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Ei, eu gostaria de te perguntar uma coisa… Como você está? Eu sei que pode parecer uma pergunta simples, mas não é. Porque eu não quero uma resposta automática, não desejo um “sim” ou “não”. Quero saber como anda sua vida, seu coração. Eu não reclamaria de ouvir seus problemas e frustrações, eu tentaria te ajudar, por mais que do meu jeito. Eu não me importaria em cuidar de você, em te mimar um pouco. E não diga que não gosta, porque todo mundo precisa de carinho, de um abraço apertado, de palavras reconfortantes. Até os mais fortes e grandes návios precisam de um porto e, por mim, tudo bem se eu fosse o teu.
E eu acabo não sendo o que eu gostaria. É que me falta tanta coisa… Sinceridade comigo mesma, carinho, sentir-me amada e, bem, uma delas é força de vontade pra fazer diferente, pra deixar de ser tão eu, tão errada.

“São só pessoas. Pessoas que entram na sua vida sem serem convidadas e muito menos esperadas, que se aproximam aos poucos ganhando seu carinho e afeto, que tornam-se importantes mas que no final vão embora, as vezes sem ao menos ter um motivo. E aí você sente saudades, corre atrás, chora e é silênciado pela dor que a ausência delas te causam. Mas depois de um tempo você se acostuma, você começa a esquecer - nunca completamente. No fundo são só pessoas, não são necessárias para a tua existência, por mais que na companhia delas seja mais agradável, são só pessoas… E talvez pensando assim seja mais fácil sobreviver sem elas." — Cinthia Sato

E chega um momento em que você não vai mais atrás de ninguém, não importa o quanto tu queira ou pareça certo. Porque você sabe que não consegue se medir, se entregar aos poucos e nunca inteiramente de uma vez. Você está aprendendo, aceitando. Você sabe que valoriza mais o outro que a si mesma. É tanto amor aí dentro, garota, por que não separa um pouco para si? Deixa de ser tão boba, tão doce… Passe a ser mais amarga, que talvez assim tu passe a ser mais amada e valorizada. Tu sabe o quão boa é, mas age como se não compreendesse tal valor que possui. Você é esperta e se faz de idiota. E por que, em, por que?
—  Cinthia

“Mesmo sabendo que não deveria esperei tanta coisa de você, secretamente depositei todas as minhas expectativas num ilusório ‘nós’. Eu queria ser tua, apenas tua. Mas o tempo foi passando e logo percebi que você não queria ser meu. Na verdade, eu sempre soube disso, você nunca se preocupou em esconder sua falta de sentimentos em relação a mim, mas mantive as esperanças de que você viesse a sentir algo. Fui tão boba por te esperar. Hoje não sinto saudades nem vontade de zelar por ti, até porque já fiz demais. Tu não me trouxe nada mais do que infelicidades, enquanto eu fazia tudo só para tirar-lhe um sorriso. Fui tão doce para alguém tão amargo. Tanto tempo perdido, jogado fora em troca de nada.” — Cinthia Sato

Aqui estou eu, me refugiando em textos que na verdade deveriam ser endereçados a certas pessoas - o que na verdade acontece, mas nas entrelinhas. E a pessoa “premiada” de hoje é você - é, eu sei, mais um vez. Mais uma vez você. Você. É, você, meu caro rebelde de ego inflado e cheio de problemas com a vida. E se você estiver lendo isso, o que espero verdadeiramente que não, vamos lá, vamos recapitular aquela noite em que te conheci. Foi tudo tão fácil não é? Não é com orgulho que digo isso, mas, eu principalmente. Eu lembro que por mim teria sido apenas aquilo alí, mas aí você me perguntou se eu não iria pegar o número do seu celular. No início eu não sabia bem como agir em relação a você, e bem, foi tudo tão rápido. Como pode ter tão pouco tempo tamanha significância para mim?! Mas vou lhe confessar uma coisa, deixei você entrar na minha vida como raramente deixo alguém fazer - principalmente se esse alguém for um garoto com uma boa lábia que eu mal conheço.

