xi and o

n-o-ra-xi  asked:

so what do you think this development means to the canonicity / how canon the glitch is? should we brush it off as a joke or be able to use it as evidence? i know it was so slight but i think it could still be valuable evidence to some theories...

… Robin had that glitch perfectly placed, where Jack was laughing and brutally killing people in the game. Even if Jack didn’t know about the glitch itself, it was NOT edited in any random moment just for the heck of it.

I think it still works as canon for those reasons.

Not to mention “one, two, Jacky’s coming for you” is eerily similar to Anti’s song from last October was also in today’s video. It’s too coincidental.

Abro os olhos mas não vejo nada. Sinto um peso em minha cabeça mas é apenas meu travesseiro. O despertador toca ao longe e não consigo alcanca-lo, não vejo nada. Finalmente consigo pegá-lo. Seis da manhã. Quantas horas eu dormi? Doze? E mesmo assim o cansaço pesa em meu corpo. Me esforço para levantar. Preciso me arrumar para o serviço, mas a minha vontade é zero. Preciso me esforçar, pego uma toalha, minha roupa branca e vou para debaixo do chuveiro. Ontem mesmo ouvi “você está doente, como pode cuidar de outras pessoas?”, isso não sai da minha cabeça. É muito difícil para mim esconder tudo isso. Passo a maior parte do dia no hospital, me escondendo daquilo que eu sei que é verdade. Mas eu ignoro. Não posso abandonar tudo, não agora. Já sou um total fracasso em tudo, desistir seria humilhante demais. Dou bom dia pelos corredores com meu estômago roncando alto. Esta tudo bem. Continue fingindo. Forte/vazia/forte. Tudo isso gira em minha cabeça enquanto a água morna escorre pelo meu corpo. Ah, se ela levasse junto com ela as minhas dores. Uma garota que finge ser feliz, mas está cheia de cicatrizes por dentro e por fora. Nos seus pulsos está escrito “be strong” mas nem ela mesma acredita mais nessas palavras. Fracassada. Assim que se define. Desligo o chuveiro e me seco, me visto, sem me olhar no espelho. A imagem que reflete nele me dá nojo. Vou até a cozinha e pego uma xícara.
- Tem bolo dentro do forno.
Ouço minha mãe falar entrando na cozinha. Na esperança que eu queira me entupir de bolo (240 cal) as seis da manhã. Apenas assinto com a cabeça enquanto preparo meu chá com adoçante (0 cal). Ela ainda pensa que esta tudo bem. Nada que sorrisos falsos, maquiagem e roupas largas não disfarcem não é? Sinto uma pontada de culpa, odeio mentir. Mas logo passa, isso tudo é necessário. Tomo meu chá enquanto minha mãe está no banho.Coloco meus fones no último volume na musica “courege”. Pego um prato e espalho farelo de bolo sobre ele. Deixo a forma do bolo em cima do forno. Pego uma fatia e jogo fora. Depois deixo o prato e a xícara na pia. Pronto. Ela vai pensar que comi aquela explosão de calorias. Só falta uma coisa. Um elogio. Vou até a porta do banheiro.
- Mãe, estou indo, ah, o bolo estava ótimo.
- Ta bom, vai com deus!
Trabalho feito. Aquela pontada de culpa volta. Mas a afasto para longe. Coloco os fones novamente e sigo o caminho do hospital. Minha cabeça dói. Estou a quantos dias sem comer? Nem sequer consigo me recordar. Chego com muita dificuldade até meu setor. Sinto um peso nas minhas costas. Tentei deixar tudo de lado, tomei cerca de dois litros de água, até ficar enjoada. Dentro dessas seis horas. A manhã passa rápido. Eu não paro um minuto. Finalmente chega a hora de ir embora. Pego minhas coisas e vou. Na saída uma colega me chama. Desacelero o passo. Ah meu deus o que ela quer agora?
- Você está bem?
(Minta!) - Estou sim, porque?
- Está meio pálida, faz dias que te vejo assim.
- Eu sou branca demais, deve ser isso.
- Você está com uma aparência de doente, isso que estou querendo dizer.
- Bobagem, estou um pouco gripada, só isso.
- Tudo bem então, se precisar de algo pode me chamar, até amanhã.
- Obrigada, até!
Uau, ok, isso foi estranho. As pessoas estão começando a perceber? Poxa, eu passo muita maquiagem e fico sorrindo o tempo todo. Aparência de doente? Isso me deixou preocupada. E se minha mãe notar algo? Vou para casa o mais rápido possível. Não tem ninguém em casa. Então me troco e deito, preciso esquecer a fome, e não, não posso comer. Tenho academia mais tarde, mas tenho medo de passar mal. O que aconteceu outro dia. Quase desmaiei, tive que dizer que eu tomava remédio forte , e que minha pressão caia as vezes. Mentira. Sou rodeada por mentiras. E sinceramente isso é muito cansativo. Oh Deus, o que eu faço para essa dor de cabeça passar? E não, não vou comer. Vou até a cozinha e preparo outra xícara de chá. O cheiro me enjoa. Tomo e volto a deitar. Meu estômago reclama, ele estava na esperança de receber algo sólido. HA-HA, não foi dessa vez meu amigo! Não sei aonde vou tirar forças para ir na academia, mas terei que ir de qualquer forma. Pego no sono, e me acordo duas horas depois. Bem a tempo de me vestir e ir malhar. Eu sempre gostei de ir na academia, é como se eu colocasse toda a minha raiva nos exercícios, gosto de me sentir exausta, aquele cansaço de “eu não aguento mais” me faz sentir bem. Por um momento parece que estou fazendo alguma coisa certa. Exceto por, fazer exercícios sem comer. Enfim, eu aguento essa. Coloquei meus fones e fui correndo até a academia, que fica a duas quadras da minha casa. Lá encontro minha linda e magra professora. (Que por favor, não dê aula só de top hoje, para eu me sentir mais fracassada do que já sou!). Venderia minha alma para ter o corpo como o dela. Tento me concentrar nos exercícios, mas estou fraca demais. Qual é, agora não! Quando me abaixo para alongar sinto tudo escurecendo ao meu redor. E já sabia o que estava por vir. Não senti mais nada. Tudo apagou. Quando consigo abrir os olhos sinto meu corpo doer, vejo várias pessoas ao meu redor, alguém verifica minha pressão. Não consigo falar. Elas falam mas eu não entendo, sinto uma pontada na cabeça, será que eu bati quando cai? Quando consigo sentar a sensação já passou um pouco.
- Como você está se sentindo? - diz minha professora.
- Estou bem, o que houve?
- Bem, você desmaiou, sua pressão foi lá no chão, já havia acontecido isso antes?
- Ah, já, e hoje está muito quente, deve ser por isso.
- Quer que levem você para o hospital?
- Não precisa, passo tempo demais lá. (brinco)
- Tudo bem, mas vá se sentar um pouco antes de ir embora. Pedi para trazerem um suco para você, tudo bem?
- Tudo bem, obrigada.
A aglomeração já havia acabado, apenas uma mulher estava sentada ao meu lado, me olhando a cada segundo pensando que eu iria para o chão de novo. Que vergonha. Isso não poderia ter acontecido. Não consegui terminar os exercícios! Que droga! Sinto vontade de chorar. Mas empurro um suco de laranja garganta abaixo. Preciso ir embora. Passei vergonha demais por hoje. Quando estou saindo alguém me chama na porta.
- Psiu.
Era um garoto, muito bonito por sinal. Olhos castanhos e cabelo escuro, usava uma blusa preta e tinha uma tatuagem no braço.
- Ah, oi. - respondi meio surpresa.
Eu nunca conversava com ninguém na academia, o máximo foi trocar algumas palavras com uma colega sobre como estava quente aquela tarde. Ele passa a caminhar do meu lado, como se eu o tivesse convidado a me acompanhar até em casa.
- Foi você quem passou mal na aula lá em cima?
- Ah, foi, mas não é nada demais, porque?
- Eu estava passando lá bem na hora, só não fui lá porque sei que atrapalharia mais do que ajudaria, sou péssimo nessas coisas.
- Que vergonha, pararam a aula por minha causa. - dou um sorriso sem graça.
- Que isso! Nada demais, mas agora você está bem?
- Ah sim, estou ótima, vou para casa já.
- Como é seu nome?
- Me desculpe, esqueci, me chamo Júlia e você?
- Lucas, mas pode me chamar como quiser.
(Sorrio)
- Ok, obrigada pela preocupação, eu moro naquela casa no final da rua. Nos vemos por aí. - tenho vontade de bater minha cara na parede depois de dizer isso.
- Espera, me passa seu número?
- Pra quê?
- Talvez eu queira conversar com você depois. - ele dá um sorriso torto.
- Tudo bem, anota aí.
Digo meu número e me despeço. Com certeza aquilo foi muito esquisito. Entro me perguntando o que tinha sido aquilo. Vou direto para o chuveiro, o que eu mais precisava agora era um banho, bem gelado, para esquecer tudo o que tinha acontecido. E os pensamentos voltam. Sinceramente achei que eles só viriam a noite, mas resolveram aparecer mais cedo desta vez. Aquela vontade de sumir toma conta de mim. “Você não é importante, ninguém te ama, você deveria morrer”. Tenho vontade de gritar. Essa voz fica repetindo isso em minha cabeça várias e várias vezes. É interrompido pelo som do meu celular. Uma mensagem. “Queria esperar mais para te mandar mensagem mas não aguentei, gostei muito de te conhecer.” Era do Lucas, aquele garoto que a dez minutos atrás eu nem sabia que existia. Coloco o celular de lado, não queria responder naquele momento. Terminei meu banho e fui para o quarto. Enfim respondi a mensagem “Também gostei de te conhecer.” Foi o máximo que consegui. Qual é! Conversamos dez minutos, nem isso, o que queria que eu falasse? Mal respondo e já chega outra mensagem. “Podemos sair um dia desses, se você puder, é claro.” (Não, estou muito ocupada fingindo que estou bem, não comendo e me cortando, ah, e meus pensamentos suicidas não me deixam em paz, então seria melhor não acontecer). “Claro, eu adoraria! Estou livre no sábado”. Idiota, não consegue ser má com ninguém, nem mesmo com alguém que acabou de conhecer. “Ótimo, te pego as oito."Ok”. Eu tinha um encontro? Não acredito. Ah e se ele quiser me levar para comer um xis burguer? O que eu faço? Que roupa vou usar sem parecer uma porca gorda? Ah, isso é o de menos, hoje é quinta-feira, tenho tempo para pensar nisso. Preciso dormir, isso que preciso. Tomo duas colheres de anti-ácido para ver se meu estômago para de chorar e vou dormir. Sexta-feira passa muito rápido, e quando vejo já é sábado. Tenho cortes recentes nos braços, como vou esconder? Um casaco e maquiagem, sempre funciona. Se não fizer um calor de quarenta graus. E já estava calor de manhã, de noite poderia ser pior. Não existe a possibilidade de eu ir de casaco, terei que ir de manga longa, a mais fina que eu tiver, mas só a maquiagem não vá cobrir os cortes, tenho mais isso para me preocupar. Me visto, passo maquiagem, um batom escuro, e não me encaro muitas vezes no espelho pois sei que mudaria de ideia sobre sair de casa. Antes que comece a por defeito em cada parte de mim a campainha toda. Era ele, pontual demais por sinal. Eram oito e um. Desci e avisei minha mãe que iria sair. Ele estava mais bonito que o outro dia, estava com uma camisa cor de mel e uma calça escura, o cabelo estava bem penteado, estava super perfumado. Ele me dá um beijo no rosto.
- Vamos?
Ele abre a porta do carro para mim. Eu apenas assinto com a cabeça. Confesso, eu estava nervosa. A muito tempo eu não tinha um encontro, nem nada parecido. E não acreditava que estava me permitindo a isso outra vez. Mas a única coisa que realmente me preocupava era aonde iríamos.
- Aonde vamos?
- Bom, é surpresa.
- Ah me fala, sou curiosa.
- Você vai ver.
Isso me deixava mais nervosa ainda. Chegamos em um restaurante. Eu tremi, meu pior pesadelo, comer em público. Respira, respira, respira. Eu tinha que segurar a barra, só por uma noite. Depois poderia ficar uma semana sem comer, ou algo parecido. Poderia me punir. Mas eu não poderia me comportar como uma louca/maníaca por comida, ele não poderia saber de tudo na primeira noite.
- Está tudo bem? - ele segura minha mão e me puxa para fora dos meus pensamentos.
- Ah sim, tudo certo, é aqui?
- É sim, vamos?
Ele desce e abre a porta para mim. Cavalheiro demais pro meu gosto. Deve ser porque é a primeira vez que estamos saindo. Garanto que ele não faria isso todos os dias. Enfim, ele apoiou a mão em meu ombro e entramos. Era um lugar confortável, as luzes eram meio fracas, o que dava um ar bem romântico. Havia uma mesa no canto direito, com dois lugares, era decorada com rosa brancas. Nos levaram até ela, ele havia reservado. Me sentei e ele se sentou na minha frente. Olhei ao redor e haviam poucas pessoas. Eram educadas, conversavam baixo. Respirei fundo mais uma vez. ‘Você consegue fazer isso’. Fiquei repetindo na minha cabeça o tempo todo. Logo trouxeram nossa comida, ele mesmo que escolheu para mim. Tinha carne, arroz, salada, era um prato bem enfeitado. Umas 398 calorias calculei. Ele me perguntou o que eu queria beber, e pedi uma água sem gás. Comecei a cortar a carne em pedaços, primeiro quatro, depois oito e depois dezesseis pedaços. Coloquei um na boca e comecei a mastigar. Essa era a hora de começar a falar, quem sabe assim conseguiria comer menos. A carne desceu rasgando a minha garganta. Estava suando frio. Tomei um pouco de água.
- Então, o que você faz? Sabe, além de ir na academia… - ele sorri.
- Eu trabalho e estudo, faço faculdade de psicologia.
Ah droga, ele ia ser psicólogo? Eu estava realmente perdida. A qualquer momento eu seria descoberta, disso eu tinha certeza.
- Ah, que legal.
Minha cora de assuntos tinha acabado por ali, eu era péssima nisso. Na verdade eu era péssima em tudo o que fazia.
- E você, faz o que?
- Trabalho num hospital e estudo enfermagem.
- Eu não conseguiria, sabe, lidar com pessoas doentes.
- Mas na verdade você vai lidar, só que são pessoas psicologicamente doentes, o que eu acho bem pior, você apenas não está vendo a doença, pois ela está por dentro, mas ela está lá, muito pior que um câncer ou algo parecido.
- Nossa, me surpreendeu agora!
- Porque diz isso?
- Você entende de psicologia?
- Além de enfermeira, sou psicóloga - sorrio - Sabe, os pacientes são muito necessitados de atenção, de ter alguém pra conversar, e eu faço esse papel também. - mexo na minha salada e coloco um pedaço de alface na boca.
- Entendi, mas não deve ser muito fácil.
