você escreveu

Quando alguém “perde” alguns minutos ou até horas, só para escrever e te mandar uma declaração de amor, nunca nunquinha responda com emoji ou só 3 palavras. O pior é que sabemos, no dia seguinte a pessoa nem vai se lembrar do que você escreveu e falou. Mas acabamos ficando quietas e fingindo que nada aconteceu, pena que o coração não ajuda muito nisso e acaba se machucando um pouquinho. E nesse pouquinho em pouquinho, acaba se tornando tudo.
—  Ilusões de Esther.

A lua escreveu você no meu destino.
Saturno desenhou você no meu peito.
O sol no mesmo segundo
disse que eu iria me apaixonar.
Plutão me afirmou que você
é o amor de todas as minhas vidas.
O céu me deu a sorte trazendo você.
Amor, constelações enlaçam o nosso nós.

“Ela será única. Você conhecerá outras pessoas, terá um flashback com a sua ex namorada, terá uma nova namorada, mas ela continuará sendo a sua preferida. Provará outros beijos, se sentirá frustrado, algumas vezes, ao perceber que aquela morena linda da festa não beija tão bem assim. Passará a mão em outros cabelos, alguns mais longos, outros mais curtos, mais cheios, mas de qualquer forma, sentirá falta dos cachos dela, que de tão pouco se perdiam nos seus dedos. Você sentirá outros perfumes, amadeirados, cítricos, doces, e sentirá falta do cheiro da pele dela, que tinha um cheiro tão bom que te fazia fechar os olhos e suspirar fundo. Você chorará, toda noite, baixinho, sentindo a maior saudade que você já sentiu em toda a sua vida. Olhará para os lados, verá a vida passando, e sentirá uma falta quase mortal da vida que ela te proporcionava todos os dias. Você entenderá que a amava. Você entenderá que a ama. Você entenderá que ela será eterna. E-t-e-r-n-a. Você, ao conhecer outras com o mesmo nome, sentirá um aperto no peito ao dizer que esse nome é lindo, sentirá suas mãos tremerem ao lembrar que dizia que esse seria o nome da filha de vocês. O seu celular, ao tocar, após anos, após milhares de vezes, ainda desejará realizar uma ligação de vocês, aonde ela dirá que ainda te espera, e você dirá que está indo buscá-la, assim como em um texto que um dia ela escreveu. Você irá ler, palavra por palavra de tudo que ela escreveu um dia, e se surpreenderá ao ver que ela suplicava por você. Você se sentirá um idiota. Mas ela, ela continuará sendo única. Ela continuará sendo sua. Você continuará sendo dela. Mas a vida continuará. Ela fará um esforço descomunal para te esquecer, talvez, por alguns anos, ou até que toque a música de vocês, conseguirá. Lembrará de vocês com uma pequena tristeza mas com um grande afeto, assim como ela sempre disse, você ainda será a escolha dela, mas infelizmente, a vida lhe deu outras opções… Reticências, sua vida será repleta delas, assuntos não terminados, desejos não obedecidos, o maior e único amor da sua vida, perdido pela sua incapacidade de amar alguém. Você virá um dia para perto da casa dela, pensará uma, duas, três, mil vezes em um jeito de tentar achá-la, de descobrir se após tantos anos, ela ainda irá morar ali. Ela, irá para perto da sua casa, passará na sua rua uma, duas, três, mil vezes, na intenção de que você a veja e diga: “Finalmente”. Ela passará mesmo na sua rua, porque sempre foi mais decidida que você, você ficará só planejando"

Você nunca foi tão decidido quanto ela.

daniela,

tem sido difícil, não vou mentir. é mais fácil falar do que fazer. joguei fora as cartas que você escreveu para mim, doei tuas roupas que estavam no meu guarda-roupa, apaguei da minha playlist todas as músicas que me faziam pensar em você. mas o que eu faço com as lembranças na minha cabeça? não é como se eu pudesse abrir um arquivo mental com seu nome e jogar tudo fora.

