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Ideias Soltas - Texto 25 - Cloe Fenix
Cegueira da minha alma Não me deixes mal-amado Vem o vento e leve com calma Aquilo que me tem ignorado De cego eu não tenho nada De cego, eu tenho tudo Aquilo que eu tenho amaldiçoado De mim já levou tudo Eu ri naquela esplanada Como um cego em sua virtude Eu não sabia o que era errado Que tu estavas, na tua plenitude Eu não quero a escuridão Que me cega e leva tudo Eu quero ter aptidão De ver bem no escuro Eu sei que é anedota Que tudo parece obscuro Essa é a minha história Que até parece remota Se não fosse contraditória E eu um cego confuso A alma que nada escuta De cego um surdo formou Não sei qual é a disputa A rede, que não me informou Aquilo que eu mais quero Não é rico, nem algo complexo Apenas algo que pondero Sim um simples reflexo De um amor completo Simples e repleto De um cego, que vê tudo.