ultimatos

O pelotão estava em forma, a voz de comando foi enérgica e a fuzilaria produziu um único estrondo. Mas para Benjamim Zambraia soou como um rufo, e ele seria capaz de dizer em que ordem haviam disparado as doze armas ali defronte. Cego, identificaria cada fuzil e diria de que cano partiria cada um dos projéteis que agora o atingiram no peito, no pescoço e na cara. Tudo se extinguiria com a velocidade de uma bala entre a epiderme e o primeiro alvo letal (aorta,coração, traqueia, bulbo), e naquele instante Benjamim assistiu ao que esperava: sua existência projetou-se do início ao fim, tal qual um filme, na venda dos olhos. Mais rápido que uma bala, o filme poderia projetar-se um outra vez por dentro das suas pálpebras, em marcha ré, quando a sucessão dos fatos talvez resultasse mais aceitável. E ainda sobraria um fiapo de tempo para Benjamim rever-se aqui e acolá em situações que preferiria esquecer, as imagens recocheteando no bojo do seu crânio. O prazo se esgotaria e sobreviveria um ultimato, um apito, um alarme, mas Benjamim os entenderia como ameaça de criança contando até três - um… dois… dois e meio… - e se deteria mais um pouco nos momentos que lhe pertenciam, e que antes não soubera apreciar. Aprenderia também a penetrar em espaços que não conhecera, em tempos em tempos que não eram o seu, com o senso de outras pessoas. E súbito se surpreenderia a caminhar simultaneamente em todas as direções , e tudo alcançaria de um só olhar, e tudo o que ele percebesse jamais cessaria, e mesmo a infinitude caberia numa bolha no interior do sonho de um homem como Benjamim Zambraia, que não se lembra de alguma vez ter morrido em sonho.
—  Chico Buarque, Benjamim.
Dizer não é dizer sim. Quem diz “não vou mais” sempre vai fazer. Não vou mais mentir. Não vou mais sofrer. Não vou mais jogar. Não vou mais beber. Não vou mais fumar. Não vou mais trair. Não vou mais errar. Não vou mais amar. “Não vou mais” é uma maneira de se convencer. Tem tudo para não acontecer. O sujeito não está disposto a mudar, mas apenas se desculpar com o futuro. Pois o futuro é distante. O futuro não é agora. Não é um ultimato, mas um adiamento. Não é uma afirmação, mas uma negação. Não vou mais não tem efeito legal. Expressa o contrário. Não vou mais é uma saideira existencial. Não vou mais é não consigo. Não vou mais é não posso. Não vou mais é se enganar. Não vou mais é não enfrentar a dificuldade. Não vou mais é apenas fugir do castigo. Não vou mais, sonoramente, é “Não vou, mas”.
—  Fabrício Carpinejar

Depois de mais de 2 mil anos de presença em Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, os cristãos receberam um ultimato e foram obrigados a abandonar a região nestes últimos dias, deixando todos os seus bens para trás.

O Estado Islâmico lhes deu as opções: se converter ao islamismo, pagar o imposto dos infiéis e viver sob a lei da sharia, deixar a cidade imediatamente ou morrer!

Quem se recusa, já tem uma sentença de morte.

Depois de quase 2 mil anos de história, o cristianismo no Iraque pode estar perto do fim, uma vez que cerca de 90% dos cristãos que ali residiam já saíram de suas casas.

Uma das maneiras que os terroristas utilizam para identificar os cristãos é pichar suas casas com a letra ن, o “N” em árabe. Este símbolo é utilizado para designar os Nasrani (Nazarenos em árabe). Essas casas estão sendo queimadas!

É nossa obrigação ORAR PELA IGREJA PERSEGUIDA, PARE DE VIVER UM CRISTIANISMO SUPERFICIAL E HIPÓCRITA, existem pessoas sendo condenadas a morte, enquanto muitos estão brincando de ser cristão!

Aos que não sabem… o termo “Igreja Perseguida” faz referência aos cristãos perseguidos por sua fé, àquela parte da Igreja, do corpo de Cristo, que sofre restrições, perseguições, prisões ou até mesmo a morte por crer em Jesus Cristo.

eu disse que eu vou continuar procurando alguém interessante nas ruas da lapa, nas esquinas da zona sul, quando eu sair no baixo gávea, quando eu beber um pouco depois da faculdade. eu disse que vou seguir em frente, supostamente dar meus pulos, não me envolver muito, me apaixonar cada vez que vir alguém bonito no ônibus. mas, pra ser honesta, faz tempo que eu sigo em frente e é puta cansativo. eu já achei alguém, ok? alguém que pode ver quadros do manet e chorar vendo senhor dos anéis comigo. alguém que ri quando eu faço piadas escrotas e que não pega pilha com a minha mania de reclamar de absolutamente tudo. eu achei. e eu não vou fugir disso só porque não é recíproco. eu tô aqui, não tô? não é uma despedida ou um ultimato. só queria dizer que faz muito tempo que eu não tenho vontade de ficar em lugar nenhum, mas contigo eu sinto. e permaneço. e não é eterno e eu também não vejo prazo. só não quero estipular limites agora. quero sentir até se desmanchar. porque eu amo ter encontrado isso contigo. e enfim, eu precisava dizer isso.

Eu também sinto medo, Universo! Me parece uma puta sacanagem o que você anda fazendo, tratando do meu agir como se eu tivesse a obrigação de ser o Sol de todo mundo, pai e mãe, e irmãzinha chata, dançarina e talentosa, tudo ao mesmo tempo. Me dá um descanso. Não, eu não faço ideia de como seguir a vida, não tenho nem noção de que faculdade cursar ou de qual é minha cor favorita. Deixe sua hipocrisia de lado. Egoísmo demais pensar que o Universo e a humanidade conspiram contra nós, mas desse jeito já é sacanagem. Ou você muda as coisas, ou eu caio fora daqui. Não me importa que demore uma ou duas semanas, mas não mais que uma ou duas semanas. Não é um blefe desta vez. Já foi-se o tempo de esperar pra ver. Senhor Universo, este é seu ultimato. Eu quero flores de todas as cores quando olhar janela abaixo, não só as coroas deixadas nos caixões, quero comida de todo tipo na geladeira, quero acordar quando o sol estiver despontando, quero que aquele prédio estúpido saia de onde acontece justamente o meu pôr do sol. Não consigo mais lhe deixar usar minha força vital para levar um sorrisinho em alguns rostos pelo caminho, rostos estes que terão o maior prazer de cuspir na minha cara quando tudo estiver terminado. Eu não quero ser arco-íris de ninguém.
Eu tenho medo de aranhas, Universo. Alguém já mencionou isso?
Tenho medo da solidão. Tenho medo de que o meu medo de estar só seja o que me leve a ficar só. Alguém já lhe contou?
Não?
E sobre todos os outros medos?
Tenho uma lista inteira.
Eu não quero ser arco-íris de ninguém.
—  Notificação II. (quartetosetercetos)
Confiança é quando você conta um segredo e não precisa pedir para que a pessoa mantenha a boca fechada, ou, em outros termos - mais educados - que ela não conte a ninguém; que, guarde aquilo; que nunca escutou aquilo; algo assim.
—  oneprince.
a noite é linda

não é questão de estar
é questão ser.
o que se é
vale mais que se ter.
eu vejo as estrelas dançando da janela do meu quarto
e tudo é tão lindo
elas me convidam num ultimato
e deixam logo a beleza transparecer.
nem tudo é aquilo
que parece ser.

quietviolence  asked:

“You can trust me.” [ :vvvvvvv idk ]

“Então prove.” O Dominus responde em tom de ultimato, fisgando os olhos alheios com os seus.  Como se Alexander já não tivesse provado vezes suficientes que jamais lhe viraria as costas, seu Suserando ainda lhe exigia mais um serviço.

Mais um, no que seria uma longa lista. 

“Deixe-os em pedaços, Alex… Aqueles vermes me enojam.”

Alegria/Tristeza

Quando chega uma mensagem sua
Quando imagino ser uma mensagem sua

Quando você me abraça, e sinto que tenho meu mundo em minhas mãos
Quando você prefere outro abraço, ou me enche de nãos

Quando te vejo chegar
Quando te vejo ir, e nem um beijo escolhe me dar

Quando sei que me ama
Quando me faz duvidar

Quando peço pra ser minha, e aceita
Quando prometo desfazer de tudo, mas me nega

Quando largo tudo pra te ver
Quando faz de tudo pra não me ter

Quando percebo que você é melhor que qualquer outro alguém
Quando percebo que, se depender de você, ficarei sem ninguém

Quando te beijei
O ultimato que te dei

Te ter
Te perder

Querer
Perceber, que querer, não é poder ter

Te amar
Saber que, nem se eu quisesse, conseguiria te odiar.