ultimatos

Pode chegar algum dia que você precise se lembrar dessas palavras.

Você pode achar que todos que se cortam querem chamar atenção ou que todos que se cortam são suicidas. Mas você está errado. É claro que alguns querem atenção e que alguns são suicidas, mas é tão mais complexo que isso. Tão mais delicado. Você não pode e não deve falar nada até ser a pessoa com a lâmina na mão, até entender de verdade o que esses cortes significam. Até entender a necessidade que eles se tornam. Então por favor, eu vou tentar explicar e você precisa tentar entender.

Há aqueles que usam os cortes como um grito de socorro. Esperando que alguém note, que alguém os ajude. Eles precisam de um pouco de atenção e carinho para verem que não estão sozinhos. Eles precisam de amor e estão implorando por ele.

Para muitos, os cortes fazem o coração parar de sangrar, fazem parar uma dor que não conseguem compreender e lidar tão bem quanto a dor física. É a substituição de uma dor pela a outra.

Para outros é a fuga de sentimentos muito fortes. Quando se está com muita raiva, muito triste, muito ansioso, muito vazio, muito decepcionado, muito tudo e simplesmente não se consegue lidar, não consegue sentir tudo. Aquele corte é a sua válvula de escape.

Para os que querem morrer, os cortes são a salvação, o que os mantém ali mais um dia, mais uma hora, mais um minuto. É o que precisam fazer para algo muito pior não acontecer. O corte é seu porto seguro.

Alguns sentem que precisam se punir por não serem como queriam. Na verdade, por não serem como a sociedade os fez acharem que precisam ser. Por terem comido demais, tirado uma nota baixa, por aquele número na balança, por ter magoado alguém ou se deixado ser magoado, por não gostarem do que veem no espelho ou por sentirem certas coisas. Eles se cortam para se punir por serem como são.

Para outros é um vicio. Eles precisam ver o sangue pingar, precisam sentir a lâmina rasgando a pele, precisam observar aquele momento em que o corte fica branco antes de se encher de gotinhas, precisam segurar o metal frio entre os dedos e precisam sentir o controle. Eles se tornam dependentes.

Para outros, o vazio é tão imenso, tão doloroso, tão entorpecente que eles não sabem se conseguem mais sentir algo, não sabem se ainda possuem essa capacidade. Então eles se cortam. E sentem o grande alívio de sentirem dor. Eles veem que eles sentem e precisam desse lembrete.

Cortes são tão mais do que pode se imaginar. Aquelas linhas brancas são histórias escritas. Histórias de dor que não se pode contar em voz alta.

Agora o mais importante: se alguém teve coragem de te contar que se corta, por favor, não o abandone ali. Abrace-o o mais forte que conseguir e admire sua coragem. Por que o medo de contar é absurdo. Não se sabe o que vai acontecer. E ser rejeitado, julgado e largado por isso, vai destruir essa pessoa. Essa pessoa vai chorar até não aguentar mais. Ela nunca mais vai conseguir contar isso a alguém. Talvez nunca mais se abra para alguém. Talvez nunca mais seja a mesma. É uma cicatriz muito mais profunda e marcante do que qualquer uma que ela já fez a si mesma. Então por favor, cuidado. Não machuque mais ainda alguém que já está quebrado. Não pergunte o porquê. Não exija que ele fale. Não faça ultimatos, não tente força-lo a se abrir. E o mais importante: não tente concerta-lo. Se você soubesse… se você soubesse que ele só precisa ser compreendido, que ele só precisa que alguém o ame do mesmo jeito apesar de tudo, que ele só precisa de alguém que ele se sinta livre para falar sobre esse segredo, que ele só precisa de alguém que fique, se você soubesse…

E é por isso que estou te contando. Talvez isso previna que você destrua alguém que precisa ser salvo. Talvez isso previna que alguém faça mais um, dois, uma dezena de cortes em seu nome. Talvez isso previna que mais um coração se torne de pedra. Talvez isso previna dor.

Eu estou te contando por que gostaria que uma pessoa soubesse disso antes de eu contar. Que essa pessoa tivesse noção do quanto podia me destruir. E essa pessoa me destruiu.

Então cuidado.

E, você. Você que usa um milhão de pulseiras. Você que não tira o casaco mesmo no maior calor. Você que não usa biquíni. Você que está consciente de cada movimento seu. Você que não levanta o braço de certo modo. Que gela quando alguém quer olhar algo específico em você. Você que compartilha essas cicatrizes. Você. Eu te entendo. E há muitas pessoas que te entendem sem você precisar se explicar. Muitas pessoas que têm medo igual a você. Você não está sozinho nessa. Você não precisa me dizer uma palavra, saiba disso, só saiba que não está sozinho.

