vizinho novo

Imagine - Niall Horan

Me desculpem pelo sumiço. Eu espero que gostem


Os sapatos de salto estavam torturando meus pés; eu havia sido obrigada a trabalhar de salto alto a semana inteira. O vestido já não parecia mais tão confortável como pela manhã. Meu cabelo eu prefiro nem comentar, assim como minha maquiagem.  

Eu também tinha sido obrigada a passar no mercado pois estava sem comida em casa; não tinha nada. Mesmo.

Mas me limitei apenas a comprar coisas para jantar e tomar café pela manhã seguinte, então, estava com poucas sacolas nas mãos.

Desci do carro estacionado na garagem e caminhei pelo hall de entrada quase correndo para o elevador que já estava fechando a porta. Mas uma mão a parou. Abaixei a cabeça, e suspirei de alivio por saber que não teria que esperar o elevador descer novamente.

- Obrigada! – Disse assim que as portas se fecharam comigo lá dentro. – Você salvou minha noite. – Falei rindo.

- Não há de que! – A voz masculina se fez presente no ambiente. – Pelo menos a noite de alguém vai ser boa. – Ele bufou. Levantei meu olhar para ele.

- Você é Niall, meu vizinho novo, não? – Ele me encarou.

- Sou sim. É (S/N), né?!

- É! E o que houve para tanto mau humor? – Arquei uma das minhas sobrancelhas, o que fez ele rir.

- Semana agitada, para sexta-feira eu acabar sozinho.- Ele riu nasalado.

- Quer me fazer companhia? Temos pizza congelada e vinho. – Levantei uma das minhas sacolas e ele riu.

- Não vou atrapalhar? – Neguei com a cabeça. – Então vou passar em casa para tomar um banho e trocar de roupa.

- Farei o mesmo.

Ao elevador abrir a porta, cada um foi para um lado. Ao abrir meu apartamento, fui direto para a cozinha guardar as compras e pré-aquecer o forno. Fui rapidinho para o banheiro tomar uma ducha e coloquei um vestidinho leve para ficar dentro de casa.

Depois de descer novamente para a cozinha, pus uma das pizzas no forno e minutos antes dela ficar pronta, minha campainha tocou.

- Eu achei mais um vinho lá em casa, e trouxe para nós. – Ele ergueu a garrafa.

Estávamos rindo alto sobre os comentários que fazíamos sobre nossas próprias vidas. A de Niall era uma bagunça e eu vivia em uma única rotina certinha.

- Todo mês eu vejo um cara sair do seu apartamento contente. É o seu namorado? – Niall perguntou do nada.

- Não. Aquele é o senhor que troca o gás para mim. Ele sai contente por que eu sempre deixo ele ficar com o troco. – Niall soltou uma gargalhada alta.

- Eu acho que já vou indo. - Niall terminou o último gole do vinho.

- Eu te levo até a porta. - Levantamos do chão e seguimos até a porta de entrada. - Obrigada pela companhia. Sério. - O abracei.

- Sou eu quem agradece. Não saberia para qual drive eu ligaria. - Ele sorriu me olhando, segundos depois desmanchou seu sorriso e atacou meus lábios.

Niall fechou a porta novamente e, cambaleando, fomos até meu quarto nos deitando na cama.

- Nossa! O que eu estou fazendo? - Murmurei sentindo os lábios de Niall em meu pescoço.

- Somos adultos suficiente para saber o que estamos fazendo. - Ele murmurou abafado. - Você quer parar? - Ele ergueu o rosto corado.

- Não. - Ele riu e voltou a dar atenção aos meus lábios.

Niall acariciou meu corpo, me despiu do vestido e das peças de roupas intimas, sua bermuda e camisa foram parar no chão do meu quarto no segundo seguinte.

Quando Niall me tomou para si, eu fui ao céu e desci em questão de segundos. Seus lábios beijavam meu corpo com desejo e dos meus lábios só saiam suspiros e sussurros pedindo por mais.

Eu estava louca por me entregar assim tão fácil, mas estava tão bom. Desde sua companhia no jantar até os seus beijos e os sussurros ao pé do meu ouvido.

Pelas tantas, meu corpo reagiu ao prazer e Niall caiu ao meu lado respirando pesado.

- É – ele suspirou -, obrigada por melhorar minha noite. – Eu ri nasalado. – É sério!

Ele se ajeitou na cama e me encarou com o rosto apoiado contra a própria mão, descendo seus olhos para meus lábios em seguida. Eu fiz o mesmo, mas subi minhas mãos para seus cabelos e empurrei seu rosto contra o meu o beijando.

- Eu não vou querer ir embora se você continuar fazendo isso. – Ele disse enquanto intercalava selinhos em meus lábios.

- Não vá. – Eu soprei em seus lábios. – Odiaria ficar sozinha depois dessa noite.

- Não precisa pedir duas vezes. – Ele sorriu e deitou a cabeça sobre o lençol em meu peito.

Dormimos ali. Eu acariciando seus cabelos e ele resmungando as vezes.

Pela manhã, acordei sozinha no quarto. Talvez ele tivesse algum compromisso agendado e acabou tendo que ir embora. Dando de ombros, levantei, fui até o banheiro, escovei meus dentes e cabelos; coloquei meu short e camiseta do pijama e caminhei até a cozinha encontrando Niall de cueca preparando o café.

- Eu pensei que já tivesse ido embora. - Murmurei e Niall em olhou assustado.

- Pelo menos um café da manhã juntos. - Ele caminhou até mim e me beijou. - Eu vou lá colocar a bermuda por que estou absurdamente constrangido.

Eu comecei a rir assim que ele saiu correndo para o meu quarto.

