to besta hoje :

É tão fofo quando uma pessoa compartilha suas músicas, livros, lugares, frases e momentos preferidos com você de forma espontânea. É como se ela estivesse confiando a você um pequeno pedaço dela, aquilo que a faz feliz.

Oi, então, lembro que a última vez que deixei uma mensagem gravada na caixa de mensagens foi porque tu estava demorando a vir me buscar e eu estava ansiosa para irmos assistir o lançamento daquele filme que narrava nossa história todinha, parecia que tinha sido escrito para nós. E aqui estou eu, te ligando as 3 da manhã com a esperança que esteja também pensando em mim, não tenho esse direito e pode ser que tenha alguém do seu lado agora constrangida por estar ouvindo uma louca com saudades de você, mas é isso que o amor faz com a gente, faz procurar, perdoar, chorar e vencer qualquer orgulho besta, senti sua falta hoje quando vi o carinha da pizza passando direto pela minha casa, não trazendo seu sabor preferido. Senti sua falta antes disso também, quando tocou a7x no rádio e lembrei o quanto você odeia eles, senti falta um pouco depois disso, quando minha gata fez a maior bagunça e queria te contar e dizer que ela precisava do seu gatinho para brigar e se ocupar, senti sua falta nos intervalos dessas saudades, senti sua falta no almoço, quando coloquei um prato a mais na mesa e percebi que você não chegaria para comer, senti sua falta quando deitei e você não veio correndo para pular em cima de mim, senti sua falta em cada parte da casa, senti sua falta quando sua escova de dentes não estava mais no banheiro, senti sua falta no teu havaianas esquecido atras da porta, senti sua falta no restinho de perfume que restou em cima da minha penteadeira, senti sua falta quando deitei e tive que eu mesma levantar para apagar a luz, senti sua falta ao perceber que não tinha nenhum livro esquecido pelos moveis da casa, inacabados como você costumava deixar, senti sua falta quando não tinha suas costas para encostar meus pés gelados e nem seu peito para chorar quando tudo parecia ter acabado, senti sua falta em todos os segundos que você ficou longe de mim, sinto sua falta a todo instante, passei o dia sentindo sua falta e por isso te liguei. Liguei para dizer que minha vida estava com a sua cara e agora pareço alguém sem identidade, como se para me reencontrar sua falta deveria ser assassinada, se não for exigir demais, vem matar essa saudade absurda que estou sentindo de você, vem me salvar, vem deixar a casa bagunçada, vem desorganizar minha vida, vem me encher de você. 

Os créditos estão terminando, sinto sua falta. 

Cresceu eim? Quem era o garoto que conheci a 3 anos atrás, aquele garoto insuportável, que não me dava nenhuma bola, chato, ignorante, metido a besta mas que hoje se tornou esse grande homem, não bem homem hahaha uma criança com idade e maturidade de homem. Só queria dizer pro mundo todo que meu amor é teu e independente de desentendimentos, de tudo que aconteceu meus sentimentos por ti continuam o mesmo. Queria te pedir desculpas por eu ter sido um trouxa contigo, queria te pedir desculpas por eu nao saber cuidar da pessoa mais linda em todos os sentidos que é você, sei que já está com outra pessoa e eu espero que essa pessoa ai te faça muito feliz coisa que eu nunca soube fazer. É até difícil expressar o valor e o amor por você, porque a cada dia eu aprendo a lhe querer mais e mais. É difícil dizer o que você representa para minha vida por que a cada dia encontro em mim um novo espaço ocupado por você. Sou muito grato a Deus por ter lhe colocado em meu caminho, e é em nome desse grande amor que sinto que hoje quero lhe desejar muitas felicidades, muitos anos de vida, muita saúde, sucesso e paz. Muita amor, porque você merece. . Por mais que não tivemos nosso final feliz, nossos momentos juntos sempre serão eternos. Aproveite o seu dia, e nunca se esqueça: Eu te amo.

