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callmekarizma

@sykesanajulia-blog

Meu pai não bebia, não fumava e morreu cedo. Não roubava e morreu pobre. Tirava o que tinha para dar para os outros e teve poucas pessoas para carregar seu caixão. Depois que ele morreu, nenhum parente perguntou se seu filho precisava ou não de algo. Ou seja, em vida meu pai me ensinou a ser a melhor pessoa que eu conseguir. Em morte, me ensinou a não esperar nada em troca por isso.

Danilo Gentili.   (via recontador)

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scobss
As pessoas têm que entender que bonita não é gostosa, inteligente não é nerd, tímida não é santa e comer é para comida e não para mulher! Quer coxa e peito? Compra um frango.

Tati Bernardi.  (via recontador)

amei

Você já viu o amor de perto?  Pense bem antes de responder. Se algum dia já duvidei da existência desse sentimento tão sonhado por tantos, hoje não duvido mais.  Ontem estava conversando com meu avô, e ele me disse: “ê Brenda, tenho sentido uma saudade danada da sua avó”. Só pra colocar vocês no contexto, hoje faz 10 meses que o câncer tirou ela de nós. Continuei a conversa com palavras do tipo “Eu imagino que sim, vô. Mas a gente sabe que ela aguentou tudo que pôde.” Falamos sobre o dia em que ela faleceu. Ele ouviu seu último suspiro, e levantou acordando a casa toda. Me lembro de estar no telefone, e simplesmente jogar de lado, porque no fundo eu, minha mãe e inclusive ele sabíamos que estava chegando a hora dela. E foi minutos depois de ajoelhar no chão e pedir pra Deus “se for pro Senhor levá-la, leva ela dormindo? Pra que ela não sofra mais.”, que ela se foi. Num suspiro, tão rápido.  Continuamos a conversar, e ele me contou sobre mal sair de casa, e como nem pensa em arrumar outra pessoa daqui um tempo. Falou sobre os momentos em que fica sozinho em casa serem os mais difíceis, e como é na hora de dormir. Na cama deles, há três almofadas do Elvis Presley (grande paixão da minha avó). Falas do meu avô: “toda noite, eu coloco elas no lugar onde sua avó dormia, e logo acima o travesseiro dela, ao lado do meu. Tomo meu remédio e só durmo com o braço sobre o travesseiro dela. As almofadas são como ela deitada ao meu lado.” Escrevo cada uma dessas palavras com lágrimas nos olhos, porque dói. Quem me conhece, sabe que eu não falo sobre, que não gosto de lembrar.  Mas não, não pensem que a história deles foi perfeita. Meu avô era muito brincalhão com ela, e ela toda reclamona. Brigavam todos os dias, por contas, por bobeiras, por tudo e por nada. Mal concordavam um com o outro. Mas uma vez por ano, ele levava ela pra Curitiba, porque ela amava aquele lugar. Porque amava viajar, e ele caminhoneiro desde jovem, sempre a levava quando podia. Porque eram meses de discussão e mau humor em casa, mas duas semanas viajando em paz. E aquilo compensava tudo pra ele.  Meu avô nunca foi muito ligado a higiene, o que me faz rir porque sempre brigamos com ele por isso, e roncava demais todas as noites, mas ela nunca deixou de dormir com ele por isso. Estavam longe de serem perfeitos um pro outro, mas havia amor. Daqueles reais, sinceros. E eu vejo na saudade dele, nas orações diárias que ele faz pra ela, e nas missas todo dia 14. Eu vi o amor, por 24 anos da minha vida. E continuo vendo, mesmo que ele não seja mais a dois.

Morena (via petalarios)

Cara, a escola tinha que ensinar a esquecer e não se importar. Não adianta saber tudo de física se qualquer pessoa pode acabar com você.

Soulstripper. (via afastava)

Source: s-cuffle
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weirdoduh

eu disse “vamos tomar uma cerveja” e tu fez uma cara de nojo meio arrogante. tu disse “eu detesto cerveja” e eu fiquei pensando porque eu ainda tava falando contigo.

eu disse “eu sou teu e meu coração só bate por ti.” e tu franziu a testa e pensou duas vezes antes de falar. tu disse “eu pertenço ao mundo e vivo da razão.” e eu te olhei por cima dos olhos e sorri porque sabia que tu ia me quebrar.

durante a noite eu pensava “ai de ti se me deixasse”. mas eu percebi que um dia tu fugirias porque era teu destino.

eu não acredito em destino mas o teu tava traçado.

durante a noite tu fugiu, mesmo eu te falando que eu não aguentaria se tu fosse embora.

tu não me deu ouvidos até porque de ti eu nunca tive nada. o que era teu não era de mais ninguém. isso é porque tu eras dona de si mesma.

uma noite antes tu levava nossa medicação e eu a tequila, um mundo só nosso feito de sonhos e medo.

e tu falava alguma merda de novo e a gente ria, porque não sabíamos nem onde estávamos. em qual cidade estávamos. em que universo estávamos.

e tu me beijava de novo e nós vivíamos e respirávamos e, ofegantes, res(pirávamos), porque não sabíamos fazer mais nada. mais nada além de foder. mais nada além de se amar. mais nada além de nós.

tu passavas a mão no meu rosto tentando ligar os meus sinais. e eu sentia o cheiro do teu cigarro na manga da tua blusa. quem fuma morre mais cedo; mas todos nós iriamos morrer.

tu passavas os dedos pelo meu cabelo procurando alguma coisa nos meus olhos. e eu sentia o cheiro do teu cigarro no teu sorriso e na tua boca. quem se entrega demais morre mais cedo; mas todos nós iriamos nos entregar de corpo e alma um dia.

abraçamos os dias em que fomos felizes e chutamos os que nos odiamos.

porventura eu acho que acabamos chutando todos os dias. porque não havia um dia em que não nos odiávamos. e não havia um dia em que não nos amávamos. e a gente era mesmo feito de amor e ódio, nos contrastavamos feito preto e branco, nos repeliamos feito imãs. ao mesmo tempo nos completávamos feito Elis e Tom, nos combinávamos feito lua e sol. e nos amávamos.

teu destino tava traçado.

tu irias embora.

tu fugirias.

e tu vazou.

vazou entre meus dedos.

vazou pelos meus olhos.

vazou feito sangue ardente.

eu sorri porque sabia que tu irias me quebrar.

e quebrou.

Bárbara Xavier