Algumas pessoas precisam ler isso. Por favor, envie para todos que puderem.

eu disse que eu vou continuar procurando alguém interessante nas ruas da lapa, nas esquinas da zona sul, quando eu sair no baixo gávea, quando eu beber um pouco depois da faculdade. eu disse que vou seguir em frente, supostamente dar meus pulos, não me envolver muito, me apaixonar cada vez que vir alguém bonito no ônibus. mas, pra ser honesta, faz tempo que eu sigo em frente e é puta cansativo. eu já achei alguém, ok? alguém que pode ver quadros do manet e chorar vendo senhor dos anéis comigo. alguém que ri quando eu faço piadas escrotas e que não pega pilha com a minha mania de reclamar de absolutamente tudo. eu achei. e eu não vou fugir disso só porque não é recíproco. eu tô aqui, não tô? não é uma despedida ou um ultimato. só queria dizer que faz muito tempo que eu não tenho vontade de ficar em lugar nenhum, mas contigo eu sinto. e permaneço. e não é eterno e eu também não vejo prazo. só não quero estipular limites agora. quero sentir até se desmanchar. porque eu amo ter encontrado isso contigo. e enfim, eu precisava dizer isso.

Não aceito mais a sua insegurança, não aceito mais suas dúvidas, não aceito mais seus sentimentos  confusos, nem a sua incerteza roubando todas as minhas certezas. Então aqui vai um ultimato, não diga aquelas três palavras se você não tem certeza, não me venha com promessas que não poderá cumprir, já passei da fase de brincar. Então se não for pra vir com certezas e atitudes, eu passo a palavras.
—  Nanda Marques
  • Adivinha quem apagou o 1s do Niall, sem querer? postei esse do Malik para recompensar (vou fazer de novo)!


Simplesmente acordei indisposta, irritada com tudo e com todos! Levantei da cama e peguei o moletom que estava atirado no chão desde ontem a noite, minha mão direita tateou a estante até achar o elástico do meu cabelo. Depois de prender o cabelo, arrumar o quarto, e dobrar as roupas que o Zayn deixou atirada em cima do seu computador resolvi descer para tomar café.
Assim que cheguei na metade da escada vi que dois dos amigos do Zayn estavam sentados no sofá enquanto assistiam ao jogo, sinceramente isso me irrita muito o fato de eu não poder andar a vontade na minha casa por sempre ter alguém é extremamente estressante. Meu noivo me olha de uma forma séria e então volta a se concentrar no jogo, Dylan seu melhor amigo me cumprimenta com o sorriso e então eu digo as duas palavras que eles escutam todo santo domingo vinda mim.

- Bom dia - eles logo responderam -

Zayn vestia uma regata preta que deixava a mostra grande parte das suas tatuagens e um calção de basquete que eu lhe dei de aniversário. Da cozinha eu podia sentir seu olhar pesado sobre mim, ignorei totalmente a situação pois eu já estava irritada e agora a única coisa que eu quero é esse sanduíche de presunto. Passos pesados ecoam no chão de madeira e logo ele chega na cozinha.

- MAS QUE PORRA FOI AQUELA S/N ?

Ignoro Zayn para não brigar na frente dos seus amigos e volto para o meu quarto, posso ouvir seus passos atrás de mim e começo a pensar que hoje talvez ele esteja afim de brigar.

- Não sei do que você está falando - digo e mordo meu sanduíche-
- MAS QUE DIABOS! VOCÊ FOI NA COZINHA SEMI-NUA NA FRENTE DOS MEUS AMIGOS - ele estava mesmo irritado -
- Me desculpe se não posso andar a vontade na minha casa Zayn Malik!
- NOSSA casa - ele corrigiu -
-Que ironia você dizer isso Zayn.‘Nossa casa’-repito suas palavras-  A droga dessa casa está sempre cheia, todo o santo domingo eu tenho que juntar latas de cervejas e restos de doritos do sofá, enquanto você dorme depois de mais um dos seus porres! Eu estou cansando disso Zayn, sou sua NAMORADA não sua MÃE para ficar limpando a droga das suas bagunças.

Zayn continuava me segurando forte pelo braço. Seu maxilar estava travado e por um momento pensei que as veias do seu pescoço fossem estourar pela força que ele estava fazendo. Toda a ternura e o amor que eu via em seus olhos todas as manhãs agora se tornaram somente ódio. O mesmo me soltou e me empurrou para trás fazendo eu cair sentada na cama, assim que ele ouviu o barulho do prato quebrado olhou para trás com ar de arrependimento mas continuou a ir para fora. Me levantei rápido assim que lembrei o que ele fazia quando sentia raiva e corri até ele que já estava no jardim.

- Onde você vai Zayn? - perguntei com lágrimas nos olhos -
- Sai da minha frente s/n - ele me empurrou -
- Zayn - o olhei - se você sair por aquele portão eu vou embora!

Por mais que eu blefasse todas as vezes que nós brigávamos, agora era eu estava falando sério, era a hora do ultimato. Zayn pareceu não acreditar em mim pois tirou minha mão que segurava a moto e pediu para eu sair, meus olhos arderam naquele momento e eu nunca quis que ele saísse de perto tão rápido. Eu senti vergonha e arrependimento junto mas viver com esse Zayn desleixado já não era mais tão legal quanto nos tempos de adolescente. Eu já passei do tempo de ser a garota do “Malik” assim como ele já passou do tempo de ser o Bad boy da nossa cidade. Estamos crescidos e se ele quer continuar a ser assim vai ter que procurar, outra!

