torci

E eu torci pra ser você. Torci para ser você naquela mensagem não lida, naquela ligação perdida. Eu torci para ser você quando vi alguém me encarando do outro lado da rua. Eu torci para ser você quando sonhei com um garoto que até hoje não me recordo o resto. Eu torci para você sentir minha falta. Eu torci para que você lembrasse de mim cada vez que escutasse nossa musica, ou nosso filme, ou até mesmo quando escutasse meu nome, eu queria ser a primeira coisa a passar pela sua cabeça. Eu torci para que você viesse atrás de mim, para que você viesse pedir desculpas e falar que me amava. Eu torci para você não me esquecer, para não conhecer um novo amor, para não conseguir amar outra. Eu torci para você não conseguir seguir em frente assim como eu não consigo. Eu torci para que sentisse minha falta antes de dormir assim como eu sinto a sua. Eu torci para escrever para mim assim como eu escrevo compulsivamente para você. E eu torci, torço e vou continuar torcendo. Torcendo por mim, por você, por nós, pelo amor não superado e pelas memórias, pelas lembranças.

Eu torci pra que você não fosse embora, mas você foi. E quer saber, eu pensei que não fosse doer, mas doeu. E eu queria dizer que vou compensar sua ausência com outras coisas, mas eu não vou. E todos os dias pela manhã, eu ainda vou esperar uma mensagem sua me desejando um “bom dia meu amor”.
Eu sinto a sua falta, mas não te quero de volta

Eu sinto sua falta e carrego em mim uma saudade enorme, mas isso não quer dizer que eu queira você de volta. É bom deixar isso bem claro antes da gente prosseguir. E eu vou até pular o parágrafo para poder te dar a chance de não ler esta carta.

Pode parar se quiser.

Espero que você esteja bem. É assim que vou começar e até mesmo como vou encerrar tudo aqui. Eu nunca torci pelo seu mal e não seria agora distante que desejaria te ver correndo pra mim pedindo algum tipo de ajuda. Como alguém que dividiu uma parte importante da tua história, sempre deixo a minha porta aberta e a mão amiga estendida. Sinta-se à vontade quando quiser falar, mas também entenda quando eu não puder te receber. Sempre te disse que alguns problemas precisam ser resolvidos com a sua consciência, não com a opinião dos outros.

Achei estranho quando vi sua mensagem. Desculpa se demorei muito tempo para responder, mas é que eu não tinha formulado muito bem meu pensamento. E, algumas vezes, é mais importante calar e ouvir sua razão que sair arrotando o que vier à cabeça. Palavras podem até ser levadas pelo vento, mas também tem o poder de causar destruição por onde passam. Hoje, com tudo mais calmo e os sentimentos nos seus devidos lugares, consigo enxergar claramente tudo que houve. E o que ainda há

Como você tentando o regresso.

Quando você me pergunta “onde foi parar todo o amor que você sentia?”, juro que fico morrendo de vontade de rir. Da sua cara de pau, claro, mas também pela minha mudança em não aceitar mais qualquer sentimentozinho. Me permita usar o diminutivo, mas é como vejo hoje o que me oferecia. Se era o máximo que poderia colocar à minha disposição, tudo bem. Cada um oferece aquilo que pode e, principalmente, aqui o que convém. A culpa, no final das contas, não foi minha ou sua, foi da falta de sintonia.

Vou continuar lembrando teus beijos, teu jeito de fazer um carinho e segurar meus cabelos, mas a saudade que sinto disso tudo e daqueles dias não me farão querer que o passado vire um novo presente. Acreditar em volta, até acredito, mas não na nossa. Foi o que tinha que ser. Não te deixaria sem uma resposta. E se você leu até aqui é porque queria mesmo saber. Um dia, eu sei, a gente vai perceber que insistir apenas desgastou uma relação que deveria ter sido leve todo o tempo. A gente aprende – espero. Te desejo toda a sorte do mundo.

Fica bem.

Imagine - Harry Styles

Gente, eu sei que o tumblr está uma coisa meio Zayn, Harry e a fanfic com o Niall (que vai dar uma pausa), mas melhoraremos com o tempo… Espero que gostem  ❤

Pedido:  “Você pode fazer um do Harry que eles são do mesmo grupo de amigos , e todo mudo super apoia os dois juntos, ela é apaixonada por ele, mas ele arruma uma namorada? Amo seu tumblr”


- Ainda acho que o Harry e a (S/A) terminam juntos. – Eliot soltou e levou o copo de cerveja nos lábios em seguida. Harry sorriu para mim e eu ri nervosa. 

- E você como a Jenny? Quando se assumem? – Harry desconversou abraçando Eliot de lado.

- Ah, você sabe, ela não me dá moral… – Jenny que estava na minha frente revirou os olhos.  

- Acho, que como nenhum casal vai se assumir hoje, devemos pedir mais uma rodada! – John chamou o garçom e mandou “descer” mais uma para cada.  

