Chico Buarque (via motoshima)
Manoel de Barros, O Livro das Ignorãças. 1993 (via olhospiscianicos)
(via photopoemando)
Cicatrizeis (via futuro-heroi)
Nevada, 1994. (via poesografias)
Camila Costa. (via poesografias)
E mais uma vez, você conseguio se afastar. Ir embora, sem deixar um bilhete explicando o por quê de sempre me deixar. Minhas mãos tremiam de frio, enquanto observava um casal! Estavam abraçados e havia afeto entre eles. Mas você nem os percebeu! Como também não notou que eu passava frio e queria que seus braços me envolvessem, me aquecendo. Me mantendo segura. Os faróis do carro me cegaram e só dei conta de mim, quando comecei a escrever esse texto. Só me dei conta depois de muitas horas absorvendo a ideia de que eu te perdi! Não para alguém. Nem para algo. Mas sim para o destino! Eu te quis e te quero demais. Mas sei que isso não pode continuar. Sei que nossos destinos não foram feitos para se cruzar. Sei que você não será meu. Nunca mais. E o engraçado que eu já sinto a sua falta demais! Mas hoje oro pra que Deus tire tudo que sinto por você. Eu não aguento mais sofrer! Entenda o por quê de eu desistir, e me perdoa por isso. Por ser a perdedora dessa história. Afinal, na nossa história eu não ganho, nunca! —R
Final de abril, o frio apareceu. Fez com que me lembrasse do dia em que nos dois conversavamos sobre sua ex namorada. Também era frio naquele dia. Lembro de ter te ouvido falando que gostava de quando ela usava moleton e o short do pijama. Você não ligava, se o shorts era curto ou não! Você a achava bonita. Aliás, para você ela era linda de qualquer maneira! E hoje eu estou aqui! aprendi a me vestir da maneira que você me achasse bonita todos os dias, como você achava que ela era. Hoje estou aqui de moletom e short do pijama. Nem curto nem comprido, do jeitinho que eu sei que você gosta! Hoje eu estou aqui sentada no chão do meu quarto, lembrando das histórias contadas por você no friozinho do final de abril. Imaginando o dia que você me olhar de shorts e moletom, me abraçar por trás e dizer o quanto eu sou bonita todos os dias! Do meu jeitinho, como eu sou! Ouvir tudo aquilo que um dia você disse para ela, mas desta vez na segunda pessoa do singular! Desta vez para mim! —R


