varando

Imagine com Harry Styles.

Hello garotas! Este One Shot é um pedido! Espero que gostem e me digam o que acharam, sim? 

Um beijo, um queijo e boa leitura!


Agarrei a mão de Harry enquanto saíamos pela porta dos fundos da casa de Liam, a comemoração antecipada de Ano Novo começara cedo e agora nós fugíamos para a piscina.

-Senti sua falta.-A voz rouca disse, enquanto eu era empurrada para a parede.

-Eu também.-Sussurrei buscando os belos lábios. Nosso beijo foi longo, demonstrando nossa saudade um do outro. As mãos grandes de Harry apertavam minha cintura, coberta apenas pela canga para que o biquíni não ficasse exposto. Os beijos de Harry passaram dos meus lábios para o meu pescoço, suspirei e puxei seus cabelos levemente.

-Você está me deixando louco, garota.-Sussurrou contra minha orelha, minha pele arrepiou e eu gemi baixo.

-(s\n)?-A voz de Louis soou perto, Harry me largou e pulou na piscina.-Aqui está você.-Louis entrou na varando sorrindo.

-Olá.-Sorri torcendo para que  ele não percebesse o quanto eu estava frustada por eu e Harry termos sidos interrompidos.

-O que está fazendo aqui?-Perguntou erguendo uma sobrancelha.

-Vendo o Harry nadar, quem sabe eu aprenda.-Ri, Louis assentiu, olhando para o amigo que nadava de um lado para o outro na piscina enorme.

-O churrasco do Liam está pronto, venham comer.-Disse virando de costas e seguindo até a sala mais uma vez, Harry saiu da piscina rindo e passando as mãos nos cabelos, agora colados em sua testa.

-Essa foi por pouco.-Disse selando meus lábios em um selinho.-Vamos antes que ele venha nos buscar de novo.-Sorriu e me deu mais um selinho.

Ri de uma das piadas idiotas de Niall enquanto levava meu copo de cerveja aos lábios, eu era a única mulher naquele bando de homens, até mesmo Zayn fora convidado e agora cantava uma música infantil que falava sobre comer toda a refeição.

-O que está achando, (s\n)? Meu churrasco está no patamar brasileiro?-Liam perguntou se sentando ao meu lado, todos me olharam.

-Está uma delicia Liam, mas não se compara ao do meu tio Geovane.-Todos riram e Liam me abraçou de lado.  Pude perceber o olhar desaprovador de Louis, mordi os lábios e sorri sem graça para Liam.

-E então, (s\n), e os namoradinhos?-Zayn perguntou rindo, Harry  e Louis em encararam.

-Eu não… tenho ninguém.-Disse baixo, um sorriso de satisfação apareceu nos lábios de Louis, mas Harry se levantou e saiu. Suspirei e o segui.

Harry nunca quisera se esconder, por mais que Louis fosse extremamente ciumento, ele era romântico, queria poder caminhar de mãos dadas pela rua, poder assistir um filme no cinema, mas não podíamos, por que eu tinha medo do que meu melhor amigo ia fazer.

-Harry.-Chamei entrando na sala, o mesmo se virou, seu rosto estava triste, fazendo meu coração apertar.

-Eu não quero mais esconder, (s\n).-Disse passando a mão pelos cabelos ainda úmidos.

-Harry, o Louis…

-É sempre assim, o Louis, sempre tem que ter algo.-Ergueu o tom da voz.-Eu estou começando a achar que você não quer nada comigo.-Suspirou, meu peito doeu mais.

-Você sabe que não é verdade.-Pude ouvir passos atrás de nós.

-Eu to cansado disso (s\n), sempre tem um motivo!-Vi Louis entrar na sala, acompanhado dos três amigos.-Eu amo você, mas não vou ficar nessa.-Meu coração deu um pulo, era a primeira vez que Harry dizia que me amava. Louis abriu a boca para falar algo, mas Harry o encarou.-Não se preocupe Louis, ela está solteira agora.-Meu coração quebrou, meus olhos marejaram, Harry me fitava com frieza, como se o que ele a pouco dissera não passara de um mero sentimento. Zayn, Liam e Niall me encaravam com pena, eu não sabia o que fazer, corri para o quarto de Louis, peguei minhas coisas e voltei a sala, sem encarar nenhum deles.

