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Crônica: Sábado de Manhã! -
Sábado de manhã. É o fim de uma semana, mas é impossível não compará-lo a um recomeço. Um fôlego. Uma pausa. O tempo, tão bonito lá fora. Mas ela prefere só abrir uma frecha da cortina, pra deixar alguns poucos e bons raios de sol entrar. E com o sol, entra os sentimentos bons. O silêncio é dádiva, presente. Depois de uma semana agitada, cheia de coisas indesejadas, cheia de sentimentos não bem-vindos, tudo que ela precisava era isso. Uma manhã de sábado. O chá quentinho na xícara de porcelana, ouviu lá de fora, um canto de passarinho. O corpo lívido, as mãos quentes, o coração igual. Cantarolou uma canção, aquela nova do Tiago Iorc, tão serena quanto a manhã. “Me espera…”, ecoou nos azulejos do banheiro. Não tinha buzinas, nem o barulho do ar condicionado. Não tinha falações sobre assuntos irrelevantes, não tinha a sujeira da política, não tinha a acidez de um meio de semana regado a uma bebida forte pra acalmar a ansiedade. Ali, ela não se lembrava nem o que era esse mal. Sentiu-se dona da manhã, dona de si, senhora do seu próprio dia. Diante de tal calmaria, se libertou de pensamentos acelerados, se permitiu …