uma festa no ar

Yandere

Imagine Jeon Jungkook: part.1

SINOPSE

“Onde Jeon JungKook sofre atormentado de sua instabilidade mental e seus demônios, apaixonado e incapaz de demonstrar qualquer outro tipo de afeto sem causar dor à sua amada (s/n).”

ELENCO

• Jeon JungKook - Himself

• You - Yourself

GÊNERO: #suspense #sad #hot #mistério #ficção adolescente #romance

NOTAS: Peço mil perdões pela demora à autora do pedido. Quis me dedicar ao máximo para fazê-lo, me empolguei e não sei se está de agrado - desculpe.- Não sabia o que era Yandere, fiz milhões de rascunhos até chegar ao resultado final. Espero muito mesmo que goste :D

• E sim, povo: haverá segunda parte. Que tal, uh? -.-

INFORMAÇÃO

Yandere: um termo japonês para uma pessoa que inicialmente é muito carinhosa e gentil com alguém antes de sua devoção que se torna destrutiva na natureza, muitas vezes através da violência. O termo é derivado das palavras yan significa uma doença mental ou emocional, e dere sentido de demonstrar afeto. Yandere são mentalmente instáveis, muitas vezes usando de extrema violência como uma saída para suas emoções.

Basicamente, Sweeties, significa ser uma pessoa mentalmente doente, que normalmente usa da violência para demonstrar suas emoções. Na história, vocês vão ver como é o seu comportamento muitas vezes parecendo pacífico e extremamente carinhoso.

Tenham paciência com ele, por favor. Ele não tem controle no que faz, é perverso, mas ainda sim ama a (s/n), que vocês vão perceber que gosta sim dele, mas tenta esconder de si, pois o teme e acha seguro se afastar, ao mesmo tempo em que não resiste. safrada

Boa leitura, amores. Desculpem pela introdução imensa, eu precisava esclarecer, hehe.

《QUAISQUER ERROS, POR FAVOR, AVISEM.》

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Fechei meus olhos, esperando pela dor, que havia se tornado frequente neses últimos dias. Não senti nada. Os abri novamente e o que vi foram seus olhos escuros me fitando como se fossem me levar à uma outra realidade. Já não era o mesmo rapaz. Ele sorriu perigosamente, me segurando pelos quadris em um aperto firme.

— Está com medo? — Sua pergunta me fez estremecer. Era claro que estava.

Abri a boca, mas as palavras já não vinham mais. Jeon gargalhou grave em meu ouvido, debochando. Me acertou um tapa nada delicado nas nádegas e mordiscou meu ombro desnudo do vestido.

— Isso…não é certo. — Recorri à minha única chance de sair de seus apertos.

— O que não é certo? Seu noivo a tocar? — Sua mão escorregou para lugares perigosos, mas eu me esquivei com o pouco de força que tinha. — Ah, minha jagi, não dificulte as coisas para mim.

Recebi um puxão forte nos cabelos, que me deixou levemente zonza. Engoli o choro e fui liberta. Me afastei até chegar em uma distância consideravelmente segura. JungKook não pensou duas vezes em tentar se reaproximar, mas fiz menção para que permanecesse em seu devido lugar.

—  Você. Você me atormenta com esse seu jeito estranho de me tratar. — Sussurrei como se guardasse um segredo, com a voz baixa e tímida.

Ficamos em silêncio. A música clássica abafada pela porta do cômodo em que estávamos foi a única coisa que nos impediu de ficarmos em um clima ainda pior.

— Então você já sabe. — Arrumei meu vestido, pronta para ir embora. De costas e ao batente da porta, pude sentir seu olhar pesar em mim. — Diga. Diga para mim, (s/n), o que de fato sou.

Yandere. — Disse num sopro.

Em vão, esperei alguma reação sua, mas nada pareceu lhe afetar de fato. Ele sabia que eu descobriria mais cedo ou mais tarde.

E então fui embora, amedrontada. Me sentia como uma presa. Mas ao contrário do que seria meu fim, seria obrigada a viver, agonizando na minha dor e ao lado de meu futuro marido.

Sempre soube que havia algo errado naquele olhar de bom menino, em como tentava incansavelmente me agradar e nas vezes em que parecia lutar contra si mesmo em minha frente. Era mesmo nítido seu desejo em mim, e mesmo sabendo mais tarde o quão perigoso era, não conseguia o evitar.

Gostava de seu toque quente, forte e carinhoso, mas o temia. Temia que ultrapassasse os limites. Foi com o passar dos poucos meses que vi do que era capaz. Ele fazia sentir-me impotente, incapaz de me defender. E isso seria ainda pior depois de nosso casamento.

