ver. 8

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Part 1 Wonfes Summary

Wonfes isn’t over yet, but I decided to gather up all the major Vocaloid announcements. Bolded items are new to this summer’s Wonfes and have never been seen before. (All pictures used here are official images except for this Racing Miku Amakuni Prototype)

Colored Prototypes

Magical Mirai Miku Nendoroid by Good Smile Company

1/8 Scale Winter Heroine Miku Figure by Max Factory

2016 Team Ukyo Racing Miku Figma by Max Factory

Racing Miku 2017 Figure by Good Smile Company

Uncolored Prototypes

Hatsune Miku 10th Anniversary Nendoroid by Good Smile Company

1/7 Scale Hatsune Miku Vintage Dress Figure by Max Factory

1/8 Scale Harvest Moon Hatsune Miku Figure by Good Smile Company

Hatsune Miku V4X Figma by Max Factory

Racing Miku 2017 Figure by Amakuni 

Announcements

1/7 Scale Hatsune Miku 10th Anniversary Scale Figure by Good Smile Company

Hatsune Miku Frame Arms Girl by Kotobukiya

1/7 Scale Hatsune Miku Wedding Ver. Figure by FREEing

1/8 Scale Rin-Chan Nau! Figure  by FREEing

¼ Scale Hatsune Miku Project Diva Arcade “My Dear Bunny” Figure by FREEing

1/7 Scale Hatsune Miku Magical Mirai Figure by F-Nex

¼ Scale Kaito V3 Figure by FREEing

1/8 Scale Racing Miku 2016 Thailand Figure by FREEing

Dia 22 de outubro de 2016, foi quando tudo começou. Lembro-me ainda de como nossa conversa começou no privado do whatsapp: “Só arranque”, foi o que você me disse kkkkk.  Engraçado como as coisas simplesmente fluíram entre nós, né? Você com aquele jeito todo ousado e carinhoso, demonstrou animação ao saber que iria finalmente me ver, depois de quase 8 meses com interesse em ficar comigo kkkkk. O tão esperado dia chegou, e lá estava eu chegando no lugar em que havíamos marcado, já podendo avistar seu sorriso sínico de canto, que de primeira eu já gostei. Seu olhar não escondia a vontade de me beijar, sabia? Mas quando nos beijamos…nossa! Que beijo! Me fazia pedir por mais e mais até que nossos lábios ficassem doloridos. Aquele dia foi tão maravilhoso! Você rapidamente demonstrou um enorme interesse em mim, como de quem já estava gostando. Mas, como você mesmo me disse na época, ainda não sabia o que estava sentindo. E eu, bom, tive medo de criar sentimentos por ti. Mas que grande boba eu era, dias depois eu já estava me apaixonando por você. Não foi fácil, nem um pouco. Depois do enorme sofrimento que havia passado meses antes, meu coração ainda chorava de medo. Medo de novamente se machucar, de novamente se entregar e mais uma vez ser partido. A única coisa que eu queria era poder te ter apenas para mim. Foi triste, de repente, te sentir tão distante, tão calado, tão frio, tão longe de mim. Você aparentava estar confuso, e de fato estava. Sua confusão me causou insegurança, o que acabou nos afastando por um mês depois uma discussão idiota. Mas foi no natal que resolvi quebrar meu orgulho e te chamar. E claro, sendo ousado, você de primeira me pediu amizade colorida: “- que cachorro kkkkk”- pensei. Ainda não muito próximos novamente, conversamos uma vez ou outra, ainda com um clima um tanto frio. Confessamos a saudade que sentíamos um do outro, do toque, do beijo, do abraço, do cheiro, da pele, do sorriso…tudo. Dia 13 de janeiro, numa sexta, era o dia em que finalmente iríamos nos reencontrar e matar a saudade. Mas dias antes, estava eu castelando em casa, às 3 horas da manhã, me perguntando se tudo o que você havia me dito era verdade. Acontece que você tinha me chamado duas horas antes para falar que gostava pra carai de mim, me pediu para que eu não desistisse de você. No começo fui um pouco irônica ao dizer que sabia que você gostava de mim, não vou mentir. Eu estava confusa e com medo de acreditar em você novamente. Sexta chegou, meu celular quebrou, e horas depois estava eu no antigo, nervosa e ansiosa para te reencontrar. Mal sabia o que estava prestes a acontecer. Assim que chegou e me abraçou, me senti feliz ao receber aquele abraço apertado. Um abraço que você nunca tinha me dado antes. Foi tão apertado que por alguns minutos pude sentir seu coração bater forte. Você sorria a todo momento para mim. Estava diferente, confesso, mas diferente de uma maneira boa. Nos trilhos, já de noite, as estrelas foram testemunhas do seu pedido de namoro com os olhos brilhando e um sorriso lindo no rosto. Como eu poderia recusar esse pedido tão especial? Era impossível!
                  “Aquela noite foi tão boa, pena que o tempo voa…♪”.
E voou. Como eu gostaria de dar replay e reviver esse momento revendo o brilho nos seus olhos. Aquela rosa que me deu nesse dia permanece aqui guardada. Lembra dela? Eu a olho todos os dias, só para poder lembrar daquela noite. Lembra também do dia 21? Mais uma vez você conseguiu me surpreender como nunca alguém conseguiu antes. Ainda guardo na memória tudo o que me disse. Com lágrimas nos olhos, dizia que ainda iríamos ser muito felizes e que iria preencher essa vazio que existe em mim. Sabe, meu bê, meu mô, meu mozi, meu tratorzin, meu amor, coisa linda da minha vida, a primeira coisa que faço é sentir sua falta todos os dias quando acordo. Pode parecer loucura, mas sinto uma vontade exagerada de te ter. É como se eu nunca conseguisse matar totalmente a saudade, entende? Queria tanto poder te abraçar apertado e parar o tempo para que ficássemos ali, abraçados e apenas abraçados, sentindo a paz que só você é capaz de me dar. Mô, me deixa entrar em seu coração, me deixa fazer morada nele. Permita que eu te faça feliz. Não tenho o corpo perfeito, o cabelo perfeito, o rosto perfeito. Sou totalmente imperfeita, mas tenho um coração repleto de ti e que é teu. Faz de mim o motivo dos seus sorrisos. Sonhe comigo e acorde com uma vontade louca de me ver, de me ter ali contigo naquele momento e no resto do dia, por todos os dias. Talvez seja desejar demais, ou não. Me diz o que se passa em sua mente todas as vezes que se cala por alguns minutos enquanto me olha? Diz também o que pensa quando escuta meu nome, ou quando recebe uma mensagem minha, ou até mesmo quando me ver? Seria ruim também se eu te pedisse para que ficasse comigo? Para não ir mais embora? Tudo o que quero é você.

