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Crônica: Eu preciso dizer que te amo. -
Eu vejo fantasmas em plena luz do dia, eu bebo um café ruim, eu ando em círculos pela sala retangular pequena, uma, duas, três, quatro… E uma música de funk me perturba. Contar até quatro, nunca mais foi a mesma coisa desde que você me apresentou essa praga de música. Eu, implicante, te questionava como se jogava o clima “lá no alto”, e você revirava os olhos e fazia a dancinha do “alto-cima”, mostrando que não cedeu a minha implicância. Você era a pessoa que eu mais amava implicar, levando em conta, que eu só implico com quem eu gosto, eu só irrito quem eu gosto e de você, eu gosto demais. E no fundo, eu sabia que já tinha virado amor há uma ou duas semanas, quando eu te vi chorando pela morte do seu hamster, e eu quis virar um hamster só pra te ver sorrir de novo. Eu prometi te dar um animal com uma vida que durasse mais, mas você disse que não queria mais cuidar de nada a não ser um filho e eu quis te dar um filho (…). Eu quase falei isso em voz alta, e eu sei que você arregalaria os olhos …