Vivemos uma guerra de egos, o amor tem se tornado escasso porque ninguém baixa a guarda, ninguém quer ser quem assume a vulnerabilidade de precisar do outro e então perdemos não só quem temos, mas principalmente a nós mesmos. Perdemos a briga que não deveríamos ter iniciado, perdemos histórias, perdemos os dias felizes, perdemos tudo que ainda poderia ser mas não será. Mas tudo bem, afinal, voltamos pra casa com o troféu do orgulho, tão lindo, mas completamente sem valor e vazio, então só nos resta seguir em frente. E a distância passageira se torna permanente, no fim dessa batalha não restam sobreviventes. Permanecemos sem admitir a falta que o outro faz, porque já não seria o suficiente, morremos por dentro, cada dia um pouco mais, insistimos em partir, mesmo querendo ficar e nesse momento percebemos o estrago e já tá feito, não tem mais jeito, o até breve virou adeus.