Feliz Aniversário Nattan Coêlho!

Seu ex amor, Lucas Pedro ♥

CAPÍTULO 6

Sinceramente, Vanessa, eu te avisei tanto! -Bella falava calmamente enquanto eu arrumava as minhas coisas para ir para casa. Estava me sentindo um objeto descartável com o que Clara tinha feito mais cedo, e a culpa era toda minha.
-Está tudo bem, eu também desfrutei da noite, não é? -Eu disse um pouco sem graça mas sem querer perder meu orgulho.
-Aquele rostinho de anjo, ela sempre engana alguém… -Bella disse e eu a ignorei, continuando a arrumar minhas coisas. -Você quer dormir sozinha mesmo? Você pode ir lá pra casa e sei lá, a gente assiste algum filme, distrai a cabeça. -Bella falou me dando algumas cutucadas.
-Não, eu to bem, mas, Bella, por que você se preocupa tanto? -Perguntei, tentando conter um ponto de irritação na minha voz.
-Porque eu sei o que aconteceu da última vez.

Já havia passado cinco dias desde que tivemos aquela conversa e eu simplesmente não conseguia esquecer. A voz de Bella fez a minha cabeça latejar por algumas horas depois daquilo, mas depois parou. Até agora.
A maldita festa do noivo metido a besta seria hoje, e eu nem sei como ele arrumou tudo em tão pouco tempo. Todos da empresa estavam deveriam ir obrigatoriamente, como ordenado pela chefe. Nós tínhamos que ficar lá até o levante das taças, onde os noivos fariam uma declaração para selar o seu amor e diriam que o casamento estava marcado. Depois disso todos estavam liberados, e com certeza eu iria embora.
Cheguei até o Cassino principal de Las Vegas e tudo estava perfeito, para ser sincera. Eu não sei quem ele pagou, nem o quanto, mas a pessoa fez questão de verificar cada pedacinho daquele Cassino e redecorar romanticamente. Fui até o banheiro do local e encarei a péssima cara que eu estava naquela noite. Não tinha dormido direito por cinco dias, pois o sonho maldito do anjo proibido fazia questão de acontecer cada vez que eu fechava os olhos, e a visão do rosto de Clara iluminado era muito mais claro agora. Sai de meus devaneios e encarei novamente o meu reflexo no espelho. Foquei naquelas olheiras -agora um pouco escondidas pela maquiagem- e prometi a mim mesma que Clara Aguilar iria receber o troco por ter me feito de idiota, e isso aconteceria hoje. E para tudo ficar mais perfeito, eu tinha a arma certa para concluir isso. Respirei fundo e saí do banheiro, encontrando todo o local mais cheio que antes. Bella estava com o marido e a linda filha Amy sentados numa mesa com Junior e Amanda, que agora estavam mais que assumidos e liberavam enfeites coloridos por onde quer que passassem. Eles eram realmente um lindo casal.
Dei um aceno para eles e os meus colegas de trabalho me chamaram, mas eu apenas fiz sinal para o bar ao meu lado, dizendo que ficaria por ali mesmo. Bella negou com a cabeça rindo e eu também sorri para ela.
A música estava baixa, e as pessoas mais conversavam do que curtiam na pista de dança. Rodeei o olhar pelo local, de princípio, apenas por mania de querer ver tudo, mas eu logo descobri que só queria ver aqueles cabelos loiros perdidos na multidão. O barman me cutucou delicadamente e perguntou se eu ia querer alguma coisa, e eu pedi uma cerveja apenas para ver se o tempo passava. Acabei conversando bastante com ele, seu nome era Rodrigo e ele era bastante vaidoso. Fora parar em Las Vegas sonhando alto, mas acabou sendo contratado pelo próprio dono do Cassino para sustentar sua própria miséria. Segundo ele, sua vida estava mais que feita, e ele estava feliz. Eu queria ter a mesma percepção de vida que ele, mas infelizmente eu era ignorante demais para ter isso.
