totalmente sem rumo

Dentro de mim existe uma confusão que nem mesmo indo nas obscuridades da minha alma eu encontraria uma explicação concreta e exata sobre o que acontece por lá. Eu me fecho, mas não quero que ninguém desista de mim. Eu quero encontrar alguém, mas me escondo em meio aos meus medos. Preciso de ajuda. Como eu posso me libertar de uma coisa que mal consigo explicar? As coisas ao longo dessa vida não foram favoráveis para que algo desse certo e eu não quero ter que ficar em meu quarto chorando por isso. Não quero essa avalanche de pensamentos caindo sobre mim. Me sinto totalmente perdido, totalmente sem rumo, sem eira nem beira. É uma sensação inexplicável, indesejável. Confusão da qual não dar pra fugir, aonde quer que eu vá, ela está me perseguindo. Perseguição da qual até pergunto por quê, mas é uma pergunta sem resposta. Ajuda tem se tornado difícil, não há ninguém que possa me ajudar nesse caos em que vivo. Libertação tem sido algo que não tem me achado, mas ainda assim, busco por ela. Preciso de alguém para que essa libertação venha acontecer. Alguém que possa trazer luz ao meu mundo obscuro. E esse alguém é você.
—  Vinícius Amorim e Alef Santos.
A tristeza fez de meu coração morada. Esse parasita pesou em meu peito, deixou minha respiração mais fria, minha cabeça mais conturbada e tirou-me a fome e a sede. A solidão e a tristeza tornaram-se irmãs de sangue e me assombraram por dias a fio. O desespero, então, decidiu se encontrar com as duas irmãs, deixando-me totalmente sem rumo. As noites tornaram-se inquietantes e a dor que os três citados me causaram fora imensa!
Não, meu caro leitor, não estou me referindo a um relacionamento amoroso que deu errado. Estou me referindo à dor que sentimos ao ver uma cachorrinha (que faz parte da família) debilitada e lutando pela vida; estou me referindo à dor que a perda de um ente querido nos faz; estou me referindo às perdas que temos ao longo de nossas vidas; estou me referindo, amigo, à dor de não nos sentirmos realizados por conta de sonhos que foram direto para o bueiro.
—  Bruno Estevam - (Desabafo)
Surpresas do destino

Capítulo 119  :

 E liberando o elevador ele desceu até o estacionamento do prédio, montou sua motocicleta e limpou mais lágrimas antes de pôr o capacete. Ligou sua moto partiu dali, antes que não tivesse mais forças de ir embora!

Parando num sinal de trânsito ele tirou o celular do bolso e discou o número da fazenda.

– Oi, sou eu!

– Diga patrão! – O senhor respondeu.

– Preciso que venha buscar Shanti por mim na escola, pegue a caminhonete se precisar.

– Tudo bem patrão. Algum problema senhor? – Perguntou um dos funcionários mais antigo da fazenda. Senhor Barnazer.

– Nada demais! Apenas vou precisar resolver umas coisas antes de ir pra casa, e devo terminar tarde.

– Tudo bem! Eu busco a menina de Zara!

Arthur desligou o celular e acelerou sua grande e potente motocicleta pela larga avenida, sem saber pra onde ir, sem saber o que fazer dali em diante, com sua vida totalmente sem rumo.

Ainda ao chão Lua estava encolhida, e ao ouvir a porta se fechar olhou pra sua sala e se vendo sozinha, juntou suas forças em meio ao choro e foi para seu banheiro particular.

Nele se trancou e ainda nua foi para o chuveiro, onde despejou todas as suas lágrimas e a dor do momento que havia acabado de passar.

And we’re standing side by side

As your shadow crosses mine

What it takes to come alive

It’s the way I’m feeling I just can’t deny

But I’ve gotta let it go

Lua estava mais uma vez partida ao meio, entre seus sentimentos e a sua dignidade.

Dividida entre o amor despedaçado e a dor de querer senti-lo, mesmo que isso a machucasse ainda mais…

Shine a light through an open door

Love and life I will divide

Turn away cause I need you more

Feel the heartbeat in my mind

It’s the way I’m feeling I just can’t deny

But I’ve gotta let it go

We found love in a hopeless place

As lágrimas nunca cessavam, e a dor aumenta a cada Segundo. O amor estava num lugar onde não encontrava felicidade.