- Fácil não é, mas é o que eu realmente amo fazer, parece que é a única razão pela qual eu ainda continuo viva, para ajudar as outras pessoas, cuidar.. Única forma de eu me sentir útil.
- Está sendo melancólica.
- Não estou não, estou sendo sincera.
- Tudo bem.
- Sabe, eu fazia terapia. - droga, não deveria ter falado isso.
- Sério? - ele parece apavorado - você não me parece alguém que precisaria de um psicólogo.
- É, mas preciso. - ele sorri, levou como uma cantada.
- Me diga o motivo. - nesse nível da conversa ele já estava acabando de comer, e eu ainda comendo a alface.
- Você não vai querer saber, de verdade.
- Quero sim, por isso estou perguntando, pode confiar em mim, já sei lidar com gente maluca. - ele me cutuca e sorri de canto.
- Tive alguns problemas um tempo atrás, e minha mãe achou melhor me levar numa psicóloga, que acabou virando psiquiatra e eu tive que tomar uns remédios, mas foi por pouco tempo, hoje eu estou super bem. - minto.
- Que tipo de remédios? - ah, agora ele estava querendo saber demais.
- Olha, é a primeira vez que a gente sai, não quero ficar te assustando com a minha triste história.
- Mas se eu quis sair com você e te trouxe até aqui é porque quero saber mais da sua triste história, afinal, é quem você é.
- Você vai ser um bom psicólogo. - sorrio triste. - Então tudo bem, eu tive depressão, tentei suicídio e descobriram que eu tenho transtorno bipolar.
- Só isso?
- Bom, só? Acho bastante coisa para alguém de 21 anos, não acha?
- Já atendi pacientes piores. - ele parece indiferente.
- Sofri de automutilação também.
- O que mais?
- Nada. - eu não podia falar da ana e da mia, seria um crime.
- Você é uma pessoa interessante.
- Fala isso porque sou maluca e você é psicólogo? - sorrio.
- Não, falo isso porque é verdade.
- Tudo bem.
- Você é linda. - ele acaricia o meu rosto de leve. - Mas nem tocou na sua comida, está ruim?
- Ah, não, está ótima, eu que não estou com muita fome hoje.
- Tudo bem.
Ficamos um tempo em silêncio e eu me pergunto o que se passa na cabeça dele. Afinal, eu acabei de contar que sou uma maluca suicida e ele diz que sou linda? Trazem a sobremesa e eu nem comi a comida. Graças, agora só preciso enrolar mais um tempo. Digo que vou ao banheiro. Me olho no espelho, mesmo depois de ter passado maquiagem eu ainda estava pálida. Tanto faz, aquela altura eu só queria ir pra casa dormir. Não sei porque havia aceitado aquele convite, aquilo não daria em algo bom. Eu sentia isso. Volto para mesa e ele já devorou metade da sobremesa.
- Não vai comer?
- Não gosto muito de doce.
- Você vive do que, de ar? - ele ri, eu fico muda. - Foi brincadeira, desculpe.
- Não, tá tudo bem. - não, não está.
Pego meu copo de água, quando solto ele pega na minha mão, e puxa minha manga.
- Você ainda faz isso? - o olhar dele era uma mistura de preocupação com medo. Puxo meu braço rápido, foi apenas um descuido e ele viu, isso não podia acontecer.
- Bom, cada um acha uma forma de se aliviar. - foi a única coisa que eu consegui dizer.
- Você não precisa disso. - ele pega na minha mão e faz eu olhar nos olhos dele. - Você é linda, não precisa andar por aí cheia de marcas!
Não consigo responder. O que ele estava tentando fazer?
- Está tarde, você me leva em casa? - ele parece triste.
- Sim, vamos então.
No caminho até a minha casa não falamos nada. Ele liga o som e é a única coisa que se escuta dentro daquele carro além da nossa respiração. Chegamos.
- Foi muito bom, obrigada, de verdade.
Seguro na porta para abri-la.
- Espera. - ele me puxa de volta.
- O que foi?
- Vamos nos ver de novo?
- Podemos sim, mas porque a pergunta?
- Talvez eu tenha feito ou falado algo que você não gostou.
- Não, não fez nada, de verdade. - ele acaricia a minha bochecha e coloca a mão na minha nuca, a mão dele está meio fria o que me dá um arrepio.
- Você é lin-da. - ele quase sussurra enquanto aproxima o rosto do meu, posso sentir o hálito dele em mim.
- Obrigada. - é a única coisa que respondo, eu estou anestesiada, eu quero que ele me beije mas ao mesmo tempo não quero, e penso que ele já teria o feito se quisesse. Então ele encosta os lábios nos meus, bem de leve, depois com mais força, sinto seu gosto em mim, e eu quero mais, e mais. Não quero parar agora, ele coloca a outra mão em minha nuca e puxa meu cabelo de leve, sinto um arrepio. Eu quero ele todo pra mim, naquele momento, mas não posso. Começo a beijá-lo mais lentamente, até parar e olhar para ele. Ele passa a mão pelos meus cabelos e me dá um beijo na testa.
- Obrigado pela noite.
Eu me viro e saio do carro, ainda não acreditando no que havia acontecido. Eu pensava que ele não iria me beijar, e o beijo dele era maravilhoso, poderia passar horas e horas beijando ele sem parar. A eu tinha que parar de pensar nisso e entrar em casa! Vou para meu quarto e deito na cama, preciso analisar tudo o que aconteceu. Eu saí com ele e contei praticamente toda a minha vida (ou uma boa parte dela) e ele me beijou? Isso era muito estranho. Pego minha coisas e vou para o chuveiro. Quando volto para me deitar meu celular vibra. “Durma bem.” Apenas isso. “Você também.” Respondo. Viro para o lado e pego no sono. Acordo com o despertador mais uma vez. Ao longo do dia trocamos alguns sms’s. Não me pesei hoje, e não vou fazer isso até amanhã. Tenho medo de subir na balança, aqueles números me assustam. Estou cansada, e meu estômago não para de reclamar. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer.
Pego uma garrafa de água gelada e tomo ela toda até sentir que vou explodir. Pronto agora ele pode parar de reclamar, pelo menos por um tempo. Não me lembro realmente quando tudo isso começou, quando dei por mim já estava no banheiro com o dedo na garganta, é viciante. Com o Lucas as coisas vão bem, tirando a parte que escondo o que se passa por minha cabeça vinte e quatro horas por dia. Esses dias estávamos deitados e ele passou os dedos pelos cortes em minha barriga, que estavam quase cicatrizados.
- Você não vai mais precisar disso, eu te prometo.
Não respondi, apenas me deixei envolver os braços nele, era aquilo que eu precisava, alguém que cuidasse de mim, mas o que ele não sabia é que havia algo pior que os cortes. Os pensamentos sobre suicídio não me deixavam em paz. Eles vinham no momento que queriam e estavam me enlouquecendo. Me sinto totalmente fracassada por não ter conseguido daquela vez, me descobriram, se não tivessem me levado a tempo para o hospital eu não estaria aqui agora. Acordei e vi minha mãe, e um curativo em meu braço. Sete pontos e uma garota maluca de dezesseis anos que tentou tirar a própria vida. Minha mãe não dizia nada, mas as vezes eu fingia dormir e a ouvia chorar. A pior coisa do mundo é ver sua mãe chorar, e pior ainda é saber que é por sua causa. Eu estava acabada, e sabia que precisava de ajuda, mesmo assim eu me recusava ao tratamento. Apenas me forcei a comer para não descobrirem o meu segredo, e sempre que dava, eu jogava a comida fora. Eu precisava sair de lá. Foram vinte e cinco dias, vinte e cinco longos dias que pareceram cinquenta. Finalmente recebi alta, no mês seguinte minha mãe ficava em cima de mim o tempo todo, achando que a qualquer momento eu pudesse tentar alguma coisa. Ela me olhava dormir duas vezes por noite. Sei disso pois me acordava com o som da porta cada vez que ela entrava. Fui forçada a ir na terapia duas vezes por semana, falar dos meus sentimentos com uma estranha. Nada daquilo adiantava, os remédios só me faziam sentir mais dopada e com vontade de dormir o dia todo. As vezes eu mentia que havia tomado. Foram três longos anos até minha mãe achar que estava tudo bem e que eu não tentaria me matar de novo. Ela parou de me vigiar e eu voltei a me cortar. Era o momento em que me sentia viva, vendo o sangue sair eu sabia que não tinha acabado ainda. Tenho mais coisas para fazer antes de partir. Me dediquei aos estudos, e aqui estou eu, aos vinte e um anos, deprimida outra vez. Mas de uma coisa eu sabia, que se houvesse outra tentativa, na verdade não seria tentativa, eu conseguiria, mas ninguém poderia aparecer para me salvar, como acontece nos filmes sabe? Nesse filme eu realmente morreria. Eu ignoro o pensamento o máximo que posso. Desde que o Lucas apareceu, sinto que uma parte da minha vida é colorida, e o resto é preto e branco. Não sei se desistiria da ideia de acabar com tudo por causa dele. Eu escreveria uma carta, que ele guardaria, e talvez depois de um tempo jogasse fora, para se esquecer de mim. Sei que algumas poucas pessoas sofreriam com a minha partida, mas passaria, é sempre assim que acontece. As pessoas ficam de luto, choram por noites, e depois de um tempo superam, e seguem suas vidas, é inevitável. Sou uma garota de vinte e um anos que não vê mais motivos para viver. Estou no meu quarto a umas três horas, chorando, me cortando. Não tem ninguém em casa. Meu celular tocou algumas vezes, mas não o peguei. Eu não aguento mais, preciso terminar com isso logo. Bato na parede com força, minha mão sangra. Eu quero gritar, mas minhas forças acabaram. Vou até a cozinha, na prateleira de remédios. Encontro os que eu queria, sedativos, indutores do sono, calmantes, se eu tomasse todos de uma vez dormiria para sempre? Volto para o quarto, pego uma folha e uma caneta, começo a escrever uma carta. E amasso o papel. Pego outro. Nenhuma palavra é boa o suficiente, nenhuma. Nada justifica minha falta de vontade de viver. Desisto de escrever uma carta. E faço um bilhete. “Me perdoem, mas foi melhor assim”. Apenas isso, seria o suficiente. Começo a tomar os comprimidos. Um, dois, três, vinte e quatro, quarenta? Eu acabei com as cartelas, ainda não sinto nada. Mas parei de chorar. Seria o fim? Agora meu celular toda sem parar, é o Lucas. Fico tonta, já se passaram seis horas, daqui a duas horas minha mãe chegaria, algo deveria acontecer. Vou até o banheiro, vejo tudo girar. Pego meu navalhete, que ainda não havia usado. Coloco a banheira para encher. Tiro minha roupa. Está tudo girando, me deito na banheira, eu preciso de apenas um corte e sei exatamente onde fazê-lo. Deslizo a minha com força em meu antebraço, na horizontal. E o sangue começa a sair com força, logo a água da banheira está vermelha, sinto que vou apagar a qualquer momento. Sinto medo, estava dando certo. Fecho os olhos e deixo meu corpo me levar para debaixo da água. Escuto um barulho forte, mas ao mesmo tempo fraco, está tudo confuso para mim. Quando sinto que estou indo sinto algo me puxar para fora da água. Não vejo mais nada. Quando acordo vejo minha mãe chorando, de alegria? Demoro a perceber o que está acontecendo. Eu estava entubada. A pior sensação que alguém pode ter deve ser essa. Vejo uma enfermeira correr e chamar ajuda, e tiram o tubo de minha garganta. Todos comemoram, eu não entendo nada, não tenho forças para falar. Única coisa que sei por enquanto é que estou no hospital. Quando outra enfermeira se aproxima de mim consigo ver seu uniforme, agora eu sabia exatamente onde estava, UTI. Como isso pode estar acontecendo? Minha mãe segura minha mão.
- Filha, você lembra do que aconteceu?
Não tenho forças para responder, meus pulmões doem para respirar. Tento fazer que não com a cabeça, nesse momento minha mãe já havia parado de chorar.
- O Lucas te encontrou na banheira, sangrando, desacordada, te trouxe para o hospital, mas acharam que era tarde demais, você entrou em choque, eu sei que você sabe o que significa - ela sorri triste - teve uma parada cardíaca e veio parar aqui. Você ficou onze dias em coma, os médicos não sabiam se você acordaria, ou quais seriam as sequelas se você acordasse novamente, eles estavam sem esperança na verdade. Mas eu sabia que você iria acordar! - seus olhos ficam molhados novamente - Você recebeu sangue, fizeram lavagem pois você havia tomado muitos remédios, eu fiquei aqui o tempo todo, esperando você abrir os olhos. Filha, eu não posso te perder, você é tudo que eu tenho! - ela desaba a chorar novamente.
- Oh mãe… - Consigo responder, e ouvir minha voz faz ela chorar mais, ela me abraça e eu choro também - Prometo nunca mais fazer nada parecido.
- Filha eu te amo. - Ficamos um tempo abraçadas até que ela me solta.
- Mãe, onde está o Lucas?
- Aqui existe horário de visitas, você sabe disso, mas ele passou muito tempo aqui com você, se não fosse por ele, eu teria perdido você!
- Mãe, o importante é que estou bem agora, preciso muito falar com ele.
- Vou chamá-lo.
- Ele está aqui?
- Ele sempre está filha, ele só volta em casa para tomar banho e volta para cá.
Dou um sorriso triste. E ela saí. Logo o vejo entrar, vejo uma lágrima cair e ele toca o meu rosto.
- Nunca mais faça isso comigo. - Ele desaba. Depois se recompõe, eu não consigo dizer nada. - Tenho uma coisa para você, eu não queria que fosse dessa forma, mas enfim.
Então ele se ajoelha ao lado da minha maca, tira uma caixinha preta do bolso e a abre para mim com os olhos molhados.
- Amor da minha vida, você aceita, que eu te cuide todos os dias, pelo resto da minha vida, que eu te ame, que eu acorde ao seu lado e esteja mais perto de você para garantir que nada de ruim aconteça? Você aceita se casar comigo? - Eu estou em prantos, mas preciso encontrar forças para responder. Percebo que os enfermeiros e técnicos estão todos olhando para mim e sorrindo, alguns até deixam escapar uma lágrima.
- Sim Lucas, sim! É tudo o que eu mais quero! - Ele coloca a aliança no meu dedo e me beija, e o que eu sentia era uma mistura de tudo.
Depois de um dia fui levada para o quarto, ainda haviam medicações a fazer. Então depois de oito dias recebi alta. E decidi que a partir daquele momento eu seria feliz, eu me permitiria ser feliz. Hoje estou com vinte e seis anos, e confesso a vocês, está difícil terminar de escrever com a Sofia no meu colo. As cicatrizes agora fazem parte do meu passado, e hoje estou cuidando do meu futuro. Agora vou indo, o papai da Sofia acabou de chegar.
—  Recomeçar.
Sagitario en las doce casas

