52° Capítulo.- além da implicância.

O resto da semana praticamente passou num piscar de olhos. Também, com tantas coisas pra resolverem em poucos dias, quase não notaram os dias passando.

Juliana voltou definitivamente para casa logo no dia seguinte, havia pensado em ficar mais uns dias com seu pai, para criarem um laço mais forte, e para se conhecerem ainda mais, porém Rodrigo insistiu para que ela voltasse, pois não conseguiria ficar mais longe dela, necessitava dela. E queria acompanhar de pertinho, cada novo dia da sua vida, e da vida do seu neném.

Eles estavam num clima melhor impossível, trocando carinhos á todo momento, e amando–se sempre que possível.

Aproveitando os dias de folga de Juliana no trabalho. Eles logo trataram de procurar a ginecologista da loira, e dar início aos procedimentos que toda grávida precisa passar. O moreno fez questão de acompanhar tudo, desde á ida á consulta, até o dia dos exames. Queria fazer parte de cada momento daqueles. Tudo era novo para ambos, e por isso seria bom que vivessem cada nova experiência juntos.

Os exames rotinas foram feitos, e foi concluído que Ju estava com pouco mais de dois meses de gestação, estava saudável, e tudo estava bem com o feto.

Quanto á mãe e a sua tia/madrinha, Juliana havia decido que ia esquecê–las por um tempo. Tinha coisas mais importantes em que precisava focar. Ainda estava muito magoada, e com certeza se tentassem uma conversa, o resultado não seria muito bom.

A convivência com Gilmar ia melhor impossível, eles descobriram muitas coisas em comum, e cada dia se davam ainda melhor. Todas as tardes quando Rodrigo estava trabalhando, a loira fazia questão de ir ficar com o pai. Gostava da companhia dele, e o papo entre eles sempre rendia.

Tudo já estava resolvido em relação á ida deles para o RJ naquele final de semana. Seria aniversario de Juliana, ela quis passar ao lado da família do namorado, que já era quase sua família também.

Gilmar também iria para o RJ com eles, porém não retornaria á Salvador, pois haviam acabado suas férias do trabalho, e ele tinha uma vida que não podia abandonar na cidade maravilhosa.

A gravidez dela ainda era um segredo para todo mundo, apenas seu pai, e o namorado sabia. Queria contar para a família dele pessoalmente, queria ver a reação de Ana e dos outros. E quanto á Eva e Erika, ela havia decidido que não falaria nada por enquanto.

Ju e Rodrigo estavam cogitando a hipótese de mudar–se para o Rio, concordaram que Ana iria querer acompanhar de perto a gestação dela, e também Ju poderia ficar perto do pai, e conviver com ele. Tudo não passa apenas de conversas, nada havia se concretizado ainda. Muitas coisas precisavam ser resolvidas pra isso acontecer.

(…)

O sábado dia 28 de março começou lindamente. O céu estava perfeito, o clima agradável.

Ju acordou e não encontrou seu namorado na cama. Rodou os olhos procurando por ele no quarto, e quando não o encontrou, levantou da cama ainda cambaleando de sono, e seguiu para sala, onde o encontrou distraído arrumando uma linda mesa de café da manhã.

– Bom dia? – Falou rouca, fazendo ele lhe olhar.

– Bom dia amor. – Sorriu se aproximando dela. – Você estragou minha surpresa. Queria te acordar com muitos beijinhos. – Falou a envolvendo pela cintura.

– Desculpa. – Fez bico envolvendo o pescoço dele com seus braços. – Senti sua falta na cama. – Contou encostando a testa nos lábios dele, que prontamente beijou aquele local.

– Me ama muito, né? – Sorriu feliz.

– Bastante. – O olhou. – Ainda é cedo? – Quis saber.

– Bastante. – Repetiu a palavra dela, fazendo–a rir pelo nariz. – Sequer deu sete. – Falou.

– Caramba! – Chocou–se por ter acordado tão cedo. – Que horas é nosso voo mesmo?

– Ás 10h. – Colocou uma mecha dos cabelos loiros atrás da orelha dela. – Como você acordou hoje? – Escorregou uma de suas mãos até a barriga dela. – Enjoada?

– Hoje não. – Suspirou. – Acordei bem. – Garantiu.

– Ei anjinho, bom dia. – Disse ajoelhando–se para ficar próximo á barriga dela. – Hoje é aniversário da mamãe. – Sussurrou como se contasse um segredo. – E ela tá ainda mais linda que o normal essa manhã. – Continuou sussurrando, fazendo Ju rir.

– Meu namorado é um bobo. – Ela deu risada afagando os cabelos dele. – Anjinho, seu papai é um bobão! – Falou alto.

– Sou mesmo, sou bobo por vocês. – Beijou a barriga dela, e levantou–se dando um selinho nos lábios dela. – Vamos tomar café, hein? – Chamou–a puxando para mesa. Rodrigo sentou–se a colocou em seu colo, não queria desgrudar dela nem por um minuto. – Hoje quero ficar coladinho em você.

