um pouco legal

One Shot Louis Tomlinson

Parte I | Parte II | (Parte III/Final)

(Seu nome) não pensou que cumprir a exigência madrasta para ela ir ao baile seria tão difícil, era basicamente fazer o que sempre estava acostada, o problema era que os serviços da casa triplicaram e apareceram coisas para fazer que ela achava desnecessárias e que nunca havia sido ordenada que fizesse. Estava bastante claro, ninguém ali queria que ela terminasse os serviços a tempo de ir ao baile, não deixavam ela nem ao menos respirar ou ter tempo para arranjar um vestido.

Faltavam poucas horas para que as mulheres tomassem a carruagem que as levariam até o castelo, elas deram um descanso a (seu nome) tendo em mente que ela não teria um vestido então não apareceria para roubar a cena. A garota exausta, correu para sua casinha nos fundos e tirou do fundo do baú um vestido que pertenceu a sua mãe, ele era um pouco ultrapassado e estava também um pouco empoeirado, mas serviria para ela pelo menos ver o príncipe.

Seu único desejo era ver o moço que está presente em quase todas as histórias de sua infância, ela nunca havia visto um e se perguntava se são como os descritos nos livros.

Depois de se vestir, arrumar o cabelo por conta própria e improvisar uma máscara, ela estava pronta para acompanhar as irmãs e madrasta até a grande festa, ela estava animada e o sorriso não lhe saía do rosto, assim que se aproximou das mulheres que esperavam a carruagem, recebeu olhares de puro ódio e inveja.

— Mamãe, mamãe, ela não pode nos acompanhar. — disse uma das filhas mimadas da velha má.

— Onde já se viu, levar uma criada ao baile. — a outra falou empinando o nariz.

— Vejo que conseguiu arranjar um vestido… — o olhar que a velha mulher desceu pelo corpo da garota transbordava desgosto.

— Sim, não é o mais bonito, mas eu consegui. — (seu nome) sorriu mexendo em seu vestido graciosamente.

— Não creio que seja adequado para o baile que estamos indo. — o sorriso da garota morreu.

— Mas a senhora disse que se eu…

— Sim, eu disse. — a mais velha a interrompeu — Annelise, Griselda… Façam o que é preciso. — apenas com o olhar a mulher transmitiu a mensagem às filhas.

As duas garotas sorriram cúmplices e partiram em direção a (seu nome) arrancando sua máscara e rasgando todo o vestido, mesmo que tentasse impedir, a garota não conseguiu manter suas vestes inteiras. Ao final, estava apenas vestida com os trapos que sobrou.

— É isso que você é. Uma esfarrapada! — Annelise empurrou a garota fazendo-a cair sentada no chão.

— Chega! A carruagem já está à nossa espera. — a mulher caminhou até estar de frente a carruagem e entrou com as duas filhas logo atrás.

Se sentindo humilhada e com o coração repleto de tristeza, a garota se levantou correndo em direção ao que costumava ser um jardim e se sentou debaixo de sua árvore chorando o máximo que podia. Seu pai costumava a levar ali para conversarem e curtirem o pouco tempo sozinhos que eles tinham depois que passaram a compartilhar a vida com a mulher e suas duas filhas.

(Seu nome) escutou barulhos de passos, mas não ousou levantar sua cabeça para olhar quem se aproximava e não demorou para se sentir acolhida por braços.

— Eu vi o que elas fizeram… Foram tão más. — a voz calma de uma garota ecoou no silêncio da noite — Não chore por causa delas, elas não merecem.

(Seu nome) nada falou, só continuou a chorar no colo da garota que ela sabia não morar muito longe de sua casa. Elas já haviam se falado duas ou três vezes, se não se enganava, seu nome era Eleanor.

— Você estava tentando ir ao baile, não é?! — Eleanor perguntou sem obter respostas — Minha mãe queria me obrigar a ir e ganhar o príncipe como meu noivo, mas não é isso que eu quero. Seria uma mentira eu conseguir ser algo para ele quando eu nunca quis isso. — ela se explicou — Eu já tenho um namorado, mas minha mãe não o considera por não ter um cargo importante na realeza.

— Isso é ruim… Você não deve ir contra o que sente. — (seu nome) se sentou para olhar a garota.

— E eu não vou, por isso quero te oferecer o que eu usaria no baile. — a garota sorriu.

— Você está falando sério? — (seu nome), surpresa, encarou a garota sorridente a sua frente.

— Claro, tenho certeza que vai se divertir mais do que eu me divertiria se eu fosse.

[…]

Louis estava entediado, cumprimentar aquele tanto de moças não era nem um pouco legal e no final ele sabia que nenhuma delas o interessaria do jeito que o seu pai esperava. Isso era uma droga. Ele só queria pegar seu cavalo e cavalgar pela floresta até que esse dia desnecessário acabasse.

Reprimindo um bocejo enquanto cumprimetava as duas irmãs que se empurravam para tentar ser a primeira, ele olhou para entrada onde viu uma moça um pouco perdida e não sabe o que exatamente chamou sua atenção. Ele se sentia atraído, como se uma onda ou até mesmo uma força magnética o levasse para ela.

Louis nem esperou que a garota atravessasse a grande sala, ele abandonou as duas garotas forçadas em sua frente e andou rapidamente até a moça mascarada, mas ainda assim bela.

— Posso ajudá-la? — ele perguntou alguns centímetros de distância e assistiu a garota se virar para olhá-lo.

— Eu vim para o baile. — ela sorriu e ele podia jurar que já havia visto aqueles olhos e sorriso, mas não se recordava direito de onde.

— Eu posso ajudá-la com isso. — ele sorriu e lhe estendeu o braço.

Os dois caminharam até o salão ao lado onde muitas pessoas estavam a dançar e logo pararam ao ver que o príncipe estava acompanhado. Louis conduziu a moça para o meio do salão e iniciou a dança sendo graciosamente acompanhado pela garota que tanto lhe despertou o interesse. Ao final da música que tocava, ele a conduziu para uma sacadas mais reservada para conversarem.

— Eu posso ver o seu rosto? Eu realmente estou muito curioso. — Louis começou sem saber direito o que falar, ele apenas queria matar sua curiosidade.

— Eu fui instruída a não acabar com a graça até o fim do baile. — a garota sorriu envergonhada se lembrando do que Eleanor lhe disse.

— Não vai acabar com a graça. Por favor. — ele tentou persuadi-la com um biquinho fofo e conseguiu.

— Está bem…

A garota levou as mãos até a fita que prendia a máscara e antes de desfazer o laço, uma conversa próxima a eles pôde ser ouvida. Ao se virar a garota pareceu assustada.

— Madrasta…

— O quê?! — antes de Louis conseguir compreender o que estava acontecendo, a garota começou a correr em direção a saída.

— Você não me disse o seu nome! — Louis começou a correr atrás da garota para que ela não escapasse dele e conseguiu segurá-la antes que descessem a escadaria.

— Eu tenho que ir… Oh Deus, eu nem pude ver o príncipe. — ela se lamentou tentando se soltar.

— Me diz pelo menos o seu nome. — Louis pediu.

— Eu tenho que ir. Me desculpe!

A garota se virou voltando a correr e Louis que tentou arrancar sua máscara antes que ela saísse, agora tinha apenas a máscara em sua mão enquanto assistia a garota entrar na carruagem e ir embora.

[…]

No dia seguinte foi espalhado aos quatro cantos a notícia de que o príncipe, pessoalmente, estava procurando a donzela pedida. Ele se lembrava exatamente como eram seus olhos e sorriso, a máscara só serviria para destacá-los e os tornar mais familiares.

(Seu nome) foi obrigada a se recolher em sua casa dos fundos até que o príncipe passasse por ali, a inveja era tanta que as mulheres não queriam que o príncipe a olhasse. Durante a passagem do rapaz pela casa, ele nem precisou se dar trabalho de pedir as meninas que colocassem a máscara, só de olhar em seus olhos ele sabia que não era nenhuma delas que ele estava procurando.