Admito que eu sempre fui meio fraquinha para bebida, e por isso, no ultimo copo foi mais devagar que os outros três. Vez ou outra pegava Harry com os olhos em mim, e era inevitável não sorrir; e ele me acompanhava, tímido por ter sido pego no flagra.  

Nossas noites no bar da faculdade sempre aconteciam nas sextas-feiras, e na hora de ir embora, costumávamos a dividir taxis. E nessa noite, minha companhia foi Jenny.

- O que foi toda aquela troca de olhar com o Styles? – Ela perguntou, indignada, assim que o taxi arrancou.  

- Não foi nada demais. Você bebeu rápido demais. O álcool teve efeito mais rápido…

- E o super abraço que ele te deu de boa noite foi coisa da minha cabeça? Ou o quase selinho? Eu vi (S/N), nem tente me chamar de bêbada.

- As vezes eu acho que ele sabe que eu gosto dele, mas fica esperando que eu tome alguma atitude. Morreremos os dois na praia dessa maneira. – Dei de ombros.  

- Você é do tipo que o cara tem que dar o primeiro passo?

- Não! É que eu sou tímida demais… Não conseguiria ter tamanha atitude. – Torci os lábios e paguei a minha parte do táxi, descendo em seguida. – Tchau, Jenny, até segunda!  

Depois de subir os pequenos degraus do prédio em que morava, cheguei ao meu apartamento e depois de um banho quentinho, me abriguei embaixo das cobertas para relaxar em um sono tranquilo.  

Meus planos para o final de semana seriam comer e dormir; talvez no domingo, eu fosse visitar meus pais na cidade vizinha, mas tudo dependeria do meu humor.  

Meu sábado começou depois das dez horas da manhã, tomei um café preto forte com alguns pães de queijo, um resquício da herança dos meus avós que vieram de um país da América Latina. Passei o dia de pijama; assisti filmes, programei minha semana, conversei com velhas amigas e quando fui começar a preparar a janta, meu celular começou a tocar, piscando o nome de Eliot na tela.  

- Oi, Eliot! – Atendi o telefone exagerando na falsa animação; sabia que ele estava me ligando para encontrá-los em alguma festa.

- Eu sei que deveria ser o nome do Harry piscando na tela do seu celular, mas sou eu. Então, (S/A), quero que você nos encontre no Joe’s Bar. Você não precisa nem beber, só venha nos encontrar.  

No fundo da ligação, ouvi Jenny dizer “não faça isso com ela”. O tom de chateação em sua voz era tanta que meu coração murchou sem nem saber o motivo. Eliot estralou a língua e disse que era uma opção minha. Pedi que ele passasse o telefone para Jenny, mas fui completamente ignorada e a ligação foi encerrada.  

Em um guerra interna, peguei o primeiro vestido básico que encontrei e corri para o banho. Nunca me arrumei tão rápido como hoje,  

O bar ficava a poucas quadras do meu prédio. Duas, para ser mais exata. E por meu sapato não ter o salto muito alto, fui caminhando mesmo.  

- Eu não acredito que você veio! – Eliot gritou ao me ver e já veio me abraçar.  - É! – Dei de ombros.

- Senta, (S/A)! – Jenny me puxou para seu lado.  

Cumprimentei o resto do pessoal com um aceno e reparei na loira, de maquiagem exagerada, ao lado de Harry. O barman me trouxe um drink azulado de gosto doce e eu adorei, pedindo mais um assim que acabei.

Jenny passou a conversar comigo sobre o seu dia e vez ou outra eu dizia que o meu se chamava tédio perto do dela. A loira a nossa frente ria no ouvido de Harry, uma risada fina e alta, como se quisesse chamar a atenção, e estava conseguindo. Eliot bufava de cinco em cinco minutos e eu passei a colocá-lo na conversa, o que Jenny não gostou nem um pouco.  

No meu quinto copo mega azul, eu já estava feliz e com a língua solta, Eliot tira a sarro de tudo que eu falava e eu ainda ria. Jenny também estava achando o máximo essa nova eu alterada pela bebida.

- Harry, a (S/N) quer te falar uma coisa! – Eliot me cutucou.

- Eu quero? – Pensei. – Ah, eu quero! – Levantei. – Podemos ir para a rua?  

- Tudo bem. – Ele se levantou. – Betany, eu já volto. – Ele se curvou para frente e deixou um selinho nos lábios da loira. Eliot, um pouco atrás de mim, fez barulho de vomito e eu segurei o riso.  

Caminhamos lado a lado para fora do bar.

- Você é um babaca!  

- Era isso que você tinha para me dizer? – Ele me olhou indignado.