-Onde você vai?-Louis perguntou.

-Eu preciso ficar sozinha.-Minha voz saiu mais embargada do que deveria, Harry me fitava com indiferença, suspirei e sai.

Dois dias depois…

Forcei um sorriso ao pagar meu café, peguei o copo com decoração natalina e me virei, sentei-me em uma das mesas mais no fundo da cafeteria, eu não conversara com Harry desde a festa na casa de Louis, não falara com nenhum dos meninos na verdade. 

Encarei a neve que caía de vagar na janela, meu coração doía toda a vez que me lembrava dos olhos frios de Harry sobre mim, eu o amava mais que tudo e agora o havia perdido.

(s\a)?’- A mensagem de Louis fez meu celular vibrar, suspirei e digitei sua resposta.

‘Olá.’

‘Como você está? Não nos falamos há dois dias!’

‘Estou quebrada Louis’

‘Por isso eu não queria que você se envolvesse com o Harry, não diga que eu não te avisei.’

‘Não foi ele, fui eu Louis. Eu acabei tudo que tínhamos, minhas chances com Harry acabaram.’

‘Você realmente gosta dele?’

Eu o amo’-Fechei meus olhos e senti uma lágrima solitária rolar. Meu celular vibrou.

Vá atrás dele.’ 

Ele não me quer mais. Agora é tarde.’ 

Onde você está?

No StarBucks perto da minha casa, por que?’ -Louis não respondeu. Terminei meu café em silêncio.

-Oi.-Uma voz rouca soou atrás de mim, minha respiração trancou. Harry fez a volta em mim e sentou em minha frente, ele vestia um casaco pesado e cachecol, os cabelos estavam em baixo de um gorro escuro, seu nariz estava meio vermelho por causa do frio e havia um sorriso leve em seus lábios.

-Oi.-Respondi baixo.

-Como você está?-Perguntou tirando o gorro.

-Bem, eu acho.-Suspirei.-E você?

-Perdido sem você.-Passou a língua entre os lábios, meu coração deu um pulo.

-Harry…

-Não, me escuta.-Disse agarrando minha mão em cima da mesa. -Eu machuquei você, fui um idiota.-Suspirou.-Eu te amo, (s\n), me desculpa.-Meus olhos marejaram, Harry se levantou e sentou ao meu lado no banco, agarrou meu rosto entre suas mãos e selou meus lábios.-Eu te amo, muito.-Repetiu.

-Eu te amo, Harry.-Sussurrei.-Desculpa não ter nos assumido na frente do Louis, eu estava com medo de que ele tentasse nos separa ou…-Harry me calou selando nossos lábios mais uma vez.

-Ele não vai mais nos atrapalhar.-Me fitou nos olhos com um sorriso nos lábios.-Ele que me disse que você estava aqui.-Sorri.

-E o que acontece com a gente agora?-Perguntei sentindo meu coração bater mais forte.

-Não sei.-Sorriu timidamente.

-Harry.-Chamei, os olhos verdes se fixaram nos meus.-Você quer ser meu namorado?-Perguntei rindo, Harry sorriu e selou meus lábios.

-Quero.-Sussurrou contra a minha boca.

Não basta a saudade, que é involuntária. Tenho que ouvir aquela música que canta o jeito dele, ler o autor ele amava, declamar as suas velhas poesias ao som da chuva, varando a madrugada. Tenho que ver o mundo com os olhos dele e lembrar porque vale a pena seguir em frente.
—  Açaí tem gosto de saudade.
Almas Gêmeas - Capítulo 16

Os dias foram passando e minha proximidade com Vanessa estava bem maior. Bem me ligara noite passada se desculpando pelos dias ausentes e prometeu que iria me recompensar, avisou me também que Daniele não estava mais com ele, ele havia a mandado para casa fiquei aliviada ao saber disso, porém a culpa começou a me massacrar… enquanto ele estava cuidadoso e preocupado comigo eu estava o traindo, isso não é certo. Porém olhando aquela moreninha que agora está debruçada sobre o muro na varando de seu apartamento enquanto traga seu cigarro demoradamente a culpa se esvai totalmente, eu a desejo mais que tudo e qualquer coisa não sei explicar é mais forte que eu.

