eu não sei acho que tive tão poucas pessoas na vida que durante muito tempo pensei que elas fossem realmente minhas, imaginei que todo o amor que eu nutria constantemente por cada uma delas fosse suficiente pra fazer permanecerem, se não por outra coisa, só por notar que eu precisava muito, que eu precisava de verdade. e eu costumo lidar bem com isso, a maturidade chega pra gente e é bonito finalmente perceber que tem coisa que a gente infelizmente não entende, que tem gente que infelizmente escolhe não ficar, mas hoje eu tô quebrada.
Feito balão furado
que sopra de mansinho até esvaziar por completo, até murchar: lembranças que ficam pregadas na memória, memória que sobrevive do esquecimento, que esvai pouco a pouco. você lembra do abraço, mas perde a sensação do toque você lembra da voz, mas perde o impacto das ondas sonoras na pele você lembra do cheiro, mas falta a emoção de inspirar
você lembra o que é, mas perde o efeito que tinha em você.
janelas semi abertas
janelas espaços vagos na escuridão molduras de movimento de traços que desenham a vida que sopra fora do quarto escuro janelas a esperança ajardinada do pulsar de quem mora por dentro de onde os sons negligenciam o olhar de quem deseja ver mas que o coração se corrompeu janelas que mostram que há uma saída um borrão de cores mescladas mas que postas em ordem acalmam a ventania quebram a rotina e fazem poesia. Elisa Bartlett
Lamentos de um viciado em amor. (via paragrafos)
eu não posso afogar meus demônios, eles sabem nadar.
Zayn Malik. (via delator)
Caio Fernando Abreu. (via diversificador)
Clarice Lispector, Perto do Coração Selvagem
Sonhavam. (via paragrafos)
Fernanda Bezerra (via versificar)
Fernanda Bezerra (via versificar)
Ingrid Caldas. (via corujes)