- Ainda não acabei. – Troquei o peso de uma perna para a outra. – Você é um babaca por trazer uma garota qualquer para nossas saídas em grupo ainda mais sabendo que eu gosto de você. E nem venha se fazendo de sínico me dizendo que não sabe de nada. Até o Eliot sabe! Ai, você fica de risinhos e beijinhos com aquela loira de farmácia na minha frente e tudo que eu posso fazer é ficar parada olhando por que você não fez nada mesmo sabendo o que eu sentia. – Soltei um soluço seco. – Eliot disse que eu queria conversar com você por que acha que eu estou me declarando e fazendo mil juras de amor, mal sabe ele a raiva que eu estou sentindo de você.  

- Agora eu não posso fazer mais nada, (S/A). Ontem, quando estávamos com o pessoal, eu tentei arrancar algo de você, mas eu não consegui, eu queria ouvir da sua boca o que eu ouvi agora. Mas já é tarde, estou com a Betany. Respeito ela.  

- Então, eu não posso fazer nada. Tchau, Styles. – Com o resto de dignidade que me sobrava, eu passei por ele e voltei as duas quadras que me levariam de volta ao sossego do meu apartamento. Mais tarde, Jenny ligou querendo saber o que tinha acontecido e eu contei tudo a ela; e também deixei claro que para mim, as sextas-feiras das cervejas tinham encerrado.  

Sei que ando me afastando de você, que cada vez menos chamo você para uma conversa, mas é porque estou sentindo os demônios do passado me assombrar.

Cada vez que falo com você, lembro das vezes que te perdoei e fico me perguntando por que ainda estou aqui, por que ainda não desisti de você. Eu não encontro resposta alguma.

Lembro das promessas que fazíamos para o outro, dos desejos que tinha com você, queria construir uma vida ao seu lado, queria mesmo, mas tudo que você fez foi destruir meu sentimento com mentiras. Você me destruiu, o pior disso é que não sei quando ou se vou conseguir me reconstruir novamente.

Cada mentira que me contou, eu perdoei. Cada vez que me fez de idiota, eu te perdoei. Eu te perdoei mais vezes do que consigo me lembrar. Porque escolheu a mim para magoar?

Sempre fiquei do seu lado, sempre guardei seus segredos comigo, quando estava triste ficava ate tarde querendo fazer você esquecer o problema e dormir bem. Você teve toda a minha atenção, todo o meu amor, me teve para você como ninguém.

Eu só quis seu bem, sempre tentei te fazer o cara mais feliz do mundo, sempre tentei andar lado a lado contigo, torci para você. E tudo que ganhei em troca foi lagrimas, coração partido em milhões de pedaços, insegurança, uma falsa esperança.

Me esforcei tanto para esse amor dar certo, lutei e briguei tanto por isso, para agora sentir um tremendo vazio dentro de mim.

Fico lembrando de você me dizendo que me amava, que sempre estaria ao meu lado, me fazendo promessas, me abraçando. Acreditei ser verdade, mas sempre que me dizia, era porque eu tinha descoberto algum erro seu, alguma mentira que acabará de me contar, nunca foi por espontaneidade. 

Decidi me afastar de uma vez de você, antes que seja tarde demais para mim.

Mesmo com todo esse amor dentro de mim, com meu coração implorando para você me dar uma justificativa por tudo isso, sei que tenho que ir, sei que vou sempre me machucar com você, que sempre vai existir uma cicatriz para me lembrar do passado. Por mais que eu te perdoe, eu não consigo seguir em frente com esses erros todos do passado. 

Descrevendo (fisicamente) os seus personagens

Eu, particularmente, acho descrever uma das coisas mais difíceis quando estou escrevendo. Grande parte das pessoas que me conhece sabe que minhas histórias são sempre pequenas, e eu vivo no constante medo de não estar descrevendo o suficiente (enquanto grande parte das pessoas que eu conheço temem estar descrevendo demais, o que eu acho meio irônico, sério).

Descrever personagens, por si só, é muito difícil. Primeiro porque, geralmente, quando eu crio um personagem, eu tenho uma imagem na mente, e transformar essa imagem em palavras é quase sempre difícil. Segundo porque meu leitor não tem imagem alguma quando começa a ler a história.

E é isso que nós precisamos ter em mente (não somente na descrição dos personagens, mas em quase qualquer descrição que escrevemos), que o leitor não possui a mesma mente e que ele não faz ideia do que se passa além do que estamos narrando. Nós precisamos, como escritores, sermos capazes de descrever o suficiente para que eles consigam “preencher os buracos”, mas não descrever demais a ponto de tornar a leitura chata ou cansativa.

A primeira coisa a se fazer é, portanto, fugir dos infodumps. Não sabe o que é isso? Bem, infodump é quando você escreve um parágrafo muito grande que possui apenas exposição. Sem ação, sem pensamento, só exposição. Você fala, em muitas palavras (talvez mais do que o necessário), sobre como o seu mundo é ou qual é a roupa que o seu personagem está vestindo. Parece chato, não é mesmo? E geralmente é. Como qualquer recurso na escrita, pode ser feito com qualidade, mas isso é muito raro de acontecer, então evite-o. Mesmo.

