um tapa na cara

Por favor, dê o direito do outro ir. Deixe que ele siga sua vida da forma que achar melhor. Sem rancor. Sem mágoa. Deixe que o outro se vá, que ele busque e corra atrás dos seus sonhos, que ele erre, e vai errar, mas deixe. Você não tem o direito de impedir que alguém siga um caminho diferente do seu. Porque pessoas não pertencem a pessoas. Elas pertencem a si mesmas. E o que elas decidem fazer com sua vida, bem, isso é problema delas…
—  Isabela Freitas.
Tenho ouvido muito Legião novamente, eu tinha parado, porque às vezes penso que a falta que o Renato faz, quase cobre a sua saudade. Quase chega à ser o mesmo tamanho, mas você ganha. Ontem eu sentei na beira da janela do meu quarto enquanto eu fumava um baseado, e tive uma vontade de chorar, assim do nada, e não meu bem, não é paranóia ou alucinação, era lágrima mesmo, eu chorei. É estranho eu dizer isso, pois eu não chorava havia tipo uns 6 anos, nem quando meu peixe morreu ou quando caí andando de patins eu chorei, nem mesmo quando você me deixou naquela festa da escola para ficar com a filha-da-puta-da-minha-prima, não chorei quando te deixei e não chorei quando me deixei. Mas ontem eu chorei “Então me abraça forte e me diz mais uma vez que já estamos distante de tudo” definitivamente foi isso. Eu não lembro o que é um abraço forte. Vovó dizia que Legião é pior que um copo de cachaça ou um tapa na cara, ela dizia"Sempre em frente, não temos tempo a perder" puta merda, eu tento não pensar nisso, mas é verdade. Estou engolindo todo choro, que tenho aqui, entalado. Você sabe, eu sei, até o Renato que descanse em paz já deve saber que eu nunca vou te esquecer. Mas eu paro e penso que depois que você tomou um chute na bunda de mim, já nem deve lembrar que eu odeio usar calcinha e que não passo um dia sequer sem cheirar a barriga do meu gato. Será que você lembra que odeio saia e gente mentirosa? Ah, meu bem, fui cruel e sou cruel, mas “Somos tão jovens, tão jovens…” Caberia à você lembrar nem que seja por um pequeno segundo de tudo que fizemos, das noites que dançamos e brincamos como crianças virgens? O choro secou, vida voltou ao normal, aquela noite vazia acabou e a saudade está aqui ainda, meu bem. Ontem foi só e só, acabou, “Sou forte, sou forte” repito docemente para mim mesma, tento me enganar duas vezes no mesmo minuto, achando que sou forte e doce, ah que tola. Esqueça tudo e apenas sinta minha bela e escura alma amando você mais “Veja o sol dessa manha tão cinza…” (estou com saudades)
—  O erro da saudade. Ana Lua. 
Eu sinto tanto a sua falta que às vezes ouço as minhas entranhas gritarem pra eu ir atrás de você, mas aí eu já não sei mais o que fazer, já foram mais de três copos desde a última vez que eu recomecei a contar, eu estou fedendo a álcool, meu corpo está um caco, meu coração se quer bate, parece que ele nem está mais aqui. Me arrisco em dizer que ele pulou fora e, foi atrás de ti. Eu sempre odiei cigarros e você sabe que alguns tipos me deixam com dor de cabeça, mas eu ando há meses na área de fumantes de todos os lugares que costumávamos ir, só pra tentar me esbarrar com você sem querer. Meus olhos estão miúdos e cansados, algum poeta barato os transformariam nos “malditos olhos de ressaca” e talvez sejam mesmo, todo dia é um porre novo, já levei três tapas na cara em uma dessas doses de desespero. Resto de alguém, que um dia foi eu, você não quer isso, nem eu quero isso. Mas é que as pessoas não entendem, você era a melhor parte de mim e, você foi embora, depois disso não sobrou mais nada.
—  Eu te amo, só não gosto mais de você.