— O que acha desta cor? — Sook erguia duas tiras em tons similares. Era um detalhe tão banal que poderia escolher de olhos fechados e ainda sim não me agradava.

— Não são a mesma coisa? — Me joguei no divã, fechando os olhos.

— Não, (s/n), não são. — Falava emburrada, franzindo o cenho.

— Para mim, são. — Dei de ombros, fitando as unhas pintadas em um preto cintilante.

— Vamos, se anime! É o seu casamento, não o meu. Tem que ter pelo menos uma coisa que goste. — Sook jogou as palhetas na mesinha de centro. 

Suspirei, fechando os olhos como se pensasse. Só conseguia pensar em como aquele papel de parede florido, o cheiro constante de chá e biscoitos, e a música clássica ao fundo me irritavam. Não que não gostasse, mas era mesmo uma merda estar nesse tipo de ambiente o tempo inteiro.

Encarei a garota pálida e bem vestida à minha frente. Min Sook além de alta, era magra e andava com leveza. Se irritava facilmente, assim como chorava. Era sensível, mas gostava de se mostrar forte aos outros. Tinha de a conhecer bem para saber de seus reais medos e ilusões. Amava minha irmã mais velha como a lua amava o mar, mas francamente nunca entendi sua forma de tomar a frente de tudo.

— Conseguiu pensar em algo?

— Não. Nunca me concentro o suficiente. Prefiro deixar que cuide de tudo. — Me rendi, me esparramando de forma desleixada no sofá pequeno e duro. — Odeio este sofá.

— Se prefere assim. — Ergueu as mãos aos ares, provavelmente fazendo uma festa por dentro. — Mas, venhamos ao fato principal: como anda a tua relação com Jeon?

— Não sei se devo te falar sobre isso. Sabe que não gosto muito dele.

— E…?  — Min Sook incentivou.

— E eu me sinto bem com ele. É mesmo um bom rapaz. — Fui o mais sarcástica possível. Desviei o olhar para um ponyo qualquer, cruzando os braços. 

— Por que está tão nervosa? Por acaso vocês já… 

— Não! — Elevei o tom de voz, logo me arrependendo. JungKook estava na sala ao lado e poderia ouvir-me bem com aquele grito. — Digo, não. Não fizemos nada de errado.

— É errado? — Ela riu, bebericando seu chá morno que estava pousado numa pequena mesinha ao seu lado, que lhe servia também alguns biscoitos amanteigados.

— Apenas não…ah, chega! Deixa-me um pouco só para espairecer. Talvez pense em algo de agrado. — Abanei uma das mãos, a expulsando. A garota riu, me deixando um beijo na testa, o qual eu limpei, fazendo careta. - uma coisa típica de crianças.

E então era só eu e minha enorme vontade de comer alguns doces que não fossem biscoitos amanteigados.

Até ele entrar.

Não se preocupou com qualquer sinal de que eu não o queria ali. Estava agora pacífico e calmo, o que era de seu costume quando estava com meus pais ou outros familiares. Um bom ator, eu diria. Chegava a se sair melhor que eu nas desculpas quando aparecia com uma ou duas marcas pelo pescoço ou pulsos.

— Por que está tão nervosa? — Ousou repetir a frase de Min Sook. — E, respondendo sua resposta sem nexo: só não fizemos nada porque simplesmente não deixa.

— Nunca irei ceder-te algo, Jeongguk. — Mordi o canto do lábio, me afastando quando se aproximou para sentar ao meu lado no pequeno sofá.

— Fica tão excitante assim, amor. Deveria tentar mais vezes. — Sinto o toque de sua mão gélida em minha bochecha, descendo até o colo desnudo de meus seios. Merda. Já devia saber que não era recomendável este tipo de vestido com sua presença. — És tão linda que perco o ar.

Seus lábios rosados e frios colaram em minha pele quente do pescoço, deslizando por todo local até chegar em meus ombros. Tremi, me sentindo uma inútil por deixar que meu corpo reagisse daquela forma. Seus dentes fincaram naquela área, fazendo pressão. Ergui os pulsos para lhe dar bons socos em seu peitoral, mas fui incapacitada com suas mãos contendo-me.

— Resista mais, isso me excita. — Quis gritar, mas sabia das consequências. Ninguém iria crer em mim uma vez que o queridinho de todo sul da Coréia abrisse a boca.

— Eu odeio…você. — Minha última frase, inutilmente, saiu como um gemido.