Em vez disso, misture a descrição com outras partes da narrativa.

Descrevendo com a terceira pessoa:

Observe:

Lysander a encarou. Emma era uma menina muito baixa para a sua idade, com longos cabelos loiros que, na ocasião, estavam presos num rabo de cavalo malfeito, olhos verdes muito brilhantes e alegres, um rosto fino de traços leves e uma pele muito branca e sardenta. Estava vestindo uma roupa trouxa: uma blusa larga azul, de manga, e calças jeans apertadas, sem bolsos, além de um tênis vermelho desgastado e velho. Lysander se perguntou o que ela estava fazendo ali, no mesmo vagão que ele, e por que não tinha o mínimo senso de moda.

Chato de ler, não é mesmo? E no final das contas, você não se lembra de metade do que leu. Sem olhar de novo, sabe qual e a cor dos olhos dela? E da blusa? Você se lembra de que a calça jeans não possui bolsos, ou do fato de que ela tem sardas? Se você precisa ler mais de uma vez para saber qual é a aparência da personagem, então a descrição não está cumprindo o seu papel. Veja um outro exemplo:

Uma garota baixinha bateu na porta do vagão em que ele estava, e Lysander a encarou. Ela sorria, alegre, e talvez um pouco tímida, mas entrou sem pedir permissão. Porque usava roupas trouxas, Lysander supôs que esse devia ser seu status de sangue. Ela se jogou num dos bancos, sem cerimônia, e seu cabelo loiro — antes preso num rabo de cavalo malfeito — se soltou. A menina suspirou e prendeu o cabelo mais uma vez, logo antes de seus olhos, muito verdes, lançarem um olhar em sua direção.

— Meu nome é Emma — disse, e estendeu sua mão para ele, num típico cumprimento trouxa que fez com que ele tivesse certeza de que era, no mínimo, mestiça.

Muito melhor, certo? Eu te dou um pouco de contexto enquanto você vai conhecendo a Emma (e o Lysander), e vou pintando a cena em sua mente aos poucos, em vez de colocar a garota logo de uma vez. Você dificilmente vai se sentir tentado a pular as descrições, porque sabe que é possível que perca uma parte do que está acontecendo, também. Além disso, a narração é consideravelmente menos cansativa.

Outra coisa que acho importante apontar é que, uma vez que as roupas são completamente desnecessárias para o entendimento desse trecho específico, eu as retirei (quase) completamente. Não faz diferença se você sabe que são largas e azuis e vermelhas, desde que tenha em mente que são trouxas e não um robe do mundo bruxo.

Os detalhes mais específicos — o fato de ela ser sardenta, por exemplo — eu deixo para colocar depois. A Emma é uma personagem importante, que vai aparecer muitas vezes durante a história, então não há necessidade de colocar todos os detalhes da aparência dela agora.

Descrevendo em primeira pessoa:

Descrever em primeira pessoa é muito, muito, muito mais difícil que descrever em terceira pessoa, porque na primeira você fica preso às impressões do seu personagem e aos detalhes que ele repararia. Sobre os exemplos acima, por exemplo, Lysander dificilmente repararia no fato de que Emma é uma garota sorridente. Em vez disso, provavelmente passaria a impressão de que é irritante e não sabe o seu lugar. Não veria as sardas, não veria a cor das roupas (mas, sim, repararia que são trouxas), e dificilmente olharia para a cor dos olhos dela.

Na verdade, evitaria de todas as maneiras ficar olhando para ela, e isso faria com que os leitores não tivessem uma visão mais específica dela até muito mais tarde na trama, quando ele essencialmente começa a reparar nela.

Para descrever outros personagens em primeira pessoa, primeiro você precisa saber como o personagem que está narrando age perto delas, que tipo de coisas ele repara e, basicamente, como a sua mente funciona. Só então as descrições que ele faz vão soar como alguma coisa que ele diria, e não uma tentativa do autor de fazer com que o leitor tenha uma ideia da aparência de alguém.

Enquanto um Lysander-narrador faria descrições sucintas e, de certa forma, frias, baseadas nas características da pessoa que poderiam trazer alguma vantagem para ele, Emma-narradora tenderia para uma descrição mais calorosa, reparando em detalhes aleatórios e tentando ser simpática até mesmo em pensamentos. Observe:

O vagão estava tranquilo. Em menos de dez minutos eu entrara, arrumara minhas coisas no compartimento de bagagem e tirara um livro da bolsa. Era sobre poções, avançado para o meu nível escolar, mas então eram todas as minhas leituras. Eu estava sozinho e não sabia a qual entidade agradecer por isso, mas xinguei mentalmente todas elas quando um barulho interrompeu minha leitura.

