~palmas~

sachtt  asked:

Qué es eso de "La prota la palma en la primera línea?

Pues una vez me preguntaron que si sacara un libro como lo titularía.
Y, no voy a decir de siempre, pero desde que empecé a sentirme interesante tuve claro que sería algo así.

No os asustéis, no voy a sacar un libro (aunque tengo una idea en mente que puede molar mucho).

“La prota la palma en la primera línea” es una idea con la que me siento identificada. La cual no sé explicar pero voy a intentarlo dado tu interés. Yo creo que la vida va de morirse. Y que morirse no es algo negativo. De hecho yo no podría enamorarme de alguien que no hubiera muerto al menos una vez en su vida. Y yo he muerto alguna que otra vez. Simplemente es algo así como…Jaja joder me está costando…Algo así como que si la protagonista muere en la primera línea nada de lo que vaya a continuación tendría sentido.
Por lo tanto, yo me identifico con el poco sentido.

Es como…y si hacemos de la muerte un sentimiento en vez de un hecho?
(No me hagáis caso).

No sé me rayo la cabeza intentando entenderme y no sé si odiarme o simplemente dormir.

Buenas noches y gracias por preguntar!

E insieme non riusciamo a stare
ma senza noi non ci sentiamo più vivi
noi che ci amiamo per mille ragioni
ora lasciamoci senza motivi
—  Fred De Palma

O corrido mexicano saía do violão de Manny com a precisão digna de alguém acostumado a repeti-la até a perfeição. Bem, era exatamente esse o caso. Por anos a fio a melodia acompanhou seu canto entoando histórias que aprendeu no país onde vivera antes de se integrar a Fabletown. E agora estava ali tocando e cantando na praça principal da comunidade, recebendo a atenção do público reunido especialmente para vê-lo se apresentar. Era… diferente. Quer dizer, estava acostumado a tocar nos pequenos palcos dos bares nova-iorquinos e ser apenas a música de fundo para conversas de quem pouco ligava para o que ouvia. Ter toda aquela atenção era constrangedor - afinal não tocava pelo reconhecimento mas para mergulhar nas notas de suas músicas favoritas -, mas também empolgante na mesma medida. Sorrir era inevitável; sua gratidão era óbvia.

Gracias! — Ele disse tímido diante do reconhecimento; a palma das mãos suadas correndo pelos jeans. Levantou-se do banco alto com seu violão e reverenciou o público.  — Essa foi a última. Muito obrigado!

Manny abandonou o palco do festival aos risos agradecendo aos encorajamentos que recebia dos conhecidos.

Não foi tão mal, foi? — A timidez dividia espaço com a agitação e a pergunta soou na mescla dos dois. Inquieto, Manny guardava o violão em seu estojo para carregá-lo no ombro. — Pode falar a verdade, eu aguento!