Turn away cause I need you more…

We found love in a hopeless place…

– Eu preciso de você… - Lua sussurrou em meio aos soluços. – Mas que inferno! Eu sempre vou precisar de você…

Nós encontramos o amor num lugar sem felicidade…

Nada dava certo, meus empregos, minhas amizades, meus estudos, meus amores, nada. Eu não entendia nada do que estava acontecendo. Talvez você já tenha se sentido assim, um pouco — ou totalmente — sem rumo, sem saber por onde começar porque acha que as coisas vão continuar dando errado. Sem esperança, sem visão, sem ambição, sem fé, sem nada. Lentamente fui me soterrando de vazios, estava tão obcecado pelo nada, que me tornei o próprio nada. Eu já não me reconhecia. Me apresentava como “Sr. Nada”. O nada me consumia, me corroía, me devorava. Quem sou eu? E uma voz seguida de ecos respondia: nada. Estava pronto para aceitar o que me tornei. Foi quando eu entendi que esse era o problema. Cheguei a conclusão que eu havia me tornado o que as circunstâncias apontavam, o que as pessoas diziam a meu respeito. Mas eu queria ser tudo. E isso, meu caro, não depende de ninguém.
—  Luiz Alves.
Admito que esta muito difícil fingir que não sinto nada, fingir que não me importo sendo que a pessoa que eu mais me importo continua sendo você, mesmo com esse tempo que nos afastamos nada mudou aqui dentro, o sentimento continua o mesmo, eu não consigo te esquecer, por mais que eu tente, por mais que eu queira, isso esta sendo a coisa mais difícil da minha vida, nunca passei por uma barra tão grande como atualmente. Enquanto você esta ai com outro alguém, eu estou aqui procurando você em outros corpos, vivo na esperança de esbarrar com alguém que me tire desse pesadelo, eu sei que estou cavando o meu próprio buraco, mas o desespero é grande e estou totalmente sem rumo.
—  Mariana T
Prólogo

Lágrimas desciam involuntariamente por meu rosto, borrando a maquiagem que eu tanto tinha custado para terminar. Não havia qualquer vestígio do rímel que antes cobria meus cílios, ou do lápis que contornava meus olhos. Bom, exceto pelas manchas pretas que escorriam em minha face. Eu me sentia patética.

Desisti de encarar meu reflexo pelo vidro daquele carro estranho, sabendo que havia confirmado minhas suspeitas. Estava com uma aparência deplorável. Passei a mão rapidamente por meu rosto, tentando limpar as manchas pretas, mas sem obter muito sucesso. Dei um longo suspiro, ignorando a situação trágica em que me encontrava e voltei a caminhar lentamente pela rua, totalmente sem rumo. Eu já estava distante o suficiente para não precisar me preocupar com a presença dele. Não seria achada tão facilmente.

Não tinha muito certeza se chorava por raiva, ou por tristeza. Lágrimas de ódio se misturavam em meio as de decepção. Havia jurado para mim mesma que nunca mais choraria por motivos como aquele… Mas lá estava eu, contradizendo todas as minhas promessas. Sim, eu estava chorando por culpa deles. E principalmente, por culpa dele, a pessoa que eu mais confiava no mundo inteiro.

Parei ao ouvir um som familiar vindo de minha bolsa. Peguei meu celular apenas para constatar o que já sabia. Ele estava me ligando de novo. Havia uma pequena parte minha que desejava desesperadamente atender aquela chamada. Ouvir o som da sua voz, suas palavras de consolo… Mas como ele poderia me consolar, se o próprio era quem estava me fazendo sofrer? Com raiva, joguei o celular novamente na bolsa, ignorando o aparelho que vibrava com seu nome estampado na tela.

Continuei caminhando, apenas seguindo em frente. Tentava focar na paisagem, na tentativa de não pensar na tristeza que ocupava meu coração. O barulho dos carros passando pela rua, as vozes das pessoas caminhando ao meu redor, o cheiro de café que vinha da pequena loja ao meu lado. Era engraçado como as coisas a minha volta continuavam exatamente iguais, mas dentro de mim tudo havia mudado. Infelizmente não era uma mudança boa.

Me escorei na parede da pequena loja e inspirei fundo, já cansada de tudo aquilo. Cansada de andar, de chorar, pensar, lembrar de tudo que aconteceu naquela tarde… Queria apenas abrir meus olhos e ver que tudo não passou de um sonho, uma mera ilusão criada por minha imaginação. Mas eu sabia que aquilo não aconteceria.

Não conseguia deixar de pensar no quão estúpida fui. Relacionamentos não eram perfeitos, eu sabia disso. Mas me deixei iludir, me ceguei completamente por causa de uma paixão que nunca sequer existiu… Pelo menos, não pela parte dele. Achava engraçado como nos livros as coisas eram tão diferentes. Os personagens tem defeitos, é claro. Cometem erros, fazem besteiras, agem por impulso. Mas o amor sempre é verdadeiro e prevalece mesmo nos momentos mais difíceis e remotos. Mas eu já deveria saber, a vida não é um livro de romance.

Meu celular vibrou novamente, me despertando de meus pensamentos. Mesmo já sabendo quem era, peguei-o. Ver seu nome brilhando na tela provocava sensações horríveis em mim. Eu só não entendia porque ele insistia tanto… Eu não significava nada para aquele garoto, então porque ele persistia em me ligar?

Ignorei novamente o celular e fui até a ponta da calçada, na esperança de conseguir um táxi. Não queria ir pra casa e não conseguia pensar em nenhuma outra opção, mas sabia que ficar vagando pelo quarteirão não era a melhor ideia.

Era estranho saber que ele estava por perto, andando em meio aquelas ruas e talvez até me procurando. Eu queria poder conversar com alguém, me abrir, desabafar. Eu precisava de conforto, e a primeira pessoa a quem eu recorreria era quem estava me fazendo passar por tudo aquilo. É uma droga quando seu namorado é seu melhor amigo.

Continuei em pé com minha mão estendida, esperando que um táxi passasse. Meu celular voltou a tocar, acabando com o último vestígio de paciência que me restava. Sem nem pensar, peguei o celular e o atendi, já tendo total certeza da voz que escutaria do outro lado da linha. Eu só não sabia que escutá-la causaria um efeito tão grande em mim.

Um táxi finalmente parou a minha frente, buzinando para que eu entrasse. Mas eu simplesmente não me movia… Estava estática. Eu só conseguia focar em sua voz que repetia meu nome, num tom nítido de preocupação.

- Nanda… Eu sei que você está aí. - Sua voz saiu arrastada. - Por favor, fala comigo. Diz alguma coisa.

O táxi a minha frente buzinou novamente, chamando minha atenção. Meu coração batia desesperadamente rápido, e minha cabeça rodava, desconcertada. Inspirei fundo, tentando recuperar o controle e estendi minha mão, pronta para abrir a porta do carro. Mas as palavras que se seguiram no telefone me fizeram travar novamente.

- Não entra nesse táxi. - Ele suplicou. - Por favor, a gente precisa conversar.

- Eu… Eu… - Gaguejei, sem conseguir completar a frase.

- Nanda, eu te imploro. - Meus olhos já estavam marejados. - Acredita em mim, eu amo você…

- Como você sabe que estou para entrar em um táxi? - Minha voz saiu mais ríspida, seca.

- Olha pra frente. - Ele respondeu.

Ergui meus olhos para o outro lado da rua, e meu coração quase pulou pela boca quando me dei conta do que estava na minha frente. Seus olhos verdes estavam cravados em mim. Uma expressão de tristeza pairava em seus rosto. Com o celular ainda no ouvido, ele abriu um pequeno sorriso em minha direção, fazendo uma súbita raiva me preencher.

Ele não tinha o direto de fazer aquilo. Eu fui feita de palhaça, de idiota, fui enganada por suas palavras vazias e suas demonstrações de carinho falsas. Ele não podia simplesmente me olhar com aquele maldito - e infelizmente, perfeito - sorriso no rosto e achar que eu correria novamente para seus braços. O pior era que, se eu demorasse mais cinco minutos, faria exatamente isso.

Eu tinha que ir embora.

Uma pequena lágrima desceu de meu rosto assim que puxei a porta do carro. Não me dei ao trabalho de olhar em sua direção, apenas entrando com rapidez dentro do táxi. Não sabia para onde iria. Só queria sair dali, ir pra bem longe… Queria me distanciar dele o máximo possível.

