ufanismo

Even Brazil is a poor country, have no good public schools, even the hospital is always full (without doctors) , even this, even that, even all those problems…. even everything I LOVE IT ! ♥ Brazilian Forever ♥

Mesmo que o Brazil seja um paíz pobre, que não tenha boas escolas publicas, mesmo que os hospitais estão sempre cheios (sem médicos) , mesmo que, mesmo que, mesmo que isso, mesmo que aquilo, meso que tolos aqueles problemas…..mesmo que TUDO Eu amo isso ! ♥ Brazileiro Para Sempre ♥

Ousa afirmar muita gente que ser brasileiro importa condição de inferioridade. Ignorância, ou má fé! Ser brasileiro significa distinção e vantagem. Assiste-vos o direito de proclamar, cheios de desvanecimento, a vossa origem, sem receio de confrontar o Brasil com os primeiros países do mundo. Vários existem mais prósperos, mais poderosos, mais brilhantes que o nosso. Nenhum mais digno, mais rico de fundadas promessas, mais invejável.

Nas linhas que se seguem procurei demonstrar estes assertos. Não as inspira entusiasmo, mas experiência e estudo. Já me alonguei da quadra em que o entusiasmo domina. Mais de meio caminho da jornada está percorrido. Andei em demoradas viagens por grande extensão do orbe. Tenho lido e meditado muito, tenho sofrido duras decepções.

E me sinto amigo do meu país, cada dia em grau superior ao do antecedente. Em nenhum outro, fixaria de bom grado o domicílio. Peço que me deitem aqui, somente aqui, para o sono supremo.

—  Porque Me Ufano do Meu País
Afonso Celso

O Link trata da polêmica pós premiação do Oscar sobre  o filme “Argo”, em virtude das “falhas” históricas que o mesmo cometeu ao retratar de forma ufanista as questões heróicas americanas. Muitos cineastas, críticos e historiadores se dizem extremamente decepcionados com o descompromisso histórico do filme, com a propagandismo ufanista e a preocupação master em criar um filme de efeito e popular, digno da maior premiação do audiovisual do mundo.

A questão é: até que ponto esse filme pode ser considerado essencialmente histórico? Em nenhum. É a ficção contrapondo fatos históricos. E se o filme foi enquadrado justamente na categoria ficção, qual o problema de reinventar os fatos? Outra questão, partindo da premissa de que um filme representa o olhar do criador, então, qual o problema de querer passar um determinado sentimento, mesmo que este discorde de fatos verídicos que elucidaram a pesquisa inicial?

Li um comentário que achei interessante; nele diz o seguinte: “História é história e ficção é ficção. Mas se misturam, ainda bem. Qual o problema da ficção se apropriar e reinventar a história? E qual o problema da história ser contada com os recursos da ficção? Só um excesso de positivismo não tolera essa mistura. Que Argo não narra a história tal como ela foi já se sabia. E daí? É ótimo que haja o relato histórico para que saibamos como a coisa ocorreu. Porém… porém podemos ir um pouco mais além e perguntar: qual relato, mesmo desejando ser história, escapa de ser ficção?” (opinião de Fábio Fonseca de Castro). 

Concordo com o comentarista em achar que seria positivista demais, de uma visão mais o que conservadora, achar que um filme, que conceitualmente é uma FICÇÃO, está deturpando a história, os fatos. 

História é história. Ficção é ficção.

 

Da Série_Estudos Espúrios_

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS








LITERATURA BRASILEIRA: O CONTO ROMÂNTICO





















GUILHERME FERNANDES GARCIA- 2008050577-




Imbuído do espírito dos mestres comparativistas franceses, e estudioso da matéria que fui e sou, todavia a partir da visão do professor fundador da disciplina análoga que é ao proposto; Antônio Candido. Não poderia furtar-me à citação de seu luminoso nome, por ter tido a bondade de trazer sua luz a esta disciplina; luz de um sol brasileiro.

É preciso continuar, para fins de exercício, e afastado o aparente ufanismo, citar ainda a figura da professora Tânia Carvalhal, que organizadora de muitos textos fundamentais da literatura comparada, que é, junto ainda de Eneida Maria e Wander Melo, mais aqui pra chega dos nossos..

Dizem em Perspectivas Da Literatura Comparada No Brasil, que:

“ A idéia de dependência cultural sempre norteou os estudos relativos ao espaço ocupado pela literatura brasileira no confronto com outras literaturas, sobretudo as de matriz européia. Por razões de ordem histórica e cultural, o legado europeu foi determinante na constituição da tradição literária nacional, nela inserindo um quadro teórico nitidamente marcado pelas noções de influência. Dessa perspectiva, a história da literatura no Brasil fez-se como um processo progressivo de emancipação de formas oriundas da Metrópole. Assim é que a construção de uma identidade cultural brasileira aponta, principalmente a partir do Romantismo, para a superação do assujeitamento ao imaginário europeu, sem abrir mão, no entanto, do desejo de continuar compartilhando dos valores ocidentais.”