Eu tinha escrito tudo isso, no intuito de passar pro papel e entregar em suas mãos. Lembra daquela coisinha que disse que iria te dar? Era essa carta acima, meu amor. Pena que você não estava mais disposto a permanecer comigo, pena que você se foi antes mesmo que eu pudesse entrega-lá. Eu te olhava e via uma confusão. Não uma confusão como aquelas brigas que encontramos em bares, nas ruas. Uma confusão interna, uma bagunça. É, eu te olhava e te sentia tão distante, tão longe do meu limite. Tentei ir de encontro a você, porém, parecia que quanto mais tentava me aproximar, mais você se distanciava. Diga-me, foi fácil assim? Me deixar. Dizer todas aquelas coisas fofas, promessas e depois ir embora como se não fosse nada. Como se não fôssemos nada. Como se eu não fosse nada. Você não sabe como é alguém chegar e fazer você se sentir especial, pra depois dizer que está confuso e ir embora como se não houvesse nada. Ir embora como se nada tivesse acontecido. Na tristeza daquele dia 07 de março, aos prantos, queimei essa carta. Pergunta se doeu? Sim. Afinal de contas, tudo o que tivemos foi real? Aquele beijo foi de despedida ou de um até logo? Eu já não sei o que pensar. Me iludi de novo, essa é a única coisa da qual tenho certeza. Tinha tudo para ser a maior história de amor, só não tinha o amor…e quer saber de uma coisa? Eu descobri que te amo. Mas sabe o pior disso tudo? Saber que isso não é recíproco e que talvez nunca seja.

Listen to the Playmoss playlist: take notice by memben by memben
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you’re gonna rattle the stars art by thekoreanpineapple on tumblr

Pinkzebra - Larger Than Life
Passion Pit - My Brother Taught Me How To Swim
-
Zack Hemsey - I’ll Find A Way" (Instrumental)
05. Short Hair - Mulan OST
Kyle Dixon & Michael Stein - Kids Two
Avicii - Hey Brother (Syn Cole Remix) [Radio Edit]
Jose Gonzalez - Step Out (The Chainsmokers Remix)
Star Wars - The Force Awakens - Rey’s Theme - Violin vs. Maschine cover
Twenty One Pilots - Trees (Culture Remix)
Peter Pan - 02 - Flying
Alex Skrindo & Geoxor - KawaiiStep
The Machine - Rabbit Heart (Raise It Up)
Undertale - Asgore/Heartache (Cement City Remix)
The Midsummer Station - Bombshell Blonde (Full Track w/
She’s A Genius - Jet (lyrics on screen)
FL Studio - TRON: Legend of Korra
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【Touhou】Bad Apple!! Gameboy 8 - bit ver.【Shadow Art】【東方】
Porter Robinson - Lionhearted feat. Urban Cone (Arty Remix) (Audio) feat. Urban Cone
Porter Robinson - Sad Machine (Darren Styles & Gammer Remix)
Kingdom Hearts - Dearly Beloved (Leg Day Future Bass Remix) - GameChops
Gabrielle Aplin - Home (Eyes Remix)

lullaby versions of bts songs ~ ♡
these can help you when you’re studying or when you’re trying to sleep :~)