Já montado em seu cavalo, ele desviou o olhar para a casa pequena que ficava um pouco afastada da casa principal e viu uma silhueta decidindo checar quem estava ali.

— Não se incomode de ir até lá, é só a nossa criada. — a madrasta tentou impedi-lo.

— Não me incomodo nenhum pouco. — ele continuou seu caminho e bateu na porta assim que seus pés pousaram sobre o velho capacho.

A porta foi aberta vagarosamente e o rosto de (seu nome) pôde ser visto por Louis que logo sorriu lembrando-se da tarde agradável que tiveram no dia que se conheceram na floresta.

— Eu não sabia que morava aqui, se soubesse eu tinha vindo antes. — ele continuou parado na porta.

— O que você está fazendo aqui, Louis? Minha madrasta não vai gostar. — (seu nome) falou apreensiva podendo ver a mulher os encarando um pouco distante.

— Eu estou procurando a dona disso. — ele mostrou a máscara para a garota e ela arregalou os olhos.

— Você conhece o rapaz do baile? — ela saiu de dentro da casa para ter uma visão melhor do amigo. Eles eram amigos, não eram?!

— Eu dancei com a dona e ela fugiu logo depois. — ele explicou — Agora eu sei de onde conhecia aqueles olhos. Eu fui um tolo de não perceber.

— O que está dizendo? — ela não sabia mesmo o que estava acontecendo.

— Eu dancei com você ontem a noite e o objetivo daquele baile era me arranjar uma esposa.

— Você é o… — (seu nome) não conseguiu completar a frase.

— Quer casar comigo? — Louis não se conteve em fazer essa pergunta.

[…]

Os sinos tocavam enquanto (seu nome) e Louis saiam da igreja correndo pelo corredor formado por pessoas que contribuíam para a chuva de arroz sobre suas cabeças. Seus sorrisos eram imensos e contagiava qualquer um que tinha o privilégio de presenciá-los, eles nunca estiveram tão felizes como naquele dia e pretendiam continuar muito felizes durante muito tempo.

Quem sabe felizes para sempre.



Espero que tenham gostado… ❤

Esse foi o final, espero não ter decepcionado ninguém 😊

- Tay

Entrei em um bar legal, pouco movimentando e uma música agradável. Procurei uma mesa e, eram todas iguais e pareciam confortáveis, mas eu preferi o balcão. Sentei-me em frente ao balcão e em segundos o garçom chegou e perguntou: “O que deseja para essa noite?” Eu fiquei o olhando e, em minha cabeça, eu respondi: “Desejo uma vida menos conturbada, viajar mais vezes, conhecer novos lugares e novas pessoas. Desejo confiar mais nas pessoas, me decepcionar de menos, deixar o passado lá atrás, viver o agora e deixar o futuro para o futuro. Desejo mais paixões, amigos fiéis e quem sabe, um amor de verdade. E não desejo só por essa noite, desejo para a vida toda.” Mas ao invés disso, eu abri a boca e respondi: “Um Whisky duplo, por favor.”
—  Nathan Alves.

[ prev ] @grimory-reaper

“Street parece ser mais fácil. Até porque tenho um pouco de base… Tá legal que eu fazia street jazz, mas mesmo assim.”

“E bom, confesso que queria mais dança do ventre… Mas até pra treinar tem que ser com a roupa toda certinha?” Na verdade está é tentando se imaginar usando as tais roupas. Porque tem certos lugares que ela preferia deixar cobertos.

Me diz algo gentil. Seja um pouco gentil. Faz algo legal, algo único. Não me impressiono fácil. Não amo pouco, não gosto pela metade. E não confio em qualquer um… Então prova… Porque a vida gosta de me fuder por diversão…
—  Pê.
Especial Niall Horan - #4

Enfim cheguei no fim desse pedido maravilhoso!! Gostaria de agradecer á Jess (horan-1997) por ter feito esse pedido, por ter desenvolvido a idéia comigo e por confiar em mim para escrever! Haha! Demorei sim, mas estava passando por um período bem tenso na escola, fora que entrei para um projeto de rescrever histórias clássicas e estou super animada (quem quiser saber mais, só me perguntar!). Logo, estou deixando aqui a ultima parte do Especial, espero que tenham gostado e venham fazer mais pedidos! Digam o que acharam desse também!