— Estou começando a me excitar. Quer mesmo isso, jagi? — A sucção em minha pele era sinônimo de roxo. Era isso que iria ficar quando acabasse. Me dava nos nervos quando fazia isso. Era sempre uma desculpa diferente: “malditos mosquitos” ou “alergias costumam ser frequentes em mim nesta época do ano.”

— Você é doente! Me solte, JungKook! Está me machucando.

— Não costumo ter controle no que faço. Sinto muito. — A barra de meu vestido foi erguida até as coxas. E eu, presa em uma de suas mãos, mal conseguia me mover. — Mas garanto que irá gostar desta nova brincadeira.

— Eu não quero!

— Não? — Seus lábios se juntaram em meu queixo, onde fincou os dentes, assim como fizera em meu ombro, o qual provavelmente já estava marcado. Gritei, sentindo dor.

— Por que faz isso comigo? — Disse entredentes, esmagando a vontade que tinha de cair em prantos.

Ele se afastou subitamente, ainda mantendo o aperto em meus pulsos. Maldito. Olhou em meus olhos melancolicamente, e se não soubesse quem era de verdade, o beijaria ali mesmo, naquele instante e sem hesitar.

— Porque você me descontrola, (s/n). Não posso me manter firme com sua presença. — Sibiliava as palavras com tanta certeza que pela primeira vez acreditei no que dizia. E então prosseguiu. — Sabe de minhas condições e mesmo assim não se afasta de mim. O que quer afinal, sabendo que posso perder o controle sempre que te vejo?

É. Fiquei sem falas agora.

Claro que sabia de suas condições mentais, claro que sabia do risco que corria, mas…merda! Ele havia me pegado desprevenida dessa vez. Simplesmente não tinha resposta e a única coisa que me vinha à mente era o quanto queria saber o motivo pelo qual gostava do risco que tinha me casando com ele.

Não pensei muito nas palavras seguintes, e elas fugiram por meus lábios.

— Porque tenho pena de você. O que eu ainda faria, se tivesse escolhas, em sua companhia? Tua presença me dá repulsa, odeio-te! — Não esperava ser respondida, muito menos com o peso de sua mão em minha cara.

E quando retomei os sentidos, consciente do que havia acabado de acontecer, não pensei duas vezes antes de retribuir aquele tapa e alguns arranhões.

— Maldito! Maldito! — Berrei, fodendo-me para os outros que poderiam ouvir.

— Cala-te! — Não tive força para gritar mais que ele, então minha única opção foi obedecer, mesmo que contra vontade e com os pulsos novamente presos.

Nos olhávamos como se à qualquer momento fôssemos iniciar uma guerra, pelo menos de minha parte. JungKook ainda estava com sua mesma face serena e debochada de sempre, porém os dois lados estavam com a perfeita marca de meus dedos.

Minha respiração estava ofegante quando usei de minha força para o afastar de mim. Me levantei abrupta, dando largos passos para minha segurança.

— Por acaso é louco?! — Gritei, sentindo as mãos trêmulas e ardidas pelo atrito que fizeram em seu rosto. — Ah…! Não sei por que ainda perco meu tempo tentando dialogar com alguém como você. Covarde!

— Amor, louco, eu sempre fui. Covarde…uh, prefiro a frase “você estava agindo como louca e berrando sem perceber.” — Seu polegar passou pelo filete de sangue fresco que deixara com todo prazer em sua bochecha. De repente, sorria com escárnio em destaque, encarando a cor vermelha em seu dedo. — E sabe de uma coisa? És ainda pior que eu, jagiya.

Arqueei as sobrancelhas, incrédula. Era mesmo petulância sua me comparar à ele.

— Idiota. — Comecei. — Maníaco, doente, canalha, covarde…!

Jeon JungKook desafiava as leis da física, tinha muita certeza disso. Me perguntei como, em questão de segundos, se aproximou. A distância entre nós era tão curta que o calor de seu corpo abrangia o meu, me embalando sorrateiramente, como uma música lenta.

— Se afaste. — Ordenei, entredentes, lutando internamente para que não deixasse-me levar.

Com o sorriso mais perverso que já vira, ele elevou o indicador aos lábios, pedindo silêncio. Meu estômago embrulhou. Temia o que faria a seguir.

— Você fala demais, meu bem. — Fiquei estática enquanto as pontas de seus dedos ásperos roçavam na carne de minha bochecha. — Não tenho outros modos de tratá-la, (s/n). Quando a vejo…todo sentimento que tenho por ti se expressa no que faço em seu corpo.

— Acha que isto… — Ergui os pulsos arroxeados, com as perfeitas marcas de seus dedos. — É amor, JungKook? Sua sanidade mental já não existe mais; está louco e precisa se afastar de mim.