Depois de horas tentando cessar as lágrimas que insistiam e escorrer alternei entre empacotar as coisas e comer o doce de leite que estava do meu lado.
Tudo estava pronto, quer dizer a minha bolsa de fuga estava pronta. Não coloquei muita coisa pois amanhã ou talvez depois eu volte e pegue o que me resta. Só faltava o maldito celular..

- Esta procurando por isso?

Eu reconheci a voz, reconheceria ela até de longe mas me recusei a virar pois se virasse certamente desistiria de tudo, pois era só olhar para aqueles olhos que eu tanto amava para esquecer as coisas ruins e lembrar só das boas.

- Me desculpa S/n eu errei!
- É eu sei. -digo e então pego a bolsa-
- Vai ser assim então?
- Já era para ter sido assim há muito tempo! -digo e ele arregala os olhos-

Zayn se aproxima de mim e eu posso ver que seus olhos estão mais brilhantes que o normal, olho para o chão pois não quero ver ele chorar. O mesmo tira a alça da bolsa do meu ombro e então encosta minha testa na sua, abro a boca na intenção de pedir que ele se afaste mas minha única ação é sentir o gosto das minhas lágrimas.

- Eu te amo babe, me perdoa? -ele implora-
- Não posso.. eu não posso passar por tudo isso novamente Zayn, eu não preciso disso, posso muito bem ser feliz sozinha.

Acabou minha frase e então vejo que minha tentativa de tentar machuca-lo funciona pois ele me solta e caminha até a janela, e mais uma vez o que era para ser bom para mim se torna ruim para nós.
Encaro Zayn e o mesmo sorri de forma carinhosa enquanto suas lágrimas escorrem, pego minha bolsa do chão e olho novamente para ele e nesse momento sinto como se meu coração tivesse sido quebrado em mil pedaços de uma vez só. Limpo o rosto antes de sair da minha casa, e sinto o calor do dia coloco a mão sob a testa na tentativa de amenizar os raios solares..

- S/n você não pode fazer isso -Zayn diz assim que aparece no jardim-
- Po-Posso sim -gaguejo-
- Não.. Não.. eu não posso cometer os mesmos erros do meu pai.

Ele diz e então eu entendo que Louis o contou.

- S/n eu quero que meu filho cresça perto de mim, não quero ter que vê-lo apenas nos finais de semana. Não quero que ele tenha um padrasto assim como não quero ter que lhe dar uma madrasta! Quero que ele veja seus pais felizes e diga para seus colegas de escola com todo o orgulho que somos o melhor casal do mundo, quero ouvir ele falar suas primeiras palavras.. Eu não posso te perder baby, eu não posso perder meu filho. Vocês são tudo o que eu tenho, eu estou aqui nessa porra de cidade que eu mau conheço por ti! Minha família esta do outro lado do oceano toda destruída e parte disso é minha culpa, quando eu mais precisei eles me deram as costas, então por favor S/n não se iguale a eles. Eu posso mudar, eu quero mudar, se você quiser eu até uso aquele pijama ridículo do Batman.. Mas por favor S/n me da mais uma chance.

Um turbilhão de emoções tomou conta de mim, eu queria chorar e ao mesmo tempo sorrir e gritar que esse era o Zayn que eu conheci. Segurei minha pequena barriga e então olhei para meus pés, não demorou muito para eu ver o Nike preto se aproximar. Eu não disse nada e ele também não, apenas nos abraçamos, seus braços envolveram minha cintura com cuidado e eu o apertei contra mim e se não me encano nesse meio tempo ouvi sua risada abafada.

- Eu te amo. -digo e beijo seu rosto-
- Eu vou ser alguém melhor amor, eu prometo para vocês dois!.

Zayn diz e eu tenho a certeza de que amanhã tudo sera melhor. 

Assim eu espero..