Eu li, reli e decorei todas aquelas palavras soltas que você me escreveu. Tinha na ponta da língua tudo que iria dizer, mas quando te vi, esqueci até o meu nome, como iria lembrar daquele meu discurso mal ensaiado na frente do espelho? Veja bem, eu sabia que uma hora ou outra teríamos que falar cara a cara tudo aquilo que escrevemos um ao outro. Mas quem disse que eu estava preparada pra isso? Pois bem, não estava. E nem sei se um dia estarei. Você era o amor da minha vida, Oliver. Era o cara com quem eu tinha planejado o meu futuro, e para mim, não existia outra pessoa no mundo além de você, entende? Agora me diz, como posso superar isso? Vai ser difícil. Mas eu vou conseguir. Porque? Porquê foi você quem partiu. Você quem abriu mão de mim e de todo amor que eu senti por você. Então, acho que é isso: vomitarei as borboletas mortas que davam sinal aqui dentro toda vez que pensava em nós, já que eu sempre amei sozinha. E de tanto baterem asas por dois, desistiram. Assim como eu, que finalmente, desisti de você.
—  Gabriela Pereira & Pedro Pinheiro in lettres à Paris.

posso roubar um pouquinho da sua atenção?

eu quero que você se lembra da última vez em que chorou tanto ao ponto de sentir sua garganta em ardência. logo em seguida, se lembre daquela vez em que você se sentiu tão feliz que pensou que iria explodir. se lembra daquela mensagem que você escreveu com todo o seu coração e desistiu de enviar? ou então daquela ligação que você pensou em fazer de madrugada, nada grave, só pra demonstrar seu amor por alguém. lembra? talvez se lembre daquela carta que escreveu e escondeu em algum cantinho do seu quarto porquê seu subconsciente te fez acreditar que era a melhor opção. me explica aquela vez em que você sentiu medo de se envolver com um outro alguém porque suas colisões fizeram você se lembrar do seus romances passados? cadê aquela pessoa que insistia tanto em você, mesmo sabendo do seus defeitos, manias e birras? ela estava bem debaixo do seu nariz, você deixou ela ir? pra quem é que você têm dado o pódio de prioridade? quantas oportunidades de ser feliz você deixou escapar por entre seus dedos? quantas vezes você calou o que sentia e se sufocou com tudo minutos antes de adormecer? qual a quantidade de vírgulas que você colocou onde deveria ter sido um ponto final?

o tempo voa menina
a vida é um sopro
quando vê, já foi.

não espere o pior acontecer pra que você perceba o que é realmente importante em sua vida.

você disse que nunca tinha sido apaixonado por mim.
e, naquela segunda, foi como se meu coração tivesse sido arrancado do peito.
você disse que nunca tinha pensado que eu pudesse ser seu namorado.
e todos os meus planos, tão bem arquitetados, viraram pó naquela hora.

quando você me devolveu a chave do meu apartamento, horas depois de ter me dito tudo isso, eu já tinha chorado tudo que eu tinha pra chorar.
naquele momento, sentado em um banco da universidade, embaixo de uma árvore, eu não consegui te olhar nos olhos.
era duro não me reconhecer mais em você.

eu saí devastado.
chorando pelos corredores compridos e mal iluminados, pensei: essa poderia ser a cena de abertura de um filme sobre a minha vida.

subi no primeiro ônibus que passou, pouco me importando se ele passaria em frente da minha casa.
chorei o trajeto inteiro, na cadeira mais alta, fazendo uma cena épica pra quem tava ali dentro daquele ônibus lotado.
desci pra comprar cigarro no posto e contive o choro.
os atendentes, já meus conhecidos, não poderiam me ver chorando.
fatalmente iriam querer saber o motivo e deduziriam que o motivo era você: eles não costumavam me ver sozinho, desde que você apareceu.

quando cheguei em casa, você tinha postado uma foto no instagram.
“good vibes”, você escreveu na legenda.
e eu chorei ainda mais, porque isso me fazia crer que você parecia estar numa prisão enquanto esteve comigo.
logo eu que me doei tanto.
logo eu que não medi esforços pra te fazer sentir confortável, para que suas vibrações fossem as mais positivas possíveis.

naquela noite eu mal consegui dormir
passando em revista todos os momentos.
criei uma playlist aterradora.
não é isso que todo mundo faz quando está sofrendo? escuta música triste?

você me disse que não era responsável por ter causado, em mim, paixão.
eu discordo disso.
uma semana antes, você disse que o fato de você querer ser comissário de bordo não interferiria em eu permanecer na sua vida.
eu que projetei demais? ou você que foi covarde e cruel?

você me disse que nunca tinha sido apaixonado por mim.
e, por conta disso, até hoje, eu não consigo sair com mais ninguém.
quanto tempo vai demorar pra eu ser enganado de novo?
quanto tempo vai ser necessário para que uma pessoa me prometa o impossível e eu acredite que nós possamos?

depois de tudo isso já nos reencontramos.
te levei pro médico, te ajudei a construir um projeto de tcc.
te fiz companhia em noites em que você esteve bem doente.
você continua sem reparar em mim.
você continua sem entender o que me causou.
as marcas que fez na minha alma.
o medo que eu tenho por sua causa.

você me disse que nunca tinha sido apaixonado por mim.
e isso foi uma das coisas mais cruéis que alguém me disse durante a minha vida inteira.