Levantei os olhos do livro apenas para me dar de cara com um pequeno furacão loiro, que se jogou de qualquer maneira no assento de frente para mim e me fez ter certeza de que a minha viagem não seria tranquila como eu planejara de início. Soltei um suspiro irritado, e a menina — nascida trouxa ou mestiça, no mínimo, devido às roupas que vestia — estendeu a mão.

— Meu nome é Emma. — Não respondi, não valia a pena, só voltei meus olhos para o livro e torci para que a garota entendesse que aquilo significava que eu não estava aberto para conversa.

Quando conhecemos alguém, raramente reparamos nos detalhes da aparência. Quando descrevemos o personagem conhecendo outro, precisamos seguir as mesmos regras. Usar termos gerais — cor dos cabelos, principalmente, altura e peso se não forem usuais, cor dos olhos, talvez — e focar em que detalhes da aparência são fora do comum. Uma tatuagem, uma cicatriz, o tipo de coisa que o seu olho automaticamente enxerga.

Mas e quando o meu personagem já conhece o outro? O que eu faço?

Ora, mas essa é uma excelente pergunta! Nós raramente reparamos em detalhes da aparência de pessoas com as quais já temos um relacionamento, a não ser em casos isolados especiais (quando vamos sair com elas, quando elas vão para um evento, quando fazem alguma coisa diferente com a aparência, quando olhamos alguma foto com atenção), dessa forma, normalmente, numa história, não se descreve em detalhes as pessoas já conhecidas.

Se você viveu a vida inteira com a sua mãe, não tem motivos para reparar que o cabelo dela é ruivo num dia aleatório, certo? A não ser que ela pinte o cabelo ou faça alguma outra coisa com ele. Dessa forma, se você está narrando seu personagem descendo das escadas com pressa para ir para a escola, ele dificilmente vai comentar o fato de que os olhos dela são castanhos cor de chocolate ou que seu rosto estava particularmente bonito naquele dia. Observe:

Emma passou pelo salão comunal correndo, os livros do dia contra o peito, o cabelo despenteado e um desespero genuíno por estar atrasada. Por isso, não cumprimentou nenhum dos seus colegas de casa — nem mesmo seu melhor amigo, Matt, que gritou seu nome de algum lugar lá dentro, e diante da falta de resposta, foi atrás dela.

— Emma! — A garota se virou. Matt não vestia o uniforme escolar nem parecia preocupado pelo fato de que já eram quase oito horas. — Emma, hoje é sábado, o que você está fazendo?

No caso acima, o único comentário sobre a aparência de Matt é o fato de que ele não usava o uniforme nem parecia preocupado. Não é importante mencionar que ele é loiro, mais alto que ela, possui um sorriso tão grande quanto o seu e um brilho misterioso no olhar. O fato de ele não usar o uniforme é a única coisa que foge do comum e, portanto, que precisa ser mencionada. Claro, se for extremamente necessário, é possível fazê-lo passar a mão pelo cabelo loiro ou dar um sorrisinho e colocar alguma descrição indireta, mas isso depende muito do que se quer passar. Se for a primeira vez que ele aparece na história, é interessante, se não for, é muito provável que os leitores já saibam disso.

Se você precisa descrever a aparência de um personagem que o seu protagonista já conhece de maneira mais detalhada, o ideal é colocá-lo em uma situação onde a aparência está em evidência. Um evento, uma pergunta — “como estou?”, “você me acha bonita?” —, um comentário, enfim, algo do tipo.

Okay, mas e se eu quiser descrever o meu protagonista?

Uma amiga minha me disse uma vez que você só pode cometer o erro de usar o espelho para descrever seu protagonista uma única vez durante sua trajetória literária. Eu não sei onde ela leu isso, mas eu sei que é verdade. A primeira coisa que eu vou dizer aqui é, portanto, não use o espelho para descrever seu protagonista. Pronto. Dito. Usar o espelho é uma técnica muito amadora e a maioria dos escritores mais experientes a evita. Usar o espelho é muito, muito, malvisto.

Além disso, usar o espelho invariavelmente acaba em infodump.

Em vez disso, você pode (como sempre) colocar as descrições indiretas — mexeu no cabelo castanho, passou a mão pela barriga protuberante, etc —, jogá-lo numa situação em que sua aparência fica em evidência — não conseguir alcançar uma prateleira (personagem baixo), bater a cabeça ou ter que se abaixar ao passar por uma porta (personagem alto), etc. E colocar esses detalhes em evidência é uma ótima maneira de detalhar essa característica mais a fundo, por exemplo — ou mesmo fazer com que alguém faça um comentário — “nossa, mas você é alto, hein?”, “amo a cor do cabelo dela, sempre quis ter cabelo ruivo”, etc.

Lembre-se que, em primeira pessoa, quando um personagem “se descreve”, o leitor tem a impressão de que ele é narcisista e egocêntrico — principalmente se ele falar bem das próprias características. Em terceira pessoa, se for a terceira pessoa restrita, principalmente, isso também acontece.


