torc

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Viking Torc with Axehead Pendants, 8th-11th Century AD

A silver flat sectioned torc, narrowing to the ends and engraved with lines forming triangular patterns; five suspension rings to the body with large silver suspension loops with threaded wire over body and with axe pendant to each with engraved sun burst pattern

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão. A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da sua longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra. A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos. A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial que fica tremendo. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta. A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e do tiro, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.
—  Marina Colasanti
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Viking Twisted Silver Torc, 8th-11th Century AD

Vikings hoarded precious metals, especially silver, to a great degree; for example, in Viking Scotland alone, there are thirty-one Viking age hoards containing silver - and those are just the ones we know about - while Viking Ireland has nearly double that! Silver necklaces of all sizes were often included in hoards, and functioned as a wearable form of currency.

Mesmo antes de nascer, já tinha alguém torcendo por você.
Tinha gente que torcia para você ser menino. Outros torciam para você ser menina. Torciam para você puxar a beleza da mãe, o bom humor do pai. Estavam torcendo para você nascer perfeito. Daí continuaram torcendo. Torceram pelo seu primeiro sorriso, pela primeira palavra, pelo primeiro passo. O seu primeiro dia de escola foi a maior torcida. E o primeiro gol, então? E de tanto torcerem por você, você aprendeu a torcer. Começou a torcer para ganhar muitos presentes e flagrar Papai Noel. Torcia o nariz para o quiabo e a escarola. Mas torcia por hambúrguer e refrigerante. Começou a torcer até para um time. Provavelmente, nesse dia, você descobriu que tem gente que torce diferente de você. Seus pais torciam para você comer de boca fechada, tomar banho, escovar os dentes, estudar inglês e piano. Eles só estavam torcendo para você ser uma pessoa bacana. Seus amigos torciam para você usar brinco, cabular aula, falar palavrão. Eles também estavam torcendo para você ser bacana. Nessas horas, você só torcia para não ter nascido. E por não saber pelo que você torcia, torcia torcido. Torceu para seus irmãos se ferrarem, torceu para o mundo explodir. E quando os hormônios começaram a torcer, torceu pelo primeiro beijo, pelo primeiro amasso. Depois começou a torcer pela sua liberdade. Torcia para viajar com a turma, ficar até tarde na rua. Sua mãe só torcia para você chegar vivo em casa. Passou a torcer o nariz para as roupas da sua irmã, para as idéias dos professores e para qualquer opinião dos seus pais. Todo mundo queria era torcer o seu pescoço. Foi quando até você começou a torcer pelo seu futuro. Torceu para ser médico, músico, advogado. Na dúvida, torceu para ser físico nuclear ou jogador de futebol. Seus pais torciam para passar logo essa fase. No dia do vestibular, uma grande torcida se formou. Pais, avós, vizinhos, namoradas e todos os santos torceram por você. Na faculdade, então, era torcida pra todo lado. Para a direita, esquerda, contra a corrupção, a fome na Albânia e o preço da coxinha na cantina. E, de torcida em torcida, um dia teve um torcicolo de tanto olhar para ela. Primeiro, torceu para ela não ter outro. Torceu para ela não te achar muito baixo, muito alto, muito gordo, muito magro. Descobriu que ela torcia igual a você. E de repente vocês estavam torcendo para não acordar desse sonho. Torceram para ganhar a geladeira, o microondas e a grana para a viagem de lua-de-mel. E daí pra frente você entendeu que a vida é uma grande torcida. Porque, mesmo antes do seu filho nascer, já tinha muita gente torcendo por ele. Mesmo com toda essa torcida, pode ser que você ainda não tenha conquistado algumas coisas. Mas muita gente ainda torce por você. Se procurar bem você acaba encontrando. Não a explicação duvidosa do mundo, mas a poesia inexplicável da vida. Eu torço por você.
—  Carlos Drummond de Andrade
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Rare Celtic “Rainbow Cup” Gold Stater, 2nd-1st Century BC

What appears to be a cup on the reverse of this coin is actually an upside down torc, often worn by wealthy Celts. Inside the torc are 6 pellets whose meaning is not well known. Additionally, the symbolism of the obverse side can only be guessed at due to its abstract nature. Other designs on similar coins include stars, crosses, birds’ heads, wreaths and coiled serpents or dragons.

These types of coins got the name “Rainbow Cups” from Medieval monks who believed they appeared on the ground at the spot where the end of a rainbow touched the earth, as they were often found after a heavy rainfall had washed away the topsoil. They have been found in Western Europe from France to Germany.

Cernunnos by Milek Jakubiec.

Cernunnos is the conventional name given in Celtic studies to depictions of the “horned god” of Celtic polytheism. Cernunnos was a Celtic god of fertility, life, animals, wealth, and the underworld. The name itself is only attested once, on the 1st-century Pillar of the Boatmen, but he appears all over Gaul, and among the Celtiberians. Cernunnos is depicted with the antlers of a stag, sometimes carries a purse filled with coin, often seated cross-legged and often associated with animals and holding or wearing torcs, are known from over 50 examples in the Gallo-Roman period, mostly in north-eastern Gaul.