—  Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente.

2 anos e meio sem você. ou melhor, sem sua presença física, porque na minha mente, continua bem presente. estive pensando em como ainda não apaguei aquelas coisas que você escreveu nas últimas páginas de alguns dos livros que te emprestei. eu digo pra mim mesmo que é apenas preguiça de pegar a borracha, passar e depois ter que limpar a sujeira. mas sei lá, não parece uma explicação muito convincente, já que todos os dias penso em você. também não sei se faria alguma diferença apagar aquilo. queria conseguir te apagar da minha memória. eu gosto de lembrar das coisas boas que vivemos, mesmo que doa o sentimento de perda, pois eu gostaria de ainda estar vivendo esses momentos. gostaria de alguém pra dormir abraçado e ter compromissos em cada final de semana. queria pelo menos pensar nisso tudo com menor frequência. talvez, assim eu iria viver melhor o meu presente, com os pés no chão e a cabeça focada, me permitindo novos ares, voltar a me arriscar. o medo de ser tudo a mesma coisa, outra e outra vez, me assombra.

Gian Lucas.

Quilofagia

você me convidou pra morder seus lábios. pra tragar do seu cigarro e sua poesia instantânea. me ofereceu uma xícara de café morno e me fodeu a noite inteira. você me disse que eu sabia dar como ninguém. que ia escrever uns versos quando eu fosse embora e o sol amanhecesse. você me disse que eu não podia ficar. que no outro dia você não seria mais o mesmo, que só era assim nas noites de lua cheia. eu achei tão poético aquilo. tão lindo. mas você não era lindo. não. não estou te chamando de feio, céus. estou me referindo a tristeza que habitava a sua pupila cinza dilatada. refiro a morbidez que pairava por cada poro da sua pele branca marcada pela nossa noite. você disse que não ia me esquecer, mas que não era o certo eu ficar na sua memória. me perguntou o meu nome. e a minha idade. e tentou levar a conversa por outra avenida menos escura que a sua. me falou dos livros que leu na vida. sobre poe e jane austen. me falou sobre o amor morto de romeu e julieta. e que seria assim naquela noite.


fulano, você enterrou nossa paixão sete palmos abaixo da terra junto com os lençóis com meu gozo e seu suor, com nosso cheiro misturado e as cinzas do cigarro que dividimos. sou eterno porque você escreveu os versos e depois me mandou pelo correio. você me pediu pra eternizá-lo também. mas não sou poeta, babe. e entendas que nunca fui admirador das metáforas que te rodeavam. fui bem claro quando eu te pedi que dividisse outra carteira de cigarro comigo e mais algumas noites também. eu faria um café melhor que o seu. e você me ensinaria cada mapa do teu universo. você mordeu o lábio e alguma coisa te impediu e disse que já tava na hora de ir. o sol já ia nascer e ele precisava dormir. na porta, me deu mais um beijo profundo, eu mordi seus lábios e você sussurrou: oh, querido…


o problema é que eu gostei da tua quilofagia.


“querido


assim como eu penetrei na tua carne,


não ousaria te deixar fazer o mesmo na minha alma.


você é bom demais pros mistérios que guardo.


encontre alguém que te faça um café melhor


e que tenha um lugar florido


onde você possa descansar os pés


depois que essa jornada acabar.


sempre na memória,


fulano.”

saí pelo mundo com a pele suada, o peito arfando por ar e o gosto de outro alguém na boca. as ruas escuras me aconchegaram, os sons noturnos me abraçam sem medo, meus pensamentos obsessivos e compulsivos preenchem as canções que você me escreveu e produzem mil linhas da mais pura saudade.

