Historiskahem
Embaixo do pé de carambola des-cobri que adolescer tinha cores diferentes: ora amarelo claro, ora castanho acinzentado.
Amarelo claro quando a regra era não haver regras. Ou melhor, a única regra era tirar a lama dos pés para entrar dentro de casa. Era sentir o cheiro das tangerinas no pomar há metros de distância, beber água mais-que-gelada da mina, pendurar nas galhas dos pés de árvores... se sentir os maruins dentre as pernas era sinal que o dia se findava. O pão na chapa já estava à nossa espera.
Castanho acinzentado quando tinha de retornar à cidade e usar a faceta de menina que agora sangrava. Usava casaco amarrado na cintura nos dias mais escaldantes. Passava uma pasta da cor de sua pele nas olheiras, enchimento no sutiã. Chiclete de menta era uma constância assim como abrir as pernas para lhe arrancarem os pêlos com força. Essa faceta não lhe agradava. Não agradava aos garotos, pois mesmo com todos os requisitos cumpridos ainda era graveto demais, ou melhor, a tábua da sala de aula.
Mas sexta-feira havia de chegar. E com ela não tinha mais pente, escova, chapinha. Só balanço de madeira, passeio na caçamba de trator e amarelo claro no entardecer.
“Depois durmo com a sensação estranha de que quero ser diferente do que sou, ou de que sou diferente do que quero ser, ou talvez de me comportar diferente do que sou ou do que quero ser.”
— O diário de Anne Frank. (via antipoetico)
“Quando tudo está perdido, sempre existe um caminho. Quando tudo está perdido, sempre existe uma luz. Mas não me diga isso. Hoje a tristeza não é passageira, hoje fiquei com febre a tarde inteira, e quando chegar a noite, cada estrela parecerá uma lágrima. Queria ser como os outros e rir das desgraças da vida ou fingir estar sempre bem, ver a leveza das coisas com humor. Mas não me diga isso. É só hoje e isso passa, só me deixe aqui quieto, isso passa. Amanhã é um outro dia, não é? Eu nem sei porque me sinto assim, vem de repente um anjo triste perto de mim. E essa febre que não passa e o meu sorriso sem graça. Não me dê atenção, mas obrigado por pensar em mim. Quando tudo está perdido, sempre existe uma luz. Quando tudo está perdido, sempre existe um caminho. Quando tudo está perdido, eu me sinto tão sozinho. Quando tudo está perdido, não quero mais ser quem eu sou.”
— Legião Urbana (via l-e-g-i-a-o)
“Meu doce amor, queria eu, ser poeta para poder te fazer os versos mais bonito que já pudesses ler. Queria eu, ser uma estrela para você admirar ela todas as noites antes de dormir, eu queria tanto ser o melhor para você, assim como você é o melhor para mim. Se for possível fazer o ninguém jamais fez por você, eu faço, nem precisa me pedir.”
— Um caminho de dez horas longe daqui. (via effectum)
“O problema é que queremos que as pessoas entendam como estamos nos sentindo, mas a verdade é que nem nós mesmos sabemos. O problema é que existem pessoas que se importam, mas não acreditamos em nenhuma delas. É uma espécie de paradoxo. Fugimos na intenção de que alguém nos procure. Vamos embora na intenção de que nos peçam pra ficar. Não dizemos, mas queremos que percebam. É confuso, é complicado. O problema é sermos humanos, o problema é termos sentimentos.”
— Querido John. (via inverbos)
“O que eu realmente quero que você saiba é que não importa o tempo que passe, o que aconteça ou o que a vida nos ensine. Não interessa quem somos ou quem vamos nos tornar. O que vale é o que carregamos dentro de nós. E você, guarde isso na memória para todo o sempre, eu te carrego junto comigo todos os dias.”
— Clarissa Corrêa. (via alentador)
“Quando amamos uma pessoa, a amamos por inteiro, não somente as partes boas.”
— Valentine’s Day. (via alentador)

