado da pessoa. E ainda fico pensando num jeito de apresenta-lá para os meus pais e também me preocupo se meus amigos vão achar ela engraçada. Até aquelas legendas românticas pras fotos em casal eu consigo formular. Meu Deus. Me devolve ao remetente, acho que vim com defeito de fábrica.”
— Pedro Pinheiro.
““Porque eu tô ainda muito inseguro de mim mesmo, e não acreditando absolutamente que alguém possa me curtir bem assim como eu sou. Eu não tenho quase experiência dessas transações, me enrolo todo, faço tudo errado — acabo me sentindo confuso. Tudo isso é tão íntimo, e eu já estou tão desacostumado de me contar inteiramente a alguém, tão desacreditando na capacidade de compreensão do outro, sei lá, não é nada disso, sabe? Conviver é difícil — as pessoas são dificeis — viver é dificil.””
— Caio Fernando Abreu.
“Eu sei onde você quer chegar. Olha, vou ser honesta contigo, algo me diz que você merece. Eu não sou interessante. Você entende? Sei como é, só porque eu sou bonitinha, eloquente e meio exótica, com seus olhos você enxerga uma garota inteligente, divertida, culta, impressionante, talvez boa de cama. Eu não sou nenhuma dessas coisas. Eu não tenho graça nenhuma.”
— Gabito Nunes.
“Me senti sobrando. Então guardei meus pedaços.”
— A mulher do caos.
“Se você ama alguém, então diga! Sem truques, sem joguinhos. Seja honesto com os outros, consigo mesmo e com seus sentimentos. O amor é simples somos nós que complicamos as coisas.”
— Nanda Marques
“Meu quarto. A melhor coisa que havia ali era a cama. Gostava de ficar deitado por horas, mesmo durante o dia, com as cobertas puxadas até o queixo. Era bom ficar ali, nada acontecia por ali, nenhuma pessoa, nada.”
— Bukowski.
E de repente a falta é tanta que te rouba as palavras, o sentido, e é um cansaço constante, uma insônia, simplesmente não tem ânimo pra nada e até mesmo a vontade de escrever desaparece e não sobra nada.
Caio Araújo.
“Não há nenhum problema em não ter alguém pra conversar. O problema é que ao estar sozinho, a mente é a sua única companhia, e ela nem sempre é sua amiga.”
— João Daniel.
Alguns escrevem pela arte, pela linguagem, pela literatura. Esses, sim, são os bons. Eu só escrevo para fazer afagos. E porque eu tinha de encontrar um jeito de alongar os braços. E estreitar distâncias. E encontrar os pássaros: há muitas distâncias em mim (e uma enorme timidez). Uns escrevem grandes obras. Eu só escrevo bilhetes para escondê-los, com todo cuidado, embaixo das portas.
Rita Apoena
“Eu tentei de todas as maneiras superar isso, mas a ferida ainda está aberta. Você me entende? Consegue entender que mesmo depois desse tempo ainda dói? Que tudo dói? Todos os dias, antes de dormir e logo que eu acordo, rezo para que isso passe, para que a dor vá embora, para que isso não me assombre mais. Mas apesar dos meus esforços (aparentemente inúteis, diga-se de passagem) eu não consigo. O fardo é muito pesado, e sinto que estou afundando, pois isso se tornou o meu oceano, e infelizmente, eu não consigo mais nadar.”
— Minhas doces lamentações.
“Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato… Ou toca, ou não toca.”
— Clarice Lispector.
The female body is art and nothing less