Mesmo com tão pouco tempo de convivência eu não me importava em te falar sobre os detalhes mais insignificantes dos meus dias - ou então ouvir os seus - sendo que grande parte deles eu passava conversando de alguma forma com você. Eu nunca tinha me aproximado tanto de alguém, digo, tecnicamente eu tinha, mas não da mesma forma. É difícil explicar. Eu nunca tinha tido alguém na minha vida como você. E como é de se esperar, eu me apeguei a ti, a maneira como você me tratava. Foi difícil não ligar pra você depois que “acabou”, mas sabe como é, eu ja havia me acostumado contigo, com a sua voz, com a sua companhia.

Sabe aquele rap que diz: “foi bom enquanto durou e durou enquanto estava sendo bom”? Foi meio assim. E eu que me acho tão madura fui tão ingênua com relação a “nós”. A gente começou de um jeito errado, muito errado e ou era tudo ou nada. E era bem na cara que seria nada, tanto que desde o início você me alertou disso, não só com tem jeito, mas também em palavras.

Mas enfim, eu pensei que tinha acabado, e aí você volta. E sejamos sinceros, entre nós não tem essa história de ser “amiguinhos”, não dá. Do jeito que tudo aconteceu não dá pra simplesmente a gente comprar pulseiras com pinjentes que se encaixam e nos declararmos BFFs. E é por isso que eu sempre vi com maus olhos o aparente desejo de você em continuar me mantendo por perto - na verdade, nunca entendi porque quis manter contato comigo, e sempre que pensei sobre isso cheguei a uma conclusão nada agradável e cheia de segundas intenções da sua parte, que humanamente sempre correspondi. Convenhamos que sou o tipo de otária que qualquer garoto gostaria de ter aos seus pés. Primeiro porque eu tenho um grande problema em dizer não, principalmente para coisas que eu quero - mas sei que não deveria -, e outra: posso ser tratada como lixo que continuarei desejando o bem e tentando cuidar de quem me desdenhou. E foi isso que aconteceu com você. Não que você não tenha sido bom pra mim, pelo contrário, agradeço muito por ter tido você ao meu lado certas horas. Você mesmo pediu desculpas por ter entrado na minha vida e bagunçado ela. A verdade é que até hoje eu não consegui me entender, quem dira você, ou esse “nós” aí.

Ah, garoto, sabe o que foi “injusto”? Esse tempo todo você teve alguém. Alguém que você realmente ama e parece ser correspondido. Enquanto isso eu fui só me perdendo, me perdendo em braços errados. Me prendi cada vez mais aos meus vícios enquanto você se livrava dos seus. Mas também, durante esses meses você teve algo que te preenchia, que eu até hoje não experimentei com excelência: o amor - ou algo bem semelhante a isso. Por mais que segundo suas palavras eu chegue a pensar que a pessoa que tu ama não lhe dê valor.

E agora você se foi, de vez, para não voltar mais. Engraçado é que eu achei que seria pior, por isso aguentei tanto de cabeça baixa certas coisas, porque por mais que certas brincadeiras e palavras suas me machucassem, eu queria ter você por perto. Eu achava que você me fazia bem. E fazia, mas não era exatamente você, era a “manha” que tu tinha ao lidar comigo, como eu ouvi você dizer uma vez, seu jeito “cachorro”. Você é esperto e soube usar o carinho e afeição que eu tinha por ti ao seu favor. Eu estava nas suas mãos e qualquer um conseguia perceber isso.

Mas eu quero que saiba que eu gostaria que tivesse dado certo, se ainda não percebeu, tenho meu lado romântico e os poucos anos de vida que tenho me dão o direito de ser ingênua em relação a relacionamentos e sentimentos, por mais que um lado de mim não seja nada “ingênuo”.

Mas eu não sou boa o suficiente pra você não é?

Mas isso não me importa, não mais. Afinal acabou, acabou sem nem mesmo começar.

Não se preocupe, não irei procura-lo, não perguntarei sobre você aos nossos amigos em comum. ”Boa vida”, adeus. Te desejo todas as felicidades do mundo.

Me desculpe por todo drama meu que você teve que aturar, me desculpe por qualquer coisa que eu fiz que tenha te chateado. E por nada por tudo que já fiz por você.

Que não sinta minha falta, que não lembre do meu jeito idiota - e certas vezes estúpido -, que meu rosto não lhe venha a cabeça quando escutar determinadas músicas. Espero que realmente nunca tenha sentido nada por mim e que nunca vá sentir, espero que também delete meu número da sua agenda telefonica, que não frequente meus ambientes. Jogue fora as coisas que te lembrem a mim, os presentes, por mais que eu não vá jogar os seus. Não é fácil desejar que não se lembre de mim, mas é melhor assim, porque não acho que as recordações que poderá ter sobre mim serão positivas. Serei aquela idiota que tinha aquele defeito tal, mas que gostava de fazer certa coisa que te agradou - você sabe sobre o que estou falando, não preciso rebaixar o nível do texto fazendo certas referências aqui.

Uma última vez alimento teu ego nesse “pequeno” texto de adeus. E que você mude, pelo bem daqueles que você deixa permanecer ao seu lado e os que virão. E se cuida, garoto, aproveite ao máximo sua vida. Mas não faça nada estúpido, porque mesmo não demonstrando mais, eu ainda vou me importar com você. É, caso não tenha percebido, eu me importei e me preocupei contigo. Até tentei cuidar de você, indiretamente, enquanto você, mesmo sem saber certas vezes, cuidou de mim. Vez ou outra de machucados que você mesmo causou.