– Eita, quanto amor. Quanto mimo. – Deu risada. – Preciso fazer aniversario mais vezes. – Disse humorada e ele riu.

– Vê anjinho, como a mamãe é boba. – Falou com a voz amolecida.

“Anjinho” havia sido o apelido que eles haviam dado ao bebê enquanto não sabiam o sexo dele. Ele ou ela era o seu anjinho. A coisa mais importante do mundo para eles dois.

– Ju. – Ele segurou o rosto dela, fazendo–a lhe olhar. – Eu sei que é clichê e tal, mas eu faço questão. – Disse e pigarreou. – Eu quero que cê saiba que hoje pode parecer uma data normal, uma coisa que acontece todo ano, mas pra mim, hoje é uma data muito especial. Hoje faz exatamente 22 anos, que Deus deixou um anjo na Terra, com o intuito de fazer muitas pessoas felizes. Com a missão de alegrar o mundo com o seu sorriso. Com o dom de derreter corações de gelo com seu olhar. Uma pessoa mais que especial. Sinto–me um cara sortudo por poder tê–la em minha vida, sinto–me especial por você fazer parte de mim. – Conforme ia dizendo, seus olhos enchiam–se de lágrimas, assim como os da loira. – Eu te amo meu amor. Obrigado por me deixar fazer parte da sua vida. Obrigado por me presentear todos os dias com sua existência. Obrigado por extrair o melhor de mim. E obrigado pelo nosso filho. – Disse por último e beijou a barriga dela.

Ju não conseguiu conter as lágrimas, e chorou diante as palavras dele, o carinho que viu em seus olhos, o amor que ele transmitiu ao beijar sua barriga.

Seus outros aniversários foram tristes, e ela não gostava de lembrar–se. Aquela data, até então, era apenas uma data que lhe trazia memórias tristes. Lembrava–se da sua infância, de como passava o dia inteiro esperando que Eva se lembrasse, e no final do dia, trancava–se em seu quarto, triste, e sozinha.

Mas diante das palavras de Rodrigo, diante do olhar apaixonado dele. Teve certeza, a partir daquele ano, seus aniversários nunca mais seriam tristes, nunca mais ficaria sozinha.

– Eu te amo. – Disse antes de beija–lo de forma apaixonada.

(…)

– Como você ta linda minha nora! – Ana a abraçou fortemente ao encontra–la no aeroporto. – Feliz aniversário querida. – Sussurrou. – Espero que você seja muito feliz nesse novo ano que se inicia pra você.

– Eu serei. – Garantiu.

– Alguém tá ficando velha! – Bruno gritou atraindo á atenção das pessoas que estavam por passando pelo saguão.

– Cala boca seu escandaloso. – Ju falou rindo.

– Ih! Envelheceu, e ficou esnobe. – Brincou abrindo os braços para abraça–la.

– Besta. – Disse ainda rindo e o abraçou. – A Ya não veio? – Perguntou sentindo falta da amiga.

– Não, ela teve que resolver umas coisas com a família… – Disse desconversando. Estava mentindo. Yanna havia ficado em casa com as outras amigas de Ju, terminando de preparar a surpresa dela. – Feliz aniversário cunhadinha. – Desejou. – Te desejo tudo de bom. E muita paciência pra aguentar o mimado do Rodrigo. – Disse alto, pra implicar com o irmão que estava abraçado com a mãe.

– Ei, to ouvido isso! – Reclamou. – Já falou com ela, agora afasta. Negocio de ficar grudado com minha mulher. – Disse fingindo ciúme e puxou Ju para si.

– Não se garante não irmão? – Brincou.

– O fato de vocês serem dois adultos não importa mesmo hein? Parecem crianças. – Ana deu risada, sendo acompanhada por Ju.

Gilmar estava com eles, porém afastou–se sem ser percebido. Havia avistado sua esposa, Maria Cristina, e sua filha caçula, Lorena.

Logo em seguida, se reaproximou com a menina de cabelos loiros nos braços.

– Filha. – Chamou por Ju, que olhou pra trás sorrindo, e emocionou–se ao ver a pequena nos braços do pai. Rapidamente aproximou–se dele. – Essa é a Lorena. – Apresentou a garotinha que a olhava acanhada, com o rosto escondido no pescoço do pai. – Lore, essa é a Ju, sua irmã. – Falou.

– Oi Lore. – Ju a cumprimentou.

– Oi. – Disse baixinho.

– Tá com vergonha é filhota? – Ele deu risada. – Você não é assim. É uma tagarela. – Fez cócegas nela, que riu.

– Precisa ficar com vergonha não, Lore. Sua irmã aqui é bem legal. – Ju falou se aproximando. – Dá um abraço? – Pediu estendendo os braços pra ela.

Lorena tinha apenas 07 anos. Era muito parecida com Ju quando pequena. Tinha os cabelos loiros, e lisos, os olhos pequenos e puxadinhos, o nariz pequenininho e bochechas fofas.

