É claro que, quando são confrontados com a verdade, algumas pessoas endurecem os seus corações ainda mais. Quando a palavra de Deus vem até você, você nunca mais permanece o mesmo. Você vai aceitá-la e ficar melhor, ou você vai rejeitá-la e ficar pior. Jesus disse: 'Porque àquele que tem, se dará, e terá em abundância; mas àquele que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado' (Mateus 13:12). As pessoas pensam que sabem o bastante, mas quando elas rejeitam a palavra de Deus que vem de nós, mesmo que elas a tenham tornado ineficaz para as suas vidas, elas perderão a sua luz, e o seu conhecimento se voltará contra elas mesmas.

Vincent Cheung – Artigo: Cessacionismo: A Fortaleza Demoníaca

O Abaporu dentro de mim

Tarsila do Amaral, quando pincelou aquela figura bizarra e desproporcional, fazia uma declaração valiosa em meio ao caos modernista que assolava o Brasil. A Semana de Arte Moderna de 1922 questionava os valores tradicionais que predominavam no nosso país. A ruptura com o modelo de arte Acadêmico e europeu deixou uma certa confusão na cabeça do povo, que tentava dar à luz a um estilo brasileiro, sem saber por onde começar. Dai entra o Abaporu, figura mitológica e canibal. Os artistas estavam em conflito: não queriam copiar a arte estrangeira mas isso não significava que deveriam abrir mão de toda e qualquer influência. Foi o que Tarsila quis representar em sua obra. Os grandes pés do Abaporu representam as raízes culturais, a ligação com a nossa terra Brasil. A prática do canibalismo corresponde ao devorar um pouco de tudo, captar inspirações de vários povos e culturas, mas transformando em algo nosso, algo novo, algo moderno, algo brasileiro. E diante da genialidade dessa mulher, percebo também um Abaporu dentro de mim. Um que absorve um pouco em cada texto que lê, em cada pessoa que conhece, música que escuta e filme que assiste. O Abaporu dentro de mim se alimenta de diversidade, de conhecimento, de cultura, do novo. E mesmo com tanta coisa diferente entrando, ele sabe que minhas raízes são firmes. Mergulho no novo mas sempre consciente do que é imutável em mim. Devoro isso tudo e cresço como pessoa, incessantemente aumentando meu repertório, sem preconceito, com a mente certa de que todo o mundo e todo mundo tem algo pra me acrescentar.

Charlie J. Perry, produtor de "Singularity" falou sobre o processo de produção da música para a Billboard.

Charlie J. Perry sobre o solo do V 'Singularity': Eles me deram um resumo incrível, tipo, o que eles queriam. Era como um poema. Eles me enviaram um poema de como eles queriam que soasse. Eu li o resumo e meio que veio naturalmente pra mim, porque era muito emotivo. Eles gostam do Daniel Caesar e disseram que eles queriam algo como neo-soul. Eu, sou um grande fã do D'Angelo. Eu acho que esse tipo de sensação em uma balada é muito popular agora e as pessoas se sentem atraídas por ela. Quando eles me deram o resumo, eu pensei exatamente no tipo de musica que eu gostaria de escrever e ouvir. Eu simplesmente sentei, testei algumas ideias, tentei chegar ao nível de emoção que é preciso para uma música como essa. Eu queria colocar algo muito emocional nela. Então, baseando-me em minhas experiências passadas e relacionamentos, que não necessariamente funcionam como você espera, coisas emocionais que eu poderia usar para criar algo que, você sabe, melodiosamente tocariam o coração. Eu acho que manter a simplicidade é sempre algo bom para deixar os vocais brilharem, porque no final do dia são eles que você está ouvindo. O vocalista, a conexão humana com a música. Mantendo os acordes simples, criando um grande espaço entre a produção para deixar os vocais e harmonia tivessem partes de destaque. Eu fiquei impressionado (com a versão concluída da música), Tipo (V) serio, ele realmente se conectou com ela. Foi algo tão bonito porque nós não tínhamos nem nos conhecido ainda. Mandar algo do outro lado do mundo e alguém combinar tanto com tanta paixão e emoção foi uma experiência incrível. A personalidade dele definitivamente funciona com a música.

Inúmeras possibilidades deixam 'a mestiça' à deriva em mares desconhecidos. Ao perceber informações a pontos de vista conflitantes, ela passa por uma submersão de suas fronteiras psicológicas. Descobre que não pode manter conceitos ou ideias dentro de limites rígidos.

Gloria Anzaldúa - La consciencia de la mestiza / Rumo a uma nova consciência (artigo)

[ARTIGO] Comentários de Internautas sobre Fotos de Seohyun em Bali.

[NATE ARTIGO] SNSD, Fotos das férias de Seohyun, 'Explosão de comentários engraçados de internautas 'apaixonados da maknae' (TopStarNews)

[+678, -47] Todas são fofas Kekekekeke

[+658, -52] SNSD realmente parece bem. As membros estão se dando bem como verdadeiras irmãs. Espero que o SNSD prospere mais e mais.

[+501, -42] Seohyun merece ser amada. Seu corpo, S line é toda boa, mas ultimamente sua beleza tem crescido.

[+45, -7] Kekekeke A relação delas é boa.. Fofo

[+31, -3] A #1 celebridade que nunca causa problemas/escândalos

[+26, -2] Seohyun parece tão inocente. Tão linda.

cr. kor-eng 628Updates | eng-pt-br SeohyunBrasil, não retire os créditos!

Ateísmo x Religião

Desde a época de Platão, talvez até antes disso, existe o conflito entre ateus e religiosos. Platão pode não ter dado começo a esse conflito, mas suas ideias atiçaram bastante esse conflito. Seus ensinamentos foram as bases dos ideais defendidos pelos religiosos, assim como sua justificativa da idade média a perseguirem os ateus. Para esses religiosos e Platão, os ateus eram imorais, materialistas, com pouco ou sem apego ao mundo das ideias, mundos este que era defendido por Platão como belo e perfeito, que não podia ser provado materialmente, o mundo das ideias era onde muitos teólogos acreditavam estar Deus, no imaterial. Esse mundo imaterial, para Platão e os religiosos da época, não podia ser explicado pelo mundo material, mas o mundo material podia ser explicado pelo mundo das ideias, o mundo imaterial. Para Platão, os ateus destroem esse mundo imaterial, por pedirem uma prova material, logo está destruindo o mundo dos deuses, consequentemente a base da sociedade da construção da sociedade. Esse é um posicionamento filosófico que muitas religiões, ainda hoje, adotam. Por essa razão muitas religiões odeiam mais o ateísmo que as outras religiões, porque as outras religiões não tentam destruir o mundo divino, o ateísmo em si destrói esse mundo divino.

É mais que evidente que muitas religiões e religiosos fazem depreciação aos ateus e o ateísmo, ao longo da história da humanidade tem sido assim, como foi mostrado em capítulo anterior, lembrando que o ateísmo pode ser tão antigo, se não mais, do que as religiões. Da mesma forma, vejo muitos ateus, em resposta, depreciarem as religiões, principalmente, quando muitas religiões e religiosos atacam o depreciam, não apenas os ateus, mas também grupo, cuja existência e ideias, põem em duvida ou contradizem ideais e dogmas de muitas religiões.

Minhas primeiras pesquisas sobre ateísmo revelaram que muitos ateus se sentem, de alguma forma, marginalizados pela maioria religiosa. Outros autores como Richard Dawkins e Georges Minois também observaram essa marginalização dos ateus pelos religiosos. Contudo, ainda não observei a mesma marginalização nos religiosos, vinda de grupos ateus. Não estou dizendo que é impossível não encontrar ateus marginalizados religiosos, uma vez que o habito de marginalizar o diferente é algo inerente do ser humano, sendo religioso ou ateu. Apenas estou dizendo que não encontrei até o momento.

Também não é possível perguntar a membros dos dois grupos se eles discriminam ou marginalizam o grupo oposto, uma vez que provavelmente mentiriam sobre esse fato, pois as pessoas normalmente negam qualquer atitude que tenham feito que possa ser considerada imoral. Isso pode ser visto como uma coisa boa, se os dois grupos veem que o ato de marginalizar o grupo oposto é ruim, aponto de mentirem para alguém ao perguntar, prova que todos têm uma noção de que é ruim marginalizar qualquer grupo de pessoas. Entretanto, se a pessoa só admite isso quando os olhos do outro estão observando, isso não o torna uma “boa pessoa”, alguém altruísta, só prova que essa pessoa está querendo ser vista pelos outros como uma pessoa nobre, ao invés de tentar ser, ou ser, uma pessoa nobre.

Outro fato que me chama bastante a atenção é uma aversão maior dos religiosos com ateus do que com outras religiões. Dawkins tem apontado bastante que os membros de uma religião de uma aversão maior a pessoas sem religião, do que pessoas com alguma religião diferente. Um exemplo recente disso é onde muitos países islâmicos possuem pena de morte para quem se proclamar ateu, mas não existe a mesma pena para pessoas de religião diferente, como cristãos ou judeus. Tentaremos também, nesse capitulo, entender essa maior aversão dos religiosos com os ateus.