Mesmo sem um porque específico lágrimas caem de seus olhos, por noites seguidas. No silêncio de seu quarto não tem que velar toda a tristeza que tem dentro de si. Por que tudo parecia tão sem graça? Por que o mundo era tão desinteressante visto de seus olhos? Olhos inchados de tanto chorar… Lhe falta fé, esperança; dupla que tanto foram depositadas em situações inapropriadas que agora lhe falta. Precisava de uma ligação, de um abraço. Mas não de qualquer um… De um alguém que nem ela mesma pensa conhecer. Alguém que a faz perder as noites sendo idealizado. Alguém que compreenda o valor dela, que a mime e que se deixe mimar. Ela precisa ser encontrada, mas precisa encontrar também.
Certas vezes me preencho de uma triste vontade de me perder por aí, por algum lugar onde não saibam meu nome nem comentem sobre mim, sobre os atos que cometi ou que simplesmente foram fantasiados e a mim atribuídos. Quero apagar o passado, deixar o que já se foi trancado em algum outro universo ou dimensão, quero que o ontem seja apagado e nunca mais lembrado. Quero deixar certos sentimentos para trás. E se possível, algumas pessoas também. Só quero apertar o botão de “reset” e me dar uma outra chance pra fazer tudo diferente… Mas é tão difícil deixar essa bagagem de lembranças, fazer com que além de você ninguém mais se lembre de nada que se passou. Dói ver essas cicatrizes, internas e externas. Dói ver no espelho quem sou, quem me tornei.
Tirar foto com cigarro na mão não é bonito. Assim como segurar a fumaça na boca por dois segundos e soltar sem tragar não é ser fumante. “Fumar” socialmente pra ter mais estilo só te faz babaca. Na maioria das vezes publicar no facebook e instagram fotos de pilhas de latas vazias de cerveja não te torna “vida louca”, só te faz passar por pagante. Fazer bico pra foto, usar saia que mostra o útero e decote que vai até o umbigo não te deixa sensual nem te faz a “rainha da pista”, só te faz mais uma vadia que é bem fácil de comer, mas que logo logo é jogada fora. Falar de rock o dia inteiro não te torna Ozzy Osbourne assim como usar óculos e bermudas da Oakley (quase sempre falsificados) também não te faz “patrão”. Pegar todas na festinha do final de semana não te faz garanhão, só mostra que tem vagabunda o suficiente no mundo pra se sujeitar a qualquer cara que tenha um papinho razoável. Gritar sobre maconha no meio da aula não te torna maconheiro. Sabe como é, irrita gente que fala demais, que finge demais. Porque no fundo o que importa não é o que os outros pensam de você, e sim o que você mesmo pensa de si. E se você consegue conviver com suas farsas, toda minha pena dedico a você. Conviver todos os dias com falsas amizades, é assim mesmo que tu vai escolher viver? Fingir ser quem não é só pra agradar pessoas que no fundo você nem gosta de verdade não é ter estilo, ser querido ou até mesmo “popular”, é ser otário. E de otário o mundo tá cheio. E isso é só minha humilde opinião.
Ela não esperava encontra-lo.
Sabe como é, era um festival meia-boca qualquer de bandas que ela nem sequer lembrava o nome. Mas fazia tanto tempo desde que o vira pela última vez, que não tinham sequer um diálogo bobo de “como vai você?”.
— Você ainda fuma? — Ele perguntou ao vê-la remechendo em sua bolsa e tirando da mesma um maço de Marlboro. Restava apenas um cigarro. — Pelo visto bastante — ele constatou dando um breve sorriso.
— Só ás vezes — ela mentiu enquanto tentava conter o nervosismo por reencontra-lo. — Desculpe — falou sem um porque, mantendo o hábito de desculpar-se sem motivos.
— Bem, a prejudicada é você.
Então ele tirou do bolso de sua velha jaqueta de couro uma cigarreira e seu isqueiro. Ele estendeu o braço com o isqueiro na mão e a ajudou a acender seu cigarro, pegando um dos seus e levando até a própria boca, acendendo-o em seguida.
— Pelo visto, você também — ela disse. — Pensei que havia parado — comentou fitando um lugar qualquer no palco, apenas para evitar encontrar o olhar dele.
— Por um tempo — ele rebateu após uma longa tragada.
— Me lembro que sua namorada não gostava.
— Ela se acostumou.
— Então vocês ainda estão juntos?
Ele não respondeu.
— Mas e você? — Ele perguntou.
— O que tem eu?
— Está namorando?
— Você me conhece — ela disse pressupondo que ele se lembraria do quanto ela fracassava em seus relacionamentos - talvez por experiência própria. Ela pode ver um sorriso no rosto dele. Mas qual seria o motivo do mesmo?
— Você fez falta — ele disse.
“‘Fez’, no passado”, ela reparou.
Ela riu ironicamente ao se lembrar que na ultima conversa que tiveram tinha ficado decidido que não conversariam mais. Ela se lembrou que tivera o mesmo sentimento em relação a ele durante as semanas que seguiram a “última” conversa… Até que se acostumou. Aliás, não tivera muito do que sentir saudade.
