velas brancas



Nanã Buruquê 

“Salve Nanã, Salve Senhora das Águas..
Salve Nanã que já chegou de Aruanda.
Salve Nanã na sua força e bondade.
Salve Nanã Cacurucaia de Umbanda.”


Sincretizada a Santana, a avó de Jesus Cristo é um dos Orixás menos conhecidos e evocados na Umbanda.
Nossos irmãos africanos explicam que Nanã é um Orixá feminino já avó. Conhecida como a mais velha das deusas do mar, Nanã chefia a falange das ondinas da linha de Iemanjá. Seus domínios são os rios e ribeirões e o ponto de contato entre as águas do mar e a terra, local que chamamos de mangue.
Considerada avó dos Orixás.

Nanã é protetora nas situações tormentosas e nas perseguições kármicas e tem grande atuação sobre as mulheres já avós, embora isso não seja uma regra.
A cor de Nanã é o roxo e o lilás. Nas obrigações são usadas velas roxas/lilás ou brancas, flores brancas ou roxas/lilás e a sua bebida também é água pura. Conhecida no meio umbandista como a senhora da lei e da firmeza, a ela recorrem todos os que estão em dúvidas nas situações tormentosas da vida.

É considerada um dos Orixás mais exigentes na escolha de seus filhos. Embora transmita o exemplo da mãe, procura associar-se mais com a posição reservada aos idosos em qualquer sociedade, por esse motivo na Umbanda são raras as filhas de Nanã. E mais raros ainda os filhos (homens), porém, existem.

A capacidade que Nanã tem de amparar as pessoas nas situações de grande tormento, faz dela um Orixá de grande força, sendo respeitadíssima na Umbanda.

Ela é Mãe de Iansã, Obaluaê/Omulu, Ossãe, Oxumarê..

Seus filhos:
 São pessoas com uma capacidade extrema de entendimento e compreensão com as falhas humanas e por causa disso perdoam e consolam aos que erram com grande facilidade. Vivem voltados para o bem estar da comunidade sempre fazendo o possível para atender as vontades e necessidades de todos.

O filho de Nanã sempre parece ser muito mais velho do que realmente é. É um conservador por natureza e sente com freqüência saudades de um tempo que não viveu sempre achando que as coisas no passado eram bem melhores e, assim, sente-se distanciado da modernidade em que vive.

Às vezes carinhosos até em excesso, se tornam também ranzinzas, preocupados em demasia com detalhes e têm uma forte tendência a criticar tudo e todos.

Saluba Nanã!