O pelotão estava em forma, a voz de comando foi enérgica e a fuzilaria produziu um único estrondo. Mas para Benjamim Zambraia soou como um rufo, e ele seria capaz de dizer em que ordem haviam disparado as doze armas ali defronte. Cego, identificaria cada fuzil e diria de que cano partiria cada um dos projéteis que agora o atingiram no peito, no pescoço e na cara. Tudo se extinguiria com a velocidade de uma bala entre a epiderme e o primeiro alvo letal (aorta,coração, traqueia, bulbo), e naquele instante Benjamim assistiu ao que esperava: sua existência projetou-se do início ao fim, tal qual um filme, na venda dos olhos. Mais rápido que uma bala, o filme poderia projetar-se um outra vez por dentro das suas pálpebras, em marcha ré, quando a sucessão dos fatos talvez resultasse mais aceitável. E ainda sobraria um fiapo de tempo para Benjamim rever-se aqui e acolá em situações que preferiria esquecer, as imagens recocheteando no bojo do seu crânio. O prazo se esgotaria e sobreviveria um ultimato, um apito, um alarme, mas Benjamim os entenderia como ameaça de criança contando até três - um… dois… dois e meio… - e se deteria mais um pouco nos momentos que lhe pertenciam, e que antes não soubera apreciar. Aprenderia também a penetrar em espaços que não conhecera, em tempos em tempos que não eram o seu, com o senso de outras pessoas. E súbito se surpreenderia a caminhar simultaneamente em todas as direções , e tudo alcançaria de um só olhar, e tudo o que ele percebesse jamais cessaria, e mesmo a infinitude caberia numa bolha no interior do sonho de um homem como Benjamim Zambraia, que não se lembra de alguma vez ter morrido em sonho.
—  Chico Buarque, Benjamim.

IMAGINE HARRY SYLES


*ficou bobo e sem sentido. Com um final idiota, eu sei. Mas juro que quando tive a ideia, ela me parecia muito boa. Desculpa!
*quero opiniões, viu? Kkk mesmo que sejam ruins.

-Você realmente vai fazer isso?-Liam me perguntava pela milionésima vez enquanto eu arrumava os cobertores um em cima do outro na cama

-Vou - respondi simplesmente, já cansado de escutar sobre o quão errado era enganar a sua namorada.

-Por que você não chama a (Sn) e fala a verdade?-Louis perguntou sentado na poltrona e eu o encarei sério demonstrando que eu já havia tentado isso muitas vezes. Já havia tentado tantas coisas..

-Primeiro: é muito difícil ela largar aquele maldito hospital para apenas “conversar” comigo, tem que ser algo importante, de vida ou morte, para que ela apenas atenda a minha ligação. E o que é mais importante e grave do que uma pessoa doente prestes a morrer?- perguntei de uma maneira como se tivesse descoberto a roda. E achar um jeito de chamar sua atenção foi quase ou mais difícil do que isso- segundo: E como você pretende que eu diga isso a ela?

-Simples: “(Sn), querida, você sabe como eu sou, não sabe? sou carente, chato, mimado, e preciso que você me dê atenção 24 horas por dia porque sou um bebezão chorão”- debochou e eu atirei uma almofada em sua direção

-Como você é engraçado. Estou morrendo de rir- zombei irônico fazendo todos rirem.

-E por que você não dá um ultimato nela?-Niall me perguntou

-Como assim?

-É, dude- Zayn interveio- chega nela e mostra que você tomou uma posição: ou ela dá mais atenção para você ou não dá mais essa relação e você termina tudo.

-E você acha que já não pensei nisso?-suspirei cansado- mas tenho medo dela dizer que é melhor terminarmos e eu ficar sozinho com o orgulho intacto ou acabar de vez com qualquer resto de amor próprio que tenha me sobrado e acabar implorando por qualquer resquício de atenção enquanto choro vendo filmes bobos e me acabando no sorvete- confessei de uma vez e eles apenas me encararam com pena, enquanto Niall ria. Idiota

-É. . Você está mal mesmo. Sinto muito- Liam lamentou e eu respirei fundo voltando ao controle da situação. Pelo menos daquela.

-A (Sn) chega daqui a pouco. Então: saiam!- sibilei e eles ergueram as mãos em sinal de rendição.

-Calma, dude. Já estamos indo- Liam falou se levantando enquanto todos o esperavam na porta do quarto- mas antes..Você tem certeza que a (Sn) vai vir? Você pode passar mal de verdade.

-(Sn) é médica e a desculpa que eu inventei é perfeita. Ela tem que vir- tentei transparecer firmeza mas lá no fundo ainda estava com medo dela me trocar pelo trabalho novamente. Liam apenas concordou e saiu acompanhado dos meninos que riam.

Não me preocupei com eles e fui esquentar uma água para logo depois mergulhar um pano na mesma e passar em mim, me deixando com a temperatura de um febril.

Fui em direção ao banheiro para conferir se a minha manhã sem comer havia me deixado pálido o suficiente e vi que de nada adiantou.

Em um momento de total desespero, optei pela maquiagem de (Sn) e passei ela por todo o meu rosto, exagerando no pó branco. Deus, eu parecia um defunto.

Baguncei meu cabelo propositadamente e ensaiei em frente ao espelho a minha cara de acabado que eu faria para a minha namorada sentir dó de mim. Fiz uma série de polichinelos e abdominais afim de suar e me deitei na cama, ligando para o seu consultório logo em seguida, ciente que ela rejeitaria minha chamada se ligasse em seu celular.

E seja o que Deus quiser.

….

Abri a porta do meu apartamento com pressa preocupada com a ligação do meu namorado aparentemente fraco e doente, o que me fez cancelar três consultas de hoje, mas eu tinha que o fazer ou se não Harry jamais me perdoaria por “Troca-lo” pelo meu trabalho mais uma vez, ainda mais com ele doente.