1. bts - run (ocean ver.)
2. bts - butterfly (forest ver.)
3. bts - save me (dreamland ver.) 
4. bts - spring day (train ride ver.)
5. bts - autumn leaves (lullaby ver.)
6. bts - blood, sweat and tears (utopia ver.)
7. bts - i need u (rain ver.) 
8. bts - begin (meadow ver.)

Let’s get in the mood.

Initial D is a manga started in 1995 that ran until 2013, as well as an anime that began in 1998 and ended in 2014. It stars Takumi Fujiwara as a driving prodigy specializing in downhill runs and details his journey into the world of touge street racing. The series is a giant love letter to the AE86 as well as many late 80s/early and mid-90s Japanese sports cars. 

And like any successful manga/anime series, there have been plenty of games. It’s a formula that lends itself well in the right developers’ hands, and the quality of these games range from abysmal to terrific.

Keep reading

MA VIE AVEC UN PÈRE PERVERS NARCISSIQUE

TW: maltraitance

Les gens ne comprennent pas.

Ils ne comprennent pas quand je leur dis qu’il est vital pour moi de couper les ponts avec ma famille ; encore moins quand je leur explique que je ne veux plus voir mon père.

Je le vois dans leurs yeux, dans leur façon gênée d’essayer de trouver des solutions à quelque chose qui n’en demande pas. Au fond ils me jugent, comparent ma situation avec la leur et attendent simplement de moi plus de « lâcher prise » et de « tolérance ». On me dit « tu sais des fois il faut pardonner, tous les parents font des erreurs » ou « Mais c’est ton père, quand même ! » ou encore « Oui mais tu sais la famille, c’est jamais facile, c’est pour tout le monde pareil !». Qu’est-ce que vous essayez de me dire au fond ? Que ce n’est pas « juste » de ne pas ressentir un lien avec sa famille? Est-ce qu’on doit tout pardonner à ses parents ? Même la pire des choses ? Et si c’était effectivement pareil pour chaque personne (soit-disant), qu’est-ce qui m’empêcherait de remettre en question cette norme de la famille sacrée, qu’il faut chérir à tout prix, envers et contre tout ?

Je viens d’une ville de 17’000 habitants en Suisse. Autant vous dire que là-bas les nouvelles vont vite. Tout le monde se connaît de près ou de loin, et les apparences, les masques sont omniprésents pour survivre dans ce microcosme où chacun surveille son voisin.

Ma famille composée de ma mère, mon père et moi paraissait idyllique. Des parents « très gentils », aimants, et toujours à l’écoute pour leur fille réussissant chaque chose qu’elle entreprenait, à l’école ou au conservatoire.

Mais voilà, sous ce masque d’union qui n’a finalement jamais existé, se cache le vrai visage de ma petite « famille » : violences physiques et psychologiques, chantages, dénigrement constant, menaces, mensonges et culpabilisation, mon père n’a jamais cessé d’être pour ma mère et moi une source de grande souffrance. Ma mère elle, suivait mon père dans chacune des choses qu’il décidait de faire, sans jamais le remettre en question. Il mettait tout en oeuvre pour paraître le papa le plus fort, le plus gentil, le plus compréhensif, le plus génial possible devant notre entourage et mes amis. J’étais isolé•e. Personne n’aurait jamais pu me croire dans ces circonstances.

Pour lui, c’était normal de taper son enfant.

Mes plus lointains souvenirs de violences physiques remontent à la période où la mémoire commence à être vive, vers 3-4 ans. Je me rends compte, après des années où je me suis voilé la face, de mon lourd passé d’enfant battu•e et aujourd’hui, pour la première fois, j’ose le regarder en face, et l’appeler comme tel, même si ça fait extrêmement mal.

Car quand on parle d’«enfant battu », on a l’image collective très clichée du bourreau rentrant du travail qui va chercher sa ceinture pour se défouler sur sa famille.