— Mas eu não posso! — Senti meus pelos enrijecerem com a forma que gritou. Estava com raiva e parecia desorientado. — Por que finge não saber? Me responda!

— Porque não quero estar condenada a sofrer ao seu lado. — Sibiliei. Meu rosto queimava desde a ponta do nariz até os olhos. Merda. Não queria chorar e mostrar o quão frágil estava sendo. 

— Nunca vai entender… — Sussurrou, como se eu já não estivesse mais lá. Senti um vazio no peito. Era medo. — Eu não tenho controle quando a vejo inutilmente porque te amo, enquanto você…

Jeongguk riu anasalado, como se aquela situação fosse realmente engraçada.

— Diga. — Falei alto e em bom som.

— Enquanto você, não sabe o que é amor. É amargurada e de mente fechada para o estranho. — Cuspiu as palavras, que vieram como água fria em minha cara. — E ainda tem coragem de mentir, pois sei que há algo muito além de seus pais que a impede de me deixar.

— Sim, há: eu odeio você. Odeio como inferno! — Rebati quando seus dedos se fecharam em meu queixo, me trazendo para perto. O polegar passou por meus lábios, os abrindo.

— Não, você não odeia. Apenas não sabe como resistir.

A brasa de seus lábios envolveram os meus. Queimou como fogo. Sua mão deslizou para meu pescoço, fazendo pressão com os dedos. Ele me excitou. Abri os olhos e vi as chamas nos seus.

Seus lábios sugaram os meus com precisão e lentidão, aproveitando cada segundo de minha fragilidade. Tremi. Sua língua se arrastou pela minha, deixando-me escapar um suspiro.

— Ainda odeia-me? — Não ousei responder. Seria demais. 

Ele abandonou minha boca para roçar a sua contra a carne de meu pescoço e queixo. Arfei quando senti sua língua quente e úmida passar por ali enquanto os lábios abocanhavam minha pele, a sugando da mesma forma que fazia há poucos naquele beijo.

Me senti uma tola. Por que estava deixando que usasse meu corpo daquela forma?

E por que estava gostando?

Gritei quando as mãos grandes se chocaram contra minhas nádegas, as apertando sem pena ou preocupação com as marcas depois. Seu trabalho em deixar provas de que eu era sua propriedade não cessaram. Desgraçado. Ele queria fazer-me recordar de tudo aquilo quando me visse no espelho, que perdesse a paciência e gritasse o quanto o odiava por me fazer sentir assim. Por me fazer sentir sua. E pior: por gostar disso.

— Seja decente em agradecer por não ter perdido o controle ainda, meu bem.

— Nunca… — Minha voz saiu como um sussurro quase inaudível.

— Está me deixando louco, (s/n).

— Você já é. — As palavras fugiram sem olhar para trás.

Fui recebida com um tapa violento em minha bunda. Tive que fazer o máximo de esforço para não gritar novamente. Minhas unhas, involuntariamente, fincaram em seus ombros. Ele pareceu gostar.

— Acha que sou louco, que preciso de ajuda? — Sua voz era rouca e arrastada em meu ouvido. Espalmei as mãos em seu peito, encolhendo os dedos e deixando minhas unhas se deliciarem com a pele coberta pela camisa social que usava. Ele arfou, juntando o corpo quente no meu pela primeira vez, me apertando contra algo que pulsava quente e duro em minha barriga.

E então, todo o restante de sanidade que pensei ter se desfez. Meu vestido foi erguido novamente e as vibrações em meu interior iniciaram novamente.

— Quero que saiba o quanto te amo. Por hora, apenas saiba o que farei como seu marido quando nos casarmos para provar de meu amor, meu bem. — Dizia firme, seguro de si, apertando os dedos em minha cintura. 

Seus olhos agora estavam presos nos meus, como se uma magia nos prendesse. Podia ver em sua íris o vazio. E pela primeira vez entendi que aquele homem precisava de mim.

— Ainda te odeio.

— Mas não tem escolhas a não ser deixar amá-la de meu jeito. — JungKook exibiu os dentes, fincando-os contra seus próprios lábios. A cena me fez pulsar. Merda. Merda. Merda! — Porque no final, você nunca resiste.

Jeon arrastou a boca desde o colo de meus seios - onde deixei um gemido acanhado ser liberto. - até minha virilha. Fiquei com medo que notasse o quão úmida estava. 

Mas, para minha sorte, ele chegou às coxas. Confesso que me senti levemente desapontada por não poder ter seus lábios naqueles lugares. Incansável de suas perversidades e loucuras, ele fincou novamente os dentes em minha pele. Dessa vez doeu. Doeu muito. Tentei buscar apoio para as sensações que me abrangiam, mas tudo que consegui foi deixar um gemido alto e claro com seu nome estampado.