:— Você pensa demais branquinha — se juntou a mim no sofá e eu sorri sem jeito — Mas o que tanto pensa?

:— Em você — Confessei sorrindo e seu rosto se iluminou.

:— Bom saber que pensa em mim… pois penso bastante em você também.

Meu coração deu uma forte acelerada e minhas mãos soaram ao ouvir tais palavras serem ditas por ela. May havia me dito que Vanessa nunca era assim com nenhuma outra nem mesmo com Diana que caia de amores por ela, o que me deixava feliz afinal significa que sou especial.

Cortei o espaço entre nós e a beijei. Thais e May estavam no quarto e não haveria riscos de nos verem ali, apesar de que eu tenho quase certeza de que elas já desconfiam de nós duas… porém não me importo, melhor arriscar e ser feliz do que ficar vivendo pensando em como seria se você tivesse vencido seus medos. O beijo estava calmo e carinhoso. Vanessa me puxou para seu colo sem quebrar o contato de nossas bocas e eu soltei um suspiro quando senti suas mãos apertarem minha cintura. O beijo antes calmo começou a ficar voraz, o calor começou a subir e nossas respirações começaram a ficar pesadas. Minhas mãos em sua nuca puxando seu rosto mais para mim enquanto as mãos dela passeavam por minhas costas e nádegas.

:— Vamos… vamos pro meu quarto — Sussurrou por entre os beijos e eu me afastei dela para a olhar.

:— Você sabe que porque eu não gosto de ir pro seu quarto, não sabe?

Ela suspirou derrotada e assentiu, mordeu os lábios nervosamente e me fitou com um brilho no olhar e uma expressão intrigante no rosto, parecia que tinha tido uma ideia.

:— Se eu comprar outro colchão para mim resolve o problema um pouco?

Eu ri pelo modo que ela falou e pela expressão dela, a beijei lentamente e ela sorriu entre o beijo

— Resolve sim.

Sussurrei contra sua boca mesmo não acreditando que ela fosse fazer mesmo aquilo, porém não queria a questionar queria a beijar.

:— Temos a opção de ir pro seu apartamento ou pro outro quarto — Ela falou sugestiva e eu a olhei intrigada fazia tempo que eu queria saber porque tinha três quartos no apartamento dela.

:— Por falar nisso Vanny, por que tem três quarto aqui?

Ela riu e negou com a cabeça algumas vezes, deitou sua cabeça em meu peito me intrigando mais ainda.

:— Diana — Falou simples e se afastou para me olhar nos olhos continuei sem entender e ela sorriu.

:— Ela morava comigo e com May mas depois de você sabe o que ela preferiu se mudar.

Explicou e eu apenas assenti, dei de ombros e voltei a beija-la sugeri que ela escolhesse o lugar que iríamos e ela escolheu ficar por aqui mesmo e irmos para o outro quarto. Fazia tempo que ela falava que era sexy me ter na mesma cama que Ben, mas que ela se sentia estranha, eu ria pelo modo que ela falava, porém confesso que eu também me sentia estranha e muito aliás.

Fomos até o quarto nos beijando sem parar minuto. Eu estava em seu colo com as minhas pernas envolta de sua cintura e ela segurava firmemente em minhas nádegas colando mais meu corpo ao seu e me segurando para que eu não caísse. Paramos um pouco em frente a porta do quarto de May e pudemos ouvir gemidos altos e palavras um tanto quanto chulas digamos assim, rimos e continuamos nosso caminho. Vanessa me levou com cuidado até a cama e me deitou lentamente deitando seu corpo sobre o meu. Descolou nossas bocas um pouco para que pudesse tirar minha blusa sem dificuldades, tendo tirado a minha blusa fez o mesmo com a sua e voltou a me beijar. Suas mãos alisavam as laterais de meu corpo enquanto as minhas arranhavam suas costas desnudas. Eu soltava gemidos abafados entre os beijos cada vez que Vanessa apertava alguma parte minha. O barulho do meu celular tocando fez ela bufar frustrada e se separar de mim dando espaço para que eu escorregasse minha mão para o bolso do meu short e pegasse o aparelho. Vi o nome na tela e meu coração errou a batida, amor, bela hora para me ligar Ben. Vanessa percebeu minha expressão de susto com um misto de irritação e se afastou de mim, se jogou ao meu lado na cama e eu levantei para atender o telefone.

