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A gente nunca se apaixona quando queremos, já percebeu? O amor chega e não pede licença, não pede permissão ou ao menos se apresenta. Ele chega com uma marreta e arrebenta a muralha que criamos, e de repente lá está você amando alguém, sentindo coisas que você jurava que não ia sentir.

É sem dúvidas uma coisa estranha, pois do nada você sente que pode morrer por alguém, sente que sem ela a qualquer momento você pode parar de respirar, teu coração palpita mais rápido do que o bater de asas de um beija-flor, teus olhos brilham como raios ao iluminar o céu, você sente que pode flutuar ou que o mundo está a parar, só por amar alguém. Chega a ser ridículo como UMA pessoa pode te fazer sentir tanta coisa, é bizarro demais parar pra pensar nisso, pois não se imagina alguém tendo tanto poder sobre você.

Mas é mais estranho ainda, pensar que isso é a melhor coisa que você pode sentir, mesmo que às vezes isso te leve ao inferno.

Linguagem do amor.

Você é a pessoa que eu mais amo na vida e não é exagero eu dizer isso. Também não seria uma hipérbole, dizer que eu morreria por você ou por seu amor, há quem diga que é sim possível morrer de amores.

Eu poderia dizer que amo você pra caramba, mas nem mesmo o eufemismo seria capaz de suavizar o que há de intenso por aqui. Gosto de dizer que eu amo você pra caralho, é um advérbio de intensidade muito mais bonito, não acha? Tá, tudo bem, tem um belo palavrão ao meio, mas para pra pensar, toda vez que há intensidade seja de dor ou de amor, a gente há de gritar um "Caralho", pois nem é mais algo vulgar, é só uma maneira a definir o que há de intenso por aqui.

Você é um furacão, você é aquela mais pura, bela e caótica tempestade hipnotizante, isso seria uma metáfora? Seria uma metáfora também eu dizer que meu mundo para quando te vejo ou que sinto trilhões de borboletas alvoroçadas dentro de meu estômago? Talvez não seja uma maneira criativa de eu de dizer e sim a mais pura realidade, eu acho que metáfora não se aplica a esse amor, tudo é tão intenso e real, que figuras de linguagens sejam só maneiras que achei de definir o que há de tão intenso em mim.

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eu já só busco maneiras de deixar o coração livre para que suma a sensação sufocante das artérias sendo comprimidas em mim, por mim, degenerando o que restou. me desfazendo, me refazendo; me doendo, me amando; me destruindo, me obrigando a recomeçar.

sobre nós.

apc.

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me despedi de ti vezes demais e sempre acabava voltando pros teus braços. tu viciou feito cocaína e ia acabando comigo na medida que me perdia no cheiro do teu pescoço, porque eu sempre fui refém das tuas curvas. teu riso mastigava meu juízo, tuas mãos prendiam meu corpo na medida que ganhava meus arrepios. eu sempre te queria por mais um par de horas mesmo sabendo que meu corpo era entorpecido por você. enrolar as mãos nos teus cabelos embaraçados deslizar o dedo pela extensão do teu corpo te assistir brincar com a minha sanidade e duvidar da minha razão. te devorava por inteira e nunca parecia o bastante, quanto mais te tinha mais te queria, e mais tu ia embora. eu morri uma centena de vezes tentando esquecer teu gosto que ficou tão marcado no meu coração, porque nenhuma reabilitação do mundo tiraria você de mim.

voarias