E ele não parou. Beliscou os interiores de minha coxa direita enquanto beijava, mordia e chupava a outra. Olhava em meus olhos durante todo o processo. Um fogo inexplicável me queimou nos interiores e eu pulsei forte. Chegou a doer, mas ainda sim era bom.

Já não estava mais nas condições de pensar o quão fraca estava sendo. Apenas sentia a dor; a dor que me levava à outros mundos.

— Chega! Che… — Seus braços se enroscaram por trás de meu joelho, me erguendo. Implorei para que ninguém entrasse naquela sala. Seria vergonhoso demais, ainda mais sabendo que eu mantinha um “ódio” de meu futuro marido.

Fui jogada numa brutalidade animalesca no sofá que tanto odiava. Era engraçado meu ódio nas coisas…odiava isso.

Nos vemos em nosso casamento, meu bem. 

Abri a boca para dizer algo, mas foi em vão. Desgraçado. Ele foi embora, sem ao menos hesitar ou fazer cerimônia. Enquanto caminhava, pude ver com clareza a bela marca de seu extenso membro duro, firme e pulsante. Estremeci. Aquilo entraria em mim por bem ou por mal.

Encarei minhas coxas, braços e pulsos. Estava marcada.

— Ah, Jeongguk, isso não acaba aqui.