Tomamos um café da manhã tranquilo; Niall continuava todo carinhoso e por não ser muito acostumada com isso, não sabia retribuir muito bem.

- Acho que hoje é a sua vez de ir para o meu apartamento comer uma macarronada com vinho. – Ele me deu um selinho na porta do meu apartamento com o corpo para o lado de fora.

- Eu levo o vinho. – Sorri e o beijei.

quick musical doodles and sex (6)

Originally posted by strawberrie-kookie

Min Yoongi
Sinopse: Por mais que eu tentasse, eu simplesmente não conseguia me livrar daquilo. Do maldito som insistente de gemidos altos que vinham do apartamento vizinho.
[ parte: 0 l 1 l 2 l 3 l 4 l 5 l 6 l 7 ]
Contagem de palavras: 4,571 palavras.
Avisos:

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Status : Variados

A cadência de monstros vaga em cidades, pois lábios contam mentiras mas olhos contam a verdade. 🍂💛

Pisando descalço nesse chão molhado, deito ao teu lado só pra relaxar. 💦💙

Em um mundo de falsos,quem é sincero acaba sendo o errado da história. 😉✊🏻

Se eu pudesse governar seus olhos, eles ficariam fechados para o mundo e abertos para mim, só para mim. 💕😊

Mas moça, primeiro aprenda a ser feliz sem depender de alguém. Desapegue do que te faz mal e procure a felicidade que está dentro de você. 😚💜

Por fora estou sorrindo, por dentro estou com fome. 😂🍔

E se traficarmos amor? 💙

Eu gosto do impossível, porque lá a concorrência é menor 🌅😌✨

Não ouse desistir de tudo que você sonhou 💭💫

E com as cores que a vida traz, pinte um quadro novo… 🎨🌈

As flores tem cheiro de de poesia e os espinhos de solidão 🍃🌺

Onde mora tristeza, traga um vizinho novo, a alegria. 🌌🌸

Porque o pouco que a gente tem parece imenso quando se vai 🌙🌠

Ela é o mistério da noite, mas também a luz do dia. É capaz de ser poeta e ao mesmo tempo poesia 🍃☀

Cores

- Park Jimin

- Romântico

Originally posted by bwipsul

O diferente sempre me atraiu.

 Sair da linha. Ser diferente da maioria. Esse era o meu sonho, mas meu medo me impedia. Viver a vida ao extremo era o meu objetivo e iria alcançá-lo assim que pudesse. Queria fugir de casa a noite e fazer alguma loucura, me vestir do meu próprio jeito, passar a noite em algum lugar público, pegar minhas coisas e sair andando para qualquer lugar, sem destino… 

Eram tão simples, mas ao mesmo tempo tão complicadas de serem feitas. 

 Estava deitado na minha cama, os fones de ouvido tocando uma música em uma altura ensurdecedora, mas eu não me importava, sempre fazia isso de qualquer maneira. A semana de provas havia acabado e agora teríamos alguns dias para descansar, pelo bem de tudo e de todos.

 Suspirei e me levantei, teria que sair de casa, não podia ficar mofando dentro do quarto durante o recesso da escola. Peguei minha jaqueta e fui até a cozinha para pegar alguma coisa para comer, mas minha mãe me parou antes que eu pudesse fazer algo.

-Onde vai, Jimin?

-Vou sair um pouco, por quê?

-Só tome cuidado – Ela sorriu. Mamãe sempre soube da minha vontade de ser diferente e sabia do meu medo. Vivi a vida toda com medo de julgamentos e das consequências, por isso nunca aproveitei devidamente. Sorri, mordendo uma banana e indo até a porta de saída, mas antes escutei a voz da minha mãe. – Carpe diem!

-Carpe… O quê? – Perguntei, olhando-a.

-Aproveite o dia, Jimin. – A mulher sorriu e voltou a fazer o que estava fazendo. Ela sempre gostou de usar palavras estrangeiras e isso me deixava confuso toda vez.

 O sol estava escondido por algumas nuvens, mas o céu ainda se mostrava em um belo tom de azul. Não sabia o que deveria fazer, não havia pensado nisso antes. Olhei para os lados e percebi que a casa vizinha – abandonada há cinco anos – estava finalmente recebendo pessoas novamente.

 Decidi fazer uma coisa que não era tão diferente assim: Visitar os vizinhos novos.

 Fui até lá, em passos lentos e pequenos, aproveitando cada segundo daquele momento, como sempre deveria ser. Assim que cheguei em frente a porta, bati duas vezes e esperei, meu coração batendo levemente mais rápido. Fui recebido por uma menina com os cabelos coloridos, os olhos eram como um universo e eu poderia me perder neles.

 Ela usava um shorts que mostrava bastante suas fartas coxas, uma camisa caída em um dos ombros com uma estampa bem diferente fazia algumas tatuagens em seu corpo serem visíveis. Uma bota de cano médio preto fosco deixava-a com um ar estiloso. Seus fios estavam presos em um coque desleixado e a menina me observava atentamente.

-Olá? – Ela disse, a voz era doce, completamente diferente do seu estilo.

-Ah, oi, meu nome é Jimin. Park Jimin, tenho 21. Sou seu vizinho e… É bom te conhecer. – Sorri timidamente para ela e a menina abaixou o olhar, sorrindo também.

-Você é fofo, Park Jimin – Corei no mesmo momento em que essas palavras saíram de sua boca. Ela riu e ajeitou sua postura, cruzando os braços. – Meu nome é _______. O prazer é meu em te conhecer, tenho 23. Quer entrar? – Meu coração disparou. Eu já havia conhecido outras meninas antes, mas ela era diferente. Algum detalhe naquela garota me atraía demais. .

