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O lirismo de Leonard Cohen em um mundo rude   - Zona Curva
O bardo canadense Leonard Cohen se foi na noite de quinta (10 de novembro) na cidade norte-americana de Los Angeles aos 82 anos. O lírico Cohen transformava dores de cotovelo, paixões desesperadas, despedidas que habitam nosso mundo rude em canções lapidadas com sua sensibilidade, foi alquimista da metamorfose do subjetivo em arte de alto quilate. Confesso que sua voz rouca e meio cética me acompanhou em momentos difíceis, com algum álcool na cabeça, me irritava: “acorda para a vida, Cohen, ninguém dá a mínima para a sensibilidade, a vida é bruta, punk, ELES na verdade não estão nem aí". Após alguns minutos, me arrependia, ouvia de novo, de novo, de novo e a vida seguia e eu tinha a certeza de que podia contar com suas canções.