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As minas de Regoufe | Arouca | Trip in
Havia já algum tempo que não ia para aqueles lados, os lados de Arouca. Um local que nunca desilude quem gosta de apreciar paisagens bonitas e de fazer caminhadas. Desta vez o destino não foi as Escarpas da Mizarela ou Rio de Frades, mas sim as Minas de Regoufe. É também nesta aldeia que podemos iniciar o PR 13 – Na Senda do Paivó e também o PR 14 – A Aldeia Mágica que segue até Drave. Um dia posso mostrar-vos algumas fotos deste percurso quando lá voltar porque da primeira vez esqueci-me do cartão de memória em casa e não pude tirar fotos. O carro teve de ficar na entrada da aldeia pois as suas ruas são muito apertadas. Antes de visitar as minas e se quiserem desfrutar da vista sobre as montanhas mágicas, uma vez no topo da aldeia é só descer até à base do vale e depois voltar a subir por entre as pedras como se fossemos no caminho do PR 14 que nos leva a Drave. O que acho mais curioso é que um dos lados da aldeia de Regoufe é completamente colorido graças aos seus campos e vegetação, culminando nas curvas das montanhas no topo da serra, já o outro lado, o das minas, é cinzento e sem vida, parado no tempo. Depois da subida não avançámos mais, aquela paisagem era mais que suficiente e a ideia também não era andar muito, apenas respirar um pouco de ar puro. Por isso, uma vez chegados ao topo decidimos voltar para trás e ir então até às minas. Para lá chegar é necessário voltar a atravessar a aldeia e subir tudo, é possível ainda levar o carro até lá apesar de o pavimento estar um pouco estragado e não ter alcatrão. Uma vez nas minas podes viajar no tempo e tentar imaginar como seriam as casas e a vida em Regoufe na sua fase mais movimentada. Num balanço entre o colorido e o monocromático, já o sol estava prestes a desaparecer quando abandonámos Regoufe, entregue à sua calma e pacatez, no silêncio das montanhas mágicas. Relacionado: