Você perdoaria uma traição? Claro! Meu coração é nobre e sempre há perdão nele. Eu diria “Amor, eu te perdôo”. Juntaria minhas coisas e nunca mais apareceria, mas eu te perdoei, tá? Acho que não existe nada pior do que uma traição. Se dedicar, se entregar, amar a alguém e esse alguém te trair. “A carne é fraca”, justifica. A carne é fraca, mas você é forte e não merece alguém ao lado do qual você nunca possa passar em frente ao açougue: com tanta carne fresca em exposição ele pode ficar louco!
Tudo bem que há os modernos que vivem em relacionamentos abertos. Se eu acredito em relacionamento aberto? Acredito! Relacionamento aberto, aberto ao fracasso, aberto ao fim, aberto à mágoa, aberta à toda a falta de reciprocidade e dignidade sentimental que se possa imaginar. Afinal, o que é amar? É escolher uma pessoa entre as milhões de espécimes disponíveis no mundo e elegê-la ao cargo máximo de estar única e exclusivamente ao seu lado. Se é para ficar comigo e com mais todo mundo que aparecer na reta, eu prefiro ficar só!
Traição não é oportunidade, nem escolha, é caráter. Como diria uma amiga minha “caráter é uma linha reta, não faz curva”. E se você gosta de andar em círculos, ande sozinho. Faça um exercício: toda vez que sentir vontade de trair lave uma privada, para você se lembrar que toda traição termina assim: em merda. E no amor não basta apenas dar a descarga!
“A questão não é ter tudo, é escolher alguém e fazer dar certo” (A razão do meu afeto - 1998)