Gabriel ligou e disse pra eu ir com “aquela sainha” curta que ele gosta, com um calcinha bonita e uma blusinha.

- Vamos sair com uns amigos hoje.
- Amigos?
- Sim. Iremos para um bar. Quero que você os conheça.
- Tá bem.

Eu desliguei o telefone já molhada imaginando como seria minha noite.
A calcinha era pequena, de renda e mal fazia seu papel. A saia também. Se me abaixasse, eu estaria descoberta.
A blusa que eu escolhi era leve e pela falta de sutiã, era possível ver meus mamilos e meu piercing.

Eu cheguei no bar e ele já estava bebendo, sentado com outros três caras. Ele bebia uma cerveja e puxou uma cadeira pra perto dele. Após ser apresentada a todos, ele me serviu um copo. Eu sabia como seria a brincadeira daquele dia.

Segurei sua coxa enquanto ele discutia com os amigos sobre o carro que queria comprar. Meus dedos chegaram até perto do seu pau, o que fez ele me olhar sorrindo.
Em uma distração dos outros amigos, eu encostei a boca no seu ouvido.
Mordi levemente seu pescoço, enquanto eu alcançava finalmente seu pau que já estava endurecendo.

- Eu posso brincar com você? - eu sussurrei.

Ele me olhou assustado e respondeu sussurrando.

- Eu te queria assim toda safada pra mim. Aqui vão ver o que você está fazendo.
- E qual é problema?

Ele não me respondeu, só sorriu.
Eu apertava levemente seu pau e não demorou muito para que ele estivesse completamente duro. E que o amigo sentado na sua frente notasse a brincadeira.

Eu estava molhada. O amigo dele acompanhava os movimentos da minha mão e Gabriel tentava agir como se nada disse estivesse acontecendo.
Eu puxei sua mão pra minha coxa e ele sorriu.
Ele apertava minha coxa com força, seus dedos estavam ficando marcados nela.

Eu me levantei da mesa e fui ao banheiro. Tirei a calcinha e voltei a mesma com ela na mão e sorrateiramente coloquei em seu bolso.
Ele me olhou assustado.
Eu encostei a cadeira ainda mais perto dele e puxei sua mão pra minha coxa novamente.
Seus dedos subiram devagarinho pela minha perna e finalmente chegou na minha buceta encharcada.
Seus dedos entraram em mim com força e eu escondi o rosto em seu ombro.

Sem mais delongas, ele tirou os dedos de mim e os colocou na boca. Ele sorria pra mim e me beijou, fazendo com que eu pudesse sentir meu gosto em sua boca.

Antes que eu pudesse reagir, a namorada de um dos amigos dele chegou no lugar. Não havia nenhuma cadeira e eu vi a oportunidade perfeita de continuar a brincar.

- Sente aqui. Gabriel tem espaço de sobra no colo dele pra mim, não é?

Eu me sentei no seu colo e eu podia sentir seu pau duro apertando contra minha bucetinha.
Eu rebolei devagar e Gabriel segurou com força minha cintura para que eu parasse.

- Eu não vou parar.

Ele riu baixo e segurou então meu cabelo, puxando devagar. Eu rebolava com mais força e eu com certeza não estava mais disfarçando.

- Vai pro banheiro masculino agora.

Eu obedeci na hora e ele me seguiu. Ele me empurrou pra dentro da cabine e me beijou com força. Ele subiu minha saia e já colocou seus dedos dentro de mim.

- Você vai me pagar por isso, você sabe né safada?
- Me fode por favor, Gabriel!
- Não, agora não. Você me provocou e agora você vai só chupar meu pau bem gostoso. Ajoelha agora.

Eu me ajoelhei no chão do banheiro e abri sua calça e coloquei seu pau na minha boca. Eu massageava suas bolas e colocava seu pau inteiro na minha boca. Eu deixava ele babado, bem molhado. Eu engasgava em seu pau e ele olhava no meus olhos, gemendo baixo, me deixando cada vez mais molhada.

