todas pensando assim

Imagine Louis Tomlinson
  • Pedido:  Faz um do Louis que ela conforta ele nesse momento difícil

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A chuva tornava esse dia mais triste. Uma vez eu ouvi algo assim: “Deus também tem direito de chorar. Por isso tanta chuva.” E tudo que aconteceu me faz acreditar que isso é verdade. 

O frio cortava a espinha. Coloquei meu casaco e me direcione até um táxi, e ele dirigiu até o endereço que eu passei pra ele. Ao chegar no endereço, senti meu coração doer e se apertar. A casa da Johannah. 

Ao entrar, as primeiras pessoas que vi foram as meninas e os dois bebês. Lottie se levantou e me abraçou.

- Ela se foi… - dizia entre soluços - Foi tão de repente…

- Eu sei meu amor… - a abracei mais forte e foi impossível não me emocionar também.

- Louis está lá em cima… Está precisando de você… - Felicite falou e eu assenti 

Me direcionei até a escada e subi. Olhei no quarto dele e não estava. Ao passar pelo corredor, vi que ele estava no quarto que ela da Johannah. Ele estava deitado na cama, chorando. Respirei fundo e entrei. Cheguei perto dele e afaguei seus cabelos. Ele abriu os olhos e se virou pra mim

- Você chegou…. - me sentei na cama - Que bom que você chegou! 

- Cheguei e vou ficar aqui quanto tempo você precisar! - sorri fraco e ele me abraçou forte e ali eu me permiti chorar mais. 

- Eu não consigo acreditar que ela se foi assim, de uma hora pra outra 

- Nem eu… - o encarei e sequei suas lágrimas

- Dói tanto… Eu podia ter sido uma pessoa melhor com ela… 

- Eu sei que dói, meu amor… A dor de perder uma pessoa que a gente ama e de uma maneira tão brusca como essa é a pior de todas… Mas não fica pensando assim… Ela tinha muito orgulho de você, tenha certeza disso! - ele sorriu 

- Eu queria ter tido mais tempo com ela, sabe? Poder aproveitar mais a presença dela… - ele desabou a chorar

- Ei! - abracei ele - Lembra que ela dizia que não gostava de ver o ‘menino dela’ triste!? Que queria ver ele chorando só se fosse de alegria?! - ele assentiu e eu sorri ao lembrar de quando ela falava isso - Então! Sua mãe era uma mulher incrível, maravilhosa, com um coração enorme! Se concentra em tudo de bom que ela fez, nas boas lembranças e nos momentos memoráveis que vocês compartilharam! E eu vou ficar aqui do seu lado, te apoiando e te ajudando a superar isso, tá?! - ele sorriu fraquinho e isso já me fez sentir melhor, por ver ele menos tristinho.

- Obrigado, mesmo! - ele sorriu e o selei 

- Não precisa agradecer! Eu vou preparar alguma coisa pra vocês comerem! Já volto! - sai do quarto e ele foi pro banheiro

Me direcionei até a cozinha para preparar algo fácil e rápido. Tudo ali ainda lembrava Johannah. Seus gostos, seu jeito de organizar as coisas. Enfim. 

Eu ficava me perguntando como ia fazer para ajudar todos ali. Dan estava inconsolável. Não havia nada que pudéssemos fazer para o acalmar. O Louis sempre foi o mais apegado à mãe. As meninas estão em uma fase em que a presença da mão é fundamental. E os gêmeos pouco conviveram com a pessoa maravilhosa que ela era. 

Ela sempre lidou bem com a leucemia. Nunca deixou que isso a abatesse. Estava sempre de bem com a vida, alegre e esbanjando felicidade por ai. Era uma mulher guerreira, batalhadora, de fibra. Criou sete filhos de uma maneira esplêndida. E, de uma hora para outra, ela se foi. 

Ela estava se sentindo fraca nos últimos dias, não estava muito disposta. Mas isso é normal quando se trata de uma doença como a dela. Ela já tinha passado por isso outras vezes. Mas dessa vez ela não aguentou. 

Fui tirada dos meus pensamentos com alguém entrando na cozinha.

- Quer ajuda, S/A? - a voz da Daisy soou fraquinha  

- Não, meu bem. Já está tudo pronto!

- O que vai ser da gente agora, sem ela? - ela disse com a voz embargada e pude sentir um nó na minha garganta 

- Meu anjinho, vem aqui! - ela se sentou no meu colo e deitou a cabeça no meu ombro - Na realidade, eu não sei. Mas eu sei que eu vou estar aqui pro que você precisar, ok? - ela assentiu - Sozinha você não vai ficar… - acariciei sua bochecha - Eu vou colocar a mesa e já chamo vocês, tá bom?

- Tá bom.. - ela se levantou e saiu. Enxuguei as lágrimas que escorriam pelo meu rosto

- É horrível ver elas assim e não poder fazer nada…- Louis disse parado no batente da porta, com o olhar triste e sem vida

- Eu sei… mas só o tempo vai ajudar vocês a esquecer essa dor. - ele me abraçou 

- Eu já sinto falta dela….

- Eu também, meu amor. Todos nós já sentimos. Todos nós. - disse olhando na sala e vendo Daniel ali, com um porta-retrato em mão. A foto nele era do casamento deles. - Mas isso vai passar, tá? - ele assentiu e escondeu seu rosto na curvatura do meu pescoço - Eu vou estar aqui do seu lado!

Eu não sabia como, mas teria que ser forte para ajudar o meu marido, e toda a família a esquecer essa dor horrível que estão sentindo, e a preencher essa enorme buraco que ela deixou com as boas lembranças que temos com ela; que é o que nos restou. E pedir para Deus confortar o coração de todos nós.

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“A vida é um sopro. Tudo é temporário e passageiro. Nunca somos, apenas estamos. É nesses momentos que vemos o quanto somos insignificantes diante do Universo e dos planos de Deus. Temos que aproveitar cada segundo da nossa passagem por esse mundão.”.

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/Helo^^


Espero mesmo que tenham gostado! Me contem!