~Sweetie♡

Hoje eu conheci a Amanda. Infelizmente não foi de uma forma agradável nem para mim e muito menos para ela. Saindo do curso, no centro de Caxias, entro no mesmo ônibus que pego todos os dias no mesmo horário, o 115 - Caxias x Nova Iguaçu, que passa por Lote XV, Wona, Belford Roxo, Prata, Posto Treze e finalmente Nova Iguaçu. Com apenas os bancos altos do ônibus e aqueles de trás vazios, eu resolvi ficar em pé mesmo, afinal, não estava cansado e odeio aqueles bancos altos. Coloquei minha mochila no chão e dei play numa música bem alta no iPod. No banco perto de mim tinha uma menina com uma mochila que parecia estar pesada no chão do ônibus. Do lado dela, uma mulher com duas crianças com brinquedos, balões de ar e brindes - pareciam voltar de uma festa de aniversário. A mulher preferiu ir para o banco de trás, onde tinham três lugares vagos, com seus filhos afim de não incomodar a menina. Eu abaixei pra pegar minha mochila e quando ia me preparar para sentar ao lado da menina, um cara entrou na minha frente e sentou. Como era mais velho, aparentava estar voltando do trabalho e tal, eu só coloquei minha mochila no chão outra vez e aumentei mais a música. Com o passar do tempo, fui percebendo que a menina olhava com um olhar desesperado pra mim. Isso estava me incomodando. A mochila dela, agora, estava no colo dela. Eu me senti tão incomodado que acabei guardando o iPod na mochila, ouvir música não estava me agradando. A menina continuava a olhar pra mim com um olhar desesperado. Em um ponto, perto do Wona, uma das crianças estourou um dos balões na parte de trás do ônibus e todo o ônibus levou um susto, inclusive o cara que estava do lado da menina. Quando ele virou pra trás, eu pude ler os lábios da menina que diziam claramente “me ajuda”. O cara logo virou pra frente. Ele não esboçava uma emoção. Não olhava para os lados, só para frente. Não se movia nem quando o ônibus balançava demais. Fiquei sem ação. Larguei minha mochila no chão mesmo e fui pra parte fronteira do ônibus, na intenção de avisar o cobrador. Mas tive medo. Tive medo de, quando o cobrador andasse em direção ao homem, ele fizesse algo com a menina. Perguntei qualquer coisa ao cobrador pra disfarçar e voltei ao meu lugar mexendo no celular, passando de uma tela inicial pra outra do iPhone como se estivesse distraído. Guardei o celular no bolso e olhei para a menina. Dei um sorriso e falei bem alto, quase gritando: “Bruna, nem percebi que era você! Você tá muito diferente!” a menina, com a voz trêmula, falou: “É, eu pintei o cabelo e emagreci um pouco. Quanto tempo, João!” Comecei a puxar assunto com ela. Assuntos fictícios e reais. Peguei minha mochila e joguei no colo dela, falando “Segura aí pra mim.” O cara teve que se afastar um pouco dela. Eu podia ver agora a mão direita dele que antes eu não conseguia ver. Todo o ônibus ouviu a nossa conversa. Falamos dos pais dela, de como o Romeo - meu cachorro - estava grande, das festas muito legais que ia e de como meu curso estava indo bem e eu estava prestes a me formar. Até que uma mulher e o esposo saíram do ônibus, deixando dois lugares livres na parte fronteira do ônibus. Peguei minha mochila, coloquei nas costas e puxei a ‘Bruna’ pelo braço. “Vamos sentar lá na frente comigo, liberou lugar.” Com todo o ônibus prestando atenção na gente, o cobrador um pouco emburrado por eu estar atrapalhando o sono dele, aquele cara não pôde fazer nada. Fomos eu e 'Bruna’ pra bem longe daquele homem. Bruna não era Bruna, era Amanda. Tinha um pouco mais que a minha idade e fazia Direito em Caxias, onde conseguiu uma bolsa admirável. Morava em um lugar em Nova Iguaçu que era realmente escuro e deserto. Ela estava com muito medo. Amanda chorou baixinho, repetindo tudo que o homem cochichou no ouvido dela. Amanda, com os dedos, mostrou o lugar onde o cara colocou uma faca nela. O homem já havia contado seu plano: ele iria com ela até a rodoviária em Nova Iguaçu, onde o número de passageiros do ônibus se reduziria a menos de cinco, e desceria com ela, abraçado, fingindo ser seu namorado ou pai. Levaria ela para qualquer lugar, a estupraria e, se ela fosse boazinha, deixava ela voltar pra casa. Mas ele avisou: “eu gosto de menina quietinha, se você gritar demais eu te meto a porrada, ouviu, sua piranha?”
Amanda estava com medo de pegar o celular para ligar para alguém e não queria ir à polícia sozinha, tinha medo dos policiais - típico, mas, quem não teria? - e o homem não saía do ônibus. Tive a ideia de descer com ela no meu ponto, perto da CEDAE em Belford Roxo onde há um espaço esportivo que está sempre com homens jogando futebol e bebendo cerveja, além de ser bem próximo da Delegacia da Mulher. Desci com ela e, quando olhei pra trás, o homem estava bem atrás da gente. Ele não havia desistido. Entramos no espaço esportivo e fui me aproximando de uns homens que bebiam e escutavam pagode alto. Amanda me segurou pelo braço e disse “Não, por favor, não. Eu só quero a minha mãe.” Nesse momento eu entendi a tão chamada misandria. Ela tinha medo de homens, ela estava amedrontada. Aqueles homens provavelmente ajudariam ela, mas ela estava com medo. Ficamos perto do estacionamento do espaço e emprestei meu celular pra ela ligar. O homem, a essa altura, já estava bem longe dali. Ela ligou, a mãe dela chegou e ambas choraram na minha frente. A mãe dela tremia e me abraçou muito forte, repetindo muitas vezes “obrigada, muito obrigada”. Expliquei pra elas onde era a Delegacia da Mulher e as duas seguiram seu caminho.
Mas Amanda será só mais uma. Ela foi só mais uma. Ela poderia ter sido só mais uma. Só mais uma menina estuprada. Só mais uma garota violentada. Só mais uma mulher assediada. Eu, muito assustado, peguei meu segundo ônibus a caminho de casa. Fui pensando por todo o caminho em como seria a vida da Amanda a partir de agora, e como seria a vida da Amanda caso tivesse acontecido todos os planos daquele homem. Amanda teria vida depois daquele homem? Quantas Amandas existem no mundo? Quantas Amandas sofrem com isso todos os dias? 
E vocês aí, dizendo que feminismo é palhaçada. Que mulher feminista é tudo mau comida. Feminazi, blá blá blá. Você não entende as mulheres extremistas. Você repugna a mulher que se afasta de um homem machista. Você acha palhaçada uma mulher que odeia assobios e cantadas no meio da rua. 
Eu não conhecia a Amanda e definitivamente não queria tê-la conhecido dessa forma. Mas te digo uma coisa: se Amanda não se considerava feminista antes, agora ela se considera. Não troquei contatos com Amanda, mas quero que ela saiba, onde ela estiver, que eu sinto muito. Eu sinto muito por existirem homens assim. Eu sinto muito por existirem seres humanos assim, Amanda. E provavelmente isso vai ficar na minha mente por um bom tempo, devo ter um ou outro pesadelo. Imagina a Amanda…

De ladinho também é sensacional

O dia da festinha de aniversário havia chegado, eram por volta das 18h e eu estava acordando da soneca pós almoço. Era um sábado pacato e nublado com cara de domingo, mas era nesse sábado que estava marcado a festa de aniversário de uma amiga da escola. Uma moça alta de olhos alegres que sempre estava muito convidativa, fazia aniversário naquele sábado que dava vontade de dormir.