SAGITARIO casa 1.- Exterioridad atlética, jovial y franca. Otorga las cualidades de Sagitario (ver libro l).
SAGITARIO, casa II.- Finanzas por la suerte y el riesgo, por el ejercicio de un trabajo liberal, ley, religión, filosofía o comercio al por mayor o de exportación, por la explotación de un don de profecía, por conferencias. Exitos financieros en el extranjero.
SAGITARIO casa III.- Relación entre el intelecto concreto y el intelecto abstracto. Estudios filosóficos. Escritos relativos a cosas elevadas o sabias. Espíritu aventurero, ideas independientes. Relaciones con extranjeros.
SAGITARIO casa IV.- Final de vida aventurero o en el extranjero. Establecimiento del hogar en el extranjero. Muerte durante un viaje. Herencia filosófica, religiosa o moral. Padres adinerados.
SAGITARIO casa V.- Relaciones sentimentales aventureras. Especulaciones, juegos de azar, atracción por el riesgo. Educación de tipo legal o religioso. Hijos en el extranjero.
SAGITARIO casa VI.- Diatesis artrítica, gota. Trastornos circulatorios. Atracción por los caballos.
SAGITARIO casa VII.- Matrimonio en el extranjero o con una persona extranjera. Asociaciones lejanas. Unión legal. Compañero o cónyuge liberal. Protecciones. Matrimonio ventajoso. A veces procesos.
SAGITARIO casa VIII.- Muerte lejos del país o durante un viaje; muerte bella. Procesos por herencia. Cónyuge con dinero.
SAGITARIO casa IX.- Idealismo, religión, ley, ciencia, profesorado. _Viajes largos (juzgar según la posición de Júpiter).
SAGITARIO casa X.- Carrera liberal o comercio al por mayor. Vida de aventuras y de viajes, de riesgos. Vida libre.
SAGITARIO casa XI.- Protecciones poderosas; amigos importantes o sabios. Relaciones en el extranjero. Amigos deportistas. Proyectos entusiastas relativos a viajes y aventuras.
SAGITARIO casa XII.- Problemas o emboscadas en el extranjero. Condena por proceso. Huida al extranjero para liberarse o esconderse. Reclusión voluntaria. Estudios religiosos o filosóficos superiores realizados en el aislamiento.
-Airastrology

Originally posted by astrobestfriends

Anônimo: Faz um imagine baseado em “She’s not me” da Zara,com o Harry….onde eles já foram casados e se encontram numa festa,e ele ta com a atual,ai no fim rola um hot na festa mesmo. Obrigada!

Olhei ao redor daquela festa regada de gente bonita e bem vestida, e não pude deixar de ver meu passado ali. 

Depois de longos seis meses, Harry, meu ex marido, estava ali nos braços de outra.

Uma garota loira de cabelos longos, estava de mãos dadas com Harry que sorria o tempo todo. 

— Ash — chamei minha amiga — Você sabe onde tem um local mais arejado por aqui ? Esse calor está me matando…

— Claro. A cozinha é um ótimo lugar. 

— Certo, eu já venho.  

Me dirigi até a cozinha e me deparei com inúmeras janelas enormes, melhor lugar para dispersar a fumaça. 

Acendi um cigarro e traguei a fumaça, o colocando entre os dedos. Desde meu divórcio com Harry, a nicotina tem sido uma grande amiga. 

— Não acredito que está fumando — ouvi uma voz familiar entrando na cozinha e trancando a porta da mesma. Era Harry — Você não era assim, S/n 

— Sem cinismo — olhei para ele revirando os olhos — Dá licença — tentei passar por ele que me impediu, segurando meu braço esquerdo 

— Desde quando fuma ? — ele perguntou me encarando como sempre fazia 

— Desde que me divorciei e estou tendo que dar meus pulos para pagar as contas e sobreviver sozinha 

— Desculpa convincente para fazer essa fumaça — deu um sorriso de canto tirando sarro

— Aí Harry — disse perdendo a paciência e jogando o cigarro pela janela — O que você está fazendo aqui ? 

— Eu é quem te pergunto. A festa está acontecendo lá fora, por que se trancou aqui ? 

— Eu não sou obrigada a ficar vendo aquela cena sua com aquela piranha qualquer — cuspi aquelas palavras vendo a expressão dele ficar mais seria 

— Ela se chama Kate.

— É… não se chama como eu — disse desapontada — Me diga, Harry, quantas brigas vocês já tiveram ? — ele ficou em silêncio me olhando — Vocês nunca tiveram uma briga, não é mesmo ? 