Citação primordial e que introduz e diz a que veio, e o que veio a ser, a literatura brasileira pós, e com o romantismo..E a que vim, aqui nestes ‘pedaços de papel’ inscrever -me inscrever, numa espécie de tradição transgressora e antropofágica..De uma compreensão às avessas de dois textos, uma narrativa romântica, de um autor irlandês, pautada na tradição da novela gótica, e a um pequeníssimo, e grandioso a um só tempo; conto romântico de autor brasileiro..

Que por suas vezes e vieses, são: Carmilla, de Joseph Thomas Sheridan Le Fanu (1814-1873), poeta e autor de contos no gênero de horror, nascido em Dublin, Irlanda..-inserido numa tradição folhetinesca, uma vez que seus contos, no qual Carmilla se incluiu, terem sido publicados numa coletânea, entre os meses de dezembro de 1871 e março de 1872..

E nosso..Casimiro, poeta|contista..

Vale ressaltar, talvez e tão somente, à título de curiosidade literária que por desconhecidas que são, as novelas góticas, os contos fantásticos e de terror, das pessoas em geral, e da academia como um todo..no início da tradição literária vampiresca da língua inglesa, e tal como veremos em Carmilla, mas não em Camila! -o tema do lesbianismo!, tema este que suscita-se, 'surgiu’ no poema Christabel (1816) de Coleridge, tido como um dos primeiros poemas de vampiro, a tratar do sexo e do sangue como elemento de intimidade absoluta..Vemos por exemplo tal questão abordada em Carmilla no suposto-evidente lesbianismo da personagem. Sendo, com isso a comparação que teço, acerca de tamanha intimidade, tal qual temos filosoficamente, com a do casamento, tema almejado -ou sonhado como queiram-, em Camila, pelo personagem “principal”..Casamento, instituição que dentre nós ocidentais é tida como uma espécie de entrelaçe sanguíneo, e que teria uma pseudo eternidade intrínseca à ele; ainda que nos dias de hoje tenha perdido tal força, significado e ou caráter.

É mister citar ainda, e para fecharmos essa breve explanação a cerca do vampiro literário; um romance britânico do século dezenove, que saiu em cento e nove capítulos semanais em meados de 1840 chamado: VarNey -O Vampiro, escrito por James Malcolm Rymer. Posteriormente compilados num volume de oitocentas páginas. É considerado o primeiro romance de vampiro na língua inglesa e o primeiro de ficção..desde o conto original de John Polidori: O Vampiro, por muitos tido como de autoria de Lord Byron..!?

Entretanto e sem grandes dúvidas, foi na Alemanha que esta literatura nasceu com aquele que é sim e finalmente, considerado o primeiríssimo poema, do que se entende por “Vampíro Literário”: O pequeno poema: “Der Vampyr”, de Henrich August Ossenfelder (1748), seguido por Goethe, Gautier, Hoffmann, dentre outros..


Uma vez traçado os parâmetros, vamos ao que viemos!

Gostaria de, em este exercício livre que me foi proposto e a muito gosto, tentar estabelecer algumas similaridades entre o Carmilla de Le Fanu, e o Camila, de Casimiro.

Entretanto e de pronto; e o isto sim, muito a contragosto, por uma questão fundamental que a paixão às similaridades entre ambos os contos, que de pronto vi; me suscitaram..devo mui gravemente confessar não haver me apercebido de um pequeno-enorme!,"detalhe?”; assaz fundamental..

O de que o conto de Casimiro, para minha surpresa e espanto, é anterior ao de Le Fanu!

Constatação que se efetivou depois de projeto e desafios lançados, e que deu uma espécie de nó de marinheiro, no que me sobrou, de herança, como cérebro..

Passado o susto inicial, e alguns dias depois de leituras exaustivas das duas obras, trabalhos relativos à literatura comparada, cerne e força motriz do que pretendo aqui começar a desenvolver..

Cheguei a seguinte conclusão: Fazer uma espécie de análise, sob a luz do conto romântico mundial, e a partir, é claro, do nosso Casimiro e de sua Camila, através das premissas da literatura comparada..Tudo isso de “trás pra frente“, tentando entender como e se, Casimiro teria tido contato com algum dos poemas, romances ou contos que citei acima, à guisa de introdução ao tema, uma vez que não posso imaginar Sheridan lendo Casimiro!

E sobremaneira não consigo desassociar as “ terríveis”, sem duplo sentido; coincidências, que não só os nomes das obras me suscitam, mas e sobretudo algumas outras questões que vou logo pontuar e desenvolver..