Aquele lugar estava me sufocando aos poucos e por fim eu não aguentei mais e saí de lá, mesmo que Clara implicasse comigo depois. Caminhei por alguns minutos até um local iluminado de uma forma diferente. Enquanto toda Las Vegas era iluminada por várias cores diferentes, aquela parte, em especial, era iluminada apenas por um azul e roxo. Entrei em naquele lugar e a voz sensual de uma música qualquer começou a ficar cada vez mais próxima. Assim que cheguei ao principal ponto, descobri que ali funcionava uma boate strip. A maioria dos homens que estavam ali eram homens de idade um pouco avançada, de no mínimo 35 anos. As dançarinas eram jovens e tinham um corpo espetacular. Ali seria o lugar perfeito para o que eu estava planejando.
-Procurando algo, madame? -Um homem alto e de boa aparência me perguntou, educado de mais comparado a os outros que estavam lá.
-Só estou olhando o local. -Eu disse. -Vocês ficam abertos até que horas?
-Ficamos abertos durante a noite toda… Desculpe-me a pergunta, mas a senhorita está esperando alguém? -Ele perguntou, balançando seus fios negros em sua cabeça.
-Na verdade eu estou esperando dar a hora. -Eu disse e ele sorriu confuso.
-Hora do que? -Perguntou, interessado.
-Hora de fazer a verdadeira madame descer do salto de cristal.
- - - - - -
Quando voltei ao Cassino, Clara e Fabian eram aplaudidos enquanto já abaixavam suas taças e trocavam beijos “apaixonados” para a sua platéia. Clara pôs seu olhar em mim e fechou a cara, provavelmente brava com meu sumiço. Sorri provocante para ela, que deu uma desculpa qualquer para o seu noivo e veio ao meu encontro.
-Onde você estav… -Ela não conseguiu terminar a sua pergunta e eu já puxei-a através de toda aquela multidão. Clara resistia no puxão mas não tinha forças o suficiente para ir contra mim. Quando finalmente chegamos a porta do Cassino, eu aliviei o aperto em seu braço e ela conseguiu se soltar, quase explodindo de raiva. -Mas que merda! Você está louca, por acaso? Que ideia é essa de me colocar aqui fora?! -Ela perguntou, me dando alguns tapas.
-Não gostei dessa festa. -Eu disse, como se fosse a coisa mais natural do mundo.
-Sério? Muito bom de sua parte, mas eu tenho que ir agora, sinto muito por não ajudar a completar o seu show. -Ela disse, e já ia se virando, mas eu puxei seu braço e virei seu corpo.
-Quem disse que o show é meu? -Perguntei sorrindo de canto e Clara me encarou confusa. -Vou te levar para um lugar… diferente. Se você não gostar, eu te trago aqui de novo. -Eu disse e Clara tinha a desconfiança estampada em sua testa.
-Vamos ficar quanto tempo fora? -Ela perguntou, tentando assumir novamente a sua pose de dona de empresa.
-Não é importante agora. -Eu disse e peguei sua mão. -Espero que seu pé aguente a caminhada. -Provoquei e ela me encarou feio. Sorri de canto e fomos andando até o lugar que eu tinha saído a pelo menos quinze minutos.
Andamos silenciosamente pelas ruas de Las Vegas, o único barulho presente sendo o barulho quase que natural desse lugar. Clara não dava um pio, e também não se atreveu a soltar a minha mão perante às figuras que encontrávamos enquanto caminhávamos para o destino que eu escolhi. Mais alguns minutos e finalmente chegamos. Naquele momento ela não estava desconfiada, e sim nervosa, tremia apenas por saber de que lugar se tratava. Eu fiz questão de empurrá-la levemente para dentro do local e ela quase se desmanchou quando viu as dançarinas e as pessoas. Eu encarei o meu mais novo comparsa me jogar um olhar cúmplice e mudar todo o estilo do lugar, deixando ele da mesma maneira que eu me lembrava da vez que vi Clara dançando através do vidro. Ela me olhou tanto constrangida quanto nervosa, falhando na tentativa de não deixar transparecer o seu desconforto naquele lugar.