Mais pour personne mon père n’avait l’air d’un bourreau. Même pour moi. Oui, il était imposant, musclé, quelqu’un qu’on a pas envie d’embêter, mais au contraire il paraissait toujours comme le plus doux des agneaux aux yeux des autres. Des fois, ça lui arrivait de s’énerver en public, mais tout le monde en rigolait, en éludant le problème, en l’excusant qu’il était juste « un peu colérique », comme finalement « un bon père de famille »…

J’étais un enfant très anxieux, stressé, les médecins ou physiothérapeutes le disaient mais n’avaient jamais essayé d’approfondir la question ; et mon père et ma mère non plus. D’ailleurs j’ai commencé à avoir des crises d’angoisses très tôt à cause de cette maltraitance. Mes parents ne le comprenaient pas et n’ont jamais essayé de comprendre. Ils disaient toujours que j’étais une enfant « capricieuse et qui pleurait beaucoup sans raisons » alors à chaque fois ils m’enfermaient à clé dans ma chambre en se moquant de moi et de mes sanglots qui étaient selon eux trop « enfantins » pour mon âge, à dire « tu n’es plus un bébé, tu es ridicule de te donner en spectacle comme ça» (7/10 ans). Ils me laissaient sortir seulement quand j’avais fini de pleurer, après avoir dû gérer ma crise d’angoisse seul•e pendant de longues minutes voire des heures, couché•e sur le sol de ma chambre, ce qui a engendré de très gros traumatismes en moi à partir de là. Dans un album de famille dédié à mon enfance, il y a une photo que je déteste profondément et qui réveille en moi beaucoup de colère. C’est une photo quand j’avais environ 2 ans, où l’on voit que je crie très fort et que je suis complètement paniqué•e, et mes parents, au lieu de gérer la situation et de faire quelque chose, m’ont calé•e entre deux coussins du canapé pour me prendre en photo, pour pouvoir me montrer plus tard cette photo en disant « tu vois tu étais très peu supportable ».

Personne ne voyait ce que je vivais, et mes parents s’alliaient constamment contre moi, comme si j’étais leur ennemi•e, alors j’étais seul•e face à mon mal-être et je me disais que c’était moi le problème.

Il avait toujours une bonne excuse pour me frapper, soit je n’écrivais pas comme lui voulait que j’écrive les lettres attachées quand j’apprenais à écrire à l’école primaire, soit parce que j’étais sur son ordinateur et qu’il voulait chercher quelque chose sur internet, ou alors je ne fermais pas les stores comme lui voulait qu’on les ferme, ou parce que je ne parlais pas beaucoup selon lui, parce que je n’étais pas assez si ou ça, parce que je ne faisais pas assez si ou ça etc. Ce n’était jamais assez bien pour lui, alors il me hurlait dessus, et si ça ne suffisait pas il me frappait. J’avais peur car il pouvait changer d’humeur drastiquement, une toute petite frustration pouvait réveiller le monstre en lui et j’étais terrifié•e.

Face à cette violence, j’étais seul•e, sans défense, aucune. J’étais enfant unique, et ma mère, sous son emprise, protégeait mon père quoi qu’il fasse. J’ai alors commencé à avoir une période dans mon enfance, qui n’a heureusement pas duré très longtemps mais dans laquelle j’ai commencé à me comporter comme lui par mimétisme, parce que je ne comprenais pas toujours que son comportement était malsain, je pensais que c’était normal que je souffre et qu’on me fasse souffrir et qu’il y avait ça dans chaque famille. Quelques fois j’ai tapé mon petit cousin pour rien, ou même à l’école primaire j’avais donné un coup à une fille qui était censé être mon amie sans aucune raison apparente. Les professeurs ne comprenaient pas car j’avais de très bonnes notes à côté, et donc mon comportement leur échappait. Je ne rentrais pas dans une catégorie d’enfant typique. Personne n’a jamais eu conscience ni échos de ce qu’il se passait à la maison. Il y aussi eu une longue période où je parlais mal à ma mère et j’étais méchant•e avec elle car mon père me manipulait à le faire et vice versa (ma mère à moi) parce que mon père nous divisait pour mieux régner. D’ailleurs vers mes 8 ans une fois j’ai griffé ma mère, car je ne supportais pas qu’elle prenne le parti de mon père constamment, et il avait utilisé cela pour me culpabiliser et me montrer à quel point j’étais un•e enfant difficile et que je ne méritais pas leur amour.

Un jour quand j’avais 10 ans, il m’a humilié dans un restaurant bondé en me hurlant dessus et me giflant violemment à table. Tout le monde s’est retourné. Un long silence insupportable. Puis tout le monde a continué son repas. Personne n’a rien fait, rien dit, ni ma mère, ni les serveurs, ni le 3 familles assises à côté de nous. La seule conséquence a été qu’en sortant du restaurant un mec vienne vers moi et me dise « alors on a fait la mauvaise fille? ». Je me rappellerai toujours de son visage, la trentaine avec des lunettes de gars bien con et oppressant, tout autant pervers que celui de mon père. Tout le monde acquiesçait en silence la violence de mon père, même en public, alors je pensais que c’était ma faute et que je le méritais.