— É… — ele disse sem jeito passando a mão pelos cabelos 

— Ela é nova, bonita, vocês com certeza devem estar vivendo um conto de fadas… Mas você sabe que no fundo, ela não é como eu 

— Por que você está me dizendo essas coisas ? 

— Eu vejo a forma que ela te trata, ela tenta agir como eu mas ela nunca vai ser a mesma que eu era com você 

— Cada um tem seu jeito, S/n — ele tentou contornar a situação. O tempo todo ele ficava entrelaçando um dedo no outro, típico gesto de quando estava ficando aflito

— Como você está ? Está feliz ? Quando você conta suas piores piadas, ela se acaba de rir como eu fazia ? 

— Não… — ele disse baixo 

— Vocês ficam acordados por horas quando você perde o sono, só conversado e conversando ? Ela sabe o significado dessas sua pulseiras ? — segurei nas mãos dele — Eu ainda guardo aquela pulseira que me deu na nossa viagem para Malibu 

— Eu não sei onde você quer chegar com isso — ele tirou suas mãos das minhas

— Eu estarei te esperando, Hazz… Eu espero mais uma semana, um mês ou até um ano, eu vou te esperar… Porque eu te amo — disse baixo no ouvido dele sentindo o perfume dele inundar minhas narinas

Abaixei a cabeça depois do meu desabafo com ele e sobre tudo que eu ainda sentia. 

Suas mãos foram para a minha cintura sem que eu esperasse, e deu um aperto forte. 

— Ela não é igual a você em nada — ele disse baixo no meu ouvido — Muito menos no sexo… 

— Filho da puta — sorri sacana e ataquei os lábios dele. Seis meses sem sentir os lábios daquele homem para mim era uma eternidade. 

Abri os botões da camisa dele e tive a visão daquele abdômen tatuado depois de tanto tempo. 

— Eu quero que me foda — disse entre os beijos que eram distribuídos no meu pescoço — Quero que me foda aqui como você fazia 

— Gostosa — disse e deu um aperto forte no meu bumbum 

Senti ele me encostar em um balcão que tinha ali e passar a mão pelo meu vestido a procura do zíper. 

O vestido que eu usava caiu do meu corpo, deslizando delicadamente pela minha pele. 

Harry abaixou a minha frente e abaixou minha calcinha branca de renda. Sua boca quente entrou em contato com minha vagina úmida me fazendo dar um grito.

— Fica quieta, amor. — ele disse baixo e continuou o trabalho com sua língua.

Harry dava fortes chupões no meu clitóris e segurava minhas coxas com força. Vem ou outra ele me penetrava com a língua e me fazia chegar ao paraíso literalmente. 

— Porra, Harry — minha voz saiu falha, enquanto eu agarrava os cabelos dele — Tira logo sua roupa 

Ele se levantou e se despiu da camisa e da calça social que usava. Tirei sua bóxer branca tendo a visão de seu pênis grande e grosso, cheio de veias ao redor e sua glande toda molhada. 

Harry começou a esfregar a cabeça de seu membro na minha vagina me torturando lentamente. 

— Harry… Não faz isso — implorei sentindo meu corpo todo se acender 

Sem aviso prévio, seu pau entrou inteiro rasgando minha vagina.
Se eu não estivesse tão molhada e tão sedenta por sexo como eu estava, certamente ele havia me machucado. 

— Estou te machucando ? — ele perguntou movendo seu quadril contra meu corpo, fazendo seu pau entrar por completo em mim 

— Não — disse entre os gemidos.

Harry levou sua mão até minha boca, impedindo que os gemidos saíssem. 

— Que delicia, S/n… Caralho — ele jogava a cabeça para trás enquanto me penetrava 

— Harry, eu vou… — antes de terminar minha frase senti meu corpo ficar mole, minha intimidade ficar sensível e eu só queria cair ao chão de tanto prazer. 

Harry continuou segurando meu corpo e continuou me penetrando rápido e forte. 

Logo senti seu líquido quente escorrer pelas minhas coxas, me causando leves arrepios. 

— Porra — ele urrou fechando os olhos — Estou tão cansado… — admitiu com a voz trêmula 

— Você acabou comigo. — minha respiração seguia ofegante enquanto eu procurava forças para me levantar daquele balcão. 

Harry pegou meu vestido do chão e o colocou no meu corpo de uma forma delicada. Sua roupa que também estava jogada ao chão, foi colocada em seu corpo por ele mesmo. 

Gostas de suor estava presente na testa dele, enquanto eu sentia a base escorrer do meu rosto devido ao calor que aquele homem me causava. 

— Harry… 

— Xi — ele me interrompeu colocando o indicador sobre meus lábios — Não fala nada… Ela nunca será como você, eu te amo!

n-o-ra-xi  asked:

do you think anti will return anytime in october/this year period?

ABSOLUTELY.

We know how much Sean enjoys the concept of Anti (even going as far as saying it’s one of his favorite things to do on the channel), so I can’t see him suddenly stop out of nowhere.

October is too perfect time of year for something not to happen.

Also… Anti’s final words: “This isn’t over… See you soon.” We’ve never had a such a threatening/ ominous warning thrown at us on screen before- and now he’s gone(?), and we’re in yet another waiting game…

He’ll keep his promise.

jackal-of-tartarus  asked:

ONCE YOU WERE JUST AN UNMOLDED LUMP OF YEAST AND NOW YOU ARE AN ALMIGHTY LOAF OF MAGICAL BREAD. HAPPY BIRTH

a  H YE S  T HE  E PIC  S AGA O F M Y V ER Y OW N  BR EA  D L I FE;;;;; ; I   M  T  H  A N   K    U   

Luhan : Trust Me [Scenario; Request]

“Girls! She’s that girl who is with Luhan oppa!” A girl shrieked, grabbing your attention as you were using a shortcut way back through the park. Your heart stopped and you froze, looking over your shoulder where you stumbled backwards when a bunch of girls were making their way towards you. Running away would only result to them coming to harm you even more, which leads to why you remained still, hands clenching onto the hem of your shirt where you swallowed nervously, not really sure what was going to come when the girls had surrounded you as if you had commit a crime when they were giving you glares – daggers, to be exact.

“You’re that girl.” One of them snarled, making you shiver inwardly but you tried not to show you were afraid.

You can get through this, you reminded yourself as you had a firm stand on the ground.

You’ve been with him for years now, there’s nothing to be afraid of – that’s what your heart chanted over and over to give you strength.

“Yes, I’m that girl.” You spoke up bravely, only to realize that a few seconds after that, everything went turning to a complete nightmare.


“Where is she?” Luhan mumbled as he rolled over on the bed. You had insisted that after a quick run to the market to get him some painkillers for his head that you’d hurry back home considering it was getting dark. He frowned when he decided to call you, his heart felt uneasy as he reached over to dial your number.

“Sorry, the number you hav-“ He shoved his phone away with a groan, shaking his head with a deep frown, “Don’t tell me she switched off her phone…”

He tried to keep calm, lying down on the bed where he stared at the ceiling with a small pout. “Maybe she’s on her way back.”

He smiled and nodded with a positive mind, “Yeah. I mean, maybe there’s traffic jam- God damn it, Luhan. She’s walking!”

He hissed at the thought of anything bad that had happened to you as it flooded his mind. Thoughts of you getting hurt or anything close to that had invaded his personal thoughts along with his positive ones, turning all of them bad as he shot up from the bed with a hiss, “I can’t take it!”

With the grabbing of the jacket that was messily hooked on the coat rack, he had dashed out of the door – not caring about his head when clearly, his heart was pounding harder than his head because he was worried sick.

Just as he had reached the market, he saw one of the aunties that you would usually go to and she was the first person Luhan approached. “Ahjumma,” He called her politely with a smile. The old lady looked over her shoulder only to grin when she recognized your boyfriend. “Ah! Luhan!”

He grinned and bowed out of respect, “Ahjumma, did you see my girlfriend?”

The kind old lady gave a nod with a smile, “Yeah, she left thirty minutes ago, though.”

Luhan frowned, “Did she say where else she was going to go?”

The old lady frowned with Luhan, shaking her head. Just as Luhan wanted to bid goodbye, she snapped her fingers, “Ah! She did say she was going to use the park as a shortcut on her way home.”

Luhan’s eyes brightened with glee as he bowed to the old lady gratefully, “Thank you, Ahjumma! I’ll be heading my way now.”

The old lady gave a mere nod and bid him goodbye before he turned on his heels to set out to find you.

Just as he reached the park, he called out your name a few times, in which, you flinched when you heard any noises. “Baobei?” He called out again when he swore he heard your voice but since it was dark around here as it was nearing 10p.m..

You curled up even more, back leaning against the tree trunk as you were on the ground. If you could, you wanted to hide away from the world… if only that was possible. Luhan frowned and sighed, “Baobei!” He gave a desperate cry when all he wanted to do was find you – he didn’t care about the painkillers anymore. He just wanted you safe. When you heard Luhan’s voice booming into your ears, it felt like there was source of hope and your eyes opened carefully to scan the area. Considering you got used to the darkness here, you managed to see a figure up ahead – a distance away.

“L-Luhan?” You called him meekly, hoping it was him and the moment that figure turned around, you sighed in relief when it was your loving boyfriend who ran towards you despite the lighting.

“B-Baobei!” He breathed out thankfully, crouching down where he gripped onto your arms but it made you wince – painfully as you clenched your eyes shut. He froze and gulped, shaking his head as he thought that maybe he was hearing things but the moment he tried to pull you up again to question why you were on the ground, his whole heart stopped when you whimpered this time, threatening to cry from the immense pain stinging your body all over. His face paled and you would’ve been able to see that if it wasn’t for the darkness surrounding you.

“Baobei, what happened?”

When there were rustlings of the leaves, you closed your ears and shook your head frantically – as if you were afraid. Cross that, you were petrified. Luhan swallowed hard as he tried to make up what could’ve caused you to be this way but then it hit him like a ton of bricks.

It was just recently that Luhan had made it public that you were his girlfriend for years now, could it be…?

“B-Baobei, who did this to you?”

“I… I don’t know.” You croaked out, shaking your head and he hushed you when you were turning into a sobbing mess in his arms as he enveloped you in with his warm embrace. You whimpered in his arms like a lost, hurt puppy and it stabbed Luhan in the heart as he held you in. “Girls… There were many of them…” You sobbed in his chest, fingers wanting to grip onto him but even your fingers had cuts.

“L-Let’s get you home first…” Luhan suggested quietly as he would be taking care of you better when he brought you home but now, you couldn’t even move as you were too scared and fragile to even think about walking. “N-No!” You raised your voice almost instantly but you were weak, allowing Luhan to sense that as you let your head fall back, eyes closing shut and that gave Luhan the scare of his life.

“Baobei? B-Baobei? Baobei!” He called you out a few times and he resorted to shaking your body but you wouldn’t even wake up. Luhan hissed, getting up where he cradled you in his arms. He then proceeded to hurriedly jog towards the nearby clinic that was just five minutes away from where the park was.


“Jesus, what happened to her?” The doctor asked the moment he entered the room with Luhan by your side on the bed and with Luhan not being able to answer.

The doctor sighed when he saw the look on Luhan’s face. He was now stroking your cheek delicately, a hand holding onto yours where it made his heart clench, lips quivering as he saw your wounded state. He swallowed hard, shaking his head as you wouldn’t wake up.

“Young man, please step aside.” The doctor called out nicely and Luhan listened to her orders, letting go of your hand where he stepped to the side but he was still close. The doctor lifted your eyelids one by one with a torchlight shining on them before she put it away. She proceeded to then analyze where could be your possible injuries and the more she revealed as she removed your clothing, the more Luhan got the shock of his life.