Faremos também nesse capitulo uma análise sobre o fanatismo, o que o desencadeia e se tal sentimento pode ser desencadeado nos ateus, da mesma forma que é desencadeado em muitos religiosos, seja a religião qual for.

Gustavo Hjort

Este artigo apresenta os embasamentos filosóficos e metodológicos da psicoterapia fenomenológico existencial: a filosofia existencialista e o método fenomenológico, destacando sua particularidade no modo de encarar a existência humana e de proceder o processo psicoterapêutico. O existencialismo oferece um olhar sobre a condição humana enquanto algo não definido, livre para fazer escolhas e em constante transformação, que se constitui em seu existir concreto por meio de sua experiência singular, imerso no mundo e na relação com as pessoas, espaços e consigo mesmo. O método fenomenológico propõe uma abertura para o entendimento das singularidades da existência em seus modos próprios de se manifestar, buscando compreender as distintas características e disposições de cada indivíduo, evitando pressuposições ou conceitos prévios sobre a pessoa, buscando captar o modo como se revela a cada encontro.

Hikikomori - Ensaio de Gustavo Hjort

Hikikomori (引き篭り)

             O termo significa “isolado em casa” um termo usado para indicar tanto o transtorno, quanto o sujeito. Geralmente trata-se de um rapaz ou uma garota que não sai de casa, em momento algum. O termo hikikomori foi criado nos anos 2000 pelo Dr. Tamaki Saito, renomado psicólogo, especialista em psiquiatria da puberdade e adolescência. Na ocasião, ele constatou em seus estudos que a retração social, ou seja, o isolamento extremo, era um sintoma de outros problemas subjacentes e não tratavam da forma correta, vendo como um padrão de comportamento que requer tratamento especial. Esse tipo de condição psicológica é considerado um problema de saúde publica no Japão, onde muitos jovens e alguns adultos se encontram nessa condição.

Basicamente um Hikikomori, segundo o site skdesu.com, é um termo que define uma pessoa que apresenta graves níveis de isolamento social, que se retiram completamente da sociedade de modo a evitar contato com as pessoas. Geralmente são jovens entre 13 e 39 anos, podendo existir casos que pode ser de 40 anos ou mais.

           Muitas pessoas na condição de Hikikomori não se socializam, ficam presos em seus quartos ou casas, como eremitas, se comunicando e vivendo apenas na internet. A maioria é dependente de algum parente da família, geralmente os pais, que não revelam a condição de seu filho por vergonha. Outros, a minoria, são autossuficientes, possuem empregos que podem ser feitos na frente de seus computadores ou possuem uma fonte de renda através da internet.

           Apesar de aparentar também ser um fenômeno exclusivo do oriente ele não é. A revista “Mente e Cérebro” publicou um artigo revelando um caso de um adolescente em Omã, país do Oriente Médio que faz fronteira com a Arábia Saudita. O adolescente em questão não saiu de sua casa por mais de cinco anos, os lhe deixavam comida todos os dias na frente de seu quarto, também recusou a tomar remédios, alegando não se considerar um doente. Não tive informações se adolescente conseguiu ou não sair de sua casa. Mas esse caso, ao que tudo me parece, ser o primeiro a respeito de um hikikomori fora do território japonês.

           Tanto o caso do jovem de Omã, quanto dos Hikikomoris do Japão, faz me lembrar de caso de agorafobia, que seria o medo de multidões ou espaços abertos. Segundo o site “Marisa Psicóloga”, a agorafobia é um transtorno de ansiedade muito comum nos quadros de síndrome do pânico. Onde a pessoa acaba evitando de sair ás ruas, dificuldade em sair sozinho e até dificuldade em ir a certos lugares, como mercados e cinemas. Resumindo, medo de locais com multidões, sua melhor solução para evitar essa ansiedade é ficar na zona segura e confortável, que é sua casa ou quarto.

 ·         O que leva alguém a ser um hikikomori?

 Primeiramente, antes de falar sobre as causas que levam alguém a ser um hikikomori, devemos primeiro considerar dois fatores, fortemente relacionados com esse comportamento: a sociedade e o desenvolvimento do individuo.