:— Amor? — Sua voz demonstrava uma animação, diferentemente dos outros dias que ele parecia com tédio.

:— Oi — Falei simples, minha voz um pouco trêmula por conta do que antes estava acontecendo.

:— Tenho boas notícias.

:— E quais seriam? — virei de frente para Vanessa que estava com os cotovelos apoiados na cama e me observava com curiosidade.

:— Volto para casa daqui a quatro dias vamos poder matar nossa saudade — falou tudo muito rápido e mais animadamente ainda e eu me engasguei com minha própria saliva. Oi? Como assim daqui a quatro dias?

:— Mas não faltavam cinco semanas para você voltar? — tentei controlar minha voz para não parecer tão desesperada.

:— Sim mas seu pai conseguiu me ajudar a resolver os problemas mais rápido — obrigado papai me lembre de te mandar um presente depois, uma bomba talvez, pensei ironicamente e bufei.

:— Que ótimo amor — falei com desdém e Vanessa revirou os olhos se jogando na cama bufando irritada, óbvio que ela sabia que era Bem no telefone.

Ficamos mais um tempo no telefone e ele teve que voltar para o escritório pois havia uma reunião. Coloquei meu Iphone em cima do criado mudo e me joguei na cama ao lado de Vanessa que permaneceu com as mãos nos olhos. Virei de frente para ela e fiz um carinho em sua barriga fazendo com que ela tirasse suas mãos de seus olhos e me olhasse com certo receio do que poderia acontecer quando Ben voltasse, suspirei derrotada e me aproximei mais dela para a beijar. Precisava me acalmar, precisava de paz… precisava da paz que só ela era capaz de me dar. Nós sabíamos desde o início que por mais que as coisas estivessem ótimas ficariam complicadas quando Ben voltasse para casa. Eu não queria nem pensar se ele pensasse que eu o traí, não conseguia imaginar isso e pior sabia que ele falaria com meu pai sobre isso e não quero nem imaginar como seria a reação dele. Preferi não pensar nisso e me entregar para ela como todas as outras vezes, inteiramente e completamente de corpo e alma. Queria que ela me ajudasse a enfrentar todas as duvidas, incertezas e medos que rondavam minha mente naquele momento. Ela não questionou e muito menos me afastou, pelo contrário ela retribuiu o beijo e me tocou com carinho, me puxou para cima de si mesma e cortou o beijo com selinhos colando nossas testas depois. Suspirei pesadamente sendo acompanhada por ela, ambas tínhamos
receio do dia que isso acontecesse, ambas tínhamos medo do que poderia acontecer ou pior ambas tínhamos medo de nos afastarem.

:— Era ele, né? — Perguntou com certa dor na voz e mesmo eu sabendo que ela já sabia a resposta eu sabia que ela estava com tanto medo quanto eu, eu sabia que ela não queria que a gente se afastasse e pior eu sabia que ela não queria me dividir com ele.

:— Sim — Falei simples e ela abriu seus olhos para me olhar, sorriu cúmplice e voltou a colar nossos lábios.

:— Acabou o clima, não é? — falou em tom de brincadeira pra descontrair aquele momento e eu dei uma risada baixa.

:— Só se você quiser — Tentei ser o mais sensual possível e ela riu.

Inverteu as posições comigo e me beijou com voracidade. Em poucos minutos todo o meu medo e incerteza de antes sumiram assim como mágica. Os beijos e toques de Vanessa por mais safados que fossem eram extremamente cuidadosos e com carinho, diferente dos toques de Ben que dificilmente eram cuidadosos… mas acho que é assim mesmo quando uma garota toca outra garota existe um certo cuidado por ela saber como e onde tocar. Ficamos assim até adormecermos exaustas, como sempre ela foi cuidadosa e em momento algum me pressionou a alguma coisa, eu sabia que ela estava com as mesmas duvidas e medos mas como sempre ela sabe como me acalmar e se manteve firme para me passar a segurança dela e eu agradeço a ela por isso e agradeço a Deus por ter colocado ela em minha vida.