É isso! Espero que seja útil para vocês! Ainda têm alguma dúvida, discordam de alguma coisa, têm algo a acrescentar? Fique à vontade para aparecer na ask e mandar um oi. 

(Giulia)

Preference #04 - Valentine’s day

Vou contar uma coisa para vocês: as vezes eu sou mó faísca atrasada hahaha era para esse preference ter saído ontem, mas não foi… espero que gostem… beijinhos 


Harry:

- Acho que só um jantar bastava. – Niall resmungou ao meu lado.

- Pare de resmungar, já disse que quando você arranjar alguém te ajudo até no pedido de casamento. – Ajeitei a gravata em meu pescoço.

- Você está lindo. – Niall pôs a mão em meu ombro.

- Vai se ferrar! – O empurrei entrando no carro.

Dirigi por alguns minutos até o apartamento em que (S/A) morava, quase no centro da cidade, bem pertinho do restaurante que eu havia feito reserva.

Assim que estacionei meu carro embaixo do seu prédio, mandei uma mensagem avisando que havia chegado. Poucos segundos se passaram e eu vi (S/A). Linda em um vestido vinho; os cabelos presos em um coque fofos; seus lábios tinham o mesmo tom do vestido e seus olhos estavam bem delineados pela maquiagem.

Após um selinho rápido e abrir a porta para que ela entrasse no carro, dirigi até o nosso restaurante favorito. O jantar ia começar a ser servido quando Niall entrou trajado de terno, com o violão em mãos, e (S/A) segurou o riso. (S/A) era apaixonada por música, mas só em ouvir e entender se instrumentos, nunca quis investir carreira no meio.

Segurei sua mão atraindo sua atenção para mim.

- Hoje teremos música ao vivo, só suas favoritas! – Beijei sua mão. – Feliz dia dos namorados!

 Zayn:

- Mais livros, (S/A)? Você não se cansa deles? – Zayn estava deitado na nossa cama quando eu cheguei em casa com mais uma sacolinha de livraria.

- Você se cansa das suas canções ou dos seus grafites? – Ele negou com a cabeça. – Escrita e leitura também são artes, e eu amo elas.

- Já perdi o argumento, então, não vou nem discutir. – Ele se sentou na cama. - Ganho beijinho?

*semanas depois*

- Eu quero um spray de cada cor. – Apontei para a estante colorida.

- Prontinho! – A vendedora me entregou as sacolas com animação após eu lhe entregar o dinheiro.

Em passos apresados fui para casa.

- Oi. – Disse suspirando por ter entrado em um ambiente quente.

- Finalmente! Achei que ia ter que te caçar na rua. – Zayn disse me abraçando e logo em seguida me estendendo um embrulho. – Sei que já disse o quanto te amo hoje pela manhã, mas o presente é só um detalhe.

O sorriso tímido de Zayn derreteu meu coração e eu lhe estendi minhas sacolas.

- Não deu tempo de embrulhar. – Sorri envergonhada.

- Abra o seu. – Acenei com a cabeça e rasguei o pacote com calma.

- Mais livros? – Olhei para ele com a sobrancelha arqueada.

- Somos amantes das artes, lembra?

 Niall:

- Você precisa de ajuda (S/A)? – Niall perguntou segurando o riso.

- Seu idiota, saia daqui! – Joguei o pano de prato nele que riu alto e veio correndo até mim e abraçou minha cintura.

- É tão bonitinho você querendo me agradar… pena que é péssima na cozinha! – Niall mordeu meu nariz fraquinho.

- Eu só queria fazer uma coisa especial para que nós jantássemos hoje! – Fiz bico.

- Eu sei que você queria fazer algo especial, mas ainda acho legal a gente pedir uma pizza!

- No dia dos namorados? Pedir pizza? – Torci os lábios esperando algo mais romântico, mas quando se tratava de Niall era um pouco complicado.

- O que nós comemos no nosso primeiro encontro? – Ele arqueou uma sobrancelha.

- Pizza. – Murmurei. Aquela havia sido uma noite e tanto…

- O que seria mais romântico do que uma pizza? Além do que, hoje elas vêm em formato de coração…

- Você já tinha me convencido quando falou no nosso primeiro encontro. – Sorri.

- Então eu vou encomendar. – Antes de sair correndo para a sala, Niall deixou um beijo quente nos meus lábios. Acho que a noite do nosso primeiro encontro pode se repetir…

 Liam:

- (S/A), cadê você? – Liam gritou de algum lugar da casa.                              

- No sofá da sala. Em frente à televisão. – Gritei de volta.

Logo em seguida vi Liam descer com algo rosa nas mãos. Assim que identifiquei o que era meu coração acelerou.

- O que é isso, (S/A)? – A voz de Liam era mansa. – O que significa esses dois riscos? É o que eu acho que é?

