Minha falta de palavras ecoa no silêncio como quem tem calado para sobreviver. Após a folia me vem aquela do Chico em que a moça desatina após a quarta de cinzas e continua a sambar, porque o carnaval me parece o momento ideal de trancar na gaveta todos os vazios. Então vem seu fim e o que voltou devora. 

Aceito meu egoísmo e calo, aceito meu egoísmo e tento matá-lo de inanição. As coisas tem acontecido num excesso que me esmaga, um movimento de 180 graus que me roubou o fôlego sem pestanejar. Tenho me sentido tristemente sã. Tenho pedido colo e sentido vontade de deitar num par de pernas e chorar a dor de tudo o que a vida me fez ver. Tenho me visto só. 

Se me perguntassem realmente o que se passa, diria que tem doído e isso não é nem a metade.

Meu sapato ainda está sujo de terra.

G.

There’s this idea that work is discipline – you can’t become a mature, responsible, self-contained, proper person without basically working more than you want to at things you don’t really like. The more unpleasant work is, the more moralising it is. And that logic has become stronger and stronger and stronger, so anybody who doesn’t work you can revile as a parasite.