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sereia estelar

@tocomraiva

deep tarot asks🧿

the fool: what journey have you recently started?

the magician: do you feel that you have the right tools and resources in your life to achieve your goals?

the high priestess: do you trust your intuition?

the empress: do you love yourself?

the emperor: do you believe you have control over your life?

the hierophant: what traditions or rituals or mantras have you created for yourself?

the lovers: do you feel alone? are you waiting for perfect harmony in your life?

the chariot: what forces are pulling you in opposite directions?

the hermit: how do you get in touch with your emotions?

strength: in what ways are you strongest?

wheel of fortune: do you feel like you are a victim of fate?

justice: do you believe in karma, or that hard work manifests as success?

the hanged man: are you truly open-minded?

death: have you had to bury another version of yourself? what came out of it?

temperance: have you found a comfortable balance in your life?

the devil: do you have everything you want? why do you want it?

the tower: what was the last reason you really cried?

the star: are you an optimist? why or why not?

the moon: what are you hiding from yourself or from others?

the sun: what makes you happiest?

judgment: are you sure that you want your life to head in the direction that it is?

the world: are you satisfied? do you love life or do you just tolerate it?

inspired by @nightmarevirgo’s super cute tarot questions

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Termine o que você começou, escreva o livro, fale com aquela pessoa, vá àquele lugar, junte o dinheiro, pinte o cabelo, aprenda. Não hesite, não pense duas vezes. Acenda a faísca. Comece.O.Projeto.

As coisas que aprendi depois que eu morri

de estimação

  Maria Antônia ganhou de presente um gnomo.

   Pequenino, meio feioso, nariz grande e amassado, chapéu pontudo, todo sujo de terra: um gnomo.

   Já veio dentro de uma garrafa, as mãozinhas apertadas contra o vidro, o olhar desolado de quem foi aprisionado. Não interagia muito. Maria Antônia lhe passava frutas picadas pelo buraco da garrafa. O gnominho não parecia ter muito apetite. Continuava a olhar a menina pelo vidro com aquele ar de descontentamento.

   Maria Antônia foi perguntar pra mãe o que tinha de errado com a criaturinha.

   -Mamãe, por que o meu gnominho não quer comer?

   A mãe caiu na gargalhada, o que Maria Antônia não entendeu muito bem.

  -Filha, aquilo é um boneco de argila. É só de enfeite. Não tá vivo de verdade nem nada.

   -Mas argila não é terra?

   -É, ué. Mais ou menos… É um tipo de terra.

   -Então! Gnomo é feito de terra.

   -E daí?

   -Então se ele é feito de argila, ele pode tar vivo sim! Será que ele não gosta de fruta?

   A mãe deu um suspiro e voltou a encarar o celular.

   Maria Antônia deu boa noite pro gnomo e foi dormir.

   De madrugada, a menina acordou com uma barulheira danada no quarto. No escuro não conseguia ver nada direito, mas tinha uma bateção ritmada vinda da estante onde o gnomo morava. Era o barulho do vidro batendo na madeira.

   Maria Antônia saiu correndo da cama e foi acender a luz. Quando o quarto se iluminou, o barulho parou. Foi lá na estante dar uma olhada. A garrafa do gnominho estava deitada, e não em pé como costumava ficar. Também tinha rolado alguns centímetros na direção da beiradinha da prateleira, por pouco não caiu e se estilhaçou no chão.

   O gnomo queria fugir.

   Maria Antônia guardou a garrafa dentro do armário, enrolada em um monte de roupas pra evitar que caísse e quebrasse. Depois mudou de ideia, com medo de o gnomo morrer sem ar, e desenrolou todas aquelas camisas. Mesmo assim preferiu deixar a garrafinha guardada no armário.

   Na noite seguinte, foi dormir com uma lanterna do lado do travesseiro e deixou o gnomo na estante como antes.

   Ao primeiro sinal de barulho, acendeu a lanterna rápida como um raio e iluminou o lar do gnomo.

   O vidro estava embaçado.

   Por dentro.

   Como se alguém estivesse respirando.

   Na noite após essa, Maria Antônia não acordou de madrugada; mas de manhã encontrou a garrafa estilhaçada no chão e o gnomo lá, espatifado. Ela e a mãe colaram tudo o melhor que puderam, mas pouco podia ser feito pela garrafa. O gnomo remendado foi instalado numa antiga gaiola de hamster.

   A garotinha jurou que tinha ouvido o barulho da rodinha de hamster girando durante a noite.

   Seguiram-se alguns dias sem nenhuma aparente atividade por parte do pequeno prisioneiro, e então numa manhã a mãe acordou com a choradeira da menina.

   A gaiola de hamster jazia vazia na estante, a portinha escancarada.

Talita Emrich, 2017

Various renditions of The Birth of Venus. (Sandro Botticelli, Alexandre Cabanel, Francois Boucher, William Adolphe Bouguereau, Henri Gervex, Fritz Zuber-Buhler, Eduard Steinbruck)

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to make your day better

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"Eskisi gibi değilim artık. Her şeye beliren çocuksu kahkahalarım yok mesela, uzun ve içli ağlayamıyorum artık. İçimde yaşıyorum ne varsa. Anlatmaktan yana olmadığım gibi, belli etmekten de çekiniyorum. Kimsenin beni anlayamayacağını biliyorum "✨