Your legs were literally covered in bruises – mostly at the calves and ankles, one of the main reasons why you couldn’t walk back home even if you tried: you would result to limping or crawling at the best. Your fingers had slight cuts on them, a sign that you were trying to fight back but it was one against many, it was a hopeless fight. On your wrists there were three bruises on your left wrist, while the right had two. Thankfully, your face didn’t have much injuries but based on how pale you were, Luhan felt his heart breaking piece by piece just staring at the doctor reveal more wounds. The doctor lifted up your shirt up till your chest where she sighed in relief, looking over to Luhan who was just as worried. “Her vital organs are safe. Other than that, please tell me you weren’t the one who beat her up.”

Luhan shook his head with a small frown, “I would never ever lay a hand on her. I love her to death…” Luhan exposed his feelings unintentionally, a hand reaching to tuck strands of your hair behind your ear with a look that showed he was hurting just looking at you like this. The doctor sighed and gave Luhan a pat on the shoulder, “Follow me, young man. I’ll give you instructions on what you should do when you get back. As for the fees and medicine, please see the nurse outside after.”


You winced the moment you felt coldness on your skin. Your eyes shot open tiredly only to see that you were now back home – in the bathroom to be exact where you were sitting on the counter. Luhan was in between your legs, attempting to remove your clothes as careful as he could so he could wash you up. Your breathing grew shallow as you were close to crying and Luhan could see that. Luhan only managed to get rid of your shirt and pants and what’s left were your undergarments. You winced and instinctively clung onto him, whimpering that it hurt but not being able to hug him hurt even more.

“Baobei… Don’t move.” He rasped, not wanting to hurt you but you shook your head, “Please…” You pleaded, earning a frown from him when he could see that on your bare back, there were a few scratches. He felt guilty, but he wrapped his arms around you delicately trying not to hurt you but you clung onto him tighter. The two of you remained like that for a while and you started crying because it hurt and because you were afraid. Luhan could feel his shirt becoming damp but he didn’t mind.

No, he couldn’t.

Not when his heart was hurting this bad and not when you were in this condition.

“Baobei…” He croaked out sadly, eyes glazing with tears as he was this close to losing it. He kept thinking that if it wasn’t for him, you wouldn’t be in this position, you wouldn’t be hurt like how you were right now. “I… I’m sorry. It’s all my-“

“Can…” You cut him off first, making him seal his lips as he listened – he had to at this moment when he knew how much it must be hurting for you to speak. Your eyes looked over at the bathtub before he followed your gaze. Without saying anything else, he had proceeded to giving you a bath first.


“Whatever you’re thinking of doing, don’t do it.” Was the first proper sentence that you said after the wordless bath he had gave you merely a few minutes ago before he got you dressed and brought you to the bedroom. He was sitting by the bed beside you, guilty hanging his head low as he couldn’t face you but he knew that he had to when you started speaking to break the silence enveloping the two of you.

Luhan lifted his chin meekly to look at you reach over for his hand on the bed. You winced when it hurt your fingers but it didn’t matter – you had to make it clear to him. He gasped when he saw you hurting, so he shifted closer to enable you to hold onto him better with two of your delicate hands. You smiled a little, being able to hold his hand that you looked up to smile at him wider with warmth. Almost instantly, he felt like everything was going to be okay.

He felt like… anything that comes in the way of your love, it will be dissolved with the overflowing love the two of you shared.

“I know, that I’m in a really bad condition right now,” You started off soft, looking down on your legs that were stretched out as well as down on your arms and wrists, “And it really hurts – bad.” You groaned at the end, making him twitch his lips upwards because he found it so endearing that you managed to lighten up the tension between the two of you at a time like this but it wasn’t enough to relieve the guilt that was strangling his heart.

You frowned this time and managed to grip onto his hand tighter, holding back a wince as you made him gave you a look filled with worry that increased by tenfold – he was dead worried. “But whatever it is – it wasn’t your fault.”

His eyes widened in partial shock as he pressed his lips into a thin line to hide the fact you caught him off guard but it was useless – you saw it through him already. “It was never yours to begin with so don’t go around blaming yourself because I know, that is what you’re capable of doing. So I’m telling you here and now that by you doing that, it’ll bring no good so don’t do it, alright? Promise?”

He shook his head a little, eyes closing shut where he released a deep sigh.

“Baobei, I don’t know how I can make it up to you. You say it’s not my fault but,” His eyes opened to greet yours sadly, “But I feel so guilty – you wouldn’t even be able to imagine how the guilt is killing me right now.” His other hand shot up to your face where he stroked your cheek delicately, “Seeing you in this much pain… I don’t know if my heart can take it.”

“Especially when it’s because of me…” He croaked out miserably, bringing a much more evident frown to your face as you shook your head, “Luhan, I said it wasn’t your fault.”

“But – I just… I…” He exhaled shakily, looking away from you where you swore you saw tears welling up in his eyes. You felt a deep kick in your gut but you managed to reach up with your wounded hands to place it on his cheeks – making him feel warm in an instant with his eyes looking back at you, a look that told you not to push yourself to hold onto him but like you’d ever listen.

“I’ll be fine, Luhan. Maybe it’ll take some time to heal but with you by my side, it’ll be alright again. There will be actions that will be needed to take and precautions starting from now but that doesn’t mean we can’t get through it together.” He sniffed a little, his hands reaching up to lap over yours on his cheeks, “And I know that as long as we love each other, we can get through whatever that comes in our way. Trust me.”

With that small smile you gave at the end of what you had to say, with that amount of sincerity that contained in your voice just showed him how much you really loved him to put up with all of this – as well as coming to the extend to assure him that everything was just going to be fine even when it doesn’t seem like it will, your words had proven to him otherwise.

He brought your hands down from his cheeks, onto your lap before he leaned closer to press his forehead with yours, staring into your pair of dark orbs that promised so many wonders – one being making him feel like the happiest man that ever lived.

2

How to play Dragon Quest I on 3DS 

At the end of the credits from the true ending Dragon Quest XI: Sugisarishi Toki o Motomete, you’ll get a special password which you need to input into the game’s password menu (ふっかつのじゅもん) which allows you to download the Famicom version of Dragon Quest for free! You need to own and beat Dragon Quest XI for this to work. Many thanks to Kite for clarifying much of the above! 


Follow @japanese3ds

anonymous asked:

Cómo hago para decirle a una amiga que soy bi, enserio necesito saber cómo decirle, cómo ser cuidadosa para no asustarla.. me gusta tanto.

¡Un bisexual! ¡Que miedo!

No, en serio, ¿desde cuándo los bisexuales dan miedo?

Sólo hay que decirle hey, soy bisexual, y punto, ¿para qué dar rodeos y maquillarlo? es lo que eres, estamos en el siglo XI, te acepta como eres o no, punto.

2

“The light shines in  the darkness. and the darkness can never extinguish it. .”  John 1:5         

THE GOOD SON 8TRACKS

I. little black submarines - the black keys / II. the preacher - jamie n’ commons / III. too old to die young - brother dege / IV. what makes a good man - the heavy / V. show me how to live - audioslave  / VI. bad things - black rebel motorcycle / VII. jesus for the jugular- the veils/ VIII. sign of the judgement -  cassandra wilson / IX. from here to hell - the coffinshakers / X. all saints day - the silent comedy/ XI. awake o sleeper - brothers bright / XII. it’s just my skin - george ezra/ XIII. the man comes around - johnny cash / XIV. mortis - kasabian ///  

Domnule diriginte,
Vă spun cu cea mai mare părere de rău că regret că v-am avut ca diriginte în toţi aceşti ani.
Dvs. sunteţi cel care mi-a dat dreacu imnurile pentru nişte versuri de clasa a II-a, iar asta m-a făcut să mă detest. Ce era în neregulă cu ceea ce scrisesem eu?Ştiţi câte semne de întrebare s-au ridicat atunci, câte semne de întrebare mi-am pus? Am scris, am scris, am scris şi am scris. Am tot încercat să găsesc ceva demn de aspiraţiile dvs, iar apoi să mi se cânte în faţă imnul de care nici nu ştiam că a fost ales, dar eu scriam şi tot scriam, ca să găsesc ceva care să vă facă mândru.
Ne-aţi făcut să părem în faţa tuturor profesorilor ‘o clasă de manelişti’, dar nu aţi ştiut să priviţi dincolo de majoritate, iar minoritatea din care fac şi eu parte suportă consecinţele acestei denumiri: injurii, bârfe, note mici, neimplicare în proiecte, neinformare, excludere.
Acum, în ultimul an, aţi depus cerere ca să renunţaţi la dirigenţia clasei, aşa, cu nonşalanţă, iar dacă nu vă era refuzată cererea, ne-aţi fi lăsat fără să priviţi în urmă şi fără  niciun strop de vinovăţie.
Nu aţi reuşit să ne ţineţi  uniţi, şi poate că aici nu e în totalitate vina dvs, dar aţi fi putut să faceţi un efort. 
NU aţi ştiut să ne iubiţi.
În clasa a XI- a ne vedeam o oră pe săptămână, în care ne trecaţi note sau ne motivaţi absenţe. În rest, nu v-a păsat. V-aţi făcut datoria de profesor, dar nu şi de diriginte.
Aş fi preferat să am un diriginte care să nu se ducă în cancelarie şi să se plângă de cât de proastă e clasa lui, un diriginte care să ne implice în proiecte, căruia să îi putem spune ce simţim, fără să ne judece. Să ne fie prieten, tată, frate, dar nu doar profesor.
Nu aţi fos nimic din  toate astea, vă urez baftă în continuare şi vă sugerez să nu mai preluaţi dirigenţia unei clase, dacă nu sunteţi dispus să vă implicaţi să o iubiţi.

some sleepy tunes to make you feel ok

i. cough syrup // young the giant ii. the world spins madly on // the weepies iii. we will become silhouettes // the postal service iv. home // gabrielle aplin v. oblivion // bastille vi. it’s alright now // bombay bicycle club vii. cherry wine // hozier viii. bloom // the paper kites ix. the fall // imagine dragons x. the moon song // karen o xi. like real people do // hozier xii. float // pacific air xiii. featherstone // the paper kites xiv. first day of my life // bright eyes xv. chandelier piano ver. // sia xvi. it comes back to you // imagine dragons xvii. hurricane // halsey  xviii. in my veins // andrew belle xix. stars // the xx xx. everlasting light // the black keys xxi. hindsight // pebaluna xxii. house by the sea // moddi xiii. roslyn // bon iver xxiv. i exist i exist i exist // flatsound xxv. white blood // oh wonder xxvi. in the embers // sleeping at last

LISTEN

蝶戀花 (A Butterfly Falls In Love with a Flower)
Milk @ Coffee
蝶戀花 (A Butterfly Falls In Love with a Flower)

花儿花儿为谁开

huā ér huā ér wèi shuí kāi

Dear flower, dear flower, who do you bloom for?