Boa leitura Xx


Entrevista:

- Entramos em um minuto, ok? - um dos assistentes falou, fazendo sinais dos quais eu já estava acostumada, indicando que faltavam 5.4.3.2….1

- Ele, membro de uma das maiores bandas da atualidade. Já venderem 5 milhões de exemplares do novo álbum. Ela, uma das mais conhecidas atrizes do século, que ganhou o Oscar de melhor par romântico e melhor atriz coadjuvante  … O casal do momento! - James gritou a ultima parte e se levantou para nos cumprimentar, enquanto eu e Niall entrávamos de mãos dadas e sorríamos para a platéia que estava super agitada.

- É um prazer tê-los aqui, finalmente! - James disse, se sentando na cadeira e chegando perto do sofá onde estávamos - Eles não são adoráveis? Estão de mãos dadas! - toda a platéia fez coro de “Awn” e sorrimos – Tenho vontade de beijá-los!

Exclamei um “opa” enquanto ria e ficava vermelha.

- É um prazer imenso estar aqui, James! - eu disse, animada - Sempre quis participar do seu programa.

- Mas você já participou, querida - ele piscou para mim - Você e Niall se conheceram aqui nos bastidores. Sou praticamente o cupido de vocês! - a platéia riu, me fazendo concordar - Mas então, me contem, vocês estão em novos projetos ?

- Eu e os meninos estamos nos últimos preparos para a nova turnê, que vai contar com um DVD exclusivo e algumas participações especiais. - Niall sorriu e a platéia aplaudiu.

- Soube que os ingressos do primeiro mês de show estão esgotados, isso é muito maravilhoso - James se virou para mim - E você, querida? Novo filme?

- Na verdade sim - sorri sem graça e mexi no cabelo - Ainda estamos apenas ajeitando as coisas. Roteiro, elenco, produção, estúdio e essas coisas. Mas vai ser bem grande! Isso eu posso dizer!

- Eu adoro seus filmes, você sempre está maravilhosa. Tenho certeza que esse não será diferente - James piscou para mim e sorriu - Agora, vocês já sabem mais ou menos quem será seu par neste filme?

- Humm - pensei um pouco sobre a resposta, pois não queria dar muitos detalhes - Na verdade, o favorito é o Chris Evans, mas não é nada confirmado ainda - a platéia foi a loucura com o nome do ator e James não ficou diferente, batendo palmas e dando um pequeno tapa no ombro de Niall.

- Niall, como você se sente quanto a isso? Como é ver a sua esposa beijando outros caras e fazendo cenas quentes na telinha?

- Não é nem um pouco legal, se quer a verdade - James concordou e eu prestei atenção - Mas eu sei que é apenas o trabalho dela. Ela é uma ótima atriz e por isso consegue todos esses trabalhos incríveis. Fora que os atores tem muito respeito por nós, o que faz com que o clima seja leve.

- Isso quer dizer que você visita os bastidores?

 

- De vez em quando sim. Gosto de observá-la em ação.

- Hummm, nós também - James riu e a platéia o seguiu, fazendo Niall ficar um pouco vermelho - Mas sendo sincero, você não tem ciúmes nem nada do tipo? - –

- Não fica pensando que deveria ser você ali?

Meu marido parou para pensar no que dizer, e eu sinceramente estava muito curiosa para saber sua resposta. Estou adorando essas perguntas.

- Bom, não vou mentir dizendo que não penso, porque as vezes eu falo : “Caramba, tira a mão daí! Isso não está no roteiro!”

Cai na gargalhada me lembrando de uma vez que ele gritou isso mesmo no estúdio, no meio de uma cena e tivemos que interrompê-la. Foi tudo muito constrangedor, pois me lembro do diretor segurar o riso e perguntar se ele queria uma água ou algo assim.