Ele segurava meu rosto com força e deu um tapa com força na minha cara.
Eu chupava cada vez mais rápido e suas mãos puxavam meu cabelo. Eu estava com seu pau inteiro em minha boca quando ele gozou.

Eu engoli toda sua porra e limpei todo seu pau.
Ele riu baixo e me puxou pelo cabelo.

- Isso não é nem o começo do que você vai ter que fazer hoje.

Eu voltei pra mesa com a cara vermelha, com cara de quem havia chupava maravilhosamente aquele pau gostoso mas sem comentar com ninguém.

Uma vez eu ouvi que era burrice aceitar apenas a amizade de uma pessoa por quem você é apaixonado. E isso me atingiu como um tapa na cara, um balde de água gelada sobre mim. E me fez ver o quando eu estava tentando adiar o inevitável. Eu teria que me afastar da Nina, pois, uma hora ou outra, o que eu sinto por ela iria me fazer mal. Me fez ver o quanto eu estava sendo tolo ao esperar por uma coisa que não iria acontecer. Me fez ver que eu não podia, e não dava para me contentar com tão pouco, quando o que eu queria era muito. Quando o que eu esperava dela era o amor que não viria. Estava estampado na minha cara que só a sua amizade não me bastava, mas era apenas isso que ela tinha a me oferecer. E por um bom tempo eu quis me convencer de que isso era melhor que excluí-la de uma vez por todas da minha vida. Quis me convencer de que essa seria a atitude de quem gosta de verdade, de preferir as migalhas de carinhos do que nada. Talvez uma pessoa forte e de espírito evoluído conseguisse passar por essa situação numa boa, e por um momento eu realmente quis aparentar e ser forte o bastante. Mas me desculpa, eu sou fraco. E era inevitável que isso me machucaria, estava nítido que eu estava aceitando as pequenas doses de dor que estavam me atingindo, fingindo que ainda havia alguma esperança, que talvez ela viesse a prestar atenção em mim, e dar valor ao que sinto por ela. Eu tinha esperança que um dia esse sentimento viesse a se tornar recíproco. Acho que a miopia dela me atingiu, e eu não quis ver o que estava bem na minha frente. Não quis ver que tudo isso estava sendo em vão. Estava guardando um amor para alguém que não estava disposta a recebê-lo.
—  Contos de Will e Nina, por Christiellen Pinto.
Após alimentar uma esperança que estava me consumindo, levei um tapa na cara da realidade e então percebi que é melhor deixar passar. Sim, você é substituível, querida.
—  Agridoce, Valentina.
Ninguém precisa de sinais, de interpretações indiretas, de entrelinhas ou enigmas do universo. O que a gente precisa é de ‘Tapa Na Cara’ ou de um 'Eu Te Amo’ sem rodeios.
—  Ronaldo Antunes
Não romantizem 13 Reasons Why, não achem bonitinho nem engraçado, esse não é o propósito da série, assistam e vejam o que o enredo está propondo, a reflexão que a história nos traz. 13RW é um choque de realidade, um tapa na nossa cara e na cara da sociedade que vivemos, onde sempre julgamos e desprezamos os outros sem saber e sem se importar com que o outro está lidando, o sofrimento que estamos causando. Vamos abrir nossos olhos!!! OBRIGADA POR ESSA SÉRIE, NETFLIX!!!

#eunaomereçoserestuprada

Sou homem.

Quando nasci, meu avô parabenizou meu pai por ter tido um filho homem. E agradeceu à minha mãe por ter dado ao meu pai um filho homem. Recebi o nome do meu avô.

Quando eu era criança, eu podia brincar de LEGO, porque “Lego é coisa de menino”, e isso fez com que minha criatividade e capacidade de resolver problemas fossem estimuladas.

Ganhei lava-jatos e postos de gasolina montáveis da HotWheels. Também ganhei uma caixa de ferramentas de plástico, para montar e desmontar carrinhos e caminhões. Isso também estimulava minha criatividade e desenvolvia meu raciocínio, o que é bom para toda criança.