- O que você acha que é? – Perguntei envergonhada.

- Eu acho que você está esperando um filho meu. – A voz de Liam saiu esganiçada, me assustando.

- E o que você acha disso? – Perguntei cautelosa.

- Eu acho que isso seria maravilhoso. – Ele sussurrou encarando minha barriga.

- Parabéns, papai! – Acariciei minha barriga coberta pelo vestido que eu usava.

- Sem sexo no dia dos namorados, por você minha nova paixão. – Liam beijou minha barriga.

- Que coisa mais linda de se falar para uma criança, Liam. – Segurei o riso sem acreditar no que ele tinha falado.

- Apenas fui sincero com ele, amor. – Ele sorriu me beijando.

 Louis:

- Eu não sei o que faço. – Cosei minha cabeça nervoso. – É o primeiro dia dos namorados da (S/A) aqui e comigo… e pelo que eu sei no Brasil é outra data… eu estou confuso.

- Faça algo que ela possa gostar. – Niall murmurou jogando-se ao meu lado.

- Me diga algo que eu não sei, oh sábio Niall. – Niall deu uma risadinha nervosa.

- Um jantar? Cinema? Teatro? Show?

- Hm, gostei do cinema. – Passei a mão pela minha barba que precisava ser feita antes de encontrar (S/A). Ela ama quando eu estou sem barba.

- Viu, não sou tão inútil assim. – Niall bufou e eu ri.

Mandei uma mensagem para (S/A) dizendo que as 19 horas passaria para buscar ela; também avisei que colocasse uma roupa simples pois não iriamos a nenhum lugar chique. As 19h em ponto eu estava a sua espera. De vestidinho florido e sapatilha eu vi (S/A) sair pela porta do seu prédio.

- Tão linda! – Murmurei próximo de seus lábios antes de beijá-la.

- O que você vai aprontar, hein, Tomlinson? - (S/A) riu contra meus lábios.

- Você vai ver.

Dirigi com calma até o shopping da cidade e a levei diretamente para a área do cinema.

- Hoje temos uma sala todinha para nós e qualquer filme romântico que você quiser assistir. – Falei em seu ouvido parando em frente a porta número 6.

- Só você mesmo… – ela riu.

- Feliz dia dos namorados!

Eu tentava esconder o que estava escrito na minha testa, com letras em neon, fonte 80 e piscando: "T E A M O", como se já não fosse o suficiente todas as minhas tentativas frustradas de te fazer entender, mas quando o assunto era fugir, você era o mestre. Sempre foi instável, e talvez por essa instabilidade toda, eu te quis — deixando claro, que nunca gostei de desafios. — na minha cabeça de maluca, doida, pirada e todos os adjetivos semelhantes a esses, sempre achei que com um pouco de amor (que sempre estive disposta a dar/dei), o seu jeito de se fazer intacto as situações que não conseguia controlar poderia de alguma forma se abalar e nessa brecha eu me faria presente. Te levei na minha casa, te apresentei aos meus pais, comprei um porta retrato, coloquei a nossa foto que tiramos em um passeio no domingo a tarde e te dei de presente no dia dos namorados, na intenção de fazer você sempre lembrar do quanto fomos felizes naquele domingo, naquele passeio e naquele momento e que poderia/pode ser assim para o resto da vida. Você foi sedendo, sua armadura foi se desfazendo, e lá vem você com um cachorro dizendo que se chamava Dean, e que íamos cuidar, e logo falei “não sabe nem cuidar de você, e quer cuidar de outro ser vivo?” você riu, e com aquele sorriso você poderia aparecer com um canil inteiro que eu não me importaria, se eu tivesse aquele sorriso para o resto da minha vida, eu cuidaria até do mundo. Também teve aquela vez, numa sexta a noite em que eu torci o pé em um salto 17, você ficou preocupado e como sempre foi exagerado pensou que eu ia morrer, ficou agindo como se fosse uma despedida, e disse então, aquilo que estava escrito na minha testa, com letras em neon, fonte 80 e piscando: “T E A M O”. Nesse espaço de tempo, entre o corredor da emergência até os primeiros socorros, eu vi que o amor espera, e que você estava esperando por mim, ali, na sala ao lado. Esperei tanto pelo momento que eu fosse ser correspondida, que o seu amor finalmente poderia ser meu. E hoje, estou aqui. De frente a você, com todas as pessoas que nós amamos ao redor, e você aí, todo lindo com esse terno que nunca gostou de usar, com essa gravata borboleta, esperando ansiosamente pelo meu ‘sim’ que você sempre teve desde o primeiro dia que eu te vi.
—  Coisas que eu nunca disse. Bianca Menezes.
Nos afastamos, e então entramos numa espécie de competição pra ver quem machucava mais o outro. Desisti na primeira semana, aquilo não combinava comigo. Lembro de ter rido todos os dias como se eu não me importasse com nada que ele fizesse, mas em todos esses dias fui dormir chorando e isso durou uns quatro anos. Nesse tempo conheci alguém essencial pra minha superação, alguém que eu queria muito ter amado e não consegui. Não deixei ninguém mais se aproximar, ninguém mais conseguiu me fazer sentir daquele jeito, nunca mais me senti dependente de um olhar, de um sorriso, de um abraço. Nunca mais torci pra encontrar alguém a caminho da padaria, nem guardei uma flor seca no meio de um caderno, nunca mais escrevi meu nome ao lado de outro em um caule de árvore, nem idealizei minha vida ao lado de alguém, nunca mais encontrei um parceiro que me completasse na dança, nem dividi guarda-chuva com outra pessoa, nunca mais me senti à vontade em andar de mãos dadas na rua, nem chorei por ninguém. Nunca mais desenharam corações nas minhas pernas com uma caneta bic, nem me obrigaram a comer Doritos, nunca mais fizeram massagem em meus ombros depois de uma tarde de ensaio sem eu pedir, nunca mais me permiti amar alguém. Eu simplesmente não consigo, não confio, não acredito mais. Eu tenho medo do amor porque só eu sei o quão difícil foi deixar de gostar de alguém e não sei se consigo fazer isso de novo.
—  Thaís Padilha
Eu retorci, torci, contorci.
Meu corpo em ebulição
Uns diziam ser raiva, outros ciúme.
Cabia mesmo em mim toda angústia do mundo.
Depois da guerra, o choro cessa. A ficha cai. Desmoronava por dentro pela pessoa e razão errada.
Percebi que me amava demais para passar por mais esse papel. Juntei meus pedaços frágeis do chão, levantei -me e fui ser minha, ser feliz. Pois a mim, me basto.

