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Começamos a namorar quando ela tinha 20 e eu 23, mas parecia que a vida começava ali. Vimos todas as séries. Algumas várias vezes. Fizemos todas as receitas existentes de risoto. Queimamos algumas panelas de comida porque a conversa tava boa. Escolhemos móveis sem pesquisar se eles passavam pela porta. Escrevemos juntos séries, peças de teatro, filmes. Fizemos uma dúzia de amigos novos e junto com eles o Porta dos Fundos. Fizemos mais de 50 curtas só nós dois —acabei de contar. Sofremos com os haters, rimos com os shippers. Viajamos o mundo dividindo o fone de ouvido. Das dez músicas que mais gosto, sete foi ela que me mostrou. As outras três foi ela que compôs. Aprendi o que era feminismo e também o que era cisgênero, gas lighting, heteronormatividade, mansplaining e outras palavras que o Word tá sublinhando de vermelho porque o Word não teve a sorte de ser casado com ela.

Um dia, terminamos. E não foi fácil. Choramos mais que no final de “How I Met Your Mother”. Mais que no começo de “Up”. Até hoje, não tem um lugar que eu vá em que alguém não diga, em algum momento: cadê ela? Parece que, pra sempre, ela vai fazer falta. Se ao menos a gente tivesse tido um filho, eu penso. Levaria pra sempre ela comigo.

Essa semana, pela primeira vez, vi o filme que a gente fez juntos —não por acaso uma história de amor. Achei que fosse chorar tudo de novo. E o que me deu foi uma felicidade muito profunda de ter vivido um grande amor na vida.

desculpe o transtorno, preciso falar da clarice - gregorio duvivier

  • Solar: Actually, this morning there's a little surprise in your egg.
  • Wheein: *lifts up egg shell to pull out a note*
  • Wheein: "I love you." How cute! I love you too, egg.
  • Solar: Oh, no. No, Wheein, that's me saying that to you. I love you.
  • Wheein: Ohhhhhhhh...

Most of the conversations about abuse I see on here ascribe a certain… intentionality? to abuse. And I mean, to abuse as a general concept. And while I have definitely encountered people who were wilfully and maliciously abusive, I think this is also part of a tendency to class people as ‘good’ and 'bad’ and credit bad things to individual agency, if that makes sense. Plenty of abusers are just damaged people acting out harmful patterns without recognizing them. My father, for instance, since I’ve had a lot of time to become objective about him. I’m confident that at no point did he make a decision to terrorize and shame me into any plan of his. He was just an angry, self-centered asshole who should not have been a father and blamed other people for his failings.

None of this is in any way intended to excuse abuse. On the contrary, abusive behavior is never, ever acceptable. The point is that you don’t have to make any conscious decision to be abusive, and you don’t have to belong to some class of “abusive people”. Anyone can perpetrate abusive behavior. Know what it looks like, think about your interactions, and see whether they build people up or tear them down.