- Estão vendo? - James perguntou para a platéia e para a câmera, apontando para mim em seguida - Isso é um sinal de que aconteceu algo parecido!

- Admito - Niall disse, ficando corado e segurando o riso - Mas não foi por querer, foi apenas uma reação que qualquer pessoa faria, afinal, os atores tem que respeitar o roteiro, não é mesmo? Eu só estava ajudando.

- Ajudando a não deixar que coloquem a mão na bunda da sua esposa? - James perguntou, querendo rir e arrancando risos e mais risos de mim

- Na verdade foi nos seios dela, mas … - Corrigiu Niall, ficando levemente sério

- Oh - James colocou a mão na boca e abriu, surpreso e parecendo se recordar do filme - É aquele com o Kellan Lutz? Um dos Cullen de Crepusculo ?

Acenei com a cabeça, não tendo forças e nem voz para responder por agora. Minha barriga estava doendo de tanto forçar e com toda certeza meu rosto estava corado.

- E o que o diretor fez? Mandou você sair?

- Oh não, ele queria rir e perguntou se eu queria um pouco d’água ou algo do tipo - Niall parecia com bastante raiva, relembrando o momento - Quem oferece água para um marido que está vendo um cara enorme de musculoso colocando as mãos nos peitos da sua esposa? Quem? Quem?

Eu, James, a platéia, os câmeras, os técnicos e provavelmente todos de casa explodiram em gargalhadas. Não dava pra não rir com a entonação que ele usou, com a raiva que transbordava de sua voz ao pronunciar tais palavras. Chegava a ser cômico.

- Tudo bem, tudo bem - James limpou as lágrimas do canto dos olhos e se ajeitou na cadeira, pedindo silencio - Por mais que eu queria falar mais sobre situações assim, que tenho certeza de que essa não foi a única, vamos mudar de foco. Meu querido amigo pode estar precisando de um pouco de ar - Niall assentiu e coloquei minha mão por cima da dele, sinalizando que estava tudo bem - Mas, primeiro, aceita um copo de água?

Outra vez não me aguentei, quase me joguei para trás no sofá, rindo. Todo o estúdio parecia sem ar e sem forças para continuar sem rir. Niall tentou ficar sério, mas acabou dando uma gargalhada.

- Você realmente joga sujo, James.

- Faço o possível para tentar repetir momentos inesquecíveis! - parei para respirar e soltei o ar, balançando a cabeça e me contendo para não rir - Então, o casamento? Como vai? Sei que vocês possuem muitos compromissos, agendas lotadas, às vezes não têm tempo para certas coisas, mas como vocês auxiliam isso tudo? Férias? Feriados?

- Bom, é bem difícil conseguirmos tempo para tudo, tipo família, compromissos, casamento e filhos, mas quando recebemos nossas agendas, tentamos encaixar tudo o que pudermos para passar um tempo com nossos filhos, que é nossa maior prioridade.

- Exato, também é difícil ficarmos os dois em casa nos feriados, mas abrimos exceções para Natal e Ano Novo, a não ser que o compromisso não possa ser adiado de forma alguma. Férias são mais tranquilas, pois tentamos tirar junto com a dos nossos filhos para podermos viajar e ficar em casa, fazer programas normais de família.

- Nossa, isso parece bem trabalhoso - James diz e concordamos com a cabeça - Mês passado vazou alguma fotos da (S/n) praticamente correndo pelo aeroporto, sendo que dois dias antes, a mesma teria embarcado num vôo para os EUA, para participar de uma convenção de filmes, sendo ela uma das convidadas - fotos minhas apareceram na tela, descabelada e com a mão na boca, quase correndo mesmo. Sorri para as fotos, me lembrando exatamente do dia - Alguns fãs ficaram preocupados e foi a pergunta mais feita no twitter e então decidimos perguntar, o que aconteceu naquele dia, (S/n)?

Respirei fundo e segurei na mão de Niall, que a apertou e deu um breve sorriso.

