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Todo dia eu penso: podia sentir menos e menos e menos. Mas não adianta, tudo me atinge, abala, afeta, arrebata, maltrata, alegra, violenta de uma forma absurda e intensa. Nasci pra ser intensa e dramática. Nunca sei direito se a vida me fez assim, as situações fizeram com que eu me tornasse assim, não sei, não sei. A última e única coisa que lembro é de sentir. Eu sinto o sentir. Sei que parece papo de louco, mas é verdade, é real, sinto demais. A realidade me consome. Mas me consome e-xa-ge-ra-da-men-te. A vida maltrata quem sente demais. Quem sente demais acaba sofrendo mais que a maioria das pessoas. Tudo importa, tudo é exagerado, tudo é sentido de corpo e alma. Alma, principalmente.
—  Clarissa Corrêa.
Pouco a pouco você vai perdendo o encanto que tem pelas pessoas. Dia após dia, você olha e olha de novo, daí começa a ver quem realmente são. Todo aquele brilho, todo aquela beleza se vai, como a água suja desce no ralo da pia, só então você percebe que o carinho na verdade era um interesse, que os segredos não passavam de embuste, e que o querer bem nunca existiu. Você se percebe apenas como uma companhia para diminuir a solidão, o mesmo tempo que serve para aumentar seu ego desmedido. É, mas a vida passa, o tempo ensina que ninguém é insubstituível. Que tudo na vida é uma questão de ângulo de visão. E hoje eu digo: quem me perde, perde o luxo e o prazer de ter na vida alguém tão ilustre e único como eu. Só digo isso.
—  Gabito Nunes.
Estou tão cansado. Eu não sei o que fazer. Quando você tem estabilidade e planos e horizontes, você sofre com a ausência de medo. Medo da vida. Eu não tenho um medo. E sem ele, eu não consigo fugir de nada, e é fugindo que as pessoas acabam parando em algum lugar, algum lugar que elas nunca imaginaram que pisariam a princípio. Eu preciso de um medo. Preciso cometer um grande erro.
—  Gabito Nunes.
Amor não acaba. Filmes acabam, balas acabam, dias acabam, beijos acabam, noites acabam, chocolate acaba, o assunto acaba, a paciência acaba, a vontade acaba - desejo diminui. Mas o amor não. Ele entra em coma, fica fraco, doente e, se for o caso, morre. Amor não é um sentimento, um fato, um objeto. Amor é uma vida, é algo que sai da compreensão humana, científica, racional. Amor não começa e acaba. Amor nasce e morre.
—  Anônimo.
Me desculpe, eu sempre quero falar com você. Sinto muito quando demora muito para responder, eu fico triste. Me desculpe se eu digo coisas que podem te chatear. Me desculpe se eu sair como irritante. Sinto muito se você não quer conversar comigo tanto quanto eu quero falar com você. Me desculpe se eu penso em você muito e muito frequentemente. Me desculpe se eu digo coisas insignificantes. Me desculpe se eu te falar sobre meu drama sem sentido quando você realmente não se importa. Me desculpe se eu sair como sendo pegajoso, mas é porque eu gosto de você.
—  Anônimo. 
É que a gente fica naquela coisa do “pra sempre”. Pra sempre é agora, é o momento, é a curtição, é a atenção, os carinhos, as brigas, o choro, a reconciliação. O pra sempre a gente que faz. Pra sempre pode ser umas horas, uns dias, pode ser um mês; não precisa ser necessariamente o resto da vida. Pra sempre é intensidade, é amizade, é um amor. O pra sempre é enquanto durar, enquanto houver sentimento. O pra sempre fica na cabeça da gente.
—  Um eterno enquanto dure; Verborragias.
Se doeu tem que falar. Se incomodou tem que explicar. Se tá ruim tem que ajeitar. Se estragou tem que consertar. Ou então jogar fora. Entende? Não dá pra passar a vida inteira com as coisas entaladas na garganta, feito espinha de peixe que não desce e arranha toda vez que a gente engole.
—  Clarissa Corrêa
Cansei de tudo, hoje deu vontade de chorar e eu só queria um colo para encostar minha cabeça e fingir que o mundo lá fora não existe. Hoje eu queria um abraço daqueles que te sufoca de tão apertado e te protege de tudo. Hoje eu só queria ouvir “eu te procurei pra saber se você tá bem”, só pra sentir uma dor menos doída dentro do peito. Cansei de me sentir só. Cansei dos dias iguais, da rotina. Cansei de mim e de me deixar sempre em última opção. Cansei de mentir pra mim, pra ver se dói menos. Cansei de ouvir “ eu sinto muito”. Cansei de me preocupar com quem não se preocupa comigo. Cansei de sofrer e de acordar indisposta, cansei de sentir o coração bater mais forte, com uma sensação de arrependimento, de erro. Cansei dessa porra toda!
—   Caio Fernando Abreu
Quando você quer contar tudo pra uma só pessoa, contar cada detalhe do seu dia, e até reclamando dele. Quando você é capaz de ficar horas somente imaginando como seria estar ao seu lado e sair desses afazeres chatos. Quando qualquer casal na rua, no ônibus, na tv te faz desejar aquilo também. Quando qualquer “mãos dadas” te faz planejar momentos de toda uma vida. Quando você sorrir imaginando “aquele” sorriso… É isso de se sentir completo, sabe? De depender do sorriso, do olhar, do cheiro, do jeito de falar, das manias. Essa coisa de dar e receber carinho, afeto, amor. De ser o primeiro e último pensamento do dia. É muito bom. Na verdade, é extremamente prazeroso e confortante ter esses motivos que te arrancam os melhores sorriso. É empolgante estar e fazer bem a alguém… E querer egoísmo da outra parte. E querer ouvir de você que sou seu e de mais ninguém. E até querer essas brigas de ciúmes, de coisas bobas do dia-a-dia. Quero sentir isso, sabe? Sentir que sou seu vício, sua rotina, seu pensamento… Seu amor.
—  Verborragias. 
Talvez eu já tenha te visto na rua, no mercado, na lanchonete, no colégio, ou trabalho. Talvez eu já tenha sentado do seu lado no ônibus, te encarado na boate, te paquerado no centro da cidade. Talvez eu já tenha te imaginado, tenha sonhado com você, e até planejado vários momentos pra gente. Já devo ter passado por você várias vezes e não ter visto que era a pessoa que eu sempre idealizei nos meus pensamentos. Já devo ter te achado milhões de vezes quando eu não te procurava. Você pode ter sido o meu primeiro beijo, meu primeiro olhar, minha primeira paixão… pode ter sido aquele fica rápido, aquele beijo sem graça ou aquele namoro de uma semana. Talvez eu te ache ou te reencontre, ou talvez a gente se encontre inesperadamente numa esquina qualquer, num bar, no ponto de ônibus… Talvez a incerteza de ter “você” acabe logo.
—  E se eu te ver por aí, talvez eu não te deixe escapar. Verborragias.
Aqueles dias que você só quer tomar um banho bem demorado e depois cair na cama e ficar ali com seus pensamentos, sua imaginação. Aqueles dias que o desânimo bate e você apanha… Aqueles pensamentos confusos, contraditórios… aquelas emoções todas; todas misturadas, embaraçadas, sufocantes. Aqueles dias que você lembra de momentos, pessoas… sente falta, sente saudades. Aqueles dias que você sente tudo - e um vazio tão grande envolta disso.
—  Dias cheios de tudo e vazios de tanta coisas… Verborragias.