Todavia fica e finda nesta linha a problemática que surgiu.

Prosseguindo em tal empresa, e aos olhos de muitos já por essas alturas desacreditado, entro no cerne da questão que por absoluta falta de juízo ou inteligência persigo e sigo tratando.

Pois muito bem, já no subtítulo;ou melhor, digo: já no título temos uma questão que é bastante próxima de uma das idéias do conto de Le Fanu..

-a propósito farei um breve resumo da história para aqueles a quem ela for desconhecida e por ser de todo de nós oriunda; de uma tradição menos trabalhada-



_Carmilla é o “personagem principal”, ou aléphico, deste grande conto ou curto romance.

A história se passa na Styria, onde Laura, a heroína e narradora, filha de um funcionário público aposentado que consegue comprar um castelo abandonado por uma pechincha, castelo este pertencente a dinastia amaldiçoada dos Karnstein, razão direta do baixo preço da proppriedade. Originalmente o nome de Carmilla era Mircalla Karnstein, por parte de mãe, Laura era uma descendente dos Karnstein, sendo inexplicavelmente desde os seis anos, atormentada por terríveis pesadelos onde uma mulher perfurava-a com duas agulhas.

Aos dezenove, após um “ acidente” em frente ao castelo, onde a carruagem que trazia Carmilla se esborralha..O pai de Laura correndo em socorro oferece que elas se hóspedem, todavia à mãe de Carmilla, Condessa Karnstein, urge seguir viagem e a “deixa” sob os cuidados da família de Laura, que ao vê-La imediatamente a reconhece como sendo a mulher dos sonhos!, e assim o vampiro está de volta, agora visitando-a na forma de um gato e de um fantasma..

Começa a história!

Como dizia, e a primeira associação que faço com tal conto e tais histórias da tradição literária do vampiro, é a do subtítulo da obra de Casimiro que é : Memórias de uma virgem, pois é sabido por todos os estudiosos de vampiros, e tem-se historicamente comprovado através da pessoa da Condessa Elizabeth Bathory (1560-1614), da Bratislava, considerada uma vampiro verdadeira , acusada de matar mais de 650 garotas virgens, condenada a prisão perpétua em seu próprio castelo de Cachtice, conforme registro, e tendo sido criada em Ecsed, na Transilvânia; que o vampiro prescinde de uma virgem, de sangue de pureza virginal, para satisfazer seus intentos..

Sigo em minha ilusão que em tudo o mal enxerga, e percebo na segunda página o nome de um escritor que desconheço, mas que o Titulo de sua obra significou mais uma constatação de alguma possível relação com o horror e o fantástico na literatura, gêneros que nunca me pareceram serem de interesse do mestre Casimiro; ele cita o romance: O Gênio Do Mal, de um tal Arnaldo Gama.


Mais afeito que sou ao gênero de horror, lembro-me imediatamente de uma referência a Sheridan, que ao final de sua vida teve sua obra compilada em 52 volumes e foi tido como o Gênio Do Mal.

Na mesma página e tão somente para seguirmos com o que muitos diriam se tratar de um besteirol, temos um relógio batendo onze e meia, última soada antes da meia noite e o personagem principal do conto amaldiçoando e dizendo:

“Maldito Relógio, viestes desfazer o meu poético Castelo!” No que poderíamos mais uma vez relacionar ao castelo, mais diretamente o da Família karnstein e ou a qualquer outro castelo recorrente na literatura gótica, mas salvo ledo engano; não tão, na tradição de nossos contos.

Prossigo com o absurdo, quando leio na página três de Camila, donde o narrador vem exaltando as belezas do Porto e diz:

“E a lembrança do vapor do Porto cruzou-me no pensamento e inclinei-me insensivelmente sobre o abismo para recolher um gemido, um ai pungente de agonia de alguma vítima, ou para descobrir as formas graciosas dessa donzela pálida que as ondas engoliram, no que em ambos destaques em negrito por mim grifados, temos inferências diretas a drenagem parcial ou total do sangue das vítimas dos vampiros, e acrescentaria sem medo de ser dado como completo insano, não somente do vampiro lendário, mas daqueles que a psicologia chama de vampiro de almas, que exaurem suas vítimas psicologicamente levando-as a loucura ou perda da tenacidade e coloração da tez.

Sigo na ordem em que o texto flui, chegando ao ponto máximo de minha comparação, onde em meu entender se torna absurdamente claro o caráter vampiresco da personagem Camila, de Casimiro De Abreu, pois na página cinco, a penúltima do conto, e depois de acalorado debate entre os personagens principais, o que de todo, depois da própria Camila; ser o único, que possui nome, e de nome se tem o este por Ernesto; Diz:


“ No entanto, acrescentou ele pensativo, há uma cousa que me intimida. Esta mulher tem querido esposar três rapazes, e todos os três morreram horas antes da festa nupcial: da quarta vez dizem que morre ela, mas pode muito bem suceder ao contrário..”