Do jeito que Harry era um bebezão carente, me xingaria de insensível e sem coração, como todas as vezes que eu não podia cancelar compromissos importantes para assistir um filme bobo em sua companhia. Apesar de me irritar com o jeito que ele definia minha dedicação em ser a melhor pediatra de Londres em algo egoísta e egocêntrica, preferia não brigar e apenas deixa-lo falar para depois que ele se acalmasse, fosse até ele pedir desculpas e fazer as pazes.

Franzi o cenho ao perceber que a casa estava silenciosa e subi as escadas sem jeito, derrubando um vaso ridículo que sua prima havia me dado em meu aniversário, fazendo um barulho estrondoso e a partir daí escutando gemidos de dor do meu namorado que vinham do quarto como se tivesse percebido que eu estava em casa.

Adentrei o quarto escuro e encarei a criatura que se remexia, aparentemente, com dor na cama me deixando preocupada assim que percebi que ele suava apesar de estar coberto por pelo menos cinco cobertores.

Mas minha preocupação se esvaiu quando liguei a luz e vi meu namorado coberto de um pó branco que provavelmente era da minha maquiagem. Seu rosto se assemelhava com um defunto congelado que não sabia passar maquiagem, já que seu queixo estava branco mas sua testa e nariz estava em seu tom normal.

Paralisei por um instante ligando os pontos como a chaleira de água quente no fogão que encontrei recém fervida, minha maquiagem aberta na pia do banheiro e descobri o óbvio: ele estava fingindo estar doente.

Mas, por que?

-(Sn)? É você? - soltei um murmuro confirmando e me aproximei da cama- Acho que vou morrer..- fingiu de maneira ridicula uma tosse e tive que me controlar para não rir. Havia decidido aproveitar a situação e me divertir um pouco.

-O que você tem, meu amor?- perguntei doce acariciando sua testa.

-Não sei- fez bico- estou com o corpo todo dolorido, principalmente a cabeça, febre, e muito muito frio- sussurrou e uma idéia maravilhosa me ocorreu.

-Ah meu Deus! - tentei parecer nervosa- e você teve vontade de vomitar mas não conseguiu?- ele me encarou confuso mas depois negou provavelmente achando que assim eu não saberia do que se tratava a sua “doença”

-Eu consegui vomitar. .

-Harry, meu Deus!- arregalei os olhos de maneira exagerada- Você pode estar com um novo vírus que foi descoberto recentemente aqui em Londres- coloquei as mãos na boca e vi ele arregalar os olhos- Todos os sintomas batem. Precisamos ir imediatamente para o hospital fazer vários exames, você vai ter que levar algumas injeções para tirar sangue, talvez precisará ficar internado e fazer uma cirurgia, mas você fará, não é? Esse vírus é letal - perguntei cínica sabendo do seu pavor em hospitais e ele se desesperou.

-Eu não tenho nada disso, (Sn). É só um mal-estar.

-Mas você não ligou para o meu consultório para dizer que estava muito mal? Com febre alta e tudo mais? - assentiu- e não me pediu pra que eu viesse te ver, mesmo sabendo da urgência das minhas consultas que eu tive que desmarcar?- assentiu novamente, mas receoso dessa vez- então é grave. Você não me tiraria do meu trabalho só por causa de um mal-estar bobo, tiraria?- perguntei arqueando as sobrancelhas e ele pausou.

-Er..Não.

-Então, meu amor. Como eu sei que você jamais faria isso comigo por uma besteira boba e infantil, esse seu adoecimento deve ser grave- conclui e ele abaixou o olhar- Não é?

-Eu..Não sei- continuou a mentir e eu decidi puni-lo.

-Já sei o que podemos fazer. Vou preparar um banho pra você e uma comidinha bem gostosa e se você não melhorar iremos ao hospital fazer tudo aquilo que lhe disse. Ok?

-Tudo bem- concordou e eu fui preparar seu banho.

….

-Meu Deus, como você está febril- exagerei enquanto tirava sua roupa no banheiro- ainda bem que preparei esse banho, ele vai ajudar a abaixar a sua febre.

-Tomara- sorriu tímido e logo tirou sua boxer, ficando nu

O ajudei a ir até a banheira, e quando ele estava do lado da mesma, o empurrei com força, o derrubando em uma água gelada repleta de cubos de gelo que preparei especialmente para ele mesmo sabendo que Londres estava com a temperatura abaixo de 0.

-CARALHO, (SN)! - gritou assim que emergiu e tive que fazer uma força sobrenatural para não gargalhar de sua expressão - ESTÁ MUITO FRIA.

-É pra ajudar a passar a febre, meu amor- O empurrei nnovamente para o fundo vendo que seus lábios já estavam roxos e ele dava leves espasmos de frio com seus dentes rangendo.

-Me deixe sair daqui- pediu assim que o empurrei para mergulhar novamente e eu apenas neguei.

-Você ainda está febril, meu anjo.

