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Brasilidade - Luan Felipe
Há alguns meses, logo após escrever o post Eu também, inspirado por um filme brasileiro, percebi uma coisa: meu pensamento sobre o Brasil estava mudando. Quando mais novo, importar a cultura de outros países era bacana, cool, diferente (ainda é). Realidades que, ao meu ver, não se comparavam de forma alguma com a daqui. Os filmes eram melhores. As músicas, os livros e as pessoas eram melhores. Queria logo juntar grana e ir embora. Na literatura, sendo obrigado a ler os clássicos, ficava com raiva e isso me afastava da escrita nacional. Lembro que, mais tarde, na época em que comecei a gostar de Augusto Cury, fui pego de surpresa ao descobrir que ele era brasileiro e que, pasmem, escrevia algo que eu gostava. Como pode o Brasil ter algo de que eu goste? O mesmo se estendia para a música. Gostava de Ana Carolina, mas não espalhava muito, porque era brasileira. Sandy e Junior? Cantava sozinho, fazendo as duas vozes e imitando a Maria Chiquinha. Vamos pular! Quando perguntavam, dizia que