[nós dois juntos sempre fomos
nossos artistas favoritos
]

coleciono toques de quem mal reconheço. convivo com meus desejos manifestos e latentes. questiono se o que represento sou eu, ou uma máquina de tentar te fazer receber notícias através de outras bocas. tento, mas nunca me lembro do que eu era antes de você.

a brisa que move meus cabelos é a mesma que me causa frio, as lágrimas que me descem a face se misturam à chuva suave
como se a chuva
minhas lágrimas e
meu suor
fossem a mesma coisa,
mas não são.

do alto do pedestal, onde te coloquei antes que partisse, vejo as luzes noturnas e amareladas criarem novos cenários e imagens que se modificam sempre que meus olhos úmidos se movem. manchas indecifráveis, figuras inomináveis, medos crescentes. enquanto você pode voar para longe, tão mais alto, eu despenco dos meus abismos sem saber o que vem por aí.
espero aprender a voar na descida.

[em queda livre, eu sou mesmo
um anti-herói
]

eu anti-herói, ele também.

nosso amor poético. 

você é pura intensidade que Drummond não escreveu. você é o grito no quarto escuro e vazio que eu dei pedindo socorro. a sintonia perfeita que Mozart nunca encontrou.

a sintonia perfeita é o ritmo do nosso corpo quando se transmuta em poesia. prosa. a literatura nunca previu o ritmo do nosso encontro. nosso amor é a rima que perdura durante todos os segundos e todas as horas de todos os dias entre a morte de querer-te e não ter-te. 

entre os ruídos que faz na rua e o silêncio que é a casa entre a correria da cidade e a minha estapafúrdia existência nosso corpo se encaixa se ama se transmuta em um. você é puro lirismo desmedido de Mia Couto. o tempo resolve tudo, disse-me tu. hoje é a tarde que redescubro em mim o projeto de amor que criei depois que você apareceu. 

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você é a minha casa.

é pra você que eu sempre volto quando o mundo me machuca.

você me abraça e cola meus cacos

um por um.

é você que afasta meus medos ou então só permanece ali comigo

até toda a tempestade passar.

é você que segura meu mundo quando ele ameaça cair.

eu te disse que era caos e você me transformou numa poesia bonita.

tão bonita que eu quis me ler.

eu gostei da minha versão que você escreveu

eu sou melhor quando estou ao teu lado.

mas

eu te mando embora quando tudo fica muito confuso

mas

você volta.

você sempre volta.

e eu amo você por isso.

por isso e pelas coisas que eu nunca te disse.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai ligar e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário, ele só escuta Egberto Gismonti e Sivuca. Não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado, e ainda assim você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita de boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama esse cara? Não pergunte pra mim.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco, você levou-a para conhecer sua mãe e ela foi de blusa transparente. Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina o Natal e ela detesta o Ano-Novo, nem no ódio vocês combinam.
Então? Então que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
—  Martha Medeiros.

Alguém disse que todo poema de amor é meio ridículo, mas só porque todo amor é meio ridículo, você já parou para ler algum poema de amor que você escreveu a muito tempo para aquele amor platônico de infância, todo poema de hora é lindo mas quando o tempo passa e aquele sentimento não é mais o mesmo você fica a pensar, “nossa que coisa mais dramática”. Mas mesmo que todo poema de amor seja meio ridículo ou que toda forma de amor seja meio ridícula ou que quando o tempo passa deixa as coisas meio ridículas, mas você amou e esse foi o ato mais ridículo e verdadeiro que você pode ter.

-Miguel Angelo

Você escreveu todas essas coisa pra dizer adeus… Mas há tantas coisas boas. Por que não dizer adeus à coisas ruins? Diga adeus a todos as vezes que se sentiu perdido. Aos momentos que houve um não, ao invés de um sim. Aos arranhados e machucados. A toda mágoa. Diga adeus a tudo o quer fazer pela ultima vez.
—  How i met your mother. 
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Pedido: xuxu faz um imagine com o Harry em que os dois são famosos. Eles terminam e a S/N da uma entrevista e tem várias perguntas sobre ele e tals, então ele vê ela falando tudo e vai atrás dela. (Pode ter um hot no final, se quiser).

 

               A mais ou menos duas semanas que não vejo o rosto da pessoa que me inspirou a ser quem eu sou que me fez acreditar que eu posso ser uma pessoa melhor para o mundo é que me prometeu o mundo, mas em questão de segundos tudo foi perdido por conta de um ciúmes bestas que só ele estava vendo. Passei o meu dedo na tela de bloqueio que eu ainda fazia questão de manter a nossa foto, o seu sorriso e seus lindos olhos verdes fazia a foto ganhar um brilho especial, nós estávamos tão felizes nesse dia que fizemos um álbum apenas de fotos nossas tiradas naquele dia.

           Sentei-me no sofá e olhei o horário, apenas cinco minutos até a minha entrevista começar, ninguém sabia do nossa termino e eu ainda não estava pronta para dizer isso ao mundo, então vou ter que aguentar algumas perguntas sobre o nosso relacionamento feliz. Abaixei minha cabeça e tentei segurar as lagrimas que insistiam em cair. Assim que escutei meu nome sendo chamado, levantei-me e sorri e disse para mim mesma que tudo iria ficar bem e nada iria atrapalhar o dia de hoje, precisava está boa para essa entrevista meus fãs precisam me ver bem.

           Assim que entrei gritos e aplausos entraram pelos os meus ouvidos me fazendo ficar quase surda, sorri e caminhei até James Corden que tinha um sorriso gigante nos lábios, só o fato de olhar para o seu rosto causa-me um ataque de risos. Assim que o cumprimentei acenei para a plateia que gritava meu nome loucamente.

- Depois de meses tentando uma entrevista com a senhorita, finalmente consegui. – James olhou seriamente para mim.

-Oh, James desculpe-me estou ocupada demais com essa turnê. Mas é sempre uma hora participar do seu programa. – Disse sorrindo.

           Após algumas perguntas sobre o meu novo CD e a minha turnê que estava rodando o mundo o momento mais temido da entrevista iria começar, soube assim que ele olhou para mim e sorriu. Tentei sorrir e não demonstrar nada.

- Harry, Harry Styles. – A plateia gritou. – Estive com ele ontem e ele disse maravilhas sobre você.

           Assim que ele disse isso meu coração disparou. – Serio? – Disse animadamente.

- Claro você parece ter realmente roubado o coração do pequeno Harry.

           Esse momento fiquei animada para continuar a entrevista. – Harry é uma ótima pessoa, sou muito sortuda por ama-lo. – Assim que disse essas palavras senti como se ele estivesse ali do meu lado dizendo que tudo iria ficar bem.

- Vocês pensam no futuro? – James disse se referindo ao casamento.

- Sim, nós pensamos, mas ainda é muito cedo para decidir isso. – Respirei fundo lembrando-me de cada promessa que ele me fez. – Somos novos de mais, é agora estamos com a nossa turnê… Um passo de cada vez.

- Soube que Sweet Creature foi uma musica inspirada em você.

- Sim, foi Harry me disse algumas semanas antes de lançar o álbum que fez uma musica para mim e assim que a escutei já soube que essa Sweet Creature. – Meus olhos se encheram de lagrimas, quando me lembrei do Harry sentando na nossa cama com o violão nas mãos escrevendo as musicas do seu álbum, como eu amava o vê trabalhando e dando toda a sua alma para esse álbum.

- Você está bem? – James colocou a mão no meu ombro.

- Si, estou apenas estou emocionada por ter alguém tão bom e doce ao meu lado. – Menti.

- Harry sempre faz isso com o nosso coração. – James fechou os olhos e colocou a mão no peito. – Você também escreveu uma musica para ele não foi?

- Ah, na verdade meu novo álbum inteiro conta um pouco sobre o nosso relacionamento.

           Assim que a entrevista terminou fui o mais rápido para a minha casa eu apenas queria colocar minha cabeça no travesseiro e chorar o máximo que eu conseguisse. Tirei toda a maquiagem e aquela roupa e coloquei uma camisa velha no Harry e deitei-me no sofá e comecei a chorar, tudo que estava preso. Depois de alguns minutos ouvi a porta sendo destrancada, pensei que fosse a minha melhor amiga, mas assim que pus os meus olhos na porta vi o Harry parado com os olhos vermelhos assim como os meus, a minha primeira reação foi ficar apenas parada olhando para ele.

- Me desculpa apenas me desculpe por tudo. – Harry se ajoelhou na minha frente e pegou na minha mão e a beijou.

- Harry… – Passei minha mão nos seus cabelos e o beijei. – Eu te amo. – O abracei com toda a minhas forças.

- Sweet Creature. – Um sorriso lindo se abriu em seus lábios, fazendo-me sorrir juntamente com ele. – Eu te amo.

eu não tive tempo para dar errado com você

te odiei pela promessa que você me fez dizendo que sempre ficaria comigo 

hoje eu sei que você simplesmente não pôde

mas ainda assim em um momento de raiva queimei todas as nossas fotos

cartas

os textos que você escreveu para mim

não tenho nenhuma roupa sua

para acreditar que você realmente existiu