-Não, não. Apenas passei para conhecer os novos vizinhos, mas acho que sua família não está em casa e-

-Eu moro sozinha – Ela sorriu, um pouco envergonhada. – Olha, eu tenho que terminar algumas coisas aqui, então, se quiser entrar para me ajudar, vou ficar agradecida, mas se tiver coisas mais importantes para fazer, entenderei completamente. – Minha mente entrou em confusão, não sabia o que fazer. Ficaria ou iria embora?

-Eu vou ficar para te ajudar, sei como mudanças são cansativas. – _______ sorriu espontaneamente, assentindo e indo um pouco para trás, dando-me espaço para entrar.

 Entrei dentro da casa e vi como tudo era como ela: Diferente e atrativo. Os móveis eram coloridos, mas ainda combinavam. A mobília era divertida e criativa, era como um quarto de uma criança adulta. Grande, mas não em excesso, no tamanho certo. As luminárias de várias cores davam um ar mais vívido para o local, tudo era muito confortável.

-Uau… Mas… Você disse que ainda tinha algumas coisas para arrumar. – Falei, gesticulando para os móveis no lugar. Ela sorriu mais uma vez, apontando para o mezanino no fundo da casa.

-Falta o meu quarto.

-Ah…

-Vem, vamos. Pegue aquelas caixas ali no canto da sala e suba as escadas. – Disse _____, pegando uma grande caixa de papelão e subindo das escadarias. Fiz o que ela pediu, olhando cada detalhe de sua moradia.

 O seu quarto era simples, uma cama de solteiro, um armário, um grande espelho e alguns outros enfeites. Nada muito exagerado. Continuei ajudando-a por alguns minutos, até que ______ terminou e me lançou um olhar cansado.

-Obrigada por isso Jimin, sabe, mal nos conhecemos, mas você ainda sim me ajudou. Obrigada, de verdade. -Não foi nada, eu não tinha muita coisa para fazer mesmo. – Ela riu rapidamente e logo voltou a ficar me observando. Do nada, a menina suspirou e bateu as duas mãos juntas.

-Bom, acho que já que terminamos, está livre para sair… Eu tenho que trabalhar mesmo.

-Vou sair agora mesmo, mas antes… No que você trabalha? - _____ suspirou e deu de ombros.

-Okay, não é bem um trabalho. Eu vivo da arte, pintura, sabe? Faço minhas pinturas e as vendo na rua por um bom preço. Essa não é a única coisa que me sustenta, claro, meu pai me ajuda um pouco com as rendas, mas é isso que faço por enquanto.

-Você pode me mostrar algumas? – Perguntei, olhando para os móveis agora arrumados.

-Posso, mas não prometo que vá gostar.

-Arte Moderna? – Ela riu e assentiu, mexendo nos cabelos coloridos.

-A minha arte moderna. Vem, o quarto fica lá embaixo - ______ saiu pela porta e desceu as escadas de uma forma diferente: Escorregando pelo corrimão. Queria fazer o mesmo, mas estava com medo de cair. Não percebi, mas fiquei observando-a por tempo demais, então a menina cruzou os braços e me olhou com a sobrancelha arqueada. – Por que não vem logo?

-Posso descer escorregando também? É que estou com medo de cair e coisas assim. – Minha voz foi falhando por eu estar com vergonha de falar algo desse tipo.

-Você não teve infância, Jimin? Claro que pode! – Ela fez um gesto para que eu descesse. Subi no corrimão e dei um impulso para frente, sentindo o vento bater no meu rosto. Tudo aquilo terminou mais rápido do que pensei, mas foi divertido. – Viu? Não foi tão ruim.

-Na verdade, foi ótimo!

-Não foi o que a sua expressão dizia – Ela riu e puxou meu braço, levando-me para dentro de um quarto. Assim que abriu a porta, vi a quantidade incrível de pinturas penduradas nas paredes e descansando no chão. Todas bonitas, mas de uma maneiras diferente. Uma beleza exótica, assim como ela. – Gostou? – Seus olhos brilhavam com expectativa. Sorri e assenti, rindo um pouco.

-Todas são lindas, muito mesmo. Parabéns por ter esse talento todo! – Ela sorriu e disse um obrigada baixo, mexendo no cabelo mais uma vez.

-Posso fazer uma para você qualquer dia desses, não vejo problemas nisso.

-Obrigado – Sorri e abaixei a cabeça, coçando a nuca. – Bom, acho que já vou indo, deixarei você trabalhar.

-Ah, obrigada. Mas se sinta livre para voltar aqui quando quiser! Foi ótimo ter te conhecido, se não fosse você eu ainda estaria arrumando os móveis e bom, não teria tido uma conversa boa como essa, sabe? – Assenti e dei um breve aceno com a mão, saindo da casa.

 Aquela menina era simplesmente incrível.

 Passei o resto do dia simplesmente andando pelas ruas, meus pensamentos só viviam nela e no seu sorriso tão sincero. Não consegui focar em mais nada, apenas em ________.  Sentei-me na grama do parque, o sol estava se pondo lentamente. Fiquei olhando as nuvens e o próprio pôr do sol enquanto pensava em como aquele dia tinha mudado de uma hora para a outra. 

 Já era noite, então resolvi voltar para a casa, já que estava um pouco frio. Tomei um banho, jantei e fui me deitar, fechando os olhos e não demorando nem quatro segundos para cair no sono. Mas não dormi até a manhã do dia seguinte, na verdade, quase não dormi. Alguma coisa batendo na minha janela me acordou.