Perguntem na ask <3

1. Qual seu nome?
2. Qual a sua idade?
3. Cor favorita?
4. Quando é o seu aniversário?
5. Comer ou dormir?
6. Posta foto sua?
7. Qual música não sai da sua cabeça?
8. É fanático por alguém?
9. Qual o seu maior sonho?
10. Qual o seu signo?
11. Acredita em signos?
12. Se você pudesse viajar o mundo, para onde iria?
13. Quando foi o seu primeiro beijo?
14. Qual a coisa que mais odeia em alguém?
15. Qual a coisa que mais ama em alguém?
16. Já sofreu bullying?
17. Acredita em amor verdadeiro?
18. Quais são as suas séries favoritas?
19. Quais são os seus casais mais shippados das séries?
20. Cantada mais engraçada que já fizeram para você?
21. Toca algum instrumento?
22. Qual o nome do seu primeiro amor?
23. Qual estilo musical você mais gosta de ouvir?
24. Qual foi o primeiro livro/saga que leu?
25. Maior loucura que já fez?
26. Maior mico?
27. Gosta de jogar videogame ou jogos no computador?
28. Qual é o filme/os filmes mais esperados do ano por você?
29. Você bebe?
30. Você fuma?
31. Qual a sua opção sexual?
32. Quer fazer o que na faculdade?
33. Fale algo esquisito sobre você?
34. Marvel ou Dc?
35. Torce pra que time?
36. Quando você acorda, qual a primeira coisa que pensa?
37. Se arrepende de algo que fez?
38. Se defina em 3 palavras.
39. Qual o seu maior medo?
40. Acredita em namoro a distância?
41. Qual a música que está ouvindo agora?
42. Liste 5 coisas para se fazer antes de morrer.
43. Algo do tumblr que te irrite?
44. Algo do tumblr que você ama?
45. Já se sentiu sozinho?
46. Está apaixonado(a)?
47. Namora?
48. Acredita que o Brasil possa mudar?
49. Um fetiche?
50. Pergunte o que quiser (:

Quick Facts: Ancient Celts
  • Skin: Commonly described as fair, clear or white. (ref: Diodorus, Ammianus Marcellinus)
  • Hair: Long hair was the fashion, described as “thick and shaggy like a horse’s mane”, even satyr-like due to the treatment with limewater; the aristocracy favored large moustaches; and the Celts generally shaved their entire bodies, Caesar’s account further proven by iron razors and sprung iron shears found at the site of La Tene. Hair was variously mentioned as blond, flaxen or tawny, but either way further lightened artificially with lime. (ref: Caesar)
  • Height: Frequently described as very tall - taller than the Romans, the women bigger and stronger than Roman women. (ref: Diodorus, Marcus Borealis)
  • Fitness: The Celts are frequently attributed by historians with great physical prowess (“with rippling muscles”). In fact, fitness was so inherent to their customs, that any man exceeding the standard size was punished. (ref: Strabo)
  • Food/Diet: Grains, fruits, nuts, meat. Caesar describes them as living on “milk and meat”; Poseidonius also points out bread and fish. Cattle, dogs, hares, fowl and geese they grew only for entertainment or practical use.
  • Fashion: Striking clothing, dyed and embroidered in bright colors, striped or checkered cloaks. They wore form-fitting pants called “bracae”, tunics that were red, purple or multicolored, elaborate torcs as symbols of power, brooches, bracelets, hairpins and rings. They took great interest in their appearance, so that not even the poorest wore soiled or ragged clothing. Even cosmetic grinders have been found in Iron Age British contexts, signalling they might have used eyeshadow or blush. (ref: Diodorus, Flavius Arianus, Propertius, Amnianus Marcellinus)
  • Tattoos: The Britons were unique for their tattoos and the blue woad they painted their bodies with. (ref: Caesar)
  • Music: The most famous Celtic instrument is the Carnyx, styled in the form of an open-mouthed boar, emitting harsh, discordant sounds suited for battle. (ref: Diodorus)
  • Personality: High-spirited, hospitable, fond of feasting, straightforward, frank, courageous, etc. (ref: Diodorus)
  • Notable traditions: The head as the throne of the soul, hence the custom of severed heads as trophies; comradeship was important (those with most followers considered most powerful). (ref: Polybius)
  • Traveling: Some tribes were nomadic, ridden with wanderlust, others settled down in farming communities.
  • Sexuality: Homosexuality was common and they were very nonchalant about it, showing they were comfortable with varying sexual orientations as well as sexuality in general. (ref: Athenaeus)
  • Spirituality: Animism (the notion that everything is animated with life, including nature), the worship of nature, a vast pantheon of gods that differed from tribe to tribe, but had common deities as well (ie. Cernunnos).