Combien de fois j’ai eu peur qu’il me tue.

Combien de fois il m’a dit « Je vais te tuer, je vais te tuer sale pétasse » en me courant après dans l’appartement avec son regard le plus flippant du monde, près à me sauter dessus pour me frapper ou me tenant par la gorge. Il n’y allait pas de main morte, des coups dans le ventre, des coups dans la tête, sur le visage, à me tirer les cheveux, à me coller contre un mur et à me taper où il pouvait.

Ses excuses étaient « qu’il n’y allait pas vraiment fort », qu’il « dosait sa force » parce que quand même « j’étais sa fille » donc que finalement je devais le remercier presque de ne jamais y mettre complètement sa force.

Moi ce que j’entendais c’était « j’y vais doucement car sinon tu auras des bleus sur ta peau et les gens se demanderont pourquoi, commenceront à s’inquiéter et à me soupçonner. »

Et puis j’ai grandi. Dans sa logique toxique de « c’est normal de taper ses enfants » je me disais que vu que je n’étais plus vraiment un•e enfant il arrêterait… Mais non, il a continué, et c’était encore pire. Même si la violence devenait plus rare car on se voyait moins souvent et que je commençais à me défendre verbalement et à laisser passer de moins en moins de choses, lorsque finalement il me frappait, c’était beaucoup plus fort qu’avant, car justement, je n’étais plus un•e enfant, donc moins « fragile » selon lui, ainsi il pouvait se défouler et se décharger sur moi sans prendre de pincettes (mais toujours en faisant en sorte que ça ne se voit presque pas bien sûr).

Quand ce n’était pas les coups, alors c’était par les mots qu’il exprimait sa haine envers moi.

Il y avait toujours une bonne raison de m’humilier, de casser ma joie lorsque j’étais heureuse, de minimiser mes peines quand j’étais triste, de me mettre mal à l’aise par rapport à mon corps, de détruire mes projets, ou même d’utiliser mes souffrances pour m’enfoncer encore plus bas.

Par exemple, il ne supportait pas que je puisse fermer la porte de ma chambre ou rester seule plus de quelques heures dans ma chambre, il venait sans cesse s’immiscer dans mon intimité en me culpabilisant et faisait de ma vie un enfer. Vers 14 ans, il m’a fait le cadeau empoisonné de me donner une chambre à moi beaucoup plus grande que l’ancienne, pour ensuite me le faire culpabiliser chaque seconde de ma vie, en disant que je ne le respectais pas, que j’étais une enfant pourrie gâtée. Il rentrait dans ma chambre sans toquer alors que je me changeais ou méditais pour me gueuler dessus, ou m’enfermait à clé des fois dans ma chambre ou alors m’enfermait à clé à l’extérieur de ma chambre, détruisait même de rage certains de mes objets. D’ailleurs, il fallait passer dans son bureau pour pouvoir accéder à ma chambre, ce qui lui permettait toujours d’avoir un grand contrôle sur moi, en voyant quand est-ce que je sortais ou rentrais de ma chambre, et de me faire des remarques dès que possible. On partageait plusieurs sessions sur un même ordinateur, il était administrateur et du coup je l’ai surpris en train de regarder tous mes fichiers/photos/mails, sans jamais s’excuser ni trouver cela inacceptable. Au contraire, il m’a juste regardé•e en rigolant. Lorsque j’étais au cycle (collège en suisse) et très mal intégré•e, il faisait des remarques moqueuses sur mon corps et de mes seins qui ne poussaient pas, me comparaient avec mes amies plus « gentilles » ou « moins difficiles », il me tirait les épaules violemment en arrière chaque fois qu’il en avait l’occasion pour que je me tienne « droite » parce que j’étais une fille alors je devais être jolie et que ce n’était pas comme ça que j’allais plaire aux garçons. Je me rappelle de moments au collège où mon père savait très bien que j’étais très isolée et harcelée mais pour m’enfoncer encore plus me disait sans cesse « ha mais je suis sûre tu plais aux garçons au fond» et il y avait quelque chose de très malsain là-dedans, pas comme s’il voulait que je plaise, mais que ça lui fasse peur que petit à petit je grandisse (sans oublier toute l’hétéronormativité derrière). Puis au lycée, il n’a d’abord pas supporté que je puisse avoir un copain, en rentrant dans des colères folles et complètement disproportionnées car il sentait qu’il perdait petit à petit du pouvoir sur moi. Il n’a pas accepté non plus que je puisse commencer à avoir quelques amis vers 17/18 ans avec qui je sortais le week end et me harcelait constamment au téléphone. J’ai fini par éteindre mon portable en soirée quelques fois, car c’était trop, c’était m’appeler chaque seconde, pour ensuite retrouver une 10aine de messages de menace sur ma messagerie tous plus flippants les uns que les autres. C’était beaucoup de disputes, car ça n’a jamais été possible de pouvoir avoir une discussion avec lui, beaucoup d’engueulades qui finissait généralement par des coups dans la tête d’ailleurs.