-Jimin! – Era a voz de ______ sussurrando meu nome enquanto batia de leve na minha janela. Levantei rapidamente, indo até ela.

-O que está fazendo aqui? – Perguntei, abrindo a janela.

-Eu e alguns amigos meus vamos invadir uma escola abandonada, pensei em te convidar. O que me diz de ir? Vamos! Vai ser legal! – Ela disse, sorrindo e olhando-me atentamente. Hesitei um pouco antes de responder, mas decidi concordar. – Então rápido, se arrume, estarei esperando aqui fora! Cinco minutos!

 Saí correndo, pegando a mesma calça que usei mais cedo e um moletom branco com alguns detalhes em preto. Penteei meus cabelos escuros, escovando os dentes e jogando um pouco de água no rosto para acordar melhor. Peguei meu celular e pulei a janela, vendo-a agachada ao lado da minha janela, mandando mensagens para alguém.

-Pronto? – Ela perguntou. Assenti, a respiração levemente descompassada. – Então vamos, me siga. - _____ estava com uma mochila nas costas, parecia cheia de tinta spray e coisas desse tipo.

Levantei-me e saí correndo atrás dela. A menina entrou em um carro que havia parado do outro lado da rua, dentro dele estava uma outra garota e mais dois meninos.

-Entre logo menino! Não temos todo o tempo do mundo! – Disse a menina com os cabelos verdes. Todos dentro daquele carro pareciam ter os fios coloridos, o que era muito legal. Sentei-me ao lado de ______, tentando ao máximo não tocar tanto assim seu corpo.

-Então, Jimin, certo? – Perguntou o menino que dirigia, de cabelos amarelos vivo. Assenti, vendo que seu olhar estava sobre mim pelo retrovisor. – Meu nome é Tobby e esse aqui do meu lado é o Todd, somos irmãos gêmeos. – Tobby tinha o cabelo amarelo e Todd, vermelho.

-E meu nome é Lisa, um prazer te conhecer Jimin. – A menina ofereceu-me um sorriso sincero e muito bonito.

-É um prazer conhecer vocês também. – Falei, sorrindo e me sentindo animado.

Tobby começou a dirigir e Lisa começou a gritar de animação, jogando os braços para fora da janela, assim como Todd e _______. Fiz o mesmo, tentando me soltar. Eles cantaram músicas animadamente durante todo o percurso, perguntando-me isso e aquilo de vez em quanto.

Aquele pessoal realmente era muito gente boa, adorei ficar com eles.

-Chegamos! Peguem suas coisas e vamos no divertir um pouco. – Disse Tobby, saindo do carro e sendo seguido por todos nós. 

 A escola era pequena, mas os vidros já estavam meio quebrados, as paredes poderiam cair a qualquer minuto. ______ liderou o caminho e todos entramos pela coisa que um dia já havia sido a porta. Os meninos tiraram a tinta spray da mochila da menina e já começaram a fazer os seus desenhos.

 Surpreendi-me assim que vi que todos desenhavam bem. Todd desenhou um carneiro e Tobby, uma caveira bem grande e cheia de detalhes. Claro que não tinha ficado tão bom pois os dois fizeram na pressa, mas mesmo assim havia ficado melhor do que qualquer coisa que eu já fiz na vida toda. _______ desenhou uma maçã com enfeites ao redor, o que deixava um ar mais… Alternativo. E por último, Lisa havia desenhado uma simples flor pequena perto do chão.

-Não vai desenhar nada, Jimin? – Perguntou-me _______, sorrindo e me entrando uma tinta.

-Não sei desenhar.

-Vem aqui, eu te ensino. – Ela segurou meu braço e começou a desenhar usando as minhas mãos. A menina estava fazendo a cara de um cachorro de forma brincalhona, rindo, assim como os outros três jovens.

-Vocês só vieram desenhar? – Perguntei, confuso. Lisa assentiu, chegando perto de mim.

-Não somos vândalos, Jiminnie. Somos artistas! Invadimos lugares abandonados para darmos mais cores a eles, deixá-los mais vivos! Sem a cor e a arte, tudo seria muito sem graça. – Disse Lisa, fazendo listras longas e coloridas em outra parede. Afastei-me um pouco e vi o quão bonito aquilo realmente tinha ficado. Eles literalmente deram vida para o lugar.

 E continuaram.

 Eles continuaram pegando mais e mais tintas spray e pintando de todas as formas possíveis as paredes daquela escola abandonada. Tentei pintar também, mas nada ficava tão bom quanto a pintura deles. 

Assim que terminamos de pintar completamente cinco paredes inteiras daquele lugar com todo o tipo de desenho, nos jogamos no chão, respirando com dificuldade. ______ se sentou ao meu lado e sorriu para mim, brincando com meus cabelos.

-Vocês são meio doidos, né? – Perguntei, rindo de Lisa e Todd que dançavam alegremente enquanto comiam sanduíches trazidos de casa.

-E quem não é, Jimin? É bom de ser desse jeito, na verdade. Assim, cada um tem a sua peculiaridade que o torna especial… Qual é a sua? – Ela perguntou, olhando-me fundo nos olhos.

-Não sei… A sua é a arte?

-Com certeza – Ela sorriu, jogando-se para trás e deitando-se no concreto, a cabeça sobre a sua mochila. – Vamos te levar de volta em pouco tempo, tudo bem? Já são quase sete da manhã.

-O QUÊ? – Perguntei, surpreso, e a menina só riu, fechando os olhos e parecendo completamente relaxada.