- Me esquece Lucas. - Sussurrei, desligando o telefone logo em seguida. Olhei uma última vez para ele, que encarava o táxi com uma expressão de total derrota. Deixei que mais algumas lágrimas descessem por meu rosto antes de me voltar para o motorista e passar o endereço da casa de Duda, que era a minha amiga mais próxima no momento.

Pelo menos, eu havia aprendido algo naquilo tudo. A vida não é como nas histórias. Nem todos os relacionamentos dão certos. Nem todos os amores são verdadeiros. Nem sempre o casal faz as pazes. Mas a dor… A dor sempre é real.

Nossa história podia até ter começado com “era uma vez”, mas definitivamente não havia terminado com um “felizes para sempre”.

                                                                                   Próximo capítulo

Hoje acordei meio sem saber pra onde ir , totalmente sem rumo , chateada com a vida , querendo largar tudo por ai e sumir de vez , sentindo um vazio enorme no peito , só querendo alguém para conversar , que me escute e não me julgue .Mas o mundo está vazio de pessoas assim .
—  ex-tin-ta
Eu sempre ajudo meus seguidores, chegou a hora de vocês me ajudarem, por favor, LEIA, é muito importante!!

Então, meu melhor amigo tá em coma tem 4 dias. Quero pedir para aquelas pessoas que realmente tem muita fé em Deus, para que elas rezassem, por favor. Ele é muito importante pra mim sabe? Eu não sei nem quem eu sou sem ele, sério, fico totalmente sem rumo. Ele precisar sair logo do coma e ficar bem, por isso conto com todos vocês e agradeço aqueles que orarem e/ou me derem apoio, de coração. Podem contar sempre comigo também 💛💖💗

Hoje descobri uma coisa extremamente curiosa: eu não sei lidar com o amor. Não sei lidar com nada que coloque meu coração em linha de risco de novo. Se você soubesse o quanto fico estranhamente assustada quando você se aproxima, não daria sequer mais um passo por mim. Ah se você soubesse, com certeza você pararia de me dar um daqueles de seus abraços envolventes. Um daqueles abraços que de tão apertados, deixam rastros de você em mim. Também não me deixaria sentir aquele seu cheiro delicioso de gente que tem um bem querer dentro de si. De gente que me quer bem. Talvez a culpa seja dessa tua risada doce e calma, que por mais que eu não queira me traz paz. Provavelmente eu que esteja sendo a incoerente da história, quero dizer, são poucas as pessoas que carregam tamanho privilégio, e eu sei que tive muita sorte em te encontrar em meio a tantas pessoas no mundo. E quem sabe uma pequena porcentagem de azar, você me aparece logo agora que estava pronta pra me reequilibrar, sabe? Tantos tombos que já levei, achei que estava na hora de ficar de pé novamente. Agora eu estou me levantando sabendo que as chances de eu cair de novo são totalmente possíveis. Então por favor, quero que saiba que o amor é uma viagem sem volta e tudo o que eu não quero é ter que voltar portanto, cuida de mim. Cuida da gente. Só vai ser necessário algumas doses de paciência, é estressante tentar se entender comigo e com as minhas mil e umas manhas. Mas digamos que eu só me encontro, quando te encontro. Fora isso fico perdida e totalmente sem rumo como um quebra-cabeças complexo, como um quebra-cabeças em que ninguém se atreve a querer montar por ser embaraçoso demais, impaciente demais. Porém de algum modo único e exclusivamente seu, você me transpareceu confiança e sinceridade, fazendo com que eu fosse me permitindo aos poucos. Posso dizer que foi tão estranha a forma e facilidade com a qual você me montou e decifrou milimetricamente, me deixando com seu jeito e com uma forma totalmente sua. Sobre tudo não importa o tamanho do esforço que eu faça, o que eu sinto de qualquer forma seria um bilhão de vezes maior do que qualquer outra dúvida. Do que qualquer outro obstaculo. A única coisa que quero, só dessa vez, é que você fique. Fica e não vai mais. Porque se você for, quem não vai voltar mais dessa vez, sou eu.
—  E só descobri que não sabia lidar com o amor quando percebi que, pra mim, o amor era você.