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You're beautiful

@wildest-dreams137

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“Quando eu me afasto, é porque eu quero que você se aproxime.”

Tati Bernardi. 

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“Eu respeito sua decisão, sei que chegou a esse ponto porque não aguenta mais sofrer e que viver não é tão divertido quanto achou. Você tem todo o direito de estar nessa sacada, moça. Não estou aqui para te convencer do contrário, muito menos te levar para tomar um café. Queria eu ter essa coragem, mas não há pessoa mais fraca que eu nesse mundo. Olhe para baixo, veja como é alto, será uma queda perfeita. Agora pule! Sinta o vento no rosto, alguns segundos de liberdade até chegar o impacto e destruir todos os seus problemas de uma só vez.”

Em caso de emergência, puxe o gatilho. 

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pronuncio
“Ô, menina, o que te impede? São os seus sapatos velhos que te incomodam tanto? Ou o vestido que precisou remendar as brechas que apareceram com o tempo mas que você não tira do corpo porque é o único que te convém? Acorda, menina, você não é gorda. A legue tá sem elástico mas quem se importa? Dá um jeito de segurar no corpo, ajusta com pregas, costura, alinha a cintura, que mal tem? Para de encolher essa barriga, ou melhor, para de andar olhando pro próprio umbigo porque ninguém vai olhar o seu mundo enquanto você para e reclama pra sua mãe que todas suas amigas teem um sutiã de renda enquanto o teu é retalhado. Levanta, lava esse rosto, deixa de ser descabelada. Sabe qual é o problema? É esse teu sorriso escondido e tão apagado. Menina, que vive pedindo, agora eu te peço pra me ouvir: a aparência não faz ninguém e não vão se apaixonar pelo que veste mas do que te reveste e nem em mil anos acaba, e isso é alma, ninguém vê menina. Pinta cada parte de suas unhas de cores diferentes, seja azul, amarelo, preto, rosa ou lilás, se preciso, passa barro. Acredite em mim, ninguém vai reparar.”

Jéssica Alves. 

Source: ecoares
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alentador
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão. A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da sua longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra. A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos. A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial que fica tremendo. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta. A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e do tiro, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

Marina Colasanti (via alentador)

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srjose
Ninguém disse que é fácil se relacionar. É por isso que muitos têm medo. É por isso que tantos outros preferem relações de uma noite, um final de semana, um mês. É por isso que muita gente troca de parceiro como quem troca de calcinha. Relações duradouras e casamentos longos são espécies raras hoje em dia.

Clarissa Corrêa. (via srjose)

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fairtale
Você pode fechar os seus olhos para as coisas que você não quer ver, mas não pode fechar os seu coração para as coisas que não quer sentir.

William Shakespeare.  (via romanteios)

Quando tudo aponta para uma direção..#ficandolouca

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abulias
As palavras também são sexo, tesão, amor. Ler é desvendar as curvas, conhecer os gostos, sentir junto com o afago de cada letra que forma uma palavra. Ouvir é se envolver, se entrelaçar, se arrepiar e descobrir que não precisa de folha pautada ou métrica perfeita pra se fazer poema. Falar é o gosto do primeiro encontro, coração acelerado, respiração ofegante. Meter-se a besta em gritar é descobrir que apesar das coisas boas, irão existir sim, um trilhão de brigas por, muitas vezes, não conseguir articular com as palavras o turbilhão de pensamentos presos em sua mente. E escrever, ah… Poucos têm coragem de se entregar dessa maneira. Escrever é se despir, é se jogar, é retirar as muralhas do coração sem medo de uma bala perdida te acertar. Ler, ouvir, falar é ótimo mas escrever é fazer sexo com as palavras e entre as pausas das vírgulas ouvir um ‘eu te amo’. É responder um ‘eu te amo também’, tendo a certeza de que nunca irá se magoar.

Julia Felix, abulias. (via quoteografa)

Source: abulias
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eusoufunny

o drama de um pai tentando comprar absorvente pra filha

O DIABO PRECISA SER ALIMENTADO KKKKKKKKKKKK

O que caralhos são asas ???

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“eu vejo o céu te abraçando e você se escondendo”, você diz e isso aperta algo dentro de mim eu abraçaria você se pudesse eu me abraçaria se isso fosse suficiente eu não desistiria tão fácil se não estivesse tão cansada tão louca e insaciável pelo silêncio você sabe, o barulho da cidade me irrita mas a calmaria disfarçada em luzes apagadas enquanto caminho de volta pra casa me assusta eu só queria entender isso você não existe a não ser na minha mente eu não existo a não ser na minha mente talvez isso tudo seja alguma invenção de uma criança que joga cartas de baralho como se escovasse os dentes e se prepara pra dormir e sonha com o fim do mundo bem na sua frente somos nós, olha só isso são os prédios caindo lá fora almas se queimando pelas labaredas do inferno eu não posso continuar aqui não quando você diz que o céu me abraça e isso é irreal não quando você me pede pra não fugir só dessa vez “eu quero ver tudo de você até o apocalipse e mais” e você sorri como se isso fosse bom eu não sou eu sou cruel demais pra fazer alguém me querer em sua vida e depois ir embora como se não doesse dói muito eu sou todas as guerras que se entremeiam em olhos estranhos eu não tenho botas de combate mas eu morro em cada uma delas em cada grito sopro em cada último alcance eu sou a pólvora dos chineses os fogos de artifício eu sou esse alarde e depois nada e depois o fim de tudo isso é sobre não haver culpados eu não me culpo também algumas pessoas são sensíveis demais pra esse sentir tão martelado em  palavras apregoadas  desculpa

c.