Segundo Papalia (2006) as ideias de Erikson sobre o desenvolvimento humano dizem que o individuo na faze da vida do jovem tem que escolher entre o isolamento e a intimidade. Ou o jovem adulto se compromete com os outros, ou enfrentam um possível sentimento de isolamento, ficando voltados a si mesmos. Se os jovens adultos não conseguem fazer envolvimento pessoal mais intimo com os outros, podem ficar isolados e absortos em si mesmos. Contudo, precisam de um pouco de isolamento para pensar sobre a vida.

Erikson também afirma que adultos que tiveram um bom senso de identidade, durante o período da adolescência, são capazes de fundir sua identidade com os outros. Estão dispostos a perder temporariamente parte de sua identidade com os outros. Isso leva ao entendimento que os jovens adultos que, não conseguiram fazer um forte senso de identidade durante a adolescência, acabam caindo mais facilmente no isolamento, podendo levar consequentemente a um estado de isolamento social e agorafobia.

Como na agorafobia, a principal causa desse tipo de comportamento é a ansiedade diante da inadequação social. Em outras palavras, a pessoa se sente inapta para cumprir as exigências que a sociedade pede do individuo. Isso faz com que o sujeito tome uma medida extrema de se fechar diante do resto da sociedade, procurando viver em um ambiente onde se sinta mais apto e confortável a viver, nos limites de seu quarto ou de sua casa.

Devemos considerar o fato, segundo o site “Suki desu” e “Mente e Cerebro”, a sociedade japonesa exige um alto grau de sucesso e perfeição, onde muitos jovens trabalham todos os dias para conseguir isso. A não realização dessas exigências acaba levando muitos jovens e adolescentes a um estado de depressão e ansiedade, que não podem apenas levar a pessoa a ser um hikikomori, mas também leva-la ao suicídio. Outro grave problema em de saúde publica no Japão, além de outros países desenvolvidos, como por exemplo a Finlândia.

Outros fatores também podem levar alguém a ser um hikikomori, entre eles uma forte introversão e bullying escolar. Da mesma forma esses fatores estão ligados à depressão e ansiedade.

 ·         Como identificar um hikikomori?

 A principal característica de um hikikomori é o completo isolamento do mundo real. Outra característica é a forte vivencia no mundo virtual. Como os hikikomoris vivem sua maior parte da vida no mundo virtual, eles usam esse mundo virtual como uma forma de racionalização de suas tendências a evitar o contato social. Uma justificativa que criam para si mesmo para não solucionar o problema e continuarem a evitar a sociedade.

Eles também raramente saem de suas casas e até mesmos de seus quartos. Alguns apenas saem de seus lares apenas para comprar comida, outros nem chegam a fazer isso, esses já são completamente dependentes de seus familiares, podem ser tanto parentes próximos ou não. Uma espécie de vida parasitaria, por assim dizer.

Também vivem quase que exclusivamente, ou exclusivamente por seus hobbies, uma vez que esses hobbies sejam seu escapismo e racionalização de evitarem o contato social. No Japão pessoas com esse tipo de fixação por um hobbie são chamadas de otaku, no ocidente são chamados de geeks. Pessoas aficionada por filmes, videogames, séries, quadrinhos, entre outros hobbies.

Embora pareça, não são esses universos geeks e otakus que fazem a pessoa se torna um hikikomori. Existem muitos hikikomoris que não são geeks ou otakus, assim como muitos otakus e geeks que não são hikikomoris. Um hikikomori evita ou se nega a ter contato social devido a dificuldades e angustia com relação ao convívio social, ele já está evitando a sociedade. O fato de um hikikomori despender seu tempo com videogames, filmes e outras coisas do universo otaku ou geek, é apenas a sua forma de escapismo da realidade. Mesmo que essas coisas não existissem, eles provavelmente procurariam outras formas de escapismo da realidade.

 ·         Quando um hikikomori se torna uma patologia?

 A própria condição do hikikomori em si já é patológica. Não existe um nível mais ou menos patológico, como no caso de chuunybiou, qualquer nível de hikikomori, já pode ser considerado uma patologia. O que pode ser encontrados são níveis mais intensos ou menos intensos da condição de hikikomori. Esses níveis de intensidade de Hikikomori foram descritos no blog theotakuexception.com, os estágios são:

  Estágio 1 – Pré-Hikikomori ou junhikikomori: É quando o indivíduo inicia processo de isolamento. As causas são diversas, mas todas têm vínculo direto com os acontecimentos na vida do paciente. Neste estágio, ele consegue sair de casa, algumas vezes, seja a trabalho ou estudo, mas já não apresenta muito contato social. Esta fase quase sempre passa despercebida, pois os sintomas ainda são similares aos da depressão e tantos outros problemas mais simples.

