Era como se tudo estivesse começando outra vez, mas como sempre tinha a certeza que seria diferente, e dessa vez, realmente havia sido. Não sei bem quando foi que me apaixonei por ele, talvez foi quando eu comecei a esperar pelo “bom dia” todas as manhãs. Ou foi quando eu ria de qualquer besteira que ele escrevia, e depois fica relendo a conversa só para rir novamente. Ou quando eu dava play repetidas vezes nos áudios, só para poder escultar aquela voz vezes e mais vezes. Ou foi quando eu acabei com um mlk, que havia conhecido um pouco antes dele entrar na minha vida.
Mesmo ele quilômetros de distância já conseguia despertar sentimentos em mim, que, ele que estava bem ao meu lado não conseguiu. Ou talvez foi quando eu vi que a minha galeria do whatsapp estava cheia de fotos dele, e eu não conseguia apagar nenhuma delas. Ou foi quando ele completamente tomou posse de mim,tudo que eu falava ou fazia, mesmo com tantas outras pessoas ao meu redor, eu só via ele. Ou foi quando eu me vi tendo a primeira crise de ciúmes dele. Ou talvez quando eu notei que passava muito tempo com ele no pensamento. Ou quando eu começei a falar dele pra minha amiga. Ou quando comecei a ficar acordada até tarde, esperando “boa noite, dorme bem”, porque era assim todas vezes, tinha que ser assim pra mim dormir bem com o maior sorriso bobo no rosto. Ou talvez tenha sido quando me vi escrevendo o primeiro texto para ele. Bom, embora eu não saiba o certo quando ou como ele havia invadido meu coração. O fato é que já faz um mês que ele entrou na minha vida e se eu pudesse voltar no tempo, e impedir que ele entrasse nela, eu não impediria.
Mas se passou um mês, e poxa foi dai quando percebi que não iriamos conseguir levar os próximos dias de calmaria, quando ele começou a fazer joguinhos, procurando intrigas para alimentar o teu ego. Percebi que ele respondia apenas o necessário e nunca deixava o coração falar por ti. Percebi que ele andava preferindo paixões passageiras ao invés de carinhos e amores calmos. Percebi isso também no dia em que começamos conversar, naquela quinta-feira de outubro de 2015, pelo Skype ele dizia belos elogios sem ao menos me conhecer pessoalmente, dizia o quanto esperava por mim sem ao menos pegar na minha mão. Sei La, Deus porque eu insisto em ter ele ainda. Ele gosta de pegar pesado e eu amo essa vibe da vida. Tentei de todas as formas possíveis entende-lo, nunca consegui decifrar, o que ele realmente queria de mim. Praticamente me tinha nas mãos, mas não soube ‘’cuidar’’, digo cuidar entre aspas, porque ele cuidou de mim ate a pagina dois, mas depois me colocou de lado, do mesmo jeito que uma criança faz quando o teu brinquedo se quebra, e foi assim que eu me senti, um brinquedo quebrado, que perdeu totalmente a graça. Ate hoje não consegui desvendar o proposito disso, mas quem sabe um dia eu consiga, uma hora ou outra os mistérios serão relevados e vai ser a hora dele, colocar pra fora todas as coisas que não foi capaz de dizer enquanto eu estive do lado. Logo eu, que já fiz tanta questão de ter alguém do lado, parei de implorar continuidade. Entendi que a importância e a atenção não se impõe que a consideração é algo raro, e por isso, não se cobra de ninguém. Tem aquela hora que, finalmente, a ficha cai e a gente percebe que desinteresse é normal. Ninguém é obrigado a permanecer na tua vida apenas porque tu o ama muito. Parei de prolongar conversa só pra sair do tédio. Prefiro meu tédio a ter que mendigar atenção de quem quer que seja. Sei La, perdi o interesse. Entendi que quem quer ficar, fica não precisa a gente ficar pedindo. Quem quer ficar, faz um esforcinho para ver a gente bem. Quem não quer, lamento, mas tem tanta gente no mundo querendo de alguma forma, estar perto da gente. E eu me perguntava todos os dias como era ter tanto poder sobre alguém. Acho que não era isso que eu queria, é muita responsabilidade ter o coração de uma pessoa nas mãos. Talvez eu não tivesse o dele, mas ele tinha totalmente o meu. Tudo era novo pra mim, tudo mesmo. Eu nunca havia dito aquilo para ninguém, a não ser meus pais, mas praticamente fui obrigada a dizer a ele, o amor tomou conta de mim, ou talvez a falta de amor. E o que eu disse não era tão importante, eram só mais três palavras comuns, que as pessoas falavam espontaneamente como Bom dia. Aquele Eu amo você, foi a coisa mais sincera que já havia dito a alguém, era como se tudo dentro de mim se fechasse, era como se o meu corpo e a minha alma estivesse cheios de amor, e ate onde sei aquilo era realmente amor. Mas… O destino fez questão de mudar tudo outra fez e me fez entender que o amor não é sinônimo de continuidade. Eu levava as melhores intenções do mundo, nunca entraria na vida de alguém com a intenção de sair. Mas ele tinha que entender que eu não sou de ferro, e não era obrigada a tolerar suas mancadas. Eu podia até perdoa-lo uma, duas, ou até mais de três vezes se fosse preciso, mas não significava que iria esquecer. É estranho quando as coisas simplesmente têm de terminar. E o estagio onde todos os sentimentos já evoluíram para um nada. O pior nada, foi aquele que ele havia optado. Mesmo que ele não entenda isso nunca, ele sempre será parte de mim. E não importa o que o futuro traga, ele sempre será o meu amor, e sei que minha vida mudou a partir disso. E a única hipótese que levarei pra vida toda é que talvez os amores intensos, sejam passageiros.
É isso. Nunca se esqueça. Eu simplesmente te odeio.