foi numa noite de lua cheia que você me disse que iria embora. passeávamos por entre árvores grandes e pequenas flores brancas, eu achei que fosse mais uma de suas piadas, mas não era. e quando a ficha caiu, aquilo me acertou como um tiro. você me olhava com ternura, mas ao mesmo tempo havia algo diferente. eu nunca soube o que era. então você se virou e foi embora. eu voltei pra casa, fiz um sanduíche e fui pra varanda. fiquei esperando você aparecer com uma florzinha da árvore do vizinho, como nos velhos tempos, mas você não veio. nunca mais veio. e eu esfriei e torci pra outro ser vir e desfazer o que você fez comigo, mas, com o tempo, percebi que só você conseguiria fazer isso.

8

25 anos. Uma camisa. Só eu sei o quanto vibrei, torci e comemorei com esse time. Com o meu time. Na mesma forma que sofri, me lesionei, não dormi, me entreguei de corpo e alma e não me contentei apenas como meu gol. Eu também queria o gol adversário. Pra isso, eu treinei muito. No gol e na linha. Eu deixei a minha vida aqui. Disso eu sei: ninguém suou a camisa mais do que eu. E hoje, mais uma vez, eu visto essa camisa, como se ainda fosse a primeira vez.  Rogério Ceni

Ela estava lá sentada, então caminhei até o seu encontro e a puxei. Envolvi minhas mãos em torno de sua cintura e, ali mesmo em meio ao silêncio, ela pôs seus braços em meus ombros e começamos a dançar. Movimentamo-nos vagarosamente e em círculos, encostei minha cabeça ao seu ouvido e então começámos a conversar. Não houve se quer um som além de nossas vozes, mas de repente, o assunto acabou. Continuamos a dançar e naquele instante, lembrei-me de todas as coisas boas nas quais vivemos. Lembrei de cada sorriso, cada brincadeira, de cada mínimo detalhe, tudo parecia tão vivo e tão real, que naquele momento eu clamei aos céus para que ela também se lembrasse. Torcia para que ela dissesse que sentia minha falta e que me queria daquela vez. Eu torci para que algo desse certo ao menos uma vez na minha vida. Mas ao dizer que sentia sua falta quebrando todo o silêncio, a única coisa que ela fez foi, descer carinhosamente suas mãos e acariciar minhas costas, logo em seguida, ela se afastou. Naquele momento percebi que não haveria mais volta, tudo tinha se tornado apenas uma lembrança na qual eu queria poder reviver novamente.
—  Alguém Que Eu Costumava Ser.

anonymous asked:

eu vim de outro rp e não devia nem falar isso mas as mods sentiam sim inveja daqui, até li em um grupo occ que iam entrar aqui e tentar desanimar o povo com ask hate e char que cria treta então não se desesperem

Se isso for realmente verdade… pelo amor hein, a que nível chegamos? Eu já perdi a conta de quantos rps moderei na tag, e nunca fiquei stalkeando os outros por pensar que eram “competição”, muito pelo contrário, sempre torci pros rps porque sei o quanto é difícil um se manter vivo. Então se esse realmente for o caso, é muita criancice.