(…)

 O resto dos meus dias foi desse jeito. Acordando de madrugada para ir em algum lugar abandonado e pintar as paredes com desenhos sem nexo. E durante o dia, nós fazíamos coisas diferentes sempre que possível. Como ir a uma sorveteria e cantar músicas enquanto comíamos e assistíamos uma apresentação de dança ótima de Tobby no meio de todos, andar de patins pela rua sem medo de carros e coisas assim…

 Eu me aproximava cada vez mais daquele pessoas e não me arrependia nada disso. Eles eram a diferença que eu estava precisando na minha vida.

-Nada disso Jiminnie! Precisamos que você se pareça com a gente! Está chato só você com esse cabelo normal! – Disse Lisa, me empurrando para dentro de um salão de beleza. ______ ria, andando logo atrás dela.

_____…

Nesses últimos meses, essa garota mexeu mais comigo do que qualquer outra coisa. Eu realmente não me importaria de viver o restante dos meus anos com ela, mas a coragem para dizer isso não existia.

-Vai, que cor você quer? – Perguntou Tobby, colocando-me sentado na cadeira. – Danny! Precisamos de suas mãos maravilhosas aqui!

-Estou aqui Tobby, o que você quer menino? – Disse um homem vindo na nossa direção, empurrando Tobby para o lado de uma forma brincalhona.

-Precisamos que você faça esse menino um pouco mais colorido. – Danny sorriu e depois olhou para mim, brincando com meus fios.

-Qual cor você prefere?

-Eu não faço a mínima ideia! Eles me trouxeram para cá sem o meu consentimento! - _____ riu da minha fala um pouco desesperada e sussurrou alguma coisa para Danny.

-Ah! Essa cor! A cor que a maioria dos iniciantes escolhe. Tão clichê, mas tão linda! Vamos lá, garoto! Espero que goste. – Dito isso, _____ colocou seu rosto na frente do meu e tampou meus olhos com uma venda, sorrindo e beijando de leve meu nariz.

-Espero que goste da minha escolha. – Ela disse, sussurrando no meu ouvido. Arrepios de todos os tipos percorreram meu corpo. O homem pintava o meu cabelo enquanto os outros quatro ali cantavam músicas animadamente.

Demorou muito, mas finalmente Danny terminara. _____ tirou lentamente a venda dos meus olhos e pude ver que meus fios, que antes eram pretos, estavam laranja!

-Agora sim você está lindo, Jiminnie! – Lisa disse, mexendo nos meus cabelos.

-Ele sempre foi, sua idiota – Retrucou ______, de forma brincalhona. – Só que agora está melhor. – Ela me abraçou por trás, enfiando o rosto no meu pescoço e rindo.

 Os meninos começaram a falar em como eu ia ter muito mais chances com meninas agora e coisas assim, o que pareceu incomodar _____ um pouco. Ou talvez fosse apenas coisa da minha cabeça.

(…)

 Eu e ______ estávamos no meu quarto, ela me esperava terminar de escolher a roupa para a festa. A menina brincava com o meu travesseiro, desenhando coisas dele com uma caneta que tinha tinta de tecido.

-Você tem um cheiro bom, Jiminnie. É doce, assim como a sua personalidade. – Ela disse, rindo e deitando-se de forma mais relaxada.

-Obrigado. – Respondi, rindo e voltando para as minhas roupas. Desde que _____ começou a vir aqui em casa, quase tudo tinha desenhos. Meu armário, meu espelho, meu travesseiro, a porta, até mesmo a parede!

 Terminei de colocar a roupa dentro do banheiro, penteei o cabelo e fiz o resto da higienização. ______ estava lendo um dos meus livros. Ao menos, era o que parecia.

-O que está fazendo?

-Desenhando nas páginas, pequenos detalhes, sabe? – Ela sorriu, olhando para mim. Eu gostava dela, não podia negar isso. Gostava de tudo naquela menina e admirava cada mínima característica nela. – Pronto?

-Prontíssimo. - _____ se levantou e pegou a minha mão, indo comigo até a parte de fora da minha casa, sem parar de correr nem um segundo. Entramos no carro junto com Lisa, Tobby e Todd, todos eles sorrindo e vestidos com roupas estilosas.

  O carro de Tobby era uma caminhonete com a parte de trás aberta, então acabei por ir ali junto com _______. Lisa colocou uma música alta e animada e assim, começamos o nosso caminho para a festa das cores.

 Seria uma festa onde todos tinham que ir o mais colorido possível e tudo lá seria bem vívido e bonito. Acho que seria uma boa experiência. 

 Durante o percurso, ______ ficou de pé, segurando-se na parte de cima do carro. Fiz o mesmo, sentindo o vento nos meus cabelos. Ambos começamos a cantar a música de forma alta e acenamos de vez em quanto para as pessoas que passavam por nós. As risadas eram uma coisa que não faltava nem por um minuto.

 Chegamos na festa e a música estava alta, eu a conhecia. Colors da Halsey. Havia conhecido essa cantora por ______, que me apresentou ela dizendo que era uma de suas preferidas. Lisa e Todd começaram a correr, Tobby logo atrás. _____ pegou minha mão e me olhou como se dissesse ‘’Está pronto?’’. 

 Assenti e sorri, correndo junto com ela.  Dançamos muito durante a noite, rindo e criando ótimas lembranças. Acabei me soltando bastante e todos ali me falaram que eu era um ‘’Pé de valsa’’, até mesmo ensinei para Lisa, Todd, Tobby e _____ alguns passos para fazermos uma mini coreografia divertida.

 As horas foram de passando e então, do nada, jatos de spray com várias cores diferentes foram lançados sobre nós.

 Todos ficamos completamente coloridos e isso só nos fez dançar mais e mais.  Eu me cansei depois de um tempo e tive que ir para um canto mais reservado da festa para respirar um pouco. Não percebi, mas ______ estava atrás de mim.