Na minha época de escola, as meninas usavam saias e meus amigos levantavam suas saias. Dava uma confusão! E então elas foram proibidas de usar saias. Mas eu nunca vi nenhum menino sendo realmente punido por fazer isso, afinal de contas “Homem é assim mesmo! Puxou o pai esse danadinho” - era o que eu ouvia.

Em casa, com meus primos, eu gostava de brincar de casinha com uma priminha. Nós tínhamos por volta de 8 anos. Eu era o papai, ela era a mamãe e as bonecas eram nossas filhinhas. Na brincadeira, quando eu carregava a boneca no colo, minha mãe não deixava: “Larga a boneca, Juninho, é coisa de menina”. E o pai da minha priminha, quando via que estávamos brincando juntos, de casinha, não deixava. Dizia que menino tem que brincar com menino e menina com menina, porque “menino é muito estúpido e, principalmente, pra frente”. Eu não me achava estúpido e também não entendia o que ele queria dizer com “pra frente”, mas obedecia.

No natal, minha irmã ganhou uma Barbie e eu uma beyblade. Ela chorou um pouco porque o meu brinquedo era muito mais legal que o dela, mas mamãe todo ano repetia a gafe e comprava para ela uma boneca, um fogãozinho, uma geladeira cor-de-rosa, uma batedeira, um ferro de passar.

Quando fiz 15 anos e comecei a namorar, meu pai me comprou algumas camisinhas.
Na adolescência, ninguém me criticava quando eu ficava com várias meninas.
Atualmente continua assim.

Meu pai não briga comigo quando passo a noite fora. Não fica dizendo que tenho que ser um “rapaz de família”. Ele nunca me deu um tapa na cara desconfiado de que passei a noite em um motel.

Ninguém fica me dando sermão dizendo que eu tenho que ser reservado e me fazer de difícil.
Ninguém me julga mal quando quero ficar com uma mulher e tomo a iniciativa.

Ninguém fica regulando minhas roupas, dizendo que eu tenho que me cuidar.
Ninguém fica repetindo que eu tenho que me cuidar porque “mulher só pensa em sexo”.

Ninguém acha que minhas namoradas só estavam comigo para conseguir sexo.
Ninguém pensa que, ao transar, estou me submetendo à vontade da minha parceira.
Ninguém demoniza meus orgasmos.

Nunca fui julgado por carregar camisinha na mochila e na carteira.
Nunca tive que esconder minhas camisinhas dos meus pais.

Nunca me disseram para me casar virgem por ser homem.
Nunca ficaram repetindo para mim que “Homem tem que se valorizar” ou “se dar ao respeito”. Aparentemente, meu sexo já faz com que eu tenha respeito.

Quando saio na rua ninguém me chama de “delícia”.
Nenhuma desconhecida enche a boca e me chama de “gostoso” de forma agressiva.
Eu posso andar na rua tomando um sorvete tranquilamente, porque sei que não vou ouvir nada como “Larga esse sorvete e vem me chupar”. Eu posso até andar na rua comendo uma banana.

Nunca tive que atravessar a rua, mesmo que lá estivesse batendo um sol infernal, para desviar de um grupo de mulheres num bar, que provavelmente vão me cantar quando eu passar, me deixando envergonhado.

Nunca tive que fazer caminhada de moletom porque meu short deixa minhas pernas de fora e isso pode ser perigoso.
Nunca ouvi alguém me chamando de “Desavergonhado” porque saí sem camisa.
Ninguém tenta regular minhas roupas de malhar.
Ninguém tenta regular minhas roupas.

Eu nunca fui seguido por uma mulher em um carro enquanto voltava para casa a pé.

Eu posso pegar o metrô lotado todos os dias com a certeza que nenhuma mulher vai ficar se esfregando em mim, para filmar e lançar depois em algum site de putaria.

Nunca precisaram criar vagões exclusivamente para homens em nenhuma cidade que conheço.

Nunca ouvi falar que alguém do meu sexo foi estuprado por uma multidão.

