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O Caso Varginha: Onde Está a Verdade? - Parte 2
Leia a Primeira Parte Antes! Se você ainda não leu a primeira parte, leia aqui: http://www.portalburn.com.br/o-caso-varginha-onde-esta-verdade-parte-1/ Parte 2 Nesta segunda parte do artigo, que elaborei com exclusividade para o Portal BURN, revelo detalhes jamais divulgados e também abordo um pouco da minha percepção pessoal adquirida durante a minha participação ativa nas investigações conduzidas pelo que se denominou “Grupo dos Sete” (os sete principais investigadores deste caso). Esclareço algumas contradições nas explicações fornecidas pelas autoridades envolvidas, tanto civis como militares, bem como revelo alguns erros no IPM – Inquérito Policial Militar, concluído em 1997, pelo Exército. Por fim, abordo a questão da necessidade de se tornarem públicas, imediatamente, as dezenas de gravações em fitas k-7 e de vídeo, com depoimentos estarrecedores e comprobatórios de que algo diferente e atípico aconteceu na cidade de Varginha, naquele ano de 1996. É de se salientar que, com o tempo, a pesquisa foi se complicando, pois junto com informações reais e importantes para a elucidação do caso, se somam algumas fraudes, mentiras e depoimentos com objetivo claro de autopromoção. Acredito que muitas vezes estes ingredientes duvidosos e negativos para o caso, servem de manobra para o acobertamento definitivo deste fato e para o desestímulo dos investigadores que não continuam as suas pesquisas. Apesar da posição oficial que nega firmemente o fato, classificando o caso do suposto extraterrestre como sendo um cidadão varginhense, conhecido como “Mudinho”, mostrarei que esta hipótese já havia sido descartada pela equipe de investigadores poucos meses após iniciarmos as investigações. No final deste artigo, o leitor terá agregado mais conhecimento para que conclua sobre o possível acobertamento imposto neste importante caso brasileiro, por órgãos que tinham o intuito de fazê-lo. Bombeiro Captura Um Ser: Certeza, Dúvida e Decepção! Inicialmente, comento alguns aspectos sobre a captura efetuada pelos bombeiros da 13ª Companhia de Varginha, na manhã do dia 20 de janeiro de 1996, que ilustra a realidade contraditória e as dificuldades encontradas pelos ufólogos durante a pesquisa deste complexo caso. Não sei se esta informação é de conhecimentos de todos os leitores, mas a primeira fita K-7 gravada com o depoimento do bombeiro que participou ativamente da captura foi obtida pelo pesquisador Vitório Pacaccini, no dia 15 de fevereiro de 1996. Nesta fita que foi apresentada para o pesquisador Ubirajara Franco Rodrigues, no dia seguinte, durante uma visita a sua residência, havia detalhes da operação de captura pelos bombeiros. Inclusive, parte desta gravação foi apresentada no programa Fantástico. Eu acredito verdadeiramente que esta gravação é muito quente, pois as informações foram prestadas por um bombeiro da corporação daquela cidade! Além do mais, escutei a gravação da fita em Varginha e duas vezes em São Paulo, na casa do falecido ufólogo Claudeir Covo, sendo que a última vez que escutei a gravação foi na 2ª quinzena de abril de 1996, juntamente com outros ufólogos envolvidos nas investigações. Apesar do capitão do bombeiro, Pedro Alvarenga e do major José Francisco Maciel Dias Ferreira, negar o envolvimento de toda a sua corporação na captura ocorrida no Jardim Andere, o que é importante destacar é que havia testemunhas civis que assistiram toda aquela movimentação e captura com rede, como por exemplo, cito o pedreiro Henrique José de Souza e outros dois adultos, além de crianças, que chegaram até a jogar pedras no “bicho”. Atualmente, ninguém quer falar sobre aquela ocorrência, pois foram abordados por pessoas que pediram para que estes civis não comentassem o que viram. O que poucos sabem, é que no dia 22 de janeiro de 1997 (mais de um ano depois do incidente) o pesquisador Ubirajara Franco Rodrigues, foi procurado por um vendedor de peixes, chamado João Bosco Manoel, que revelou que no dia 20 de janeiro de 1996, viu toda aquela operação dos bombeiros. A testemunha notou que o pé da criatura era “grande, enrugado e de cor de barro” e sentiu forte cheiro de amoníaco que emanava. Ele forneceu depoimento que foi gravado e veiculado na rádio Vanguarda FM. Segundo a testemunha, ela teria sofrido a abordagem de dois homens que chegaram até sua casa, dentro de um carro bege sem placa e, os mesmos intimidaram-no, tentando silenciá-lo. João voltou para Varginha e avisou os pesquisadores que resolveram fazer uma nova gravação com a narração desta tentativa de intimidação. Logo depois, ele contou também de uma viagem para São Paulo, onde tentaram lhe subornar com dinheiro para que ficasse calado. Posteriormente, a EPTV gravou o depoimento completo dele. Lembro que no depoimento exagerado de João Bosco ficou evidenciado que ele viu quatro bombeiros saindo do mato, usando luvas, segurando uma rede, com uma estranha criatura no seu interior, que estava deitado em posição lateral. Todavia, há algumas divergências entre este depoimento civil e a fita K-7 gravada com um dos bombeiros, principalmente quanto ao local de onde João disse que avistou o ser e o local da primeira captura que segundo depoimento militar seria em um barranco. Há uma distância de três quarteirões entre um depoimento e outro! Quem estaria falando a verdade? Em 1998, João Bosco confessou que inventou parte daquela estória. Seu depoimento foi descartado completamente! Este exemplo é apenas para ilustrar as dificuldades e decepções que os pesquisadores enfrentaram durante as investigações deste caso. A única certeza dos pesquisadores, naquela época, é de que o depoimento da fita K-7 era real e informava que uma criatura com características diferentes foi capturada no Jardim Andere, na manhã daquele sábado! Também, nesta fita soube-se o nome dos quatro bombeiros envolvidos na captura: sargento Palhares, cabo Rubens, soldado Nivaldo e soldado Santos. E informo ainda que, quando aquele ser foi colocado em uma caixa e, foi repassado para outros militares em um caminhão do Exército que estava estacionado a poucos metros do carro do bombeiro, houve a participação de outros dois bombeiros, o soldado Robson e o major Maciel que autorizou, em ato contínuo, o repasse daquela “criatura estranha” para ser encaminhado à ESA. Contradições e Desculpas Esfarrapadas O aspecto mais intrigante do caso, analisado pelo “Grupo dos Sete” …