-Cansado? – Perguntou, se sentando ao meu lado em um sofá longo.-Morto – Ela riu, o que me fez sorrir. – Está gostando?

-Tudo está maravilhoso, exatamente do jeito que eu imaginei. – A menina me encarou, sorrindo. Seus lábios estavam verdes e aquilo era lindo, principalmente quando sorria.

-Sabe… Ter te conhecido foi a melhor coisa que aconteceu para mim. Se não fosse você, eu não teria os amigos que tenho agora, meu cabelo continuaria o mesmo de sempre, eu estaria preso na mesma rotina de sempre e… Não teria me apaixonado. – Ela me olhou, pasma.

-O que você disse, Jiminnie? – Perguntou, se aproximando de mim.

-Eu estou apaixonado por você, ______. Desde o dia em que te conheci, sabia que seria diferente. Usando termos que você vai entender melhor, posso dizer que minha vida era um folha completamente branca e sem graça, então te conheci e ela se tornou uma das pinturas mais belas do mundo, sabe? Uma pintura cheia de sentimentos e aventuras… Basicamente, você conseguiu pintar o amor em mim com todas as cores que tem dentro de si mesma.

______ não respondeu, simplesmente me abraçou com força. Ficamos daquele jeito por um tempo, até que ela se afastou e ficou me encarando. Do nada, a menina sorriu e olhou para baixo, os braços ainda ao redor do meu pescoço.

-Que cor está minha boca? – Ela perguntou com um sorriso no rosto.

-Verde, por quê?

-Quer fazer um azul esverdeado? - _____ sorriu e eu não tinha entendido de primeira, então ela continuou, revirando os olhos. – Quer me beijar, seu lerdo? – Fiquei sem reação, pois não estava esperando por aquilo, então a menina sorriu e balançou a cabeça. 

 Nossos lábios se juntaram em um beijo calmo. Tudo parecia ter sumido, até mesmo a música. A sensação de sua boca na minha era algo que eu estava esperando há muito tempo. ______ ficava sorrindo em meio ao beijo, então paramos e ela começou a rir, beijando todo o meu rosto.

-Eu também te amo, Jiminnie – Ela me abraçou forte e depois se afastou, levantando-se e me puxando junto. – Que tal colocarmos um pouco mais de cor na pista de dança? - _____ começou a rir, me fazendo sorrir. Levantei e a segui, antes a puxando para mais um abraço.

-Se continuarmos juntos, acredito que podemos colorir o mundo.  

N/F: Estou em uma relação de amor forte por esse imagine, sinceramente ^^

//MinSuga

PEDIDO: “Um do Harry em que eles tem 4 filhos e a s/n tá esperando o 5 e eles decidem mudar de casa só que os filhos deles não querem e no final os filhos deles consegue convencer eles a ficar na casa deles e só fazer uma reforma.”


Ps: Espero que gostem. Achei que não ficou muito bom, Perdão! Se tiver algum erro ortográfico me perdoem. Beijão.

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- Então – Harry disse colocando as mãos sobre a mesa. Estávamos todos sentados na sala de jantar para poder resolver algumas coisas. – Eu e a mãe de vocês estávamos conversando e decidimos que iremos mudar de casa. – Harry disse e as crianças começaram a reclamar.

- Nem pensar. Eu não vou! – Alicia nossa filha mais velha de doze anos esbravejou. Olhei para ela e a repreendi. A mesma continuou. – Eu não quero me mudar, pai!

- Filha, não temos escolha. Vocês terão outro irmão e a casa está ficando pequena. – Harry explicou. Alicia levantou-se da mesa e saiu em direção ao seu quarto.

- Mãe, não quero mudar! – Elliot nosso filho de onze anos falou e suas duas irmãs concordaram.

- Eu também não quero, mas precisamos! - Passei a mão em seus cabelos.

Harry e eu tínhamos quatro filhos. Alicia de doze anos, Elliot onze anos, Zoe oito anos e Caitlin de cinco anos. Estávamos a espera de mais um bebê e meu marido e eu resolvemos mudar de casa por conta do espaço e passamos a procurar casas pelo bairro. Após nossa “conversa” com as crianças levantei-me da mesa e fui até a cozinha.

- O que vamos fazer? – Harry indagou parando do meu lado com os braços cruzados.

- Não sei! – Falei pegando a esponja e lavando os pratos. Harry pegou um pano de prato e começou a secar as mesmas. – Acha melhor continuarmos aqui? – Indaguei encarando-o

- A casa tem três quartos, (S/n). A não ser que Elliot ficasse com Alicia, mas ela não vai querer dividir quarto – Harry falou. Concordei.

- Se vocês reformarem o porão eu fico lá! – A voz de Alicia preencheu o ambiente. Olhei para ela e a mesma caminhava até nós dois. – Não vou dividir quarto com Elliot. Se vocês reformarem o porão eu fico lá. – Falou pegando uma maçã – Seria muito ruim se nós nos mudássemos. Teriam que arrumar a mudança, arrumar escolas novas, teríamos que nos adaptar com os novos vizinhos. Seria horrível. Podemos dar um jeito! – Alicia manteve uma fala firme enquanto explicava, passando certeza plena do que estava falando. Por um lado ela estava certa. Mas o porão não é um local adequado para ter um quarto. Abri minha boca para negar quando fui interrompida por Harry.

- Feito! – Meu marido falou rindo.

- O que? – Falei colocando o prato ensaboado novamente dentro da pia e batendo a mão na camisola. – Harry não podemos! Alicia você tem asma! – Falei encarando-a.

- Amor, iremos reformar tudo lá em baixo! – Harry explicou.