一年春去春又来

yì nián chūn qù chūn yòu lái

One year passes, spring goes but comes again


花儿说它为一个人等待

huā ér shuō tā wèi yǐ gè rén děng dài

The flower says it is waiting for someone


无可奈何花落去

wú kě nài hé huā luò qù

However, inevitably the flower wilts away


似曾相识燕归来

sì céng xiāng shì yàn guī lái

When the yearning swallow returns


花园里 小路上 独徘徊

huā yuán lǐ  xiǎo lù shàng  dú pái huái

It can only walk alone along the small lane of that very garden


# 四月的微风轻似梦

sì yuè de wēi fēng qīng sì mèng

The April breeze blow lightly like a dream


吹去了花瓣片片落

chuī qù le huā bàn piàn piàn luò

It blows away the flower petals, falling to the ground


怕春花落尽成秋色

pà chūn huā luò jìn chéng qiū sè

Afraid that all the spring flowers will wilt to become autumn colours


无边细雨亲吻我

wú biān xì yǔ qīn wěn wǒ

The drizzle rain brush gently against my cheeks

Sebran. In every sense (o)f the phrase; I can’t stand y(o)u. Y(o)u have t(o) be the m(o)st ann(o)ying pers(o)n (o)n this deadbeat website and planet as a wh(o)le, actually, since everything y(o)u say is c(o)mpletely inc(o)herent. When y(o)u lay awake at night c(o)nsumed by y(o)ur fears and anxieties, y(o)u might ask y(o)urself why n(o)b(o)dy cares ab(o)ut y(o)u, why n(o)b(o)dy can c(o)nnect t(o) y(o)u, why n(o)b(o)dy can even h(o)ld a c(o)nversati(o)n with y(o)u. And y(o)u kn(o)w what? This right here is why. Because y(o)u’re just (o)bn(o)xi(o)us.

2

awesome mix vol. 1: guardians of the galaxy OST (listen)

i. hooked on a feeling - blue swede // ii. go all the way - the raspberries // iii. spirit in the sky - norman greenbaum // ivmoonage daydream - david bowie // v. fooled around and fell in love - elvin bishop // vi. i’m not in love - 10cc // vii. i want you back - the jackson 5 // viii. come and get your love - redbone // ix. cherry bomb - the runaways // x. escape (the pina colada song) - rupert holmes // xi. o-o-h child - five stairsteps // xii. ain’t no mountain high enough - marvin gaye and tammi tarell 

2

SPARK OF LIFE [ light em up ]. a playlist for people who come back to life just to kick more ass;;  [ LISTEN ] 

i.  oh death —jen titus // ii. no light, no light — florence and the machine // iii. living dead girl — rob zombie // iv. casualties of war — gossip // v. indestructible — disturbed // vi. glory and gore — lorde // vii. the phoenix — fall out boy // viii. the wolf — fever ray // ix. my songs know what you did in the dark [light ‘em up] — fall out boy // x. spitfire — the prodigy // xi. go! — santigold ft karen o // xii. trouble — neon jungle // xiii. bleeder — zombie girl. // xiv. everything burns — ben moody ft anastasia // xv. mad world — gary jules // xvi. numb [dubstep remix] — H320 ft newbeginning212 

2 Temporada - Cap 27

A freada brusca dada por ela, quase nos rendeu um carro amassado e duas idosas atropeladas. Clara não me olhava, mas vi seus dedos apertando o volante com tanta força, que já estavam brancos. O silêncio dentro daquele minúsculo espaço estava me sufocando. Alguns carros buzinavam, mas Clara não mexia um músculo. Tudo bem, agora fiquei realmente preocupada. Tendo em vista de que ela não ia reagir, fiz a única coisa que me veio à cabeça. Sair do carro. Clara não veio atrás, assim que bati a porta, arrancou dali. Não esperava reação melhor que essa, na verdade, achei que ela fosse começar a berrar. Sabendo que não voltaria, liguei para Taylor e pedi que me buscassem em uma loja de produtos para bebês perto da Quinta Avenida.

Entrei no estabelecimento e uma jovem simpática pediu para que eu ficasse à vontade. Passei os olhos pelo lugar e andei até uma prateleira cheia de roupas para recém nascidos. Uma mais fofa que a outra, mas só fez minha angústia aumentar. E se Clara não aceitasse?! Não casamos ainda, ela pode muito bem largar tudo e virar mochileira, ou voltar para aquela maldita expedição na Grécia. Peguei dois macacões e levei até o caixa, recebendo um sorriso amigável da atendente.

- Está com quantos meses?

- Desculpa?!

- Sua gravidez. Tem quanto tempo?

- Como sabe que estou grávida?!

- Dá para ver no rosto da mulher quando carrega uma outra vida com ela. Fica mais viva, mais bonita. - a atendendo sorriu e eu me permiti sorrir junto. - Então, tem quanto tempo?

- Duas semanas.

- Seu marido deve estar radiante.

- Na verdade, é noiva. E não.. infelizmente, ela não pareceu gostar muito da ideia.

- Como pode ter tanta certeza disso?

- Assim que eu contei, ela não falou nada, não reagiu. Eu sai do carro e ela arrancou, sumindo do meu campo de visão.

- Não se preocupe, ela só está um pouco assustada. Vocês planejaram isso tem muito tempo?

- Bom.. ai que mora o problema. Não planejamos. – a atendente franziu o cenho e arqueou uma das sobrancelhas. É claro, não esperava outra reação. Pelo visto, todo mundo que ouvisse essa história, faria a mesma cara de dúvida e desconfiança.

- Se não planejaram.. como você engravidou?

- Longa história, a questão é que..

- Vanessa! Finalmente! – ouvi a voz de Taylor invadir a loja e olhei pra trás para vê-la se aproximar com uma cara preocupada. – Sabe quantas lojas de produtos para bebês existem só nesse quarteirão?! Estou rondando isso aqui feito uma louca. Mandei o Thor dar uma volta com o Apolo enquanto isso. Como você está?

- Eu.. não sei.

- Você contou para ela, não foi?

- Contei. – abaixei a cabeça e fitei meus pés. Senti vontade de chorar, não queria perder Clara mais uma vez por uma burrada minha. Ouvi Taylor suspirar e tirar os dois macacões da minha mão. – O que está fazendo?

- Esse não é o lugar apropriado para termos essa conversa. Eu vou pagar esses macacões e iremos até a Starbucks aqui do lado.

- Tudo bem.

Me despedi da jovem atendente e prometi voltar àquela loja para comprar mais algumas coisas, até que ela foi bem simpática. Taylor iniciou um sermão insuportável de como eu não deveria falar da minha vida para qualquer pessoa que eu encontrar na rua, algumas não são tão mente aberta como a atendente. Apesar de odiar todo aquele bla bla bla, ela estava certa. Caminhamos até a Starbucks entre a 46ª e 47ª, estava um pouco lotada, mas nada como a desculpa de que temos uma mulher grávida, não resolvesse.  Não me imaginava recebendo esse título tão cedo. Era assustador.

Sentamos em uma mesa isolada no segundo andar, tínhamos a vista parcial da Quinta Avenida e da confusão de pessoas consumistas entrando e saindo das lojas com enormes sacolas. Taylor não tentou começar uma conversa, na verdade, nem sabíamos por onde começar. Depois que nossos pedidos chegaram, comecei a brincar com a colher enquanto mexia no cappuccino. Ela tomou à frente e pigarreou para que eu a olhasse.

- Como se sente?

- Perdida. – suspirei um pouco derrotada e senti minha visão ficar turva por conta das lágrimas recém formadas.

- Não, Vanessa. Você não vai chorar dentro da Starbucks e em lugar nenhum. Para já com isso.

- Mas, Taylor, ela não vai me perdoar. Você sabe muito bem a irmã que tem.

- Clara não é tão cabeça dura. – olhei para ela com uma cara de você só pode estar brincando e ela deu de ombros. – Tudo bem, só um pouco. Mas isso não quer dizer que ela vai te abandonar. Vocês são noivas.

- Ai que está o xis da questão, Tay. Nós somos somente noivas. Clara pode muito bem largar tudo e ir embora, esse é o meu medo.

- Vanessa, ela te ama.

- Eu sei que ela me ama, Taylor, mas já passamos por tantas coisas por causa de ciúme e desconfiança. Sua irmã já terminou comigo algumas vezes por esse motivo. Tem noção do que pode estar passando pela cabeça dela nesse momento?! Eu tenho. Uma provável traição minha enquanto ela estava na Grécia. Isso me dói, Taytay. Eu.. – respirei fundo e deixei lágrimas descerem pela minha bochecha, mas tratei de secá-las. – Eu não traí a Clara, jamais faria isso com ela. Os dois anos que ficamos longe uma da outra, me dediquei inteiramente ao hospital. Se a traí com alguém, foi com aquele lugar. Entende meu desespero?!

- Sim, eu entendo. Mas sofrer por antecipação não vai te levar a lugar nenhum. Deixa a Clara ficar sozinha um pouco, na casa da Fernanda vocês conversam e tudo vai se resolver. Vanessa, posso te fazer uma pergunta?

- Claro..

- Onde estava com a cabeça quando inventou de fazer essa maldita inseminação?!

- Ai, Tay..

O Central Park estava pouco movimentado devido ao inverno, as únicas pessoas por ali, eram os fanáticos por caminhadas. Me sentei em um dos bancos perto do lago já congelado e me abracei. Tentava inutilmente esquentar meu corpo. Nove e meia. Alguém está atrasado. Encolhi as mãos perto do meu rosto e baforei, esquentando um pouco meu nariz e dedos. Essa decisão mudaria o rumo da minha vida e se ele demorasse mais um pouco, ia desistir. Foi então que reconheci seu caminhar. Estava acompanhado, é lógico. Se aproximaram de mim com sorrisos calorosos e me abraçaram.

- Como você está?

- Com frio e vocês?! – os dois sorriram e negaram com a cabeça. Talvez esse seja o momento de decidir se queria continuar com isso ou não.

- Vanessa, você tem certeza do que está fazendo? Sabe muito bem que a Clara é uma pessoa desconfiada, você vai ter que lidar com o ciúme doentio dela depois.

- Eu sei, mas eu acho que isso é o certo a fazer. Se a Clara não quiser, eu não me importo em cuidar dessa criança sozinha.

- Você jamais vai cuidar dele ou dela sozinha. Estaremos aqui. Agora vamos, a clínica é perto daqui. – eles me abraçaram e caminhamos para fora do Central Park em direção à Clínica.

O procedimento foi um pouco demorado, mas esperei tanto tempo por isso, que quinze minutos não era nada. Após recolher o sémen, fomos até minha médica particular no hospital. Todo tempo eles estavam comigo, me dando força e apoiando cada passo que eu dava. Precisava disso, já que teria que enfrentar Clara sozinha quando ela voltasse da Grécia.

- Vanessa, não podemos fazer a inseminação agora.

- Por que?! Tem alguma coisa errada comigo?! Eu não posso ter filhos?! – Mariana abriu um sorriso e negou com a cabeça. Ela estava mais bonita do que antes e parecia feliz. Seu casamento com Julia estava indo muito bem. Assim que eu soube de sua especialização, não quis saber de outra médica. Era ela quem tomaria conta de mim.

- Fica calma, criatura. Continua ansiosa como sempre e não deixa as pessoas finalizarem o que têm para dizer.

- Desculpa.

- Não podemos fazer agora porque você não está no seu período fértil. Vamos ter que esperar mais três semanas.

- Mas, Mariana, Clara chega semana que vem!

- Tem certeza que não quer contar pra ela?

- Tenho. Por favor.

- Vanessa, não posso fazer nada em relação à isso. Você vai ter que esperar. – comecei a dar voltas pelo consultório, o tempo todo sendo observada pelos três. Odiava quando as pessoas me olhavam como se eu fosse uma louca, mas até que na atual situação, eu parecia uma.

- Vamos ter que ir na clínica de novo?

