veraneio

Sua chegada não faz sentido, nem um pouco. Foi como chegar no fim da festa a fim de começar outra, você trouxe balões coloridos e guloseimas. Como se já não tivesse pouco sentido, você trouxe a bagagem para se aventurar, enquanto isso exige apenas algumas mudas de roupa, e uma escova de dentes, você veio se aventurar em um lugar onde tudo era silêncio e calmaria, e trouxe tudo que podia e cabia, seu exagero é o seu clímax. Além de tudo que já me surpreende, você bem sabe, eu sou morada para veraneio, e isso não te incomoda, você parece aproveitar esse verão como ninguém nunca saberia aproveitar. Seu sim é quase uma melodia, você é uma melodia, do tipo que eu sou capaz de ouvir mil vezes mais, sem rejeitar uma vez sequer, uma melodia explorada em dedilhados complexos e acordes precisos que nunca serão, por mim, modificados, talvez pela calmaria, pela comodidade de ser sempre a mesma, não importa se há outras versões, quando você vem, sou a morada perfeita, embora haja desencontros em “perfeição” é justo dizer que você precisa de mim como eu preciso de um lugar calmo para estar, onde eu possa apelidar de paraíso, e no momento, nada se encaixa nisso tão bem como seus olhos.
—  Certamente Perdida.

A voz atrás da orelha de Perseu
Era o éter em resgate de verbo
Verborragia de versos longos e heroicos
Tão prolixos quanto as noções éticas dos homens


Quando armários estiverem abarrotados de carcaças
Aonde esquecerá a loteria de purgatório, Viúva?
Um decapitar, dois transeuntes pagãos
Rogue o pior de ti à turistas veraneio…


Amarrei conceitos
Que me prometeram,
Que amaria suas armas químicas
Com isso o feromônio do milênio estaria ao meu dispor


Quando o pulsar tens som de czar
Passo à largo de dos atos de tua peça
Que por sinal, caminha a braços armados e abdomens trincados
Os ensaístas tecem saudades e teorias ao lado das cartomantes…


Refletido em teus espelhos d'água
Compartilho com vós os ensinamentos da mãe Iara
Reflito um ventre infinito
Capaz de conceber todas as ideias e falas, filhas e filhos…


Temperamento teísta
Da oratória robotizada:
Amém à santa ceia, morte à cordeiros
Que poucos fazem-se de santos e roubam meu linguajar…


O número oculto era pagão
Como a fome que sinto em finais de meses
O meu vinho era soda cáustica cabalística
Com pitadas de corantes e intenções ríspidas


Os contrastes das vozes que dizem amar
À peso pena, à bênção de chumbo
Os teus sonhos prensavam-se como um sussurro
Soletrando queimaduras de terceiro grau ao amante de cais…

—  Androgenia De Saturno, Pierrot Ruivo 
Amor de verdade a gente conserta, não joga fora

Considerado o “Poderoso Chefão” dos sentimentos, todo mundo quer encontrar o grande amor. Mas, ao mesmo tempo, ninguém quer dividir tristezas e desilusões, sentir as incansáveis dores físicas, passar por torturas psicológicas ou ficar noites sem dormir. Ninguém quer ter que aguentar o outro de mau humor,suportar as diferenças, compartilhar e ceder.
As pessoas querem mesmo é viver apaixonadas, curtir aquele desejo e vontade de fazer sexo todas as noites, tomar sol em uma casa de veraneio na praia ao som dos pássaros cantando e viver o sonho da família Doriana. Por isso, os amores de hoje são tão descartáveis. A cada esquina se acha alguém para se apaixonar, mas ninguém para amar. Cadê as pessoas que estão dispostas a suportar, no dia a dia, as imperfeições e que estão afim a criar problemas e, depois, resolvê-los juntas?
Está tão clichê dizer eu te amo e fazer amor (que nem pode mais se chamar de amor), que andar de mãos dadas não reflete companheirismo e um elo, mas sim, só mais duas mãos e alguns passos, que podem seguir separados. O que mais me impressiona não é nem o fato do “felizes para sempre” estar quase que em extinção, mas a coragem que as pessoas têm de, quando não conseguirem fazer as coisas darem certo e enfrentarem dificuldades juntas, se consolarem com o simples “Não era pra ser…”. Porque afinal, a culpa toda é do destino.

Esses dias estava tentando resolver um cubo mágico e me irritei tão fácil que obviamente não cheguei nem na primeira lateral de cores. Fiquei pensando na quantidade de coisas na vida que deixamos passar por falta de força de vontade. Com o amor é assim. Não queremos unir o azul, o amarelo, o verde, o branco e o vermelho, queremos só o vermelho e pronto. Mas para tudo e todo tipo de amor, sejam entre homens e mulheres, amigos e familiares é preciso de uma união de cores, sentimentos e mais do que isso, paciência. Tudo precisa se encaixar no lugar certo. Só que nós precisamos fazer nossa parte para que isso aconteça. Tentar, quem sabe?

***This is not my post, this was a submission!

Hey, Brazilian here! In case you’re interested, there are a few rules when forming the plural form of words ending in -ão:

1.) -ãos:

Used with paroxytones (when the stressed syllabe is not the last), ex.:  bênçãos, órgãos, sótãos, órfãos. 

2.) -ões:

Used with oxytones (stressed las syllabe) when:

a- It’s an augmentative of a word or a “false” augmentative (like botão is a false augmentative form of bota), ex.:  torrões (torre), escovões, caixões, limões (lima), baiões (baio), anões (Ana); balões (bala). 

b- The noun designates origin, provenience or agent, ex.: saxões, bretões, comilões, babões, beberrões.

c- It’s a feminin noun, ex.: visões, razões, estações, paixões.

d- The noun has the form equal to a verb, ex.: porões (porão, verb “pôr”), serões (serão, verb “ser”), verões (verão, verb “ver”). 

3.) To the monossylabic tonic words (which are almost always exceptions), you can use the cognates rule, looking at words from the same family pães (cognate: panificadora); mãos (cognate: manual); cães (cognate: canino). 

a- When the “a” of the “ão” diphtong is followed by “n” and any vowel with the exception of “i” in the cognate, the plural form is “-ãos”, ex.: artesãos (artesanato), irmãos (irmanar), verãos (veraneio), anãos (anano). 

b- To the nouns which have cognates that keep the “’-a” followed by “-ni”, the plural form is “-ães”., ex.: capitães (capitania), charlatães (charlatanice), anães (nanico). 

c- To the nouns which have cognates which change the “-a” from the diphtong to “-o” or “-io”, the plural form is “-ões”, ex.: leões (leonino), mamões (mamoeiro), funções (funcionário), feijões (feijoada), frações (fracionar). 

But there’s no need to memorize these rules or anything, it comes naturally as you learn the language :)

a vida não é filme, muito menos livro

nunca vi uma história de amor dar certo. claro que existem casais que nunca se separam, que são relativamente felizes e que nunca cairam em tentação. mas nunca vi um casal que se amasse com a mesma paixão após alguns meses ou anos. tem filmes e livros que dizem o contrário, alguns são até baseados em fatos reais. mas até hoje nunca vi uma relação perfeita como o cinema e a arte nos fazem acreditar que existe.
meus avós eram separados, e embora nunca tenham deixado de se amar, e tenham acabado voltando quando ficaram velhinhos, aquela não era a relação ideal. claro que se você visse um filme dela, iria parecer incrivel.
moça se apaixona por estrangeiro, se casam, tem filhos, ambos amam viajar e festejar e são super engraçados e divertidos, mas chega uma fase que a relação se desgasta e eles enfrentam diversos problemas e acabam se separando, embora tenham se mantido sempre amigos, e quando chega a velhice, retomam a relação como se os anos separados não tivessem existido. história digna de um romance né?
ai tem meus pais, se conheciam desde a juventude embora morassem em paises diferentes, se aproximam num verão e logo depois já vem o casamento. tiveram filhos e moraram em diversos paises, muita aventura e veraneios sempre na praia. mesmo após tantos anos continuam casados. no papel parece demais né?
agora na prática, é assim mesmo? e as brigas, problemas, discussões, divergências? será que ainda são apaixonados um pelo outro? ou é aquele amor por obrigação? amor por costume? hábito? será que tudo que resta é isso? as vezes até menos…
não me leve a mal, acho incrivel meus avós terem voltado depois de tantos anos, acho sensacional meus pais terem se mantido casados durante mais de 25 anos, amo ver esses casais novinhos, e os futuros casais que ainda não aconteceram mas todo mundo sabe que é só questão de tempo… mas será que no futuro vamos todos apenas nos “tolerar”? pra onde vai o amor, a paixão, o fogo do início? não deveria crescer ao invés de diminuir? acho que não fui feita pra relacionamentos, prefiro coisas que durem e que melhorem, não coisas que se degradem com o tempo. quero um amor que apenas cresça dia após dia, quero uma chama que brilhe cada vez mais, e não uma que se apague lentamente até restarem apenas cinzas. será que é pedir demais?

- mulh3r de fas3s

Sempre achei que a vida era longa
mas sentado na varanda pude perceber
que o muito tempo que temos não é nada
que os amores de veraneio acabam
e acabaram enquanto eu estava sentado
observando o céu e buscando no tempo
algo que se perde nos dias.
Neste momento de reflexão
era como se algo estivesse a me dizer:
Êh mundão grande, esta cheio de oportunidades
vá vê-lo, vá vivê-lo, vá descobri-lo.
E eu sentado, pensando na loucura que era
na insegurança e na duvida da certeza respondia:
Eu sou pequeno, o mundo é grande
tenho medo de me perder na imensidão
do nada que tudo é, ali onde não se hão endereços
onde não se hão esquinas, ali onde nada aprendi
e tudo é apenas o que é.

Sempre achei que a vida era longa […] Até sentar
respirar algumas vezes, esquecer o passado e puff!
Já se passaram 18 anos.

—  A.L. | 18 anos.