Acordei no outro dia e não senti Vanessa ao meu lado, apoiei minhas mãos no colchão e levantei meu tronco para olhar em volta somente para confirmar que ela não estava ali mesmo . Se eu não estivesse em seu apartamento eu diria que ela fugiu de mim… bom eu espero que ela não tenha feito isso. Sentei na cama e me espreguicei, soltei um longe e prazeroso gemido quando senti meus músculos esticarem. Ouvi a porta abrindo e vi minha imagem preferida de todas as manhãs depois que eu Vaness começamos a nos envolver, como eu poderia ter esquecido que ela sempre me trazia café na cama? Talvez fosse por minha mente estar uma bagunça. Assim que ela me viu acordada sorriu, ela estava linda vestia minha blusa com estampa da Lana que ela praticamente pegou para ela quando ela dormiu lá no meu apartamento. A blusa era um pouco grande e cobria metade de suas coxas, eu a usava para dormir e Vanessa usava para passear pela casa com ela. Mas quem disse que isso é uma coisa ruim?

:— Bom dia Clarinha — Ela falou sorrindo, sua voz arrastada e um pouco rouca pela manhã me fizeram sorrir, seus cabelos amarrados em um rabo de cavalo no alto da cabeça, algumas mechas teimosas que teimava em cair por seu rosto, seu rosto angelical. Tudo em Vanessa era lindo até mesmo sua carinha de sono, acho que é por isso que ela faz tanto sucesso por aí… esse pensamento me dá um certo ciume agora.

:— Bom dia Vanny — Respondi com voz rouca enquanto esfregava um olho e ela sentou ao meu lado e colocou a bandeja com o café da manhã em cima da cama, se inclinou para selar nossos lábios e eu sorri.

:— Ótimo dia Clarinha — Ela falou com um tom suave e eu sorri, amava quando ela me chamava assim — Tenho uma coisa pra você.

Falou sorrindo e levantou me deixando curiosa, saiu do quarto alguns segundos e voltou escondendo algo em suas costas. Fiz biquinho para que ela me mostrasse o que era e ela sorriu, sentou na cama e antes que eu começasse a perguntar o que era ou tentasse fazer com que ela me mostrasse o que era ela tirou de suas costas um grande pote de nutella e meus olhos brilharam em expectativa.

:— Nutella — Gritei animada e ela riu gostosamente da minha reação.

Tomamos café como sempre, quando eu passava meu tempo com ela era como se voltássemos a ser duas adolescentes ou melhor duas crianças. Por mais melancólico ou cômico que fosse o momento, ela tornava um momento legal com suas brincadeiras ou com seus carinhos. Sabe eu amo a companhia de Vanessa e sei que ela ama a minha porque desde que começamos a nos envolver, ela não tem saído com nenhuma outra garota, o que claro infla demais o meu ego.

:— Vamos sair hoje? — Perguntei enquanto levávamos as louças para a cozinha e Vanny deu de ombros sem nem olhar para mim… estranho.

:— Vanny? — Chamei enquanto ela lavava a louça do café, ela estava quieta demais isso estava começando a me incomodar.

:— Oi, Clara — Clara? Ok, bom vamos ver ela me chamou pelo nome isso não é bom sinal, ou ela está muito triste ou eu fiz alguma coisa de errado e ambas as opções me apavoram.

:— Que houve?