Eu posso pegar ônibus sozinho de madrugada.
Quando não estou carregando nada de valor, não continuo com medo pelo risco ser estuprado a qualquer momento, em qualquer esquina. Esse risco não existe na cabeça das pessoas do meu sexo.

Quando saio à noite, posso usar a roupa que quiser.
Se eu sofrer algum tipo de violência, ninguém me culpa porque eu estava bêbado ou por causa das minhas roupas.
Se, algum dia, eu fosse estuprado, ninguém iria dizer que a culpa era minha, que eu estava em um lugar inadequado, que eu estava com a roupa indecente. Ninguém tentaria justificar o ato do estuprador com base no meu comportamento. Eu serei tratado como VÍTIMA e só.

Ninguém me acha vulgar quando faz frio e meu “farol” fica “aceso”.

Quando transo com uma mulher logo no primeiro encontro sou praticamente aplaudido de pé. Ninguém me chama de “vagabundo”, “fácil”, “puto” ou “vadio” por fazer sexo casual às vezes.

99% dos sites de pornografia são feitos para agradar a mim e aos homens em geral.
Ninguém fica chocado quando eu digo que assisto pornôs.
Ninguém nunca vai me julgar se eu disser que adoro sexo.
Ninguém nunca vai me julgar se me ver lendo literatura erótica.
Ninguém fica chocado se eu disser que me masturbo.

Nenhuma sogra vai dizer para a filha não se casar comigo porque não sou virgem.

Ninguém me critica por investir na minha vida profissional.
Quando ocupo o mesmo cargo que uma mulher em uma empresa, meu salário nunca é menor que o dela.
Se sou promovido, ninguém faz fofoca dizendo que dormi com minha chefe. As pessoas acreditam no meu mérito.
Se tenho que viajar a trabalho e deixar meus filhos apenas com a mãe por alguns dias, ninguém me chama de irresponsável.

Ninguém acha anormal se, aos 30 anos, eu ainda não tiver filhos.

Ninguém palpita sobre minha orientação sexual por causa do tamanho do meu cabelo.
Quando meus cabelos começarem a ficar grisalhos, vão achar sexy e ninguém vai me chamar de desleixado.

A sociedade não encara minha virgindade como um troféu.

90% das vagas do serviço militar são destinadas às pessoas do meu sexo. Mesmo quando se trata de cargos de alto escalão, em que o oficial só mexe com papelada e gerência.

Se eu sair com uma determinada roupa ninguém vai dizer “Esse aí tá pedindo”.

Se eu estiver em um baile funk e uma mulher fizer sexo oral em mim, não sou eu quem sou ofendido. Ninguém me chama de “vagabundo” e nem diz “depois fica postando frases de amor no Facebook”.
Se vazar um vídeo em que eu esteja transando com uma mulher em público, ninguém vai me xingar, criticar, apedrejar. Não serei o piranha, o vadio, o sem valor, o vagabundo, o cachorro. Estarei apenas sendo homem. Cumprindo meu papel de macho alpha perante a sociedade.
Se eu levar uma vida putona, mas depois me apaixonar por uma mulher só, as pessoas acham lindo. Ninguém me julga pelo meu passado.

Ninguém diz que é falta de higiene se eu não me depilar.

Ninguém me julgaria por ser pai solteiro. Pelo contrário, eu seria visto como um herói.

Nunca serei proibido de ocupar um cargo alto na Igreja Católica por ser homem.

Nunca apanhei por ser homem.
Nunca fui obrigado a cuidar das tarefas da casa por ser homem.
Nunca me obrigaram a aprender a cozinhar por ser homem.
Ninguém diz que meu lugar é na cozinha por ser homem.

Ninguém diz que não posso falar palavrão por ser homem.
Ninguém diz que não posso beber por ser homem.

Ninguém olha feio para o meu prato se eu colocar muita comida.

Ninguém justifica meu mau humor falando dos meus hormônios.

Nunca fizeram piadas que subjugam minha inteligência por ser homem.