Viro-me na cama e percebo as mensagens no celular, que aos poucos foram me animando e me fizeram levantar da cama para me arrumar. Levanto-me, pego a toalha e me dirijo ao banheiro, tomo um banho bem demorado e logo depois escolho a roupa. Uma calça jeans, uma camisa sem gola e um casaco esportivo que combinava com a festa e o dia.

Eram por volta de 20h e eu estava pronto, meus amigos já se encontravam no local. A casa onde estava rolando a festa ficava não muito longe da minha, dava pra escolher ir a pé ou de ônibus. Decidi ir de ônibus pra não suar. Chegando lá, encontro meus amigos, comprimento a aniversariante e dou de ombros a falta do presente. A festa tinha sido combinada da seguinte forma, ia rolar até de manhã, com tudo que tem direito de bebidas e comidas, algumas pessoas que moravam longe haviam combinado com a aniversariante de dormir na casa, logicamente o número de “vagas” era limitado, mas sabíamos que ninguém ia dormir, ou esperávamos que isso não acontecesse.

A festa estava bombando enquanto adentravámos a madrugada, era por volta de 4h da manhã de domingo, garoava do lado de fora, o som já estava mais baixo, e o ritmo da festa ia lentamente declinando, muitos haviam ido embora. Sobraram 12 pessoas, dentre essas, 7 meninas e o restante de meninos, todos se conheciam ou tiveram de algum modo um contato no qual proporcionou alguma conversa.

A aniversariante, em uma medida pra tentar dá um novo ar interessante a festa decidiu fazer um jogo parecido com verdade ou consequência, só que diferente. Só havia consequência, e três opções: vodka, uma peça de roupa ou uma safadeza a ser escolhida. Algumas meninas se dirigiram ao vídeo game onde tinha o jogo de dança, mas a maioria ficou. Começamos o jogo e logo na primeira rodada caiu em mim, claramente envergonhado pedi vodka sem pensar, bebi e senti o líquido transparente descer como se levasse com ele minha alma e minha garganta junto. Estava claramente tonto. Algumas rodadas depois e a coisa foi começando a esquentar, uma garota de cabelos longos e pele clara tirou a camisa e ficou só de sutiã, sem qualquer demonstração de vergonha. A vodka já havia subido e levado com ela nosso pudor. O jogo esquentou mais quando duas meninas se beijaram de forma lenta e claramente deliciosa, aquilo me excitou. A garrafa virou para um garoto de cabelos chapados e olhos grandes que também beijou outro rapaz, o jogo estava realmente quente. Chegou minha vez, a consequência era ter que excitar uma garota de alguma forma, escolheram uma moça morena de pernas longas e rosto amigável, pedi para que sentasse no meu colo, peguei-a pela nuca de forma suave e a trouxe para mim devagar, mas intenso. Meu pau endureceu, e claramente ela sentiu, pois voltou o quadril para frente, pressionando. A minha mão esquerda que estava livre encontrou lugar nas costas na altura da bunda, pressionando mais e fazendo um leve vai e vem perceptível apenas para nós. Os dedos se entrelaçaram no cabelo com mais força, puxei lentamente e o rosto excitado surgiu de boca aberta como se quisesse mais. O pessoal parou, pra poder continuar a brincadeira. E ela tinha que dá seu veredito. Ela meneou e disse sem pestanejar: “adoraria que continuasse”.

Quem era aquela garota, fiz uma força pra me lembrar. Era um garota a qual havia conhecido no cinema, fomos os primeiros a chegar e conversamos sobre coisas aleatórias de forma natural para esperar o grupo. As pessoas chegaram, vimos o filme e comemos todo mundo junto. Risadas descontraídas. Lembrei. Foi um ótimo dia.

A brincadeira chegou num clímax que se formaram casais que queriam mais privacidade. E a brincadeira se diluiu. Cheguei perto da moça que tinha estado no meu coloco. Ela possuía uma boca linda. Conversei e chegamos a conclusão que era melhor saimos daquele lugar antes que nossos corpos se atraíssem de uma forma que não poderíamos reverter.

Fomos para o estacionamento, ela se dirigiu a seu carro e no caminho disse que era mais proveitoso ir para casa dela. Claramente concordei, tendo em vista a desordem que se encontrava meu quarto. Quando ela foi colocar a chave no carro percebi que ela estava meio tonta. Estava bêbada. Convenci a entrar num táxi e seguimos em direção a sua casa. Ao chegamos, percebi que não havia mais clima da minha parte, e ela percebeu. Não faríamos sexo.