- Eu realmente fui para a convenção, mas numa conversa com meus filhos pelo skype, perguntei como estava sendo a escola e tudo mais. Megan e Ethan estavam super empolgados com a prova de matemática, porque tinham ido super bem e eu fiquei muito feliz, já que não herdaram minha deficiência nessa matéria - a platéia riu e eu também, voltando a falar - Mas Noah estava um pouco calado, e quando chegou a sua vez de falar, me disse que a professora pediu para a turma fazer uma redação sobre qualquer coisa, qualquer coisa mesmo - suspirei, lembrando do rostinho dele quando abriu o papel para ler - Eu pedi que lesse para mim, porque Noah é muito bom com as palavras. Mas assim que ele leu, meu coração apertou - pausei, com dificuldade de continuar. Niall retomou minha fala, percebendo meu estado.

- Ele escreveu sobre nossa família, sobre como somos felizes e vivemos bem. Que ele é muito sortudo por ter dois irmãos maravilhosos e pais que são famosos, porque podemos levá-los para várias festas “descoladas” - todos riram, achando engraçado o fato de um menino de 6 anos falar sobre festas - Mas no final ele dizia: “ O que eu gostaria mesmo era de ter minha mãe aqui comigo hoje, pois eu queria assistir Pinóquio com ela. Mamãe sempre deita comigo na cama e dorme antes de mim, porque ela sempre está cansada, mas nunca diz não quando peço que assista comigo esse filme, e olha que já o assistimos 12 vezes!” - balancei a cabeça, tentando afastar as lágrimas que ameaçavam escorrer - “ Gosta de observá-la dormindo, porque parece um anjo. O meu anjo e do papai, porque ele não vive sem ela, e nem ela sem nós.”

- Não me conti e derramei algumas lágrimas, ouvindo palmas frenéticas da platéia e de James, que tinha um olhar muito emocionado. Sorri para eles e limpei meu rosto, sem deixar de sorrir.

- Não tinha como eu não voltar para casa correndo depois dessa redação - eu disse, arrancando alguns risos. James fez um sinal com as mãos que eu não entendi muito bem, até que três crianças invadiram o estúdio e vieram nos abraçar, pulando em cima de mim e Niall.

- Noah, Noah - James chamou, esperando os três sentarem entre mim e Niall, se acomodando e ficando envergonhados - Você escreveu mesmo essa redação pra mamãe?

- Sim - murmurou ele, e a platéia fez coro de “Awn”

- E qual foi a primeira coisa que vocês fizeram quando ela chegou em casa?

- Chorei - eu ri e a platéia aplaudiu. Noah baixou a cabeça, ficando vermelho

- E depois disso?

- Assistimos Pinóquio! - ele disse, com entusiasmo cristalino na voz

Eu sorri e dei um beijo na bochecha dele, que estava sentado no meu colo.

- Eu olho para essas crianças e me pergunto como puderam sair tão lindas! - James exclama, olhando para a platéia e os fazendo rir - Então lembro que eles saíram dela - e apontou para mim, deixando Niall chateado e com bico - Oh, não me leve a mal, irlandês. Mas as crianças puxaram a mãe!

- Pode até ser, mas eu também participei do processo, então tenho que ganhar créditos!

- Tudo bem! Créditos a você então, pelas sementinhas plantadas no umbigo da sua esposa! - James riu, pegando o IPad - Aqui temos uma pergunta do twitter.

A pergunta apareceu na tela, com o user e hashtags do programa.

- “(S/n), como você viveria sem sua profissão? Acha que seria feliz?” - James lê, olhando para mim, esperando a resposta.