-Mas eu estou com muito frio.

-E você não estava com frio antes?- tentei parecer confusa e ele deu uma leve tossida fingida antes de responder- não entendi a diferença.

-Sim..er..eu estava, mas agora eu estou mais.

-Ah sim.. Então vamos sair do banhinho- afinei a voz falando quase como eu bebê e o ajudei a sair da banheira, o entregando uma toalha minúscula para que ele se enxugasse- aqui- estendi a ele que encarou aquele pedaço de pano e suplicou com o olhar para que lhe desse uma maior. Mas apenas o ignorei- vou preparar sua comida. Consegue se enxugar sozinho?

-Eu..- o interrompi.

-Ótimo. Depois vá se deitar- finalizei saindo do banheiro, não dando chance para que ele argumentasse.

….

- Sopa?- perguntou decepcionado assim que entrei no quarto carregando a tigela quente em uma bandeja que logo apoiei em sua perna.

-Você está doente, queria o que? Sorvete? Macarrão? Lasanha? Nada disso.

-Mas eu detesto sopa- fez um bico extremamente adorável e se eu não soubesse que tudo aquilo era fingimento, teria derretido no mesmo instante e preparado qualquer comida para ele.

-Mas vai tomar tudo. Ou você não quer melhorar logo?- perguntei o testando mais uma vez para saber se ele iria continuar mentindo. Mas, ao contrário do que imaginei, ele não hesitou em responder.

-Não quero- franzi a testa verdadeiramente confusa e me sentei ao seu lado na cama.

-Por que não?

-Estou gostando de tudo isso.

-De ficar doente?

-De ter a sua atenção- respondeu simplesmente e me calei diante a sua sinceridade e doçura- apesar de quase ter morrido de hipotermia, e de ser obrigado a comer isso, estou gostando de estar doente e de ter você cuidando de mim, mesmo que as vezes eu ache que você quer me matar de vez- riu- acho que desde que você aceitou trabalhar naquele hospital, não tivemos um momento assim..só carinhos e cuidados, sem você tentar resolver sua ausência com sexo, como se fosse dele que eu sentisse falta.

-E não é?

-Não. Eu sinto falta do seu sorriso bobo, do jeito como você dança quando está feliz ou quando está cozinhando, sinto falta do seu cheiro, de acordar no meio da noite morrendo de vontade de ir no banheiro mas tentar segurar mais um pouco porque você está em meus braços e a qualquer movimento poderá acordar, acabando com a cena mais doce a angelical existente. Sinto falta dos seus ataques, do jeito como espirra de cinco em cinco minutos por ter alergia a tudo, como você vira um bebê de cinco anos quando bate seu cedinho na quina da mesa do telefone e, caramba, acho que esses dois tem um caso porque você bate ele quase todos os dias- riu- sinto falta do jeito que você fica concentrada quando lê um livro ou como fica frágil e adorável quando tenta esconder que está quase chorando em um filme bobo. Entre outras milhares de coisas, sinto falta do seu jeito, do seu beijo, do seu abraço e da sua comida. Mas não quero ficar reclamando igual aqueles grudentos que você desde o começo do namoro me avisou que não gostava. Só vou calar a boca e experimentar a sua sopa que tenho certeza que esta deliciosa- tentei impedi-lo, mas não consegui e logo ele estava cuspindo a mesma no lençol da cama.

-Acho que exagerei na pimenta- fingi inocência extremamente arrependida por ter tentado puni-lo quando o que ele fez foi a coisa mais linda que alguém já fez pra ficar perto de mim sem reclamar do modo indiferente que eu ajo.

-VOCÊ COLOCOU PIMENTA?- seu rosto estava extremamente vermelho e me apressei para lhe dar água.

-Ela ajuda a melhorar as dores que você está sentindo- tentei convence-lo a não ficar bravo comigo usando a desculpa que eu inventei enquanto preparava a sopa. Mas ele apenas me fitou incrédulo.

-Quando?

-Quando o que?

-Quando você percebeu que estava fingindo?

-Assim que liguei a luz e vi que você estava mais branco do que os cadáveres do CSI- Respondi tentando não rir e ele suspirou, se levantando da cama emburrado.

-Desculpa, ok? Eu sei que eu fui muito infantil e outras coisas, mas me punir com pimenta e cubos de gelo nesse frio não é exagero, não?- me levantei também e o encarei- era só me dizer o quão ridículo eu era e pronto.

-Desculpa- pedi baixo- porque nunca me disse que achava que eu não lhe dava atenção o suficiente? Me dizer de verdade. Chegar e expor a situação.

-Você nunca percebeu isso?- perguntou sem acreditar e eu apenas neguei.

-Sempre achei que era exagero e carência sua- dei de ombros- não sabia que sentia tanto a minha falta.

-Você não sentia a minha?- sua expressão se tornou quase em uma de dor.

-É claro que eu sentia, mas você não reclamava então eu achava que estava tudo bem. É claro que as vezes você dava aqueles pitis, mas aquilo não conta.