J’étais une fille assez modèle, je n’allais jamais dans l’excès, je faisais toujours attention et je respectais les horaires. Ramener des bonnes notes à l’école étaient assez facile pour moi, je comprenais vite et j’étais plutôt assidue dans mon travail. En dehors, je gérais 4 à 5 activités extra-scolaires, piano au conservatoire, solfège, danse, théâtre, etc. et je réussissais tout. Mais j’étais très déprimée, très stressée. Je voulais tout accomplir avec brio ce qui m’amenait dans un perfectionnisme maladif pour gagner absolument l’amour de mes parents, néanmoins je me voilais la face : mon père ne m’aimait pas et ma mère ne pouvait le montrer car constamment sous son emprise psychologique. Ce n’était pas de l’amour inconditionnel qu’ils avaient pour moi mais bien une illusion de soutien que je devais en vain acheter sans cesse par mes réussites.

Un jour j’ai eu mon bac, j’ai voulu partir de la maison, et c’est là que le véritable enfer a commencé.

Il a arraché mes papiers d’échanges linguistiques des mains et les a déchirés en mille morceaux. J’ai dû tout refaire. Il voulait décider à ma place ce qui était bon pour moi, il a refusé que je parte en année sabbatique car je sentais qu’il fallait que je souffle après 5 ans dans un lycée stressant et catholique. Il lui était insupportable que je puisse partir de la maison et qu’il n’aurait plus trop d’emprise sur son jouet. Quand j’ai parlé de trouver une colocation près de mon école supérieure, il voulait même que je fasse 4 heures de trajet aller-retour par jour à la place pour quand même rentrer le soir à la maison, en m’imposant un abonnement général de train 1ère classe qu’il avait payé avec son argent, qui coûtait 4250 francs suisses par année soit environ 4000 euros par an, une manière de me faire culpabiliser de tout l’argent gaspillé si je ne l’utilisais pas. Nous n’étions pas riches mais l’argent n’était pas un problème - car mes parents se tuaient au travail sans jamais s’arrêter et que nous avions beaucoup d’aide des grands parents (et que nous habitions en Suisse) - alors il en profitait pour me faire des cadeaux empoisonnés dans le genre et ensuite me culpabiliser de les avoir fait en disant « à quel point j’avais de la channnnnce d’avoir un père pareil, et à quel point je n’étais jamais redevable et donc une mauvaise fille pour son père ». Dans sa tête, tout l’argent venait de lui, à faire des blagues aux autres en disant « elles font ci elles font ça et moi bien sûr je paie!! » comme si ma mère et moi étions de grandes dépensières, ou qui le foutions dans la merde, alors que ma mère travaillait beaucoup elle aussi dans son travail de comptable mais aussi à la maison où elle faisait toutes les tâches ménagères pour lesquelles lui n’a jamais levé le petit doigt. Aussi, il m’imposait son aide lorsque j’en avais pas besoin, son aide qui n’était en fait qu’une volonté de contrôle sur ma vie, pour ensuite me faire culpabiliser de m’avoir aidée.

Il voulait pour son petit mérite personnel que je m’inscrive directement dans une école d’arts que j’ai quitté après 3 mois dans l’établissement, qui m’a finalement plus détruite qu’autre chose. Lorsque j’ai arrêté ces études, il ne m’a plus parlé pendant des semaines jusqu’à me dire « de toute façon je ne vois pas ce que tu as été faire là-bas, tu ne fais rien d’artistique. » (Mon présent est une bonne revanche à cette remarque déplacée)

Ma mère lui excusait tout. Elle prenait toujours son parti, quoi qu’il arrive.