  Estágio 2 – Hikikomori: Aqui, já é possível identificar a doença, pois o indivíduo não quer exercer atividades como estudar ou trabalhar, mas ainda mantém algumas relações sociais, geralmente usando a internet. Dentro de casa, vive quase que integralmente dentro do próprio quarto. Troca o dia pela noite, justamente para evitar o convívio social.

  Estágio 3 – Tachisukumi-gata: Nesta etapa, o paciente tem uma forte fobia social, tendo as mesmas características de uma pessoa com síndrome do pânico quando em público. Os sintomas de isolamento se repetem, mas nesta ocasião, há a presença da agressividade.

  Estágio 4 – Netogehaijin: Neste estágio a doença já está fortemente agredindo o sistema neurológico do indivíduo. Ele tem aparência similar a de um zumbi, pois apresenta pouca vitalidade. A resolução da síndrome é muito mais complicada, pois já afetou também a saúde do indivíduo, podendo, em alguns casos ter perda de lucidez.

             Muitas pessoas após lerem sobre os estágios de hikikomori podem estar se classificando neste exato momento, ou se considerando propriamente como hikikomoris. Não há motivo para tal alarde. Muitos indivíduos que apresentam sintomas similares ao estágio 1 podem ser simplesmente pessoas introvertidas, com dificuldades em se socializar. Não devemos confundir Hikikomoris com pessoas com a personalidade introvertida, apesar de muitos introvertidos estarem mais suscetíveis a se tornarem hikikomoris.

ARTIGO.

Com o empoderamento feminino (um neologismo que vem do inglês empowerment, ou seja, tornar-se poderoso), o feminismo está na mídia. Até pouco tempo atrás, não era uma palavra proferida por muitas mulheres, porque ficou em parte entendida como uma reivindicação sem sentido de mulheres revoltadas que, acima de tudo, detestam homens e/ou querem dominá-los ou eliminá-los. Com o aparecimento na mídia de celebridades como Emma Watson, Jennifer Lawrence, Lena Dunham e até Miley Cyrus, o feminismo tem sido enxergado de uma nova maneira pelos veículos midiáticos. Com essas defensoras, ele se torna mais “palatável” para ser consumido, retirado dos estereótipos aos quais ficou preso (vale lembrar que o feminismo está longe de ser novidade, tendo suas raízes no século XVIII e seu florescimento nos anos 1950). A questão do empoderamento feminino e do próprio feminismo tomou a mídia nos últimos meses, chegando mesmo a eventos em que ele seria pouco provável, como a entrega do Oscar. Em um evento em que o que brilha é a indústria das celebridades e a de moda acoplada a elas, defender uma menor preocupação com o que as atrizes vestem é um movimento e tanto. O discurso da atriz britânica Emma Watson na ONU (link: https://youtu.be/rq-jogDdKFU) disse muito sobre esse momento de revalorização do feminismo. A campanha que a atriz, que também é embaixadora da boa-vontade na ONU, promove é a He For She, que convida homens a se unirem ao feminismo para garantir direitos iguais a homens e mulheres – e isso inclui direitos ao próprio homem em “coisas de mulher”, como demonstrar sensibilidade e fraqueza (a mente por trás da He For She é Elizabeth Nyamayaro, assessora sênior na ONU). O feminismo na mídia não se estendeu apenas às celebridades. No Super Bowl, chamou a atenção o comercial do absorvente Always. Nele (link: https://youtu.be/Sg7vw5GA-gU), tenta-se mostrar como os estereótipos de gênero, que colocam as mulheres como menos importantes ou menos competentes que os homens, são construídos ao longo da vida – meninas pequenas não tinham essa ideia na cabeça. E tudo isso num evento esportivo, que poderia ser considerado “masculino” demais para um comercial como esse. Outro exemplo bastante forte da repercussão das ideologias do feminismo é Michele Obama, ex-primeira dama dos Estados Unidos. Em diversos discursos, a ex-primeira dama negra e assumidamente feminista, fala sobre o direito das mulheres, sexismo e como é importante a equidade de gêneros, usando como exemplo suas próprias filhas (um dos discursos: https://youtu.be/4J_rONDhFQQ) Portanto, de um tempo para cá, o movimento feminista vem ganhando força nas mídias, repercutindo suas ideologias a partir de figuras famosas (Emma Watson, Chimamanda Ngozi, Beyoncé Knowles, Ellen Page, Taís Araújo, Jennifer Lawrence, Michele Obama, etc) e comerciais quebradores de estereótipos que apoiam, claramente, as ideias do movimento feminista.