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Oncologia de Precisão: a mudança de paradigma que traz avanços na prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer - GEN Medicina
Por Dr. André Márcio Murad – Modernas tecnologias identificam, estudam e mapeiam os genes presentes no DNA ou RNA, tanto das células tumorais (mutações somáticas ou tumorais) quanto das células sadias, naqueles casos com suspeita de síndromes de predisposição hereditária ao câncer (mutações germinativas). Os genes podem ser estudados tanto individualmente, usualmente por meio da tecnologia de PCR (reação de polimerase em cadeia), quanto como em grupos, por meio do chamado sequenciamento genômico. A revolucionária tecnologia de sequenciamento genético de nova geração (NGS) consegue estudar vários genes e sequências de DNA ao mesmo tempo, ou até mesmo todo o exoma tumoral ou germinativo, detectando com precisão mutações e variações gênicas causadoras ou de câncer ou promotoras de crescimento e multiplicação tumoral. O exoma é o conjunto de éxons, ou seja, a parte do genoma com uma função biológica ativa, como as regiões codificantes de todos os nossos 25.000 genes. Nessa porção, portanto, encontra-se a grande maioria das alterações responsáveis pelas doenças genéticas, incluindo o câncer. Por meio do estudo genômico, identificamos corretamente os alvos terapêuticos para então definirmos a melhor terapia alvo-molecular disponível. Essa é a chamada oncologia personalizada ou oncologia de precisão. Mesmo a moderna imunoterapia também é indicada ou contraindicada de acordo com a presença de mutações específicas, instabilidade genômica dos tumores e hiperexpressão de determinadas proteínas como o ligante da proteína PD-1. A revolucionária tecnologia de sequenciamento genético de nova geração consegue estudar vários genes e sequências de DNA ao mesmo tempo, ou até mesmo todo o exoma tumoral ou germinativo, detectando com precisão mutações e variações gênicas causadoras de câncer ou promotoras de crescimento e multiplicação tumoral. Já os exames por PCR digital, como dd-PCR (digital em gotas) oferecem uma maior sensibilidade para a detecção de alterações gênicas em amostras com quantidades restritas de DNA tumoral, como nas chamadas “biópsias líquidas” (extraídas do sangue, e não de biópsias), que por sua vez serão cada vez mais utilizadas por pouparem os pacientes de biópsias desnecessárias, pois o DNA tumoral é extraído do sangue periférico (por meio da coleta do sangue de uma veia, como nos exames convencionais). O DNA das células tumorais circula pelo sangue periférico e hoje já existe tecnologia disponível para extraí-lo e também sequenciá-lo. Essa ferramenta permite não só o diagnóstico molecular tumoral, como também o monitoramento do tratamento, detectando com precisão: resposta, remissão molecular e recaída ou resistência tumoral. No sistema de dd-PCR Digital, uma amostra é dividida em 20.000 gotas e cada gota tem seu DNA