- Não, sua boba. Os espermatozoides dele estão armazenados lá, quando você entrar no período fértil, entramos em contato com a clínica para apanhá-los. Não se preocupe, em três semanas eu te ligo e fazemos isso. Mas pense bem sobre contar para a Clara, tá bom?

- Tudo bem. Obrigada, Mariana. Nos vemos em breve. Manda um beijo para a Juli.

- Vou mandar, fique bem e relaxe.

Nós três saímos da clínica e caminhamos lado a lado até meu apartamento. Três semanas. Eu não podia esperar três semanas, Clara vai chegar e perderei a coragem de fazer tudo isso sem contar pra ela. Foram dois anos de separação, não por nossa vontade, mas como explicar para Clara que estava grávida?! Dedo não engravida e ela não tem um pênis. Ótimo, vou ter que pensar em algo muito bem elaborado, mesmo sabendo que ela vai surtar.

- Ei, não se preocupe, vai dar tudo certo.

- Eu não tenho tanta certeza disso. – paramos em frente ao meu prédio e abracei os dois da forma mais calorosa que encontrei. – Muito obrigada por aceitar a minha proposta, sei que vai ser complicado.

- Ficamos lisonjeados. Agora suba e descanse, nos vemos amanhã de tarde para almoçarmos.

- Obrigada mais uma vez.

Entrei no prédio e cumprimentei Johnson, um porteiro quarentão, devoto à esposa e escravo dos bons costumes. Ele não sabia sobre meu relacionamento com Clara, mas aposto que assim que tomasse conhecimento, faria questão de pedir à sua igreja para rezar pela minha alma. Mas não me deixo abalar, nem Luana foi tão cruel comigo. Mas cada um é cada um, ninguém pensa da mesma maneira e julgam a mesma coisa de diversas formas.

Meu apartamento estava com cheiro de arlequim devido aos incensos que acendi antes de sair, as janelas abertas faziam uma brisa gostosa invadir a sala e as cortinas brancas de cetim dançavam. Era o meu espaço, confortável e leve. Quase não passava muito tempo aqui, minhas horas eram dedicadas especialmente ao hospital. Não era ruim, se estive sã durante todo esse tempo da ausência de Clara, foi por causa do meu trabalho. Salvei muitas vidas e pretendia continuar com isso. Com ela ao meu lado, espero.

- Vanessa?! – Taylor estalou os dedos na minha frente e me senti saindo de um transe total. Ela sorria, mas negou com a cabeça assim que tomei um susto pela pequena interrupção. – Meu Deus, onde você está?!

- Desculpa, Taytay, estava pensando.

- Se pensasse um pouco mais, ia até sair fumaça. – joguei um pacotinho de açúcar em cima dela, que fingiu se defender. Era bom ter minha cunhada do meu lado e me apoiando. – Vamos, o Thor já está aqui na frente com o Apolo.

Descemos as escadas gargalhando sobre alguns assuntos aleatórios, Thor estava com cara de poucos amigos por ter que carregar uma bolsa para cachorro. O pequeno Apolo assim que me viu, começou a se agitar e a querer sair. Taylor teve uma crise de riso quando o marido fez uma pose afeminada ao retirar a bolsa e passar para mim. Era esse tipo de casamento que eu queria, cheio de brincadeiras e companheirismo. Por um momento, me entristeci, mas ao sentir as lambidas de Apolo no meu dedo, sorri animada para o filhote de maltês.

- Vamos, meninas, estamos atrasados e ainda tenho que passar na confeitaria para pegar o bolo. Fernanda esqueceu e Clara, que estava encarregada de buscar, sumiu.

- Ela.. ela sumiu?!

- Relaxa, Vanessa. Pelo que eu conheço da minha irmã, deve ter ido pra casa esfriar a cabeça. De preferência, naquele terraço. Dê um tempo a ela, como eu já te disse, Clara não vai deixar de ir no aniversário da afilhada. Anda, entra logo no seu carro, mas nem pense que vai dirigir.

- Eu não queria mesmo, hoje eu sou madame e fico no banco de trás.

- Tudo bem, madame. Entra logo ai.

Thor dirigiu até a casa de Pepa, o trânsito estava tranquilo e não demoramos para chegar. Não vi o carro de Clara em lugar algum, motivo para concluir que ela não estava por aqui. Confesso que fiquei preocupada, queria muito ligar e saber aonde ela tinha ido. Mas tinha certeza que nas atuais circunstâncias, Clara não ia me atender. Passei levemente a mão pela barriga e suspirei um pouco derrotada, não interessava a decisão de Clara, eu ia ter essa criança querendo ela, ou não. Claro que eu preferia que ela optasse por parar com toda essa palhaçada e ver que um filho nosso mudaria tudo.

- Você está bem? - levantei o olhar e encontrei Taylor do lado de fora do carro, com a porta aberta e me encarando com um semblante preocupado. - Vamos, você precisa entrar e respirar um pouco. Chega de passeios de carro.

Ela me estendeu a mão e eu aceitei a ajuda, sentia meu corpo pesado. Não por conta da gravidez, mas por todo o estresse e pressão que a não aceitação de Clara em relação à gravidez estava me causando. Caminhamos juntas até a entrada enquanto Thor retirava o bolo de dentro do carro. Era esquisito chegar na festa de aniversário de um ano da minha afilhada e ela ser filha da Ferreira, alguém com quem me relacionei por um bom tempo. Taylor tocou a campainha e uma Lucy animada carregando Kendall, atendeu a porta.

- São vocês, graças à Deus. Entrem, eu preciso de ajuda com o resto da decoração, os convidados chegam em meia hora.

- Meu Deus, Lucy, pra que tudo isso? Me dá a Kendall. - peguei minha afilhada no colo e caminhamos até a área externa da casa. Um quintal enorme, lotado de brinquedos infláveis e um palco para a apresentação de alguma coisa que nem me dei o trabalho de perguntar. - Vives, ela só vai fazer um ano. Qual a necessidade de tantos brinquedos?!

- As minha amigas já têm filhos entre quatro e seis anos, não podia deixar a diversão só para os bebês, certo? Além do mais, a Lana já tem três anos.

- E os adultos?! Não se divertem? - Taylor apareceu com alguns salgadinhos, colocando quase todos na boca com medo de Lucy impedi-la de comer.

- O bar está atrás daquele castelo inflável, é ali que vamos ficar na maior parte da festa. Taylor, para de comer os salgadinhos, depois vai acabar.

- Para com isso, Vives, a cozinha está lotada deles. Nunca vi uma festa de um ano ter dois cozinheiros e seis garçons. Vanessa fez uma pergunta certa, pra que tudo isso?!

- Eu não vou ficar aqui escutando vocês duas reclamando enquanto tenho milhões de coisas para fazer em apenas meia hora. Onde está o bolo?! - Taylor apontou para a porta, onde Thor entrava com dificuldade equilibrando o bolo, Apolo na coleira e quatro sacolas de presentes. - Mas que bela esposa você é, Taylor. Vou ajudar o pobrezinho do Thor, não ataquem as comidas, esperem um pouco. Vanessa, pode ficar de olho na Kendall um pouco?

- Vai ser um prazer.

- Obrigada. Você, como sempre, é um anjo. A Lana está no quarto dela assistindo alguns desenhos com a babá, pode subir. Qualquer coisa, vou gritar por vocês.

- E a Pepa?! Cadê ela?! - perguntei como quem não quer nada e Lucy me olhou como se perguntassem quem roubou o último pedaço de bolo da festa. Claro que pensei na mesma hora que ela estava com Clara, mas tentei não acreditar.

- Ela.. não sei. Acho que saiu para buscar mais alguma coisa que estava faltando, daqui a pouco deve chegar.

- Tudo bem, vou subir com essa pequena e dar um beijo na Lana. Me grita qualquer coisa.

Lucy fez um sinal de positivo e correu para ajudar Thor, que estava quase deixando o bolo cair no chão. Taylor e eu subimos as escadas com cautela enquanto observávamos as diversas fotos na parede. Os tempos de faculdade quando as duas se conheceram, viagens, o primeiro ano de Lana. Eram muito bonitas, mas nenhuma me chamou tanto atenção, quanto a uma delas no que parecia ser o campus. Estavam as duas e mais três pessoas. Clara era uma delas. Seu sorriso era tão branco, os olhos escondidos atrás de seu inseparável ray ban preto. Vestia um short jeans e uma camisa branca de gola v. Passei levemente os dedos por cima da imagem dela e senti uma agonia, não saberia viver sem ela.

- Ela era linda, não é?

- Continua sendo, só está um pouco menos sorridente. - falei com um sorriso fraco e Taylor afagou meu ombro. Kendall brincava com meu cordão e parecia entretida. - Será que eu a faço sorrir dessa maneira?

- Posso te garantir que com você, minha irmã sorri e é mais feliz do que nessa época. Não sofra por antecipação, por favor.

- É complicado, Taytay. Mas vou fazer um esforço.

- Assim que se fala.

Subimos em direção ao quarto de Lana e abri um sorriso ao ver a pequena com pernas de índio em frente à televisão, assistindo Discovery Kids, enquanto agarrava um macaco  de pelúcia. Seu quarto tinha paredes verde claro e diversos brinquedos espalhados. Dei três batidinhas na porta e, assim que me viu, a pequena correu na minha direção. Abaixei para ficar da sua altura, colocando Kendall sentada no tapete peludo. Abracei Lana e ela me deu um beijo estalado na bochecha. Não ia ser ruim ter uma filha, muito menos um filho, contanto que Clara aceitasse com amor, e não por obrigação.

- Desenho.

- Quer que a tia assista desenho com você? - a pequena parecia acanhada, mas concordou com um aceno de cabeça enquanto mordia o dedo indicador. - Tudo bem, vamos ver desenho enquanto seus amiguinhos não chegam. Tia Taytay também vai ficar aqui, tá bom?

- Tá.

Sentamos em frente à televisão e a babá pediu licença, avisando que ia ajudar Lucy a terminar a arrumação da casa. Margot era uma senhora porto-riquenha de cinquenta anos, pelo que eu tinha conhecimento, cuidou de Lucy quando ela tinha a idade de Kendall. Era disso que eu precisava, uma babá de confiança. Conversaria sobre o assunto com Clara, assim que ela esfriasse a cabeça em relação à gravidez. Não faço ideia de quantas vezes rezei para que ela colocasse a mão na consciência e percebesse que eu jamais seria capaz de traí-la. Aposto que a Ferreira estava com ela nesse instante, mas confesso que preferia que fosse Chris ou Taylor.

Não sei quanto tempo passamos dentro daquele quarto, mas assim que Lucy apareceu, não estava com uma cara muito boa. Ela pediu para que Margot levasse Lana e Kendall para o quintal e que nos deixasse a sós. Taylor ficou junto e tinha o mesmo semblante preocupado que o meu. Levantei com calma do chão e cruzei os braços. Lucy tomou ar, começou a andar em círculos pelo quarto e a passar a mão agitadamente pelos cabelos. Não quis tomar a partida de iniciar uma conversa, queria deixar que ela mesma falasse o que estava acontecendo.

- Vanessa, primeiro eu preciso que você prometa que ficará calma.

- Boa, Lucy, agora mesmo que ela vai ficar calma. – Taylor zombou do pedido de Vives e eu franzi o cenho para ela.

- O que aconteceu?!

- É a Clara.

- O que tem ela?!

- Ela está lá embaixo, mas por favor, se controla.

- Por que eu teria que me controlar?!

- Porque ela já está fora de si e bêbada. Por favor, não arrume confusão na festa de um ano da minha filha. Se vocês têm problemas para resolver, façam isso longe daqui, tá bom?

- Não precisa nem falar duas vezes, Lucy. Vou descer e conversar com ela.

Passei por Lucy como uma bala e desci as escadas a passos largos, sendo seguida por ela e Taylor. Não nego que estava com vontade de virar a cara de Clara do avesso, é muita palhaçada aparecer na festa de aniversário de um ano da afilhada completamente bêbada. O que ela estava pensando afinal?! Tudo bem que a notícia que eu dei mais cedo foi um pouco chocante, mas vir aqui alterada e provavelmente procurando por briga, seria ridículo. Cheguei no primeiro andar e Chris conversava com Clara, os dois estavam sentados no sofá da sala. Assim que me viu, ela levantou e eu percebi que o famoso sorriso sarcástico estava lá. Pronto, ela ia me atacar de todas as maneiras possíveis.

- Olha só quem resolveu aparecer. Não tem vergonha?!

- Eu?! Vergonha?! A única pessoa que tinha que ter vergonha aqui dentro, é você. Aparecer no aniversário da sua afilhada completamente bêbada, isso sim é um motivo para se envergonhar. Eu não fiz nada de errado, você que está julgando as coisas antes de me ouvir.

- Eu não tenho porque te ouvir, sua vagabunda. – o tom de voz alterado dela fez algumas pessoas que passavam pela sala, parar e nos olhar. Abaixei a cabeça e fitei o chão por alguns segundos, antes de voltar a olhá-la. Clara estava com os olhos inchados, narinas infladas e o rosto avermelhado. Eu sabia que ela andou chorando, mas orgulhosa como sei que ela é, jamais admitiria. – Você me traiu.

- Clara..

- Passei dois anos em alto mar, pensando em você todos os malditos dias. Tem noção de como eu estou me sentindo?! Volto para casa, finalmente para os seus braços e o que eu recebo?! Grávida. A minha noiva, mulher da minha vida, a única que me fez esquecer o passado completamente. Ela está grávida. Isso foi um tiro no meu peito, Vanessa.

- Clara..

- Cala essa boca. Eu não quero ouvir mais nenhuma palavra vinda de você, sua puta. Tudo entre nós está acabado, tira as suas coisas imundas do meu apartamento, não quero mais vestígio nenhum seu. Vadia. – a última palavra fez meu sangue esquentar. Ela não podia me julgar assim, sem saber da real história. Movida pelo calor do momento e pela emoção de ser humilhada na frente de tantas pessoas, fiz o que jamais imaginei fazer. Minha mão foi de encontro ao rosto dela, fazendo com que Clara se desequilibrasse e caísse sentada no sofá.

- Quem tem que calar a boca, é você. Em algum momento me deixou explicar?! Está tirando conclusões precipitadas e me julgando sem saber da história. Eu não traí você, amor.

- Amor é o caralho. Para de me chamar assim, sua vadia.

- Clara, chega! –  a voz de Chris ecoou pela casa toda e senti meu corpo tremer com o timbre. Ele levantou do sofá e ficou de frente para ela. – Eu não quero mais ouvir você chamar a Vamessa de puta, entendeu?! Jamais ouse chamá-la assim novamente.

- Não se mete, Chris. Isso é assunto meu e dela. Essa vagabunda me traiu, não mere..

- Esse filho é meu, Clara.

O silêncio foi inevitável. Lucy estava com a boca aberta, surpresa demais pelo que tinha acabado de escutar. Taylor estava tranquila e com um meio sorriso no rosto, afinal, já sabia de tudo. Clara. Ela não mexia um músculo, estava parada encarando o irmão sem expressar nada. Não sabia o que passava pela cabeça dela naquele momento, na verdade, eu já até imaginava. Com certeza pensava que enquanto estava fora, eu transava com o irmão dela. Óbvio. Um barulho de porta fechando chamou minha atenção, vi Satori entrando com duas taças de vinho na mão e um sorriso enorme no rosto, que logo se desfez ao ver o circo que se instalou na sala.

- Como é que é?! Está me dizendo que a criança que Vanessa está esperando, é seu filho?! Vanessa está grávida de você?! – o berro de Clara fez com que eu me encolhesse atrás de Taylor, ela me abraçou pela cintura e afagou meus cabelos por alguns instantes. – Como teve coragem de fazer isso comigo?! Eu sou sua irmã! Você sabe o quanto eu amo essa mulher! E a Satori?! Você não pensou na sua noiva?! Não po..

- Clara, chega. – ele a chacoalhou pelos ombros e ela se desvencilhou dos braços dele, desferindo um soco em seu rosto. Satori colocou as duas taças em cima da mesa e correu em auxílio de Chris. A japonesa suspirou um pouco cansada e parou na frente de Clara, que estava ao ponto de explodir a qualquer momento.

- Eu já sabia disso, Clara. Nada foi feito sem meu consentimento.

- Você deixou que ele te traísse?! É mais idiota do que eu pensava.

- Ele não me traiu.

- Como não?! Vanessa engravidou por pensamento?!

- Depois a burra sou eu, não é?! – o sorrisinho sarcástico de Clara desapareceu e ela sentou no sofá, sendo acompanhada por Satori, que segurou sua mão. – Quando você estava na Grécia, eu e Chris viemos à Manhattan visitar a Vanessa. Queríamos saber se ela estava bem, se precisava de alguma coisa. Você tem uma mulher maravilhosa e dedicada nas suas mãos. Em uma dessas visitas, ela comentou o quanto queria ter um filho, um elo a mais com você. Foi então que eu e Chris, em conjunto, demos a ideia para que ela fizesse inseminação artificial. Vanessa, de início, recusou a ideia; mas Chris falou que se ela quisesse ter mais um elo com você, por que não pelo sangue?! Sendo filho dele, é um Aguilar legítimo. Sem contar que as características físicas viriam junto. Você consegue entender o motivo dela ter feito isso, Clara? Vanessa engravidou artificialmente de um Aguilar, só para a criança ter seus traços e o seu sangue. Não a chame de vagabunda, vadia, puta, como eu ouvi lá de fora. Essa mulher passou dois anos completamente fiel, sem ter a certeza do que você estava fazendo nessa expedição. Todos os dias dela foram reservados para o trabalho e pensar em você. Por isso, eu acho bom você levantar e pedir perdão de joelhos por todas as ofensas ditas para ela. Vanessa não merece nenhuma dessas palavras.

Clara olhava fixamente para Satori enquanto ela falava, eu apenas observei de longe, com medo de ser atacada novamente. Taylor fez um carinho na minha bochecha e ofereceu um sorriso reconfortante. As pessoas que estavam na sala começaram a retomar seus caminhos e sair de lá, nos deixando a sós. Lucy carregou Taylor para ajudá-la a levar algumas coisas para a área externa. Satori deu um beijo na testa de Clara e puxou Chris para o banheiro, afim de limpar o sangue que estava em seus lábios. Me encolhi no canto da sala e abracei minha barriga, sentando na escada. Enfiei a cabeça entre os joelhos e deixei um choro abafado sair, me sentia tão desprotegida. Pela primeira vez, estava com medo do que Clara fosse capaz de fazer comigo. Ouvi passos se aproximando e me encolhi mais ainda, até sentir dois braços me envolvendo. Respirei fundo e reconheci aquele perfume natural. Clara. Seu choro baixinho invadindo meus ouvidos me fez levantar a cabeça e encará-la.

- Me perdoa. Eu fiquei assustada demais com a ideia de que você pudesse ter me traído, que nem pensei na possibilidade da inseminação. Me desculpa por todas as ofensas. Não quero que fique longe de mim, nem que tire suas coisas do nosso apartamento. Por favor, Van, me perdoa.

- Clara..

- Eu prometo que vou me redimir, só fiquei com medo disso tudo. Nunca passei por uma situação dessas, nunca senti por alguém o que eu sinto por você. Esse medo incondicional de te perder para alguém ou para algo, isso me assombra todos os dias. Por favor, não vai embora. Não me deixa.

- Clara..

- Não vai..

- Clara! – segurei o rosto dela com as duas mãos e a encarei pela primeira vez desde que dei a notícia da gravidez. Seus olhos pareciam perdidos, confusos e assustados. Era informação demais para ela, eu sabia disso. – Eu não preciso te perdoar, porque você não fez nada de errado. Sei o quanto isso tudo é demais para você, mas que com o tempo vai se acostumar. Só por favor, não me abandona. Eu preciso de você, agora mais do que nunca.

- Estarei aqui. Por você e pelo nosso filho.

- O que você disse?!

- Nosso filho. Você está gerando mais um Aguilar, nada me deixa mais feliz. Obrigada por isso, Van. – confesso, eu tive que chorar quando Clara falou isso. Jamais esperava essa reação tão.. fofa. Sempre lidei com a versão mais sarcástica dela, mas maternal, jamais. - Agora vamos, nossa afilhada precisa da gente.

Ela me ajudou a levantar e ficamos frente a frente. Um sorriso bobo nasceu nos lábios dela e eu nem pensei duas vezes antes de atacá-los, senti falta daquele gosto. Nada no mundo era mais prazeroso do que sentir o calor e as sensações que o corpo de Clara causava em mim. Ninguém jamais me daria o que ela me dá e isso era o suficiente. Ela quebrou o contato com alguns selinhos e um beijo na ponta do meu nariz. Entrelaçou nossas mãos e começamos a caminhar para o lado de fora da casa, que já estava lotado de crianças.

- Pode se acostumar com isso? – perguntei, enquanto ela observava toda a confusão que estava acontecendo nos brinquedos e com os animadores da festa.

- Acho que sim.

- Acha?!

- Se eu tiver você do meu lado, posso me acostumar com qualquer coisa. – aquele sorriso. Como eu amava esse sorriso dela, que não mostrava os dentes, mas você sabia a quantidade de sentimento que ele conseguia expressar. Selei nossos lábios rapidamente e a puxei até o bar, onde todos os adultos se escondiam.

- Finalmente o casal do ano resolveu aparecer. – Pepa levantou as mãos comemorando e todos na mesa fizeram o mesmo, estendendo suas taças para nós. – Estão resolvidas?!

- É o que parece, certo?!

- Obrigada pelo coice, Aguilar. Já estava me esquecendo quem você realmente é.

- Disponha, Ferreira. Agora, preciso de caneta, papel e um drink.

- Caneta e papel só lá dentro.

- Obrigada. Já volto, Van. Senta ai.

Ela correu para dentro da casa e eu me sentei junto com os outros. Decidi evitar bebidas alcoólicas a partir daquele momento, seria melhor para a minha saúde e para o bebê. Estranho demais falar assim, mas ao mesmo tempo, maravilhoso. Não quero nem pensar na reação da minha mãe e de Sofia quando souberem, mas espero que sejam boas. Coisa que eu não duvidava nem um pouco, minha irmã finalmente ganharia seu tão sonhado sobrinho e minha mãe, seu neto. Clara voltou alguns minutos depois e sentou do meu lado. Todos estavam entretidos em uma conversa sobre trabalho, quando senti Clara me passar um bilhete por debaixo da mesa. Peguei o papel, abri e olhei para ela com dúvida.

“Vamos viajar para Miami depois da festa, tenho uma surpresa para você.”

- Miami?! Mas por que temos que ir tão longe?! – ela sorriu de canto, aquele olhar malicioso me devorando de cima a baixo. Clara se aproximou do meu ouvido e meus pelos se arrepiaram ao ouvir sua voz rouca bater nos meus tímpanos.

- A casa da praia e a Ferrari estão com saudade de você.