tuna luso

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Tuna Luso Brasileira, Assembleia Paraense e Pará Clube, d. 1960 / Revista Belém 350 anos (1966)

Clubes. “Cidade sedenterizada, Belém tem, nos seus clubes sociais, o ponto natural de encontro de sua sociedade, onde, nas sédes urbanas ou nas campestres, a mocidade, nos fins de semana, principalmente, vive momentos de alegria e íntima camaradagem. Dentre essas entidades destacam-se o PARÁ CLUBE, sobremodo social; o CLUBE DO REMO, que se notabilizou, por seu grupo futebolístico; a ASSEMBLÉIA PARAENSE, de maior tradição social e de maior patrimônio, e, finalmente, a TUNA LISO COMERCIAL que congrega, principalmente, a colônia lusitana e seus descendentes, como os demais, com sua séde campestre e suas reuniões animadas”.


  • Revista Belém 350 anos (1966)
Campeonato Paraense de 1958 - Campanha Cruzmaltina

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1º Turno

  • Tuna 4x1 Remo
  • Tuna 4x0 Belenense
  • Tuna 2x2 Júlio César
  • Tuna 2x3 Ex-combatentes
  • Tuna 0x1 Paissandu
  • Tuna 8x0 Pinheirense

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2º Turno

  • Tuna 1x1 Pinheirense
  • Tuna 1x0 Remo
  • Tuna 3x1 Belenense
  • Tuna 4x0 Ex-Combatentes
  • Tuna 3x0 Paissandu
  • Tuna 3x0 Júlio César

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3º Turno

  • Tuna 1x1 Belenense
  • Tuna 1x0 Remo
  • Tuna 1x2 Paissandu

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Decisão

  • 1º Jogo - Tuna 2x2 Remo
  • 2º Jogo - Tuna 4x1 Remo
  • 3º Jogo - Tuna 0x1 Remo
  • 4º Jogo - Tuna 3x1 Remo

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Campeões de 1958

Goleiros: Sarará e Ludovico

Zagueiros: Pinheiro e Nonato

Médios: Acapú, Satiro, Iran, Muniz, Rafael, Leoni e Olavo

Atacantes: Esdilson, China, Estanislau, Chininha, Juvenil, Indio, Palito, Cacetão e Daniel

Técnicos: Miguel Cecim e Nagib Matne

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Fonte: A Província do Pará de 16 de dezembro de 1958

Tuna Luso Campeã Paraense 1951

                      Azulino salva um ataque cruzmaltino


Em 1951 a Tuna conquistou seu 5º título paraense e, como era regra na época, a disputa final ocorreu numa melhor de três partidas contra o Clube do Remo, que havia triunfado sobre a Tuna no ano anterior.

No primeiro jogo, em 23 de dezembro de 1951, os comandados de Nagib Matine enfiaram quatro bolas a uma em cima dos azulinos. Depois deste espetacular triunfo, o segundo jogo foi disputado na Curuzu num domingo, 30 de dezembro; porém “a chuva que logo após o almoço, entrou a ameaçar a cidade tirou, desde logo, o brilho” do jogo. Primeiro tempo 0x0 e “a fase final não se pôde, entretanto, realizar, o apitador carioca considerou impraticável o o terreno, pela chuva que desabava e suspendeu a partida”. O 2º tempo do jogo foi adiado para o domingo seguinte e foram aqueles 49 minutos finais que lhe valeram o cetro de 1951.

“Quando, porém, Adelino de Jesus deu bola ao chão, na tarde de anteontem [06.01.1952], reiniciando-se a partida, sentiu-se de pronto, que o clima era bem diverso que se prenunciava. A Tuna se atirou a luta com uma decisão tamanha que, três minutos apenas decorridos, marcava o primeiro tento da tarde, num belo tiro de Daniel, para um minuto depois encerrar-se o primeiro tempo”.

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Teixeirinha e Daniel são dois grandes valores da ofensiva da Tuna


“Uma bola, entretanto, foi a ter Juvenil [artilheiro do campeonato com 13 gols] e, daí a um passo, estava a Tuna com o seu segundo tento rasgando caminho pra a vitória e para o título”.

“O Remo ainda tentou reagir. Mas muito não tardou a perceber que inócua seria essa reação. Quebrantava-se-lhe o ânimo. Esgotava-se-lhe o fôlego. E veio, então, um terceiro tento da Tuna, consolidando a vitória, assegurando-lhe, de maneira iniludível, o honroso galardão”.

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                           Dodó o grande arqueiro da Tuna


“Eram campeões os cruzmaltinos. Campeões gloriosos de terra e mar para o júbilo desbordante da grande torcida alva a fazer o estádio viver um instante verdadeiro e delirante carnaval”.

TUNA: Dodó; Bereco e Macaco. Rubens, Zemaria e Biroba; Teixeirinha, China, Juvenil, Daniel e Abimael.

REMO: Veliz; Expedito e Erasmo; Smith, Jambo e Germano; Itaguarí, Quiba, Geraldo, Jaime e Marido.

Fonte: Jornal A Província do Pará de 20 e 23 de outubro, 14 de novembro, 25 e 28 de dezembro de 1951; 6 e 8 de janeiro de 1952.


Momento de inauguração no estádio do Souza, quando 40 refletores iriam iluminar o campo cruzmaltino, informa a Folha Vespertina: “A Tuna Luso Comercial vem trabalhando no sentido de dar pronta a iluminação do seu estádio até o próximo mês de dezembro, quando pretende inaugurar a mesma com um grande programa esportivo, que terá a participação de um dos melhores time do Estado de São Paulo”. 


Fonte: Jornal Folha Vespertina de 30 de setembro de 1955

A Seleção em Belém - Tuna 1x1 Brasil

                        Pouco futebol e menos público


“Quem assistiu ontem o jogo Tuna 1x1 Seleção olímpica, começou muito mal seu final de semana. Monotonia, desprovido de lances de sensação, mesmo quando surgiram os dois gols durante os noventa minutos. Maneirou um pouquinho, apenas no início do primeiro tempo, quando Ribamar andou fazendo boas defesas e salvando o arco tunante de um gol imediato. No mais, nada de emoção, apenas um pouco de correria apresentado pela seleção olímpica dotada de excelente preparo físico que quase lhe concede a vitória.”

“O primeiro tempo ainda teve lances que arrancaram aplausos dos mais afeitos: aos 7 minutos, Pedrinho de fora da área alvejou o arco de Ribamar, tendo este ido ao chão e praticado segura intervenção. Aos 16 minutos, Zé Carlos conseguiu driblar na corrida a Ribamar, mas estourando a seguir com China que desfez o perigo. Conclusão deste lance: Ribamar e China ficaram uns três minutos no chão, contundidos, mas depois recuperaram-se e continuaram normalmente. Aos 20 minutos, Pedrinho bateu o lateral Oliveira na corrida e chutou quase sem ângulo, mas Ribamar, - um goleiro que se coloca muito bem e sabe cair para fazer a defesa - espalmou para corner que não trouxe maiores perigos. Aos 39 minutos, o gol da Tuna: Mesquita invade pelo lado direito e passa para Ubiracy que, donde estava - na intermediária, mais próximo ao meio campo - chutou, conseguindo: pegou o goleiro Vitor - muitos furos abaixo de Nielsen - desprevinido e até displicente (neste lance) indo a bola, no ângulo direito do goleiro olímpico, surpreendendo a todos: público, Ubiracy, goleiro, demais jogadores e até o juiz que foi lá conferir para depois mandar a bola para o centro do gramado. Adeus primeiro tempo que acabou prendendo os poucos torcedores em vista da Tuna ter aberto o marcador”.

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              Foi um jogo sem graça, mas na base da correria


“Mas os minutos finais, então, [ilegível]: de mal que estava, passou para pior, com ninguém mais se entendendo, apesar da preocupação do treinador Antonio que colocou a dupla de área titular - Washington e Manoel e ainda Angelo, no meio campo - na tentativa de dar maior entusiasmo técnico ao jogo. Não deu: aumentou apenas a dosagem de correria, sabido que Manoel e Washington são exímios batalhadores, acabando de exaurir a defensiva tunante e seu meio de campo. A priori, nesta segunda etapa, o goleiro Vitor nada fez: sem trabalho, limitou-se a torcer pelo gol de empate. Que surgiu depois da bobeada de Oliveira Pipoca e Antenor no cruzamento: por volta dos 20 minutos, Washington bateu Oliveira e deu a Rubens, que jogou de lateral direito apoiando sobremodo o ataque. Rubens, na prensada com Carvalhinho, cruzou com a bola indo lentamente aproximar-se da entrada da área à procura do Manoel que só teve o trabalho de enfiar. Empatada a partida, a Tuna se trancou, e tinha bons motivos para tal: cansada como estava e querendo assegurar o marcador, evitando uma derrota, entregou-se e ficou às expensas de contra-ataque sempre [ilegível] por Wagner, um senhor quarto zagueiro, ontem”.

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                  Ribamar salvou muitas situações de perigo


“A Tuna ia se dando mal com esta nova maneira de atuar: aos 44 minutos, Washington, aproveitando a canseira geral dos jogadores alvos, passou, como quis, no meio de dois zagueiros da Tuna e se não fosse a grande performance de Ribamar, a partida estaria desempatada e a Tuna, agora, amargando uma derrota, com justiça, aliás, Ribamar foi na bola e botou a corner que Dirceu não soube executar. Antenor rebateu para a intermediária e o apito de Paulo Bezerra encerrou a partida”.


TUNA: Ribamar; Marinho, China, Carvalho e Oliveira; Antenor e Ubiracy (Bosco); Fefeu (Zé Ilídio), Mesquita, Clésio (Dino) e Amorim (Fefeu).

BRASIL: Vitor; Rubens, Fred, Wagner e Bolívar; Falcão (Angelo) e Carlos Alberro; Pedrinho, Zé Carlos (Washington), Roberto (Manoel) e Dirceu.

                                                         .

Fonte: Jornal A Província do Pará de 12 de agosto de 1972

Taça de Prata 1985 - Edgar da Tuna

           

                                  Edgar durante treino no Souza


“A aplicação tática dos jogadores da Tuna foi fator de grande importância na vitória de ontem, sobre o Goytacaz. O time luso não procurou o gol desordenadamente. Sempre que saía para o ataque, o fazia com muita conscientização, e nesse trabalho, se faz necessário destacar o empenho e entrosamento dos elementos da meia cancha. Na verdade, todos os jogadores cruzmaltinos, sem exceção, estiveram muito bom. O zagueiro Ronaldo, pelo disposição, técnica e garra mostrada nos noventa minutos, poderia ter se constituído no craque do jogo, se tivesse desperdiçado uma penalidade máxima, e cometido uma falta que redundou no primeiro gol do adversário. Essa honra vai para o jovem, que começou discretamente, mas acabou sendo o maior responsável pela harmonia exercida no meio de campo, com toques rápidos e objetivos: Edgar. Surgiu no futebol pelada de Belém, é um jovem meiocampista promissor. Sabe marcar a entrada, de sua grande área. Pertence a Tuna”. 

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Fonte: A Província do Pará de 5 de abril de 1985