Mais uma vez e uma vez mais e por todas as vezes, agora afirmo, já havendo desistido de ganhar qualquer credibilidade por parte dos mais crédulos, mas que por incrédulo que fores duvido que duvide da proximidade desta constatação com toda e não somente com a Carmilla de Le Fanu, que em verdade não mata nenhum homem; inúmeras , recorrentes e ancestrais histórias de vampiro, desde as mais antigas na Índia, os contos do vampiro indianos de autor anônimo até os citados por mim no começo deste devaneio literário romântico.

Não satisfeito identifiquei ainda outra correlação com um mito fortíssimo na mesma página onde em uma sequência, no primeiro e segundo; dos quatro últimos parágrafos. O narrador principal, digamos, declara:

“ Cruzei um segundo os meus olhos com os dela, e aquele olhar terno e lânguido fez- me mal (…) Teria dado metade da minha vida por um beijo daquela mulher; teria dado minha alma..”

Daí discorro a respeito da atração hipnótica que o vampiro encerra em seu olhar, do enfraquecimento do espírito frente a sua presença diabólica, da questão dos mortos vivos, quando ele fala a segunda frase; sobre metade de sua vida..

Inda faltou me coragem para tratar de detalhes ainda menores, mas como imagino que a esta altura já estejam as crianças dormindo e os professores cochilando, arriscaria pontuar que, e voltando a página três onde o narrador pragueja contra um pobre homem que lhe puxa conversa, dizendo:

“Para onde Diabo havia eu de ir senão para o Porto! Só se me viesse a breca, porque nesse caso ia para o outro mundo.”

Sem fôlego para enxergar mais nenhum disparate e confesso sem mais muitos argumentos, se é que tive algum de fato, dou esse pesadelo por encerrado, o semestre por concluído e meus agradecimentos por registrados!



REFERÊNCIAS BIBILOGRÁFICAS



CARVALHAL, Tânia Franco. Literatura comparada. São Paulo: Ática, 2006.

LE FANU, Sheridan. Carmilla. Baixado na íntegra em suas 79 páginas da internet.

ABREU, Casimiro de. Camila. Baixado na íntegra em suas seis páginas da internet.

MELTON, J. Gordon. O Livro Dos Vampiros ( A enciclopédia dos mortos vivos). São Paulo: M. Books, 2003



Ufanism, from the Portuguese “ufanismo”, is a form of jingoism, jactancy, an excessive pride, a sense of boasting or self-vangloriation of a country, an excessive exaltation of its qualities, most of times because of misinformed patriotism. Ufanists generally exceed their compliments to the point of creating a distant view of reality. In the case of Brazil (and mainly of North Korea), ufanism is the attitude of the general population, or of certain groups, highlighting in an exaggerated form the potential and achievements of the country, its beauty and natural wealth, and the hospitality or qualities of its people – minimizing or ignoring the problems, the poverty and the technological backwardness. The common use in Portuguese comes from the book “Porque Me Ufano do Meu País” (“Why I Am Proud Of My Country”), by Count Afonso Celso. The adjective “ufano” comes from Spanish and means a group boasting arrogantly to himself extraordinary merits.
O ufanismo (jactância ou auto-vangloriação de um país) é uma expressão utilizada no Brasil em alusão a uma obra escrita pelo conde Afonso Celso cujo título é Porque me Ufano do Meu País.
O adjetivo ufano provém da língua espanhola e significa a vanglória de um grupo arrogando a si méritos extraordinários. Portanto, no caso do Brasil, pode-se afirmar que o ufanismo é a atitude ou posição tomada por determinados grupos que enaltecem o potencial brasileiro, suas belezas naturais, riquezas e potenciais.
Na verdade os ufanistas acabavam por extrapolar ao se vangloriar desmedidamente das riquezas brasileiras, muitas vezes expondo a si e ao país a uma situação que seria interpretada por outros como jactância, bazófia e vaidade.
O governo militar brasileiro iniciou um período de campanhas ufanistas para conquistar simpatia da população. Assim, surgiram os slogans “Ninguém segura este país” e “Brasil, ame-o ou deixe-o”, e as músicas com refrão “Eu te amo, meu Brasil, eu te amo; ninguém segura a juventude do Brasil”, ““Este é um país que vai pra frente (…)”. O hino da Copa de 1970 era cantado pelo país: “noventa milhões em ação, pra frente, Brasil do meu coração (…) Salve a seleção”. A euforia gerada na população pela vitória na primeira transmissão ao vivo de uma Copa levava-a às ruas para cantar versinhos patrióticos, misturando governo e futebol em um carnaval fora de época.