-O que estamos fazendo aqui? -Clara perguntou com a voz trêmula.
-Eu estive pensando um pouco… é sempre bom voltar às origens. -Clara estremeceu assim que ouviu aquelas palavras sair de minha boca. Ela voltou a olhar o local, principalmente as dançarinas, e ficou remoendo as memórias de seu passado, aquilo era visível.
Ela se aproximou ao palco das dançarinas e observou de perto cada uma dançar sensualmente em seu pole dance. Fazendo os homens ao redor babarem para possuir seu corpo por pelo menos uma noite. Quando voltou a me encarar, seu olhar estava indecifrável.
-Como foi que você descobriu? -Ela perguntou firmemente, me encarando séria.
-Na última festa que eu estive no Brasil. Você dançou lá. -Respondi e ela se perdeu novamente nas memórias. Clara virou novamente para a dançarina, evitando me encarar.
-O que pretende com isso? Me humilhar? -Ela perguntou, memorizando cada movimento da mulher que agora dançava para ela.
-Sim, te humilhar. -Respondi. -Assim com você me humilhou para aquele ogro prepotente. -Completei.
-E agora? O que você pretende fazer? -Ela perguntou e eu fiquei ao seu lado.
-Não sei, esperava uma reação pior. -Disse sinceramente. Clara riu irônica e me encarou.
-Achou que eu iria me descabelar ou algo do tipo? - Ela perguntou, me frustando.
Ficamos em silêncio durante algum tempo, ambas encarando os movimentos da dançarina.
-Dança pra mim. -Pedi. Clara me encarou indignada mas eu mantive meu olhar firme. Nunca fui tão cara de pau na minha vida.
O homem que eu conversei antes de chegar lá com Clara colocou uma música um pouco mais calma, porém provocante. Eu continuava a encarar os olhos de Clara e ela continuava a encarar os meus. Estávamos quites, porém constrangidas e desconfiadas uma da outra. Eu levantei a minha mão e acariciei o lado do rosto de Clara. Mesmo com tudo, eu não podia negar que sentia algo por ela, e eu também sabia que ela não podia negar que sentia algo por mim. Clara aproximou o seu rosto do meu e quando eu pensei que ela me beijaria, ela se afastou e subiu no palco, tirando o grande pano que cobria o seu corpo e revelando um pano menor e mais colado ao seu corpo. Ela tomou um pole dance e deslizou sensualmente nele, subindo da mesma maneira sensual, depois virou o seu corpo e desceu dessa vez de costas para o objeto, o cabelo jogado em seu rosto e os lábios entreabertos. Ela começou a dançar de acordo com o ritmo da música, lenta e sensual, sem desviar uma única vez os seus olhos dos meus. Clara desceu do palco e veio ao meu encontro, me empurrando contra uma cadeira, me fazendo cair na mesma. Ela subiu em cima de mim e começou a rebolar no meu colo, roçando os seus lábios sobre minha pele a cada movimento. Clara levantou um pouco e me fez abrir as pernas, depois colocou um de seus joelhos lá e começou a pressionar o meu centro, me fazendo desejá-la mais que tudo ali. Ela me impedia de movimentar qualquer parte de meu corpo sem que ela cedesse. Se ela quisesse que eu fizesse algo, ela pegava minha mão ou meu rosto e depositava no lugar que ela escolhesse.
Clara pressionou mais forte o meu centro e começou a mordiscar o meu pescoço, me fazendo soltar um gemido frustado. Ela começou a passear uma de suas mãos em meu corpo enquanto a outra pressionava a minha nuca, fazendo meu rosto descansar em seu pescoço, enquanto ela lambia e chupava o meu tão forte que provavelmente deixaria marcas. Clara parou com os chupões e segurou meu rosto com as duas mