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5 metas de leitura para 2017

- “Orgulho e Preconceito” (Jane Austen)

Um livro “água com açúcar” que coloquei nas minhas metas, pois gosto de ler coisas que me distanciam um pouco apenas do real e cotidiano. Já assisti ao filme diversas vezes, e decidi adquirir o livro para ter uma visão mais aprofundada daquilo que já amo. Conta a história de um “amor impossível” entre duas pessoas, que aparentemente não possuem nenhuma ligação, mas com o decorrer da trama, seus sentimentos se provam ser maior do que qualquer orgulho ou preconceito. 

- “Esquerda Caviar” (Rodrigo Constantino)

O título por si só já resume muito do que é a grande parte daqueles que se dizem defensores do socialismo, mas vivem a mercê dos privilégios de um sistema capitalista. Este é um dos livros que mais tenho vontade/curiosidade de ler, pois retrata as hipocrisias, incoerências e falácias da esquerda, principalmente no quesito do populismo de alguns “ídolos” da vertente. 

- “Não, Sr. Comuna” (Evandro Sinotti) 

Este é um livro que fala sobre política de uma maneira leve e até mesmo engraçada, refutando falácias que são típicas esquerdistas, como frases tão divulgadas e reproduzidas de Paulo Freire. Gosto de livros que ao mesmo tempo lhe proporcionam conteúdo, consigam fazer isso de uma maneira descontraída, para ler em momentos que não necessitam de uma ampla concentração, e dê para ler em momentos até para relaxar. Este é um dos demais motivos pelo qual me interesso muito pelo livro.

- “O guia politicamente incorreto da história do Brasil” (Leandro Narloch) 

Muitas da coisas que crescemos ouvindo, e que são frisadas pelas escolas, em sua grande maioria, são mentiras. E infelizmente muitos acabam levando esses ensinamentos manipulados como uma verdade absoluta, sem querer buscar informação. Este livro desmistifica todo esse ciclo de falsos ensinamentos que continuam sendo reproduzido por todos. Pessoas, que assim como eu, cresceram ouvindo que Zumbi dos Palmares foi herói, fariam bom proveito deste livro.

- “Jardim das Aflições” (Olavo de Carvalho)

Um dos livros do Olavo que pretendo ser este ano, resolvi começar a minha meta pelo Jardim das Aflições, no qual já ingressei na leitura. É um livro sobre reflexões e argumentações de corriqueiras atitudes politicas “despretensiosas”, que com seus discursos enfeitiçadores conseguem com que as pessoas façam coisas, que “lúcidos e informados, não se prestariam em fazer”. (”tout commence en mystique et finit en politique”)

Tenho uma infinidade de outros livros que aguardam na minha lista de metas, mas estes cinco são os que mais me agradam no momento e pretendo começar por eles. Assim como também tenho uma infinidade de filmes e documentários, que nos ajudam, gradativamente, a sairmos dessa bolha de falsas verdades e ignorância. 

E será que este homem realmente existiu?

Ninguém sabe responder

Zumbi é uma lenda, um herói lendário de uma história dentro da história do país que constituiu nossa nação.

Mesmo que este homem não tenha existido, ele é símbolo de um luta que está no seu sangue, que está no meu sangue, que foi derramado para que você, cidadão de classe média possa estar aí, livre.

A luta de Zumbi é a luta de todos, a luta dos negros, das mulheres, dos gays, dos deficientes e de todos aqueles que são excluidos e deixamos a margem de uma sociedade que privilegia o dinheiro a cultura e as pessoas ao negócio.

Todo dia é dia de Zumbi.

9

“Nordeste, terra de gente burra” ¬¬

Gal Costa, Maria Bethânia, Astrud Gilberto, Alcione, Zé Ramalho, Fagner, Gil, Tom Zé, Novos Baianos, João Gilberto, Caymmi, Caetano, Geraldo Azevedo, Chico Science, Chico César, Ederaldo Gentil, Raul Seixas, Mariene de Castro, Luiz Gonzaga,Dominguinhos, Jackson do Pandeiro, Gilberto Freyre, Ernesto Carneiro, José Lins do Rego, Maria Firmina dos Reis, Ferreira Gullar, Luiz Gama, João do Vale, Torquato Neto, Belchior, Augusto dos Anjos, Auta de Souza, Castro Alves, Antonio Torres, Ruy Barbosa, Tobias Barreto, Cícero Dias, Joãosinho Trinta, Anayde Beiriz, Anísio Teixeira, Rachel de Queiroz, Patativa do Assaré, Jenner Augusto, Paulo Freire, Jorge Amado, Graciliano Ramos, Zumbi dos Palmares, Mestre Vitalino, João Cabral de Melo Neto, Ariano Suassuna, Clarice Lispector, Manuel Bandeira, Milton Santos e João Ubaldo Ribeiro.

“Os nordestinos devem ficar quietos! Cale a boca, povo do Nordeste!
Que coisas boas vocês têm pra oferecer ao resto do país?
Ou vocês pensam que são os bons só porque deram à literatura brasileira nomes como o do alagoano Graciliano Ramos, dos paraibanos José Lins do Rego e Ariano Suassuna, dos pernambucanos João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, ou então dos cearenses José de Alencar e a maravilhosa Rachel de Queiroz?
Só porque o Maranhão nos deu Gonçalves Dias, Aluisio Azevedo, Arthur Azevedo, Ferreira Gullar, José Louzeiro e Josué Montello, e o Ceará nos presenteou com José de Alencar e Patativa do Assaré e a Bahia em seus encantos nos deu como herança Jorge Amado, vocês pensam que podem tudo?
Isso sem falar no humor brasileiro, de quem sugamos de vocês os talentos do genial Chico Anysio, do eterno trapalhão Renato Aragão, de Tom Cavalcante e até mesmo do palhaço Tiririca, que foi eleito o deputado federal mais votado pelos… pasmem… PAULISTAS!!!
E já que está na moda o cinema brasileiro, ainda poderia falar de atores como os cearenses José Wilker, Luiza Tomé, Milton Moraes e Emiliano Queiróz, o inesquecível Dirceu Borboleta, ou ainda do paraibano José Dumont ou de Marco Nanini, pernambucano.
Ah! E ainda os baianos Lázaro Ramos e Wagner Moura, que será eternizado pelo “carioca” Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, 1 e 2.
Música? Não, vocês nordestinos não poderiam ter coisa boa a nos oferecer, povo analfabeto e sem cultura…
Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da aterradora simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das lindas canções de Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos Alceu Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar nos paraibanos Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner… Ah, a Baiana Pitty também, ou esqueceram?
E Não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas melofias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia…
Ah! Nordestinos…
Além de tudo isso, vocês ainda resistiram à escravatura? E foi daí que nasceu o mais famoso quilombo, símbolo da resistência dos negros á força opressora do branco que sabe o que é melhor para o nosso país? Por que vocês foram nos dar Zumbi dos Palmares? Só para marcar mais um ponto na sofrida e linda história do seu povo?
Calem a boca, nordestinos!
Calem a boca, porque vocês não precisam se rebaixar e tentar responder a tantos absurdos de gente que não entende o que é, mesmo sendo abandonado por tantos anos pelo próprio país, vocês tirarem tanta beleza e poesia das mãos calejadas e das peles ressecadas de sol a sol.
Calem a boca, e deixem quem não tem nada pra dizer jogar suas palavras ao vento. Não deixem que isso os tire de sua posição majestosa na construção desse povo maravilhoso, de tantas cores, sotaques, religiões e gentes.
Calem a boca, porque a história desse país responderá por si mesma a importância e a contribuição que vocês nos legaram, seja na literatura, na música, nas artes cênicas ou em quaisquer situações em que a força do seu povo falou mais alto e fez valer a máxima do escritor: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte!”
—  autor: José Barbosa Júnior Climatologia Geográfica
Brasil não é só corrupção, não é só prostituição, não é só desigualdade. Brasil não é só violência.
  Brasil é cultura, é Amazônia, é samba, é poesia. Brasil é capoeira, é chimarrão, é mar e céu azul. Brasil é índio, é afro, é branco, Brasil é colorido. É Tiradentes, é Zumbi dos Palmares, Brasil é Drummond, é Machado de Assis. Brasil é cultura, é sorriso fácil, é feijoada, é frevo. Brasil é carnaval, é futebol, é maracatu, é alma hospitaleira. Brasil é calor, é frio, é rio, é Ipanema. Brasil é baião, é forró, Brasil é Nordeste. Brasil tem seca? Tem! Mas Brasil é esperança, é persistência. Brasil é do povo que não desiste! Brasil é meu, é seu. Brasil não é só isso ou aquilo, Brasil é nosso!
—  H. Conrado