trovões

Lá fora a chuva cai. Eu, a observo da janela, como se aquelas gotículas pudessem levar ou lavar de minh'alma todas as decepções que um dia senti.
Sinto frio. Ele vem de dentro. Me questiono se existe alguma maneira de me aquecer, mas creio que não, pois fui abandonada por aqueles que um dia me fizeram abrigo, hoje corro perigo, de por uma hipotermia morrer. Hoje me sinto fria, vazia, indisposta, incapaz de levantar seque uma pequena parede, ou pelo menos empilhar tijolos pra tentar quebrar um pouco da forte brisa gelada que não cessa, e vem de lá congelando tudo.
Chove lá fora. E aqui dentro também, tem um temporal dentro de mim, estou desesperada, morro de medo de trovões e não paro de ouvir os estrondos que me atormentam. Meu coração troveja, pois bombeia sem cessar o sangue que tenta aquecer meu corpo. Estou me afogando, na chuva, no sangue no desespero. Minhas comportas estão fechadas, e sinto-me inundando por dentro, não sou sereia, não o suficiente para respirar em baixo d'água, não sem nem nadar. Não sou sereia, pois esse foi um apelido que ele me deu.
Chove lá fora, mas nada se compara a chuva daqui de dentro. Venta lá fora, uma brisa fria que se entrasse congelaria, pois aqui dentro está nevando. Vejo lá fora, mas aqui dentro não consigo abrir meus olhos. Acho que devo parar de observar a chuva e começar a me perguntar se não já estou morta! Ate porque, não existe parede, não existe telhado, eu estou no mar. Porque diabos não estou a me afogar?
—  Gabriela Santos e Brendon Moraes.

(Anotação)

São dessas coisas que passeiam no pensar até escorrerem pelas pontas dos cílios. Sussurros de ninguém entre o estrondo dos trovões que parece balançar os móveis. Talvez o barulho da chuva também te faça se sentir menos só. Tenho aprendido a não temer os sons, eles me fazem companhia. É certo que desde aquele fim de noite, o céu não parou de chorar. 

G.

Hoje, uma grande tempestade de sentimentos tentou me tragar; minhas vontades quiseram me sufocar e meus desejos tentaram derrubar meu pequeno barco. Só ouvia trovões e relâmpagos de dúvidas e incertezas. Porém, em meio ao meu caos, ouvi uma voz; tão doce, voz de meu Pai, dizendo: venha! venha! Ande sobre às águas, ainda estais em raso, necessário é que desbrave às profundezas. Então, disse-lhe, eis-me aqui, mesmo sem saber nadar, mas, Teu amor me faz querer me afogar, e assim, morrer cada vez mais, para o meu eu. Transparecendo somente a Ti, em meu ser. Me perdoa, por esquecer que sempre estivesses em meu barco; e que, mesmo em meio a tempestade, ouves meu clamor. Não aparte de mim Teu Espírito Santo, pois, já quis ser tudo, mas, hoje quero ser totalmente e exclusivamente dependente de Ti.
—  Cartas para Deus.
Era uma vez, uma mãe, um homem e uma história. É lua, tudo começou em uma praia, que era seca, essa é a linda história de Gaia - A mãe terra. Na verdade tudo começou com uma maldição! Certa vez uma mulher com maldade no coração um casal amaldiçoou, e uma praga neles rogou - Que você homem seja o choro de sua esposa e você mulher seja a gravidade que os prende em um só amor". Ainda estava na época da criação, mas não tem nada haver com Eva e Adão, está mais para uma história arcaica de um escritor qualquer. Então, a terra era uma bola de fogo ambulante o calor era constante, o homem que era choro, chorou, e logo evaporou, virou nuvem, e ao chegar no céu chorou, e choveu, choveu, choveu, e a cada soluço um raio cortava o céu, e a cada bravejo a maldição, um estrondo se podia ouvir, aqui, ali e a cula. Enquanto isso a mulher a magma se juntou, seu amor era tão forte que ao chão ela se acorrentou e ali ela o esperou, esperou e esperou. Mais de um ano se passou, e o Céu que era o nome do belo rapaz, continuava a chorar, mas sabe, conforme o tempo foi passando aquele chuva foi esfriando o calor que Gaia era, e ela assim foi se petrificando, e Céu continuou chorando até que percebeu que em volta daquele fogo, tudo endureceu. Gaia continuava ali, ele podia sentir, mas mesmo assim não conseguia parar de chorar, e assim, sua mulher ele sem querer começou a inundar, Gaia não conseguia entender aquele castigo e seu coração começou a esfriar, e assim o polo sul começou a se criar. Céu continuava a chover, ou chorar, e com trovões Gaia ele começou, sem querer, castigar. Ele estava desesperado como um homem desamparado. Gaia não podia falar, mas seu cérebro ainda estava lá, a cobrindo de remorso, e foi ai que começou a se formar, a futura moradia do urso polar, sim “Que sorte!” Aquele era o futuro polo norte. Assim que Gaia se congelou, aquela tempestade de Céu passou, a chuva era uma maldição, os raios eram uma punição, e os trovões serviam para assustar aquela linda mulher chamada Gaia. E toda vez que um pouco Gaia aquece seu coração, a chuva se prostra, e então, a esfria novamente. Diz a lenda que em um futuro não tão distante, o amor de Céu e Gaia, vai ser algo tão relevante que derretera a pedra de gelo que Gaia pois em seu coração, o cérebro vira logo atrás. E assim será nossa extinção, que também é uma maldição. Somos consequência de uma traição. E por isso ela amaldiçoou toda essa “geração”, depois de descobrir do seu marido uma traição, com a mulher mais feia do reino. Ela com muita decepção fugiu e no céu explodiu, dando origem as estrelas, pois assim ela poderia vigiar a hora em que Gaia e Céu voltariam a se amar, e outra maldição ela logo poderá jogar. É lua, não tem você na história, entre aspas que bom, imagina ter que sitar mais uma maldição, mesmo que você seja amaldiçoada, sua história não se pode ser contada, não por qualquer um, é por isso que minha avó nunca quis me falar, quem foi aquele que ousou te amaldiçoar.
—  O menino que Observava a Lua. A história de Gaia e Céu. 
Eu sou uma pessoa ciumenta, isso é um fato. Crio paranoias que as vezes só existem em minha mente, começo a achar coisas demais, brigar por besteiras e quando menos espero, o que antes me fazia tão bem, perde totalmente o sentido. Eu sou ao extremo, quando quero, quero demais. E se não querem na mesma intensidade, eu desisto. Assim. Simples. Dói, lógico que dói. Sempre dói. Mas acredito que empurrar algo com a barriga seja pior. Eu sou fria, mas isso não quer dizer que eu não tenho sentimentos, eu os tenho. Apenas possuo uma casca que me protege de tudo, ou ao menos tenta. É incrível a quantidade de pessoas que usam das palavras e de falsos sentimentos para machucar os outros. Acredite já passei por isso. E por causa disso, eu tenho medo. Sim, morro de medo. Desde dos mais bobos como trovões e relâmpagos à pessoas falando em alto e claro tom um “eu te amo”, ama mesmo? Ou é só da boca pra fora? Porquê, já tive muitos desses “eu te amo”, que na primeira briga virou um “eu te odeio”.  E quando o amor acaba, é porque nunca sequer chegou a existir. Eu sou sincera, comigo e com as pessoas ao meu redor. E as vezes, o que eu falo, não é o que querem ouvir. Eu consigo me machucar em tempo recorde, não apenas sentimentalmente falando. Mas fisicamente também. Vivo me arranhando, caindo ou batendo alguma parte do meu corpo em algum lugar. Quando gosto de algo, eu quero aproveitar ao máximo, estar perto, curtir e ser feliz. E é isso que eu venho tentando fazer. Ser feliz sempre será o meu maior objetivo.
—  O Diário de Sofi.