versos seus

Depois que você apareceu

Sorri quando você chegou.
Sorri quando a gente se falou.
Sorri quando você entrou na minha mente.
Sorri ao ver que na minha vida você se fez presente.
Sorri ao saber que você me amava.
Sorri ao saber que cada verso seu era pra mim.
Sorri ao saber que você me quer ao teu lado, ate mesmo depois do fim.
Sorri ao saber que nada disso era um sonho.
Sorri… Só sei sorrir, depois que na minha vida você quis existir.

Pensando bem acho que eu já escrevi muito sobre você…  Mas, sabe o que acontece? É só em você que eu sei me inspirar, é só você que eu sei amar. Porque quando a gente ama alguém, tudo fica tão cafona, tão clichê é por isso e por outros motivos que eu só sei escrever pra você. Só sei citar você em todos os meus versos, esses versos que são mais seus do que meus. Ah, isso é tão clichê, moço, mas meu bloquinho de notas está cheinho de você, pois te escrevo e escrevo sem parar. Essa é a maneira que encontrei de te eternizar em meus textos, pois em meu coração, você já está.
—  Mariposiei em devaneios com Escritorragia

Mas o amor… O amor verdadeiro mesmo, acontece quando a alma vai envolvendo o corpo e o mesmo se torna invisível aos olhos. Passamos a não enxergar o lado físico do outro, notamos somente sua alma despida com seus versos escritos ao longo da vida; onde lemos e descobrimos todos os seus defeitos, todas as suas imperfeições, todas as suas dores e mesmo sabendo disso, aceitamos e queremos pertencer a ela. Não enxergamos nada além da sua essência, nos apaixonamos pelo que ela leva dentro do coração. E sabemos que com isso, o passado também nem deve ser questionado, porque o que importa é o agora… O que veio antes, já não existe mais. O amor verdadeiro não precisa se basear em bens materiais, em passados apagados e esquecidos, e muito menos na aparência do outro. O amor só precisa dele mesmo e da vontade de fazer dar certo, pra perdurar por toda vida.
—  Imprevisíveis rabiscou ao lado de Voejei.
Um poema em seus olhos

Estou nadando em seus versos tristes. Salva-me, eu digo, você ignora. Tem vontade que eu morra em suas palavras. Mata-me, eu suplico, você nega. Seu desejo vive em mim. Agora acerta essas palavras e me deita no lugar. Tira minha paz e coloque-a de volta. Sinta meu cheiro, posso ser o que você quiser, menos outra. Arranca de mim a sensatez de partir do mundo antes que ele parta de mim. Ama-me, vai, estou aqui para isso. Chama meu nome tarde da noite, quando vier meu sono REM. Vou transformar sua realidade em poesia concreta. Queira-me antes que venha o sol. Eu posso te ver. E você?

Versos ilusórios

As palavras não podem descrever o vazio em meu peito, sigo vagando pelas fronteiras das páginas em branco, acabei fazendo do silêncio o meu melhor amigo.
Todos os momentos felizes não passaram de uma ilusão, tudo o que restou foi um coração despedaçado, uma alma que acreditou cegamente nos seus doces versos ilusórios.
As lágrimas acolhidas pelo travesseiro estão marcando os dias de transição, pois vivo entre sussurros, tentativas patéticas de sobrevivência, lutas infinitas pelo próximo segundo de existência.
Construí um labirinto, acabei me cercando de dúvidas, tudo para prolongar os fatos inevitáveis, tudo para postergar o pesadelo semeado pela sua indiferença.
As chagas são visíveis, os esforços são hediondos, cada tempestade é um martírio, cada suspiro um novo começo.
Entre a luz e a escuridão eu trânsito diariamente, caindo e levantando sempre, tentando transpor os obstáculos forjados pelo medo, batalhando na loucura dos gritos abafados pela solidão.

Jundiba