- Viveria sim - movimento a mão, fazendo um sinal de tanto faz. Niall arregala os olhos, sabendo que respostas mal formuladas podem custar nossas carreiras - Eu poderia viver sem todo esse luxo, todas essas saídas e viagens por países que fico no Maximo dois dias. Poderia viver sem os hotéis 5 estrelas, com hidromassagens e até sem toda essa fama - as pessoas no estúdio parecem chocadas demais para sequer piscarem. Não quero que me entendam mal, por isso explico - Não quero que pensem que estou desdenhando da minha profissão, mas é claro que não. Esforcei-me muito para estar onde estou, sei que muitas pessoas gostariam de estar no meu lugar. Mas chega uma hora que você quer um pouco de ar, sem pressão por todos os lados, madrugadas gravando e almoços de família adiados - digo, querendo deixar claro minha opinião sobre tudo - Eu só não poderia viver sem as meias espalhadas pela casa, porque me acostumei a catá-las e levá-las para a maquina. Não poderia viver sem as madrugadas que faço chocolate quente, sem os sorrisos que são direcionados a mim. Porque tudo está ligado a Niall, pois ele sempre larga as meias na sala. Acorda de madrugada com pesadelos e faço cafuné até ele esquecer - faço uma breve pausa, prossigo - Não poderia viver sem as noites em que passo acordada, mesmo que eu esteja exausta do trabalho, esperando meu marido chegar, pois sei que quando ele abrir a porta, vai ficar feliz por saber que o esperei, que sempre terá alguém o esperando acordada quando voltar. Não poderia viver sem meu marido, James, porque ele é tudo. Não preciso mencionar as crianças porque ele quem me ajudou a concebê-las - sei que Niall me olha diferente agora, mas não o olho ainda - Ele é quem me proporcionou um lar, que me ajudou a construir uma família, a minha base. Eu e ele somos os pilares daquela casa, mas eu não poderia sustentar todo aquele peso sem ele - agora sim o olho, e percebo que está tão emocionado quanto eu, pois minha voz falha em algumas partes - Nunca me declarei em publico, você sabe disso, querido. Mas agora vejo que toda a minha vida não seria nada sem você.

Olho para James rapidamente, concordando com a cabeça.

- Acho que me molhei - James diz, quebrando o clima e nos fazendo rir. Continuo olhando para Niall, que está mordendo os lábios de nervosismo. Passo a mão no rosto dele e sorrio - Acho que essa noite será uma criança, depois de todo esse discurso, ela merece uma noite em claro, Niall!

Niall ri pelo nariz e olha no fundo dos meus olhos, querendo que eu veja todos os sentimentos por trás de sua íris.

- Com toda certeza ela será recompensada hoje, James!



/Larry

Dei um rolê na cama e me levantei. Comecei a botar a camisa.
– Que é que cê tá fazendo? – ela perguntou.
– Vou dar o fora daqui.
– Taí. Na hora que as coisas não correm mais do seu jeito, você pega e se manda porta afora. Nunca quer conversar sobre as coisas. Vai pra casa, se embriaga, e daí fica tão mal no dia seguinte que acha que vai morrer. Então me telefona!
– Vou dar o fora dessa porra.
– Mas, por quê?
– Não quero ficar onde não me querem. Não quero ficar onde não gostam de mim.
Lydia esperou. Então, disse:
– Tudo bem. Vem cá, deita aqui. A gente desliga a luz e fica quietinho junto.
Esperei um pouco. Disse:
– Bom, tá legal.
—  Charles Bukowski, “Mulheres”.
Você é um pouco chato e um pouco legal, um pouco bem humorado e um pouco sério, um pouco safado e um tanto romântico, você é tão na sua e ao mesmo tempo tão na minha. Meu bem você é o meio termo perfeito pra mim.
—  Nick

—— O quê? Não, não… Não é que eu não esteja animada, apenas preciso me afastar um pouco da fogueira e contar até três para controlar a minha raiva e não descer o nível. Aquela garota acaba de sujar a minha blusa favorita com vodka. Amanhã quando tudo isso acabar, vou mandar ela lavar! Espera, um segundo, preciso tirar uma foto com o meu celular para não esquecer o rosto dela.

Ok, você está fazendo aquela cara esquisita de novo, e isso não está parecendo uma coisa muito normal. 

Você tá morrendo? Porque assim tudo bem que eu trabalho em um hospital e quero, bem, eu não sei ainda muita bem qual a área que eu quero, mas ter uma pessoa morrendo fazendo uma careta não vai soar nem um pouco legal, e eu nem vou conseguir te ajudar porque vou ter uma crise de riso, porque isso está assustadoramente engraçado.