- Acho isso errado. Não podemos colocar nossa filha no porão, Harry! – Esbravejei. Não concordava com aquilo. Alicia tem constantes ataques de asma, se ela ficar naquele porão ela vai piorar por causa da umidade e da poeira.

- Mãe! – Minha filha mais velha falou.

- Não, Alicia! – Falei firme. Harry encarou-me e pediu para que Alicia voltasse para seu quarto.

- Alicia tem razão, (S/n). Até as crianças se adaptarem com a outra casa vai demorar, elas podem acabar não se adaptando também. – Harry parou na minha frente. – Iriamos gastar bastante também e vamos concordar que as coisas vão apertar mais depois que o bebe nascer. – Disse tentando me convencer.

- Ela tem asma!

- Vamos reformar, (S/n). Deus, é tão difícil de entender?! – Falou rindo.

- Eu concordo com a reforma! – Elliot gritou

- Eu também! – Zoe e Caitlin gritaram em uníssono.

Ri e Harry também. Acabei concordando. Na semana seguinte começaram a reformar o porão. Acabamos por decidir que não seria só o porão que passaria por reparos e sim a casa inteira. Três semanas depois a casa estava em perfeito estado. Pedi para que abrissem uma janela e colocassem um ar-condicionado no novo quarto de Alicia. O quarto antigo de nossa filha mais velha agora passou a ser o quarto do pequeno Sam. As crianças ficaram felizes quando souberam que não precisaríamos nos mudar, mas ao saber da reforma que a casa iria passar exigiram muitas coisas. Como playground na parte de trás de casa. Televisões nos quartos e móveis diferentes. Harry não gostou muito da ideia mas acabou cedendo tudo a eles. Meses depois o pequeno Sam nasceu e a casa passou a ficar quieta do que antes. As crianças não faziam tanto barulho como antes e tentavam ajudar com os cuidados da casa. Acabei ficando feliz por não ter mudado de casa. Tínhamos passado por vários momentos bons naquela casa.


CAT

anonymous asked:

Como escrever uma cena de beijo? Mais precisamente, beijo na chuva? Eu não to conseguindo escrever um de jeito nenhum!

    Antes de tudo, eu nunca beijei ninguém de língua na vida, então segue aqui apenas a parte teórica da situação. Desculpe a demora. 

Originally posted by theheartoftheshrew

    Beijar da chuva é uma das melhores coisas para os casais apaixonados. Então, presume-se que cenas assim requerem um nível  a mais de sentimentalismo e emoções. É importante, portanto, deixa-los explícitos.

vocabulário

apenas frases soltas

“… Quando os lábios se tocaram”;  “tem o gosto salgado”; “ Lembro-me do barulho da chuva, o encostar dos nossos corpos, o brilho dos olhos [x]”; “um beijo apaixonado em plena rua”; “ beijos molhados”; “tudo ficou em câmera lenta”; “ senti seus lábios nos meus”; “ A chuva cai sobre nós, unindo ainda mais nossos corpos em misto de desejo, doçura, entrega… sim entrega… [x]”; “sua boca encontrou a dela”; 

“A chuva havia finalmente parado e no seu lugar eu podia ouvir os sons do rádio do vizinho de novo. Eu não conhecia a música, mas reconheci como sendo alguma coisa da antiga era do jazz.

Mesmo agora, ainda não tenho certeza de como aconteceu. Em um instante estávamos conversando e no seguinte ela se inclinou em minha direção. Por um segundo, me perguntei se beijá-la iria quebrar o feitiço sob o qual nós dois estávamos, mas era tarde demais para parar. E quando os seus lábios encontraram os meus, eu sabia que poderia viver até os cem anos e visitar todos os países do mundo, mas nada iria se comparar àquele momento que eu beijei pela primeira vez a garota dos meus sonhos e soube que meu amor duraria para sempre.”  Cena retirada do livro Querido John.

“O fogo, as bebidas, a tempestade - nada poderia ser mais perfeito. Como por magia, aparentemente, os anos de separação já não interessavam mais.

O relâmpago cortou o céu no exterior. O fogo dançava na madeira branca de quente, espalhando calor. A chuva de Outubro lançava-se em lençóis contra as janelas, afogando todos os outros sons.

Cederam então a tudo aquilo contra o que tinham lutado nos últimos catorze anos. Allie levantou a cabeça do ombro dele, olhou-o com olhos desfocados, e Noah beijou-a suavemente nos lábios. Ela levou a mão à cara dele e tocou-lhe a face, aflorando-a docemente com os dedos. Ele inclinou-se lentamente e beijou-a de novo, ainda doce e terno, e ela retribuiu, sentindo os anos de distância a dissolverem-se em paixão.”  Cena retirada do livro Diário de uma paixão.

Dicas

  • Procure lembrar-se de suas próprias experiências com beijos (se você não for bv como eu e.e), ou as emoções que já viu em filmes/livros. 
  • Descreva que emoções os personagens sentiram e, dependendo da cena, faça uma descrição do beijo mais detalhada. 

Espero ter ajudado!

E ela aprendeu que de fato, é necessário deixar que as pessoas se afastem, muda-se a rotina, muda-se os amigos, mudam-se as pessoas, muda o tema da conversa, o gosto musical, até você muda. É assim que é a vida, as coisas mudam. Você nunca vai ficar parado no tempo, sempre vai aprender uma receita nova, uma palavra nova, um novo idioma, vai conhecer novos lugares, novas culturas, novos filmes, novos livros, novos vizinhos, novas comidas. Vai deixar de gostar de coisas que amava, e amar coisas que nunca antes pensara em experimentar. A vida, enfim, muda. E você precisa se adaptar a essas mudanças.

Nós poderíamos começar de novo, você não acha? Apagaríamos tudo de ruim que nos aconteceu e iniciaríamos do zero, como se não nos conhecêssemos. Eu trombaria na esquina de casa com você e descobriria que meu novo vizinho tem um lindo sorriso, trocaria meia dúzia de palavras e seguiria para minha casa pensando em como ele é simpático. Pegaríamos o ônibus para o colégio juntos todas as manhãs, e depois de duas semanas de vergonha começaríamos a nos falar novamente, como se não soubéssemos nada um do outro. Iniciaríamos com uma amizade, você me contaria tudo sobre seus casinhos, e eu te contaria todos meus segredos. E assim aos poucos nos tornaríamos inseparáveis, ao ponto de um consultar o outro para qualquer decisão. E aos poucos nosso amor vai crescendo como uma muda que precisa ser regada e cuidada todos os dias. Quem sabe assim a gente chegaria em algum lugar? Quem sabe assim começaríamos todos os dias da mesma forma de quando nos vimos pela primeira vez, onde as coisas eram mais simples, calmas e cheias de amor. Nós poderíamos voltar a ser o que não era para ser esquecido. Poderíamos fazer diferente dessa vez, não precisa ser tudo igualzinho. Poderíamos passar por cima dos problemas e lembrar que o amor é maior e mais forte que qualquer discussão à toa. Me diz que ainda quer tentar, que ainda sente por mim o mesmo que sinto por você, eu estou disposta a tentar novamente. Disposta a tentar ser feliz ao seu lado. Vamos tentar outra vez do início, sem medo de cometer os mesmos erros que cometemos no passado, sem mágoas, sem ressentimentos. Vamos permitir que a nossa felicidade seja absoluta perante qualquer situação de conflito que possa surgir em nosso caminho. Prometo que será só nós três: você, eu e o nosso amor.
—  Escrito por Ana Laura, Nicácia, Lorrayne e Bianca em Julieta-s
Faz algum tempo que não me alimento como deveria. A fome parece fugir de mim. Nem ela aguenta mais minhas crises existenciais. Depois de tudo que passei, não posso simplesmente ficar doente por não comer. Isso não é uma boa justificativa pra ficar presa num hospital sujo e sem atendimento. Penso várias vezes antes de adoecer estando falida dessa maneira. Talvez, se eu morresse, todo tormento acabasse junto. Só perceberiam minha ausência quando meu cheiro incomodasse as narinas dos meus vizinhos. De novo fazendo drama. Uma simples falta de apetite me faz querer rever toda minha vida. Devo deitar mais um pouco, uma hora eu vou querer abrir a geladeira. Nada que me faça morrer. Só não posso permanecer assim. Perder peso não está nos meus planos. Estar magra demais me faria menos atraente. Eu não posso perder a única coisa que ainda tenho em benefício a mim, meu corpo.
—  Desabafos de uma vadia.
E eu juro, eu tentei, tentei esquecer do seu cheiro mas esse vento usa a mesma fragrância que você. Tentei ao menos esquece do teu abraço mas esse sol me lembre o quanto seus abraços me aqueceram nas noite frias. Tentei também esquecer do som da sua risada mas imagina, meu vizinho novo ri do mesmo jeito. Tentei esquecer da cor dos seus olhos ou do seu olhar sobre mim, mas esse céu me olha do mesmo jeito. Então decidi tomar um banho pra te esquecer enquanto a água percorria meu corpo, mas ai lembrei de suas mão me acariciando. Tomei a decisão de não sair mas de casa, pois tudo lá fora me lembrava você, me ferrei, quando deitei na cama senti sua falta, seu cheiro estava lá, olhei para o teto e vi aquele desenho das estrelas que você fez, me lembrei que você disse: “essas estrelas são pra quando você estiver nesse quarto sozinha lembrar que o céu é nosso, lembrar que eu estarei pensando em você em qualquer lugar que eu estiver”. Então meus olhos se fecharam, pra não ver mais nada que me lembra você, mas nada adianta, tem seu cheiro aqui, e parece que essas paredes propagam o som da sua voz… Eu juro eu tentei, mas eu não vou enlouquecer tentando te esquecer, se for pra ser louca, que seja louca de tanto amor, louca de tanto te amar.
—  Tudo me faz lembra você, meu céu.

@nealxsh

Independente de qual feriado se tratasse, lá estava os Conrad e os Sheehan juntando seus integrantes para comemorar com festa, isso desde que os pais arrumaram aquela casa na cidade perdida e Kieran se viu perdendo os privilégios de ser o filho único, já que imediatamente os pais haviam acolhido as duas outras crianças dos vizinhos — assim como o castanho tinha sido acolhido pelos vizinhos como um novo integrante da família também. Depois da grande ceia, e cansado o suficiente dos assuntos que rodeavam a mesa, não que ele não fosse integrado ali, mas ele preferia se esquivar antes de acabar virando foco de atenção; quando ia decidir o que cursar na faculdade, um trabalho de verdade, alguém pra construir uma família e tudo o mais, Lily nunca era o foco disso, o que conseguia deixá-lo um pouco irritado afinal eles tinham a mesma idade. Ainda sustentando a taça de vinho que já deveria ser a sua quarta da noite, os pés se rastejaram pela sala até dar de cara com a única presença que não constituía o falatório na cozinha. – Não tá meio cedo pra você começar com esses seus rituais, não? – a pergunta foi direcionada ao mais novo com um pouco de rispidez. Qualquer um sabia o quanto feriados e festas no geral só pioravam o humor do rapaz. – Muda alguma coisa pra você?