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Pai biológico e pai afetivo (padrasto) tem as mesmas responsabilidades? A tese sobre as responsabilidades do pai biológico mesmo existindo outra pessoa ocupando a figura paterna socioafetiva (padrasto) foi definida nesta quinta-feira (22/9) pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal quando afirmou, em linhas gerais, que a paternidade socioafetiva, reconhecida ou não em registro público, não impede o reconhecimento do vínculo de filiação concomitante baseado na origem biológica, com os efeitos jurídicos próprios. O julgamento sobre o tema ocorreu nessa quarta-feira (21/9). Por maioria de votos, os ministros do STF negaram provimento ao Recurso realizado por um pai biológico recorria contra acórdão que estabeleceu sua paternidade, com efeitos patrimoniais, independentemente do vínculo com o pai socioafetivo. Para o relator do recurso, ministro Luiz Fux, o princípio da ‘paternidade responsável’ impõe que, tanto vínculos de filiação construídos pela relação afetiva entre os envolvidos, quanto aqueles originados da ascendência biológica, devem ser acolhidos pela legislação. Ele destacou que não há impedimento do reconhecimento…