Ela apoiou as mãos na pia e respirou pesadamente, era possível ouvir os sons que sua respiração omitia mesmo eu estando um pouco distante. Corri até ela e a virei para mim, ela não me encarou apenas abaixou a cabeça e respirou fundo, eu não soube identificar de imediato qual seria o motivo pra sua repentina mudança então apenas fiz o que meu instinto me disse para fazer a puxei para perto e a abracei. Ela retribuiu o abraço rapidamente enfiando sua cabeça na curva do meu pescoço, apertou seus braços em minha cintura e eu pude ouvi-la soluçar. Eu não sabia o motivo exato que ela estava chorando mas vê-la daquele jeito me quebrou o coração, apertei mais meus braços em volta de seu corpo e sussurrei para ela se acalmar, senti suas lágrimas molharem a pele de meu pescoço e eu senti meus olhos marejarem. Eu me senti impotente, ela era sempre tão forte dificilmente demonstrava alguma fraqueza, a única vez que a vi chorar foi daquela vez no Arcade e algumas noites que eu preferi não comentar com ela que a ouvi chorar. Ficamos abraçadas um longo tempo e eu esperei pacientemente ela se acalmar. Quando ela se acalmou a levei até seu quarto, coloquei meu braço em volta de sua cintura e ela descansou sua cabeça em meu ombro. Abri a porta e a levei até a cama, a deixei um pouco sozinha para que eu pudesse fechar a porta rapidamente. A cena que eu vi me cortou o coração, ela ficou parada imóvel olhando para o nada enquanto suas lágrimas desciam sem parar, tranquei a porta e voltei para ela rapidamente ela sempre cuida de mim hoje eu vou retribuir. Tirei sua blusa com certa dificuldade e a joguei num canto do quarto, a peguei no colo, ela estava tão frágil, tão pequena. Nem parecia aquela mulher cheia de atitude de sempre. A levei até o banheiro e abri o vidro do box a coloquei no chão com cuidado e tirei sua calcinha, tive que levantar sua perna direita e esquerda para conseguir a livrar da peça pois ela ainda continuava imóvel . Coloquei a calcinha dela no cesto e me levantei para me despir, voltei para dentro do box e liguei o chuveiro, ajustei a temperatura para morno não estava frio mas eu queria a fazer relaxar. A puxei para debaixo d’água e ela pareceu relaxar um pouco, coloquei um pouco de sabonete líquido na esponja e passei por todo o seu corpo com cuidado. Enxaguei todo o sabão do corpo de Vanessa com cuidado e aos poucos ela ia voltando pra realidade, quando dei por mim ela me agarrou e colou nossos corpos em um abraço apertado.

:— Clarinha promete pra mim… que você não vai me abandonar — Ela suplicou baixinho com a voz embargada e falhando diversas vezes durante a fala e eu senti meu coração se apertar mais ainda.

:— Meu amor eu nunca vou sair do teu lado, eu prometo — Sussurrei baixinho e ela descolou um pouco nossos corpos ela estava sorrindo e se inclinou para me beijar.

Ficamos um tempo nos beijando e depois decidimos sairmos do banho pois iríamos acabar com a água do mundo se continuássemos. Coloquei uma roupa de Vanessa mesmo e saímos do quarto dela, chegamos na sala e estava tudo quieto, nenhum sinal de Thais ou May. Um tempo depois a campainha tocou e Vanny correu para atender. Abriu a porta rapidamente e eu acompanhei todos os movimentos, meu queixo literalmente caiu quando eu vi um entregador na porta e atrás dois rapazes trazendo um enorme colchão. Ela não brincou quando falou que ia fazer. Vanessa assinou o recibo e mostrou aos rapazes onde era para colocar, eles levaram o antigo sei lá pra que e Vanessa os acompanhou até a saída. Eu continuava olhando todos os passos dela sem acreditar, logo após ela se jogou ao meu lado no sofá e eu a encarei intrigada, ela me olhou e sorriu.

:— Que foi?

:— Você realmente comprou o colchão novo eu achei que você tava brincando.

Ela riu gostosamente e se inclinou para me dar um selinho

— Nunca duvide de mim.

Dito isso nós rimos e decidimos assistir um filme. E assim passou a tarde eu e Vanessa abraçadas no sofá assistindo alguns filmes e ela me fazendo carinho. Eu não sabia qual era o motivo daquele meio surto dela mais cedo mas eu não iria a pressionar eu iria ficar do lado dela até quando eu não pudesse mais, pensar nisso me dá arrepios. Quero sempre estar com ela, a gente se cuida e melhor se completa e cada dia mais eu fico mais a vontade com ela, sabe eu gosto disso e muito.