Fora a vez dela não dizer nada, por mais que dentro de si respostas gritassem. Queria ter lhe dito que se realmente tivesse sentido saudades que a tivesse procurado - até porque ele sabia onde procura-la -, que não acreditava naquilo que acabara de ouvir.
Ficaram em silêncio por um bom tempo, até que ele disse: — E o que anda fazendo da vida?
— Nada. Digo, nada de interessante. Não me lembro se havia comentado com você, mas entrei na faculdade de história, em um ano termino meu curso, enquanto isso sou monitora no colégio em que fiz o ensino médio.
— Você vai ser uma boa professora.
Ela não soube se ele estava sendo irônico.
— Você sabe que não. E também não vou ser um bom exemplo para meus alunos.
— Você é uma pessoa boa.
— E isso é um problema — falou ríspida. Sempre acreditara que ele se aproveitou da “bondade” dela, por mais que ela não fosse nenhuma garotinha inocente, era uma garota. E garotas tem suas fragilidades, até mesmo as mais fortes - o que definitivamente não era seu caso -, principalmente em relação a garotos.
Ela finalmente o olhou nos olhos, e se surpreendeu por não ter fraquejado.
— E você o que anda fazendo da vida? Está trabalhando?
— Se você quer saber se agora consigo ficar mais de uma semana no mesmo emprego, a resposta é sim.
— E em que está trabalhando?
— Nada que eu havia planejado.
— Terminou os estudos?
— Não — ele respondeu o que ela imaginava.
— Deveria. Mas, você gostou do show? — Ela perguntou desviando o assunto.
— Foi bom.
— Eu também gostei, obrigado por perguntar.
Ele riu abrindo o sorriso de deboche que ela tanto conhecia e que mesmo depois de tanto tempo e insistência não conseguiu esquecer.
— Você está diferente — ele falou e ela não soube ao certo ao que ela se referia.
— Não muito.
— De fato, você continua baixinha — ele falou de um jeito brincalhão.
Ela riu surpreendendo-se em não reparar num tom ofensivo na voz dele, como havia se acostumado.
Olhou-o nos olhos novamente, quantas vezes não imaginou esse reencontro. Aliás, quantas vezes ele não esteve em seus pensamentos, quantas vezes ela não tentou imaginar onde ele estaria em seu futuro, caso estivesse.
— Aqui — disse ele lhe entregando sua cigarreira quando ela jogou para longe seu cigarro terminado com o anelar.
Ela agradeceu.
Fora assim que se conheceram, ele a oferecendo um cigarro. Engraçado que mesmo após tanto tempo ela ainda se recordava daquele dia. Aliás, ela se recordava de muitas coisas, principalmente as boas - como já lhe era de costume, ignorar as coisas ruins que lhe fizeram.
O celular dele apitou e após ler a mensagem que recebera ele disse para ela: — Preciso ir.
— Ah, ok — falou sem saber se ficava feliz ou não com sua partida, imaginando que era o remetente da SMS.
Vendo que ele iria partir, uma inquietação tomou conta dela por dentro. Queria o perguntar tanta coisa, botar o papo em dia. Ouvir de sua boca sobre sua vida, não da dos amigos que tinham em comum. Mas que intimidade ainda tinha com ele para saber o que fazia ou deixava de fazer?
Ela acenou, dizendo baixinho um “tchau”, quando ele foi na direção dela e a abraçou.
Um abraço longo e apertado que a fez esquecer do ódio que ja tentou alimentar por ele, mas que nunca conseguira. Ela nunca fora de guardar rancor, de odiar alguém - o que lhe rendeu muitos problemas.
Ela podia sentir a respiração dele lhe roçando o pescoço, trazendo aos pensamentos dela o que já tiveram, fazendo-a lembrar do quão forte era o sentimento que ela nutriu por ele - mesmo sentindo não ser correspondida. Ela se recordou de quantas cicatrizes ela mesma se causou por conta dele, não que fosse sua culpa. Se lembrou do quanto esperou por ele, crendo que um dia ele poderia pertence-la.
Mas ela sempre soube que eles não eram nada. Mas ela quis, porque de alguma forma ele preencheu o vazio que ela sempre teve dentro de si.
Talvez ela nem tenha realmente gostado dele, talvez tenha apena gostado da atenção que ela as vezes a dava.
Nunca tiveram nem foram nada.
Foram apenas mais um na vida do outro.
— Se cuida — ela disse antes de solta-la.
Ela quis pedir que ele se cuidasse também, decepcionando-se em ver que ainda se preocupava com ele, mesmo achando que não. Afinal, ela havia superado. Quis perguntar-lhe o que tanto a inquietara, o que ela tinha sido pra ele, o que ela havia significado. Pergunta que sempre quis faze-lo, mas nunca o fez com medo da resposta - que ela acreditava já saber.
Ela viu-o sumir no meio da multidão que se despesava com o final do último show, indo em direção a saída.
E sem a certeza se o destino a faria encontra-lo de novo, sorriu.
— Vou tentar — sussurrou mesmo sabendo que ele não poderia ouvi-la.