Ela entrou no quarto, lentamente tirou o sapato, desabotou a blusa, tirou o short ficando apenas de sutiã e calcinha. Virou e me disse pra ficar a vontade. Se dirigiu ao banheiro e tomou seu banho. Ao voltar, apenas de toalha, me viu com os peitos desnudos e os sapatos tirados. Ela disse que se eu quisesse tomar banho a vontade era só dizer. Eu não disse nada. Ela se virou e seguiu em direção a porta e antes de sair disse: “não voltarei em 10 minutos, vou comer algo”. Quando ela bateu a porta eu me senti a vontade e fui tomar um banho. Ao sair do banho de toalha, e vendo aquela calça jeans no chão nada apropriada pra dormir, fui pedir um short. Ela não tinha do meu tamanho, claramente. Ela com um olhar descrente, disse de forma segura para eu dormir pelado, se eu quisesse dormir ali aquela noite. Eu disse que ficaria, e nada comentei sobre dormir pelado. Me dirigi para cama, tirei a toalha e deitei. Logo em seguida ela veio. Tirou seu roupão, e ficou complemente nua. Seus peitos eram lindos. Sua buceta era pequena. Se virou e deu para ver sua bunda, linda de curvas suaves. Meu pau endureceu. Ela se deitou. E disse que eu poderia ir embora a hora que quisesse.

O corpo daquela mulher havia me deixado louco. Meu pau subiu de uma forma que dava pra ver do cobertor. Ela estava virada de costas para mim. Peguei na sua cintura, ela aceitou. E fui me aproximando lentamente. Meu coração batia acelerado. Quando cheguei bem próximo meu pau encostou na sua bunda, ela percebeu. Minhas mãos percorreram seu corpo, suavemente, com os dedos, indo da coxa até a barriga. Senti que havia se arrepiado. Meu pau estava molhado. As mãos na barriga lentamente a puxaram para mim. Ela veio. Meu pau estava pressionado na sua bunda de uma forma que ele encostava na minha barriga. Minhas mãos foram subindo até os peitos. Segurei de forma apetitosa e carinhosa, aquilo deve ter excitado-a senti que poderia investir mais. Minha mão esquerda se dirigiu até a sua coxa esquerda, passando a mão por cima, depois, na altura do joelho, coloquei a mão entre as duas pernas, e fui subindo, levantando-a. Ela estava com as pernas entreabertas, fui com a mão lentamente até sua bucetinha e passei levemente os dedos, ela estava muito molhada. E eu também. Ela estava pronta. E eu também. Meu pau estava mais duro do que nunca. Ela colocou a mão para trás e sentiu. Tocou. Sentiu molhado. Levou-o até a entrada da sua buceta. E virou seu torso para que pudesse me ver e me beijar, nos beijamos lentamente e progredindo até ficar mais e mais excitante. Não conseguia controlar o desejo. Meu pau não havia entrado, estava tocando sua bucetinha de forma tão excitante que poderia me fazer gozar, e sentia que o mesmo acontecia pra ela. Minhas mãos exploravam seu corpo. E as mãos dela me seguravam, parecia que não queria sair daquela posição. Não aguentavámos de tesão, não poderíamos mais esperar, ela empinou a bunda e eu meti devagar, meu pau entrou deslizando tão facilmente que eu chegava a delirar. Sua bucetinha estava tão quente e molhada parecia que estava esperando por isso a noite toda. Ela sotou um gemido leve e sua cabeça foi para trás, parando de me beijar e deixando seu pescoço bem a mostra, não resisti e beijei. E meti. Ela soltava gemidos baixos. Arrumei meu pau de um jeito melhor e enfiei tudo, ela gemeu alto e disse para não parar! Aumentei a velocidade e naquela posição os peitos ficavam bem na minha direção, não tive como não resistir e chupei. Alguns segundos depois de chupar insanamente seus peitos ela se contorceu. Aumentei a velocidade fazendo com que meu pau entrasse e saisse sentindo cada centímetro daquela buceta sensacional. Ela gemeu alto e segurou meus braços com muita força, suas unhas entraram na minha pele, meti com mais força, seu corpo se contorceu novamente, e meti, meti mais rápido, e mais rápido… E seu corpo voltou ao normal, mole, com as pernas tremendo. Eu continuei, estava quase, ela percebia, abriu as pernas bambas para facilitar, meti todo meu pau, com o pau todo enfiado naquela buceta quente, apenas sentia aquela sensação, meu pau esguichava, pulsava dentro dela, ela parecia adorar aquilo. Senti meu corpo ficar mole. Naquela mesma posição a beijei. Ela me tocou e dormimos. Exaustos. Satisfeitos.