Je ne me rappelle pas d’une fois où elle m’ait protégée. Un jour, je devais avoir 18/19 ans, j’étais dans la cuisine, un couteau à la main, menaçant mon père de l’utiliser s’il osait encore s’approcher de moi, car il m’avait couru après dans l’appartement en criant qu’il allait me détruire avec son regard flippant rempli de rage, et que je ne voyais juste pas d’autres solutions. J’en AVAIS MARRE !! Marre de m’en prendre plein la gueule, marre d’être terrorisée !!! Ma mère hurlait à la mort et me disait « s’il te plaît pose ce couteau c’est dangereux, tu es folle!!! ». J’avais peur que tout dégénère dans quelque chose de très glauque. J’ai demandé alors à mon père de me promettre que si je le posais il n’allait pas me taper, j’ai du répéter ça 1000 fois avant qu’il décide enfin de baisser ses poings car ma mère nous suppliait trop, et je l’ai finalement posé, mais…le seul énorme danger qui prenait toute la pièce c’était mon père, pourtant ma mère ne le voyait pas, ou ne voulait pas se l’avouer. Même après des années et des années de violences physiques à mon égard dont elle a été témoin très souvent et même lorsque je lui ai expliqué que je lui en voulais de ne pas s’interposer, jamais, au grand jamais, elle n’a fait quelque chose pour m’aider et se soulever contre mon père et son comportement. C’était mes parents contre moi, h24, 7 jours sur 7. Elle était et est toujours complice malgré elle.

Je suis pacifique. Je prône la paix et je ne veux du mal à personne. Aujourd’hui je ne peux pas regarder un film, une série, lire un livre avec des choses violentes à l’intérieur. Quand on l’a vécu aussi froidement, on sait ce que ça fait et on ne veut plus jamais la voir, on ne veut plus jamais que quelqu’un la subisse, même dépeinte dans une fiction, ça fait trop mal, c’est trop choquant. Pourtant, dans les moments où mon père essaie encore aujourd’hui d’avoir une emprise sur moi, même à distance, je vous avoue, il y a quelques rares fois où je rêve de pouvoir lui éclater la gueule, et de lui rendre tous les coups qu’il m’a envoyés pendant tant d’années.

Je me rends compte que les conséquences sur mon développement, ma santé et mon comportement sont énormes.

J’ai vu Kathleen Hana, membre du groupe légendaire Bikini Kill, en concert cette année. Cela m’a fait un bien fou, car finalement, on partage un parcours de vie assez similaire. Elle a vécu l’inceste par son père toute son enfance et adolescence, sa mère niant absolument tout. Aujourd’hui elle continue à se battre, malgré une maladie qui s’est déclenchée en elle vers ses 30 ans - Je pense qu’il faut prendre au sérieux le lien entre traumatisme et maladie - Elle a dit quelque chose comme ça entre deux chansons que je n’oublierai sans doute jamais « Quand tu as vécu dans une famille toxique, qui nie ta propre existence d’individu, alors ce qui est difficile, c’est qu’ensuite tu ne vas plus savoir faire la part des choses entre le respect et le non-respect, tu vas continuer malgré toi à laisser entrer dans ta vie des gens malveillants. Il faut que tu aies conscience de ça pour les empêcher, pour mettre des barrières, pour te soulever contre la violence et te faire confiance, c’est super important, parce que fuck them all. »

Et elle a complètement raison. Pendant mon adolescence et même après je ne me suis entourée quasiment que de gens, surtout des gars, très toxiques à ma vie, dont des pervers narcissiques et manipulateurs. J’ai été malmenée, harcelée, dénigrée dans ma personne et par rapport à mon corps, je les laissais nier tout ce que j’étais sans broncher ou presque. Lorsque je suis partie de la Suisse à 20 ans, la violence physique et psychologique a continué quelques temps dans mes relations amoureuses et amicales. Aujourd’hui je me protège. J’ai coupé les ponts avec tous ces gens et des gens qui gravitent autour d’eux. Je n’ai pas de compte à régler, ni à me justifier. Je dois enfin commencer ma vie aujourd’hui, à 23 ans, c’est à dire vivre pour moi, et comme je suis. C’est déjà ce que je fais un peu.

Je souffre de stress post-traumatique qui influe sur ma santé mentale (anxiété, angoisse, phobie sociale) mais aussi physique (constipation, migraines, mal de dos, fatigabilité aiguë). Je suis autiste ce qui accentue ces traits mais je pense que mon passé influe sur beaucoup de paramètres de ma vie. Je ne fais pas facilement confiance aux gens et j’attends très longtemps avant de m’ouvrir. Je ne parle pas beaucoup et je hais qu’on vienne me parler si on ne me connaît pas. J’ai peur d’ouvrir mes messages sur les réseaux sociaux ou dans mes mails, ou de répondre au téléphone car j’ai inconsciemment peur que ce soit un message méchant pour me harceler. J’ai du mal à communiquer, j’ai peur de faire du mal aux gens. Mais pourtant je me bats et je continue ma vie. J’essaie de déconstruire un maximum le comportement intériorisé que parfois j’ai encore, pour me protéger, à savoir avoir peur des disputes, penser que les gens vont tous m’agresser, ou au contraire, faire trop confiance aux mauvaises personnes, des choses comme ça.

Tous ces gens qui essaient de me culpabiliser en disant qu’être en colère, c’est mal, que c’est un mauvais sentiment, que ça détruit mon propos, que ça soit dans mes luttes ou dans mes projets artistiques. Je m’en fous de votre avis. J’ai pas besoin que vous compreniez. Moi ce que je sais, c’est que ma colère a une place, elle est légitime, et qu’elle doit s’exprimer absolument. Être en colère, ça ne veut pas dire forcément être violente ou haineuse, ça peut être un moteur pour des choses extraordinaires, et dans le dépassement de soi. Gérer un stress post-traumatique dû à un ou des pervers narcissiques relève d’un courage immense, et j’en ai enfin conscience. Je suis une survivante et personne n’a le droit de m’imposer comment je suis censée exprimer cela. Chaque année énormément de femmes sont tuées par leur conjoint ou par un membre de la famille. Dans mon entourage, des gens ont été tués par cette violence. Chaque semaine, dans les journaux, on voit « machin a tué sa femme au couteau, ou au fusil (les suisses après leur service militaire peuvent garder quelques années leur fusil chez eux) » on parle de « crime passionnel » pour minimiser toute la violence derrière. On fait passer ça comme un fait divers, rien de plus, alors qu’il est le reflet d’une société qui hait profondément les femmes. 


Je n’ai presque aucune relation avec ma mère (et avec ma famille de manière générale), pas parce que je pense que c’est une mauvaise personne, malgré qu’elle ait été complice des violences de mon père, mais parce qu’elle s’est complètement effacée. Elle ne vit pas pour elle, mais pour mon père. Chacune de ses décisions, elle les a calquées sur celle de mon père. Retourner vivre dans la ville d’origine de mon père n’a jamais été sa volonté, et pourtant ça fait maintenant plus de 25 ans qu’elle y vit. C’est un objet pour lui, pour asseoir sa domination, pour qu’on lui fasse à manger, qu’on lui prépare son café et qu’on lui lave ses habits. S’il était seul, il ne saurait pas du tout gérer sa vie. Je hais ce qu’il a fait de ma mère, à la dénigrer elle aussi, à lui hurler dessus, à faire sa victime devant elle dès qu’il en a l’occasion et à l’isoler complètement, comme un gourou le ferait. Au fond, j’entrevois ma mère, même derrière une masse opaque de brouillard qu’est l’emprise qu’à mon père sur elle, et c’est un être merveilleux, très passionné par diverses choses, mais emprisonné dans une relation. Elle n’a pas mérité cette vie là. Personne ne mérite ce traitement.

Aujourd’hui j’hésite entre couper définitivement les ponts avec eux, et prendre des nouvelles de ma mère car ce qu’elle traverse n’est pas facile. J’essaie un maximum que le comportement de mon père ne m’affecte pas et je mets beaucoup de limites.

Si un jour elle décide de réagir, je serai là pour elle, même à distance, toujours. Je sais que pendant toutes ces années elle n’a pas agi car elle était sous emprise. Même si je lui en veux, car elle a pu être très dure, ayant vécu moi aussi avec des pervers narcissiques comme copains, je sais ce que ça fait et l’impuissance ainsi que l’aveuglement face à cela. J’espère qu’elle s’en sortira, il n’est jamais trop tard pour décider de s’opposer à la souffrance qu’on nous fait subir. Néanmoins ce n’est pas à moi de gérer cela, ce n’est pas ma vie.

Je vous aime, j’espère vous êtes entourés de belles personnes.

Si ce n’est pas le cas, comme dirait Sophie Scholl :

“Stand up for what you believe in even if you are standing alone”

Love

OH MU 

EXO top ten MV

1- EXO  CALL ME BABY_Music Video :  141,996,540 views

2- EXO-K_중독(Overdose)_Music Video : 139,994,615 views

3- EXO_으르렁 (Growl)_Music Video (Korean ver.) : 138,084,076 views

4- EXO Monster (Korean ver.) : 128,967,575 views  

5- EXO_늑대와 미녀 (Wolf)_Music Video (Korean ver.) : 98,472,077 views

6- EXO_LOVE ME RIGHT_Music Video : 76,138,975 views

7- EXO_LOTTO Music Video (Korean ver.):67,228,656 views

8- EXO-K_HISTORY_Music Video (Korean ver.) : 65,709,217 views

9- EXO-K_MAMA_Music Video (Korean ver.) : 56,410,318 views

10- EXO_Lucky One_Music Video (Korean ver.) :  44,202,203 views


Please guys, we need to keep streaming wolf so we can reach 100M before EXO’s next comeback 

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