torturam

Como posso eu te amar tanto, a ponto de esquecer quem sou? Te querer, desejar, suspirar, me perder nesse amor? É tão forte, intenso, que machuca cada centímetro do meu ser.
Me reviro na cama, me afogo nos lençóis. Meus pensamentos me torturam, reproduzem tua voz, mas, meus olhos escondem o que meu coração transborda.

Fui assim tão vago, meio vil, contive-me em tempos, que em meu peito explodiu tristeza venérea. Ó quão escasso o vazio que resseca minha pele. Ah, senhor te imploro, não me renegues.
Partiu com o tempo, estendo-me ao chão. Cada cor no telhado me atrai atenção, como as luzes que brilhavam naquela noite, o luar. Eu vasculho as lembranças, me massacram as esperanças, desespero de amar.

Foi com um abraço apenas, que, de mim se desfez. Foi com um olhar de dor e pena, que, logo se fez. Foi com uma voz trêmula e embargada que me dissestes o adeus. Foi com a alma açoitada que não te tornavas mais meu.
É como um terror disfarçado de romance, ou, como uma linda flor que te fere com os espinhos. Foi assim que partiu. Me deixastes sozinho. E mais uma vez, ó vida, eu suplico o clamar, perdoa me a vida, as decisões intrépidas e descabidas, das lâminas o fiar.

—  Daniel Reis.
Incômodo

Eu evito seu olhar;

Nas entre linhas de uma passagem;

Nas esquinas de uma ida ou volta.

Me salve disso, alguém me tira desse labirinto;

Que me da medo e trata-me como só mais um.

Sinto um terror ao trocarmos olhares;

Sinto espinhos, que me torturam de saudades.

Eu queria sentir que me ama;

Poder em um dia de chuva, te levar pra cama;

Te acariciar até que voce durma.

Me deslizar na sua face, procurar palavras que não são de amizade.

Eu to morrendo a cada segundo, me dizendo que te perdi de vez pro mundo.

Eu quero fugir, esquecer de tudo que vivi, me lembrar de um beijo que tão dependente eu vivi.

Me ensinar a ver o futuro, de forma relativa e não toda vez encima do muro.

Me acordar de um sonho, sabendo que não passou de apenas mais um porre.

Eu preciso voltar a viver, com medo da vida, do que vem a ser.

Não to mais aguentando tanta dor, só quero que passe, e que se sentir, que sinta apenas um ardor.

Minha beleza esta se esvaindo;

A cor das arvores, o piar dos ninhos;

O perfume das plantas, o brilhar de mais um dia;

O beijo do travesseiro, a cama sempre tão vazia.

Ah, se soubesses…
—  Se soubesses o quanto desse sentimento carrego em meu peito, correria mais uma vez para o meu abraço; o quão terno é isto que guardo, estaria sempre por perto; o quantos meus pensamentos me torturam, me proveria afago; o quão sublimes são todas as nossas memórias em minha mente, jamais acreditaria. Quem sabe, algum dia desses, que ainda estão por vir, tu possas finalmente compreender, que não é uma questão de tudo isso ser certo ou errado, mas que se trata de uma unicidade indescritível, na qual eu constantemente me pego desejando ter descoberto todas essas coisas antes, bem antes.
Sobre você

Eu disse que não escreveria absolutamente mais nada de você , prometi que onde estivesse o meu nome o seu não estaria junto , mas meu amor , eu menti, e eu parei pra escrever isso não pra citar defeitos ou os maus momentos, parei pra citar que eu achava encantador aquela curvinha que se formava quando você sorria pra mim , ou quando aquele furinho no seu queixo ficava bem forte , ah.. Aquele furinho .. Dizia que eu queria que nossos filhos tivessem aquele mesmo furo , lembra ?
As lembranças me torturam morena , e minha forma de escape é escrever , me perdoa está tocando nesse assunto mas é que fica tudo péssimo sem você .
Haverá outros dias , outras noite, novos apertos , e eu peço que compreenda cada texto que eu precisar escrever pra amenizar a sua ausência aqui
Esse texto não era pra ser sobre você e agora é

“Benditos os que conseguem se deixar em paz. Os que não se cobram por não terem cumprido suas resoluções, que não se culpam por terem falhado, não se torturam por terem sido contraditórios, não se punem por não terem sido perfeitos. Apenas fazem o melhor que podem.”

*Martha Medeiros*

Dios creó a la criatura más magnífica y perfecta que se pudiera imaginar, luego no encontró otra mejor manera de torturame, así que lo puso a mi lado y dijo:
- “ Éste será tu mejor amigo hasta el fin de los tiempos, te enamorarás de él y sufrirás”.

Eu não quero me sentir inferior a você. Eu não quero me sentir como se não fosse importante para as pessoas por sua culpa. Eu quero que volte a ser como antes, que eu sinta que as pessoas precisam de mim. Eu quero tirar isso dá minha cabeça, porque isso são coisas criadas, que me torturam. Eu quero ser quem eu sou.
—  Maria Eduarda
Mas me dá um aperto no peito, e de repente aquela vontade enorme de chorar, isso seria saudade? Me peguei lendo textos que você me escrevia, algumas declarações e fotos, “inesperadamente” caíram algumas lagrimas, e então me dei conta de que estava lendo aquele texto em que você com as mais belas palavras dizia que me amava. Não pensei que sentiria tanto a sua falta, acho que realmente não soube dar valor. Parei para pensar e vi que foi realmente um grande erro te deixar pelos meus motivos fúteis que você sequer ficou sabendo, as lembranças me torturam, e junto com elas, a saudade de te ter perto de mim, do teu beijo, do teu cheiro, daquela nossa sintonia, das nossas longas conversas, de ouvir você e de todas as vezes que me acalmara dizendo que tudo ficaria bem
—  Suspirei! Antes para aquela pessoa, hoje, novamente me caindo como uma luva.
Andressa Cortez
Por Dentro

Todos tem monstros dentro de si mas os dela assombrariam qualquer um.
Por fora sua beleza angelical os camuflam só que dentro dela seus monstros queimam. Eles a torturam toda noite fazendo dela sua presa.
Ela tem forças pra controlá-los durante o dia mas às sombras da noite eles ficam mais fortes.
Durante a noite eles só querem senti-la queimando.
_ Otaria Sem Rumo

A tortura é a ferramenta de um poder instável, autoritário, que precisa da violência limítrofe para se firmar, e uma aliança sádica entre facínoras, estadistas psicopatas, lideranças de regimes que se mantêm pelo terror e seus comandados. Não é ação de um grupo isolado. A tortura é patrocinada pelo Estado. A tortura é um regime, um Estado. Não é o agente fulano, o oficial sicrano, quem perde a mão. É a instituição e sua rede de comando hierárquica que torturam. A nação que patrocina. O poder, emanado pelo povo ou não, suja as mãos.
—  Ainda estou aqui (Paiva, Marcelo Rubens)