Quando cometo alguma gafe no trânsito ninguém diz “Tinha que ser homem mesmo!”

Quando sou simpático com uma mulher, ela não deduz que “estou dando mole”.

Se eu fizer uma tatuagem, ninguém vai dizer que sou um “puto”.

Ninguém acha que meu corpo serve exclusivamente para dar prazer ao sexo oposto.
Ninguém acha que terei de ser submisso a uma futura esposa.

Nunca fui julgado por beber cerveja em uma roda onde eu era o único homem.

Nunca me encaixo como público-alvo nas propagandas de produtos de limpeza.
Sempre me encaixo como público-alvo nas propagandas de cerveja.

Nunca me perguntaram se minha namorada me deixa cortar o cabelo. Eu corto quando quero e as pessoas entendem isso.

Não há um trote na USP que promove minha humilhação e objetificação.

A sociedade não separa as pessoas do meu sexo em “para casar” e “para putaria”.

Quando eu digo “Não” ninguém acha que estou fazendo charme. Não é não.

Não preciso regrar minhas roupas para evitar que uma mulher peque ou caia em tentação.

As pessoas do meu sexo não foram estupradas a cada 40 minutos em SP no ano passado.
As pessoas do meu sexo não são estupradas a cada 12 segundos no Brasil.
As pessoas do meu sexo não são estupradas por uma multidão nas manifestações do Egito.

Não sou homem. Mas, se você é, é fundamental admitir que a sociedade INTEIRA precisa do Feminismo.
Não minimize uma dor que você não conhece.

Autora do texto: Camila Oliveira Dias

Vocês acham que o jogo da Baleia Azul é o responsável pela morte desses jovens? Eu não gostaria de acreditar que alguém saudável, estável psicologicamente jogue um jogo desse e termine se matando. Então eu acho que o problema aqui não é o jogo. Eu vejo muita gente falando 'porque o jogo matou...cuidado com o seu filho jogando o jogo'. Sim, óbvio, cuidado com o seu filho. Mas, cuidado com o que você diz q seu filho! Se você diz 'isso é frescura', 'isso é coisa da tua cabeça', 'precisa tomar um tapa na cara pra acordar' pra uma pessoa depressiva, você está empurrando ela mais um passo em direção à depressão profunda, em direção ao suicídio, o que pode levá-la a fazer coisas absurdas, como jogar esse jogo. Você está cientificamente errado. Depressão não é uma questão de opinião" -Felipe Neto
O cheiro dele lembra lar, abraço, livros novos e café puro. Ele é discreto, não é muito de demonstrar o que sente, apesar de sentir, eu sei que sente. Arriscaria-me a dizer que ele tem medo de demonstrar, se entregar, talvez por suas dores passadas, que ainda são visíveis em seus olhos escuros e no canto de seu sorriso torto.  Às vezes ele faz meus sentimentos se contradizerem: uma vontade imensa de dar um tapa na cara dele e logo em seguida enchê-lo de beijos e caricias. Não é mais a beleza dele que me conquista todos os dias, são seus atos, não aqueles planejados, mas os naturais que nem mesmo ele percebe, que ninguém se da o trabalho de reparar, os que vêm do coração.
—  Stella Machado Starling. (via descasosdoamor)
Moça você tem certeza que queres pular? A vida acabou? Sério mesmo? Quantas vezes você amou? Quantas vezes se arrependeu de ter amado? Já se formou em algum curso? Realizou um sonho de criança? Quantas vezes transou? Bebeu bastante, fumou cigarro, maconha? Riu, chorou, cantou, dançou, tomou banho de chuva, brigou com seu melhor amigo, deu um tapa na cara daquela garota invejosa da sua turma? Não? Então sua vida ainda não acabou, pensa que tu pode fazer tudo isso que eu disse, ainda quer se jogar? Tudo bem, mas espere um pouco, eu não vou me jogar com você, mas vou dar algum jeito de te salvar quando tu estiveres prestes a encostar no chão e encontrar a sua morte.
—  Rodrigo.