– Vai Lore. – O pai incentivou, e ela então envolveu um de seus bracinhos no pescoço de Ju, e a trouxe pra perto, permanecendo nos braços de Gilmar, fazendo assim um abraço triplo. – Minhas princesas. – Ele beijou a testa de ambas.

– Papai disse que hoje é seu aniversário. – Lorena falou já mais solta. – É verdade?

– Uhum. – Ju assentiu com a cabeça. – E eu ganhei uma irmã linda de presente. – Falou.

– Eu comprei um presente pra você. – Contou e fez força pra descer do colo do pai, e correu até á mãe, que segurava uma sacola cor de rosa. – Tomara que você goste. – Disse.

– Com certeza vou gostar. – Piscou pra ela. – Deixa eu te apresentar o meu namorado? – Pediu/perguntou.

– Namorado? – Levou as mãos até a boca. – Papai, por que ela pode ter um namorado, e eu não? – Olhou para o pai com a feição séria, fazendo todos que estavam próximos rir.

– Por que você é um bebê Lore. – Gilmar disse entre o riso.

– Isso é meio injusto. – Falou os fazendo rirem mais ainda.

Todos foram devidamente apresentados. Rodrigo de cara se deu bem com Lorena, que finalmente soltou–se completamente, e não parou de falar por um minuto.

Ju conheceu a mulher do seu pai, e simpatizou com ela. Maria Cristina era uma boa pessoa, de bom coração, e foi simpática com Ju, e com todos os outros.

Após as apresentações, eles seguiram para casa da família Sang Simas, onde os outros estavam os esperando para o almoço de comemoração do aniversário de Juliana, que sequer suspeitou.

Ao chegarem à casa dos Simas, Ju foi recebida por suas amigas, Alice, Agatha, Yanna e Mariana, seu sogro, e Felipe. Todos fizeram uma festa com a sua chegada, e o abraço coletivo fez Ju ficar emocionada. Era bom ver todos ali reunidos para comemorar o seu aniversário.

– Eu poderia ficar brava com vocês. Vocês sabiam que eu não gosto de comemoração? – Ju fingiu–se de brava, porém não convenceu.

– Ah tá, e esse seus olhinhos brilhando ai? – Alice disse rindo.

– Poxa, acabou com minha brincadeira. – Fez bico.

– Desculpinha. – Deu risada. – E aí Lorena, o que achou da sua irmã? – Interagiu com a pequena, que estava ao lado da irmã as observando atentamente.

– Ué, não sei. Não deu tempo de “interigar”. – Falou fazendo todo mundo rir.

– Interagir, Lore. – Ju a corrigiu, afagando seus cabelos.

– Isso. – Sorriu amostrando suas banguelas.

– Vamos ao almoço? – Ana os chamou. – Tenho certeza que vocês estão com fome. – Disse.

– Eu to morrendo. – Rodrigo falou seguindo á mãe para sala de jantar, e todos foram juntos.

Um por vez, todos se acomodaram em seus lugares, todos os casais lado á lado, e uma pequena cadeira teve que ser colocada para Lorena, que sobrou.

O almoço ocorreu num clima descontraído, entre intermináveis conversas, brincadeiras e provocações, boas risadas, e muita felicidade.

Juliana não podia estar se sentindo melhor, ao lado da família do seu namorado, que já era quase sua família também, e ao lado da sua nova e recém e descoberta família.

A loira era só sorrisos, brincadeiras e gargalhadas. A felicidade estava estampada em sua testa. Ou melhor, dizendo, em seu sorriso.

“A moça de sorriso aberto.”

(…)

– Gente, aproveitando que estão todos aqui reunidos. Ju e eu temos um comunicado á fazer. – Rodrigo disse de repente, atraindo a atenção de todo mundo que estava na sala de estar.

– O que foi filho? – Ana preocupou–se com sua feição séria.

– É que… – Suspirou e segurou a mão da loira, enlaçando seus dedos. – Você quer falar amor? – Perguntou pra ela.

– Você pode falar. – Disse aumentando ainda mais a curiosidade de todo mundo.

– Aí gente, se for coisa ruim, não fala agora não. Tá tudo muito bom. – Yanna disse também preocupada com a feição séria deles dois.

– Não é coisa ruim não Ya. – Rodrigo estava contendo–se para não rir. Estava amando ver à cara de preocupação de todo mundo ali. Sabia que logo aquilo mudaria, mas resolveu fazer um pouco mais de suspense. – É… Então. – Suspirou. – Eu acho que não poderia ter ocasião melhor para contar isso. É uma coisa que vai pegar todos vocês de surpresa. E nós achamos que ninguém tá esperando por isso… – Falou apertando a mão da namorada, que estava sentindo vontade de rir também.

– Para de suspense Rodrigo! – Ana disse agoniada. – Diz logo. – Pediu.

– Então… – Fez uma pausa, e olhou terno pra Ju, e logo em seguida, tocou a barriga sem nenhum sinal de gravidez ainda. – As famílias Paiva e Simas vão ganhar mais um membro. – Falou finalmente, pegando todo mundo de surpresa.

“Felicidade é só questão de ser.”

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Então! Espero que vocês gostem!

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