-Não, não estava tudo bem. Nunca esteve- virou de costas para mim e o abracei por trás.

-Posso dizer uma coisa?

-Você vai tentar resolver com sexo?

-Não- ri fraca- eu achei muito fofo o que você fez-sussurrei e ele me largou de repente, ficando de frente para mim.

-E por que me puniu daquela maneira?

-Ah, foi divertido- gargalhei e acabei fazendo com que ele risse também- você tinha que ver a sua cara

-Você merece uma punição por isso- sorriu brincalhão.

-Tenho uma proposta melhor.

-Ah, é?- assenti- e eu posso saber qual é?

-Por que não nos deitamos aqui, de baixo de cinco cobertores, bem quentinhos e juntinhos, eu faço uma pipoca e assistimos um filme que eu vou tentar esconder que me emocionou enquanto você ri de mim?

-Humm..é uma proposta tentadora. Mas Tenho que ver, você não anda merecendo..- se fez de difícil e dei um leve tapa em seu braço. Rindo logo em seguida- é claro que eu aceito!- me pegou no colo, tirando meus sapatos e me deitando na cama, ficando abraçado a mim encarando meus olhos.

-Desculpa. Eu não sabia que você realmente se sentia assim- expliquei

-Não sei se posso te perdoar- beijei sua bochecha três vezes seguidas- Acho que posso te perdoar- mordi seu queixo, indo em direção a sua boca, onde beijei fervorosamente- é… Já te perdoei- deu de ombros me fazendo rir e o apertar mais forte em meus braços.

-Obrigada, meu Bebezão carente.

  • 1s Zayn Malik. 

- Você está estranha. -Zayn diz pela décima vez na noite-

- Meu irmão tem razão, o que houve?

- Não gostou do jantar querida?  -minha sogra pergunta eu nego rapidamente.

Olho para meu relógio e vejo que ainda nem são dez da noite, desde quando eu fiquei tão sem paciência? Não aguento mais ser bombardeadas de perguntas idiotas, meu marido ficou fora por um ano e ninguém nem perguntou como eu me senti em relação a isso. Todos que me ligavam só queriam saber como o médico da família estava, ninguém perguntava como a professora do pré estava, se ela precisava de uma companhia, ou até mesmo de uma ajuda com a enorme casa que habitava sozinha.

- Meu amor, porque está chorando? -Zayn pega minha mão mas eu a solto indo em direção a porta. Antes que ele possa vir atrás pego minha bolsa e abro a porta e vou correndo em direção ao meu carro. Bato a porta e abaixo o pino, minhas lágrimas se misturam com a breve chuva que molhou meu rosto, deixando tudo pior ainda.

-  S/n espera -Zayn berra da porta, enquanto pega o guarda-chuva.

Dou partida no carro e em poucos segundos o Zayn se torna um pequeno ponto no meio da grande rua, dirijo o mais rápido que posso enquanto sinto minhas lágrimas escorrendo em meu rosto. Queria poder parar no quarto quarteirão e chamar pela minha mãe, tenho certeza que ela me atenderia, me acolheria e me daria um chá para tomar, de maçã, seu preferido. Mas ela se foi, se foi quando ele estava fora e ele nem ao menos me consolou quando chegou, apenas ficou falando de suas cirurgias e de como era ótima a sensação de salvar vidas. Sinto tanta falta daquela que me deu a luz!

Minha memória dela é um pouco diferente. Tenho certeza que todos se lembram de sua própria versão dela. Versões que eu nem reconheceria. Isso é tudo que sobra de alguém quando ele se vai.

- Quando foi que você se tornou essa pessoa Zayn? -pergunto mesmo sabendo que ele não vai responder, não respondera pois não está aqui. Sabe essa sensação de abandono da parte dele já se tornou comum para mim, e por mais que eu o ame não sei se suporto isso.

Assim que entro em casa segurando meu sapato vejo Zayn deitado no sofá, fecho a porta e o mesmo se acorda, seus olhos primeiro se arregalam e depois se estreitam em minha direção, ele se levanta e dá passos grandes até mim, fecho os olhos quando ele passa a mão pela minha bochecha e sinto mais uma lágrima cair.

- Você quase me matou de susto -ele sussurra entre o abraço.

- Eu sei -digo e me solto dele.

- Parou para pensar em como eu ficaria sem você?

- Você só pensa em você mesmo né? Eu fiquei um ano inteiro da minha vida sem você, nosso primeiro ano de casados só para constar! Como acha que eu me senti quando acordei da nossa lua de mel e você não estava? Foi embora e só deixou um misero bilhete -começo a dizer mas me interrompo, e me viro para Zayn que está boquiaberto diante de mim.

- EU ESTAVA SALVANDO VIDAS -ele grita e em um ato inesperado eu o empurro fazendo o mesmo bater com as costas na parede fria.

- E EU ESTAVA AQUI NESSA CIDADE DE MERDA SOZINHA, MINHA MÃE MORREU E EU NÃO FUI NO ENTERRO PORQUE EU ESTAVA AQUI, EU VIM PARA CÁ POR VOCÊ E NA PRIMEIRA OPORTUNIDADE VOCÊ ME DEIXOU, SEU MERDA!

Berro aos prantos e dou um murro na parede, me arrependo em segundos pois sinto o rompimento do meu osso de imediato, urro de dor e então caminho até a cozinha. Zayn vem atrás de mim, me segura pelo pulso e me vira para ele, aperto os olhos e ele faz pressão com a mão no local.


- Quebrou. -ele diz e morde o lábio inferior.

- Eu não me importo, não preciso dos seus cuidados!

- Não seja infantil!

- Fui adulta por muito tempo Zayn, e você não viu. Não viu porque você me deixou, sozinha, na nossa casa. Jogou nosso casamento no lixo!

- Na alegria e na tristeza lembra? -ele me relembra com lágrimas nos olhos.

- Essa frase se tornou vazia depois de suas ações -digo e mordo o lábio não aguentando mais de dor.

- Nós juramos perante de Deus que ficaríamos juntos, e agora no primeiro ultimato você quer desistir?

- Quero. -grito e tento sair da cozinha mas ele me impede.

- Para com isso -pede enxugando minhas lágrimas- Não desiste de mim S/n!


Ele solta um suspiro e passa a mão pelos cabelos, seus olhos se tornaram um grande vulcão que já entrou em erupção muitas vezes em um dia.


- Não desiste de nós. - ele implora e eu sinto meu coração partir aos poucos.


Cirurgiões são criados para ser invulneráveis. É muito difícil os desnudar, porque eles sabemos exatamente o quão profundas algumas lesões podem ser. E ver o Zayn assim vulnerável diante de mim prova que ainda existe um pouco daquele que por quem me apaixonei dentro dele.


- Preciso de um tempo.

- O casamento é imperfeito e propenso a crises de silêncio meu bem, ser casado com quem se ama tem dessas. Nós vamos brigar, vamos nos entender e o importante é não desistir. -ele solta o ar com força e parece exausto-

- Tenho medo da gente forçar a barra, e estragar tudo aquilo que a gente já teve. Tenho medo de nossas brigas apagarem os nossos momentos especiais e inesquecíveis que tivemos juntos!

- Elas não vão, eu prometo meu amor. -suas palavras me deixam sem folego.

- Não faça mais promessas, por favor -peço de olhos fechados.

- Como quiser -ele sorri-

- Eu queria ficar discutindo mais com você, mas minha mão quebrada está doendo muito.

- Posso cuidar disso -ele me informa- posso cuidar de você também, dos nossos filhos e da nossa casa, você só precisa me dar uma chance! Eu sou o homem da sua vida S/n, e nem Deus pode mudar isso.



E foi nesse dia que eu entendi que, o juramento de na alegria e na tristeza não é, nem nunca será atoa. O casamento é deixar pra trás todas as expectativas do que você pensa que o casamento deveria ser, é ter paciência, é conhecer outro alguém assim como conhece a si mesmo, é alegria e, às vezes, tristeza. E, finalmente, o casamento é acreditar realmente nessa outra pessoa. Você pode construir uma casa com qualquer coisa, fazer que ela seja tão forte quanto você queira. Mas um lar… Um lar é mais frágil que isso. Um lar é feito com as pessoas que você o enche. E as pessoas podem ser quebradas, com certeza. Mas qualquer cirurgião sabe que o que está quebrado pode ser consertado. O que está machucado pode ser curado. Não importa o quão escuro esteja… O sol vai surgir de novo.

Depois de mais de 2 mil anos de presença em Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, os cristãos receberam um ultimato e foram obrigados a abandonar a região nestes últimos dias, deixando todos os seus bens para trás.

O Estado Islâmico lhes deu as opções: se converter ao islamismo, pagar o imposto dos infiéis e viver sob a lei da sharia, deixar a cidade imediatamente ou morrer!

Quem se recusa, já tem uma sentença de morte.

Depois de quase 2 mil anos de história, o cristianismo no Iraque pode estar perto do fim, uma vez que cerca de 90% dos cristãos que ali residiam já saíram de suas casas.

Uma das maneiras que os terroristas utilizam para identificar os cristãos é pichar suas casas com a letra ن, o “N” em árabe. Este símbolo é utilizado para designar os Nasrani (Nazarenos em árabe). Essas casas estão sendo queimadas!

É nossa obrigação ORAR PELA IGREJA PERSEGUIDA, PARE DE VIVER UM CRISTIANISMO SUPERFICIAL E HIPÓCRITA, existem pessoas sendo condenadas a morte, enquanto muitos estão brincando de ser cristão!

Aos que não sabem… o termo “Igreja Perseguida” faz referência aos cristãos perseguidos por sua fé, àquela parte da Igreja, do corpo de Cristo, que sofre restrições, perseguições, prisões ou até mesmo a morte por crer em Jesus Cristo.