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Ás vezes eu acho que minha família tem medo de mim, eles não querem admitir mas eu sei que me acham estranha. Minha mãe tem medo de qualquer tipo de filme ou seriado de terror, já eu adoro, é difícil um deles conseguir me colocar medo. Enquanto assisto American Horror Story minha mãe e meu irmão me criticam, dizendo que é doentio, que eu não vou conseguir dormir depois de assistir. Eu gosto, gosto de quando eles acham que eu vou sentir medo, gosto de quando eles sentem medo. Me sinto especial por ser a única que vê beleza nesse tipo de coisa. Minha mãe acha que eu posso virar uma psicopata, eu só rio quando ela diz isso, pensando nas improbabilidades e no seu medo estúpido.

Mariana Campos

Tão presa no seu mundo, gritando por ajuda e ninguém a sua volta percebia. Então chega ele, alguém desconhecido, de um mundo totalmente diferente, que te ensina a viver. Todo o seu medo vai embora e você esquece do que todos querem que você seja, porque ele só quer que você seja você, é isso que tanto o impressiona. Ele te ensina a voar! Ele te salvou, de todas as formas que alguém pode ser salva, mas, principalmente, ele te salvou de você mesma. O que importa o mundo e as outras pessoas, se você tem ele? Tudo o que você quer é gritar um grande FODA-SE para todos e ficar com ele, só com ele.

Mariana Campos

Eu vou só escrever, só colocar para fora, se faz sentido ou não, vou deixar fluir por meus dedos. O ano muda, as pessoas mudam, tudo fica diferente, a maioria abandona, outros ignoram. Sempre que um novo tempo, seja um novo mês ou um novo ano, chega, eu espero mudanças… Não só mudanças, melhoras. Tenho momentos felizes, em que acho que tudo vai melhorar, tenho momentos em que quero morrer, isso tudo aumenta de vez em quando, diminui, só o que permanece é aquela sensação. Aquela sensação de prisão, um aperto no peito, uma vontade de gritar mas com a certeza de que não será ouvida. A solidão, o conhecimento daquela verdade, que todos tentam mascarar, mas está guardada lá nas suas entranhas: ninguém te entende. Você não é como os outros, claro que não, ninguém é, e as vezes você deseja poder desabafar com alguém que te entenda… Porém não pode. Tem ás vezes que todos a sua volta estão entretidos com algo e só você não consegue participar, não é o seu tipo de diversão, não é você

Eu estou em um desses momentos, sozinha, na frente do computador. O que eu vou fazer? Vou conversar. Com quem? Comigo mesma, com um Deus qualquer que possa me ouvir, com vocês… É isso que eu faço para não enlouquecer, eu repito pra mim mesma que alguém para nos ouvir, alguém nos observando, de onde quer que esteja. Seja Deus, o destino ou, desculpem a expressão, o caralho a quatro!

Mariana Campos

Amizade, uma coisa difícil de se achar hoje em dia. Atualmente está cada vez mais difícil reconhecer um bom amigo, parece que todos não valem a pena o esforço, a dedicação. Mas será que ninguém pensa essas mesmas coisas sobre mim? Será que eu estou cobrando dos outros algo que não sou? Eu não sei. Só sei que se você achar, de verdade, um amigo, não colega mas sim amigo, cuide bem dele, como se fosse parte de você. Amigos hoje estão disputados, escassos, em processo de extinção. Muitos vão querer o seu, mas não se preocupe, os amigos não vão te abandonar, mas você pode se surpreender ao ver que a maioria dos colegas vai embora num piscar de olhos. A sociedade precisa dar mais valor à palavra AMIZADE.

Mariana Campos

THIS IS IT! I am going to Orlando, Florida, this thursday. It will be my first trip to another country, the first from many others, I hope. I never was the type of girl that dreams about go to Disneyland, I always prefer cities like New York, London, Paris, but the simple fact that I’m going to the United States, that is NOT my favorite country by the way, makes everything  more exciting, even the simple task of packing it’s delightful. I feel like I’m taking the first step to take over the world, achieve my dreams and goals. I’m preparing myself for something bigger than just travel to Orlando, I’m preparing myself to be a citizen of the world, international.

Mariana Campos

 

Eu posso dizer que fiz. Fui assistir ao The Woman in Black quase eufórica. O filme tinha um apelo duplo para mim, por assim dizer, eu queria assisti-lo não só por ser um filme de Daniel Radcliffe, logo depois do fim da saga Harry Potter, onde ele finalmente teria que seguir seu caminho sem o apoio de seu alter ego(aparentemente, já que de qualquer forma este estaria presente sempre), mas também por ser um filme de um dos meus gêneros favoritos: Terror. Ou suspense como alguns classificariam, ou até mistério. Podem imaginar como eu estava animada, então assim que o filme começou, eu soltei um “shsh” involuntário, bem parecido com aquele que Harry dirige à Ron em The Chamber of Secrets.

Assim que vi Daniel, caracterizado de Arthur Kipps, o personagem principal, mal pude acreditar que era mesmo ele. Como aquele garotinho, que um dia interpretou um simples (talvez não tão simples assim) menino que morava debaixo das escadas em uma casa na Rua dos Alfeneiros nº4, crescera! Sua carinha de bebê era camuflada pela barba por fazer, o cabelo caia muito bem penteado na testa, sem cicatriz. A única prova, o único modo de reconhecê-lo foi o olhar, que ainda carrega o mesmo olhar de quando fez seu primeiro filme e isso me emocionou na hora.

Bem, o filme prendeu a minha atenção durante toda sua exibição e até conseguiu arrancar uns gritos meus, seguidos de risadas, o que é difícil acontecer com outros filmes do gênero, posso dizer sem modéstia. Saí rindo do cinema, cercada pelas minhas amigas comentando sobre o filme, umas elogiando, outras criticando, e ali me dei conta de uma coisa: assim como Daniel, junto com ele, eu também crescera.

Mariana Campos

Percy, irmãozinho querido;

Como vãos as coisas no acampamento meio-sangue? Ainda é o herói de papai? Bom, irmão, aqui as coisas estão andando… Ainda estou tentando superar o fato de que não mandaram nenhum sátiro a minha busca, quer dizer, tenho certeza que o nosso pai sabe o que está fazendo, mas mesmo assim ainda queria estar ai com você. 

Falando no nosso pai, eu encontrei com ele ontem, sabia? O mar estava agitado aqui no litoral do Rio, mas eu entrei, o que eu deveria temer, sendo filha de Poseidon? Ah, você não sabe como eu me senti bem! Ou talvez saiba, já que somos iguais em muitas formas… Aquela água gelada, salgada, a minha volta, a força da corrente, tentando me levar para mais fundo, a areia revoltosa como a água em volta de meus pés. Ah, certamente era um oásis, pelo menos para mim. Enquanto as ondas me banhavam, poderosas, pude sentir toda a força de papai naquelas correntes e todos os meus problemas foram esquecidos! Eu sei como é bom nadar na piscina, ficar debaixo d'água, só pensando, mas nada se compara a ter o mar a nossa volta, não Percy? Teria sido tudo muito perfeito, se Apolo não tivesse atrapalhado. Eu estou toda queimada! Depois você podia falar com papai sobre isso para mim? Quer dizer, Apolo certamente não gosta de mim. Como vou poder ir a praia se tenho Anfitrite e Apolo contra mim?Como poderei ver papai? 

Bom, Percy, só queria pedir mais uma coisa: no jantar ai, no acampamento meio-sangue, faz uma oferenda ao papai para mim, eu agradeceria muito!Ah, e pergunta para as filhas de Afrodite se elas podem me indicar uns cremes bons para a minha pele, que ficou toda ressecada. Te adoro, irmão.

Beijos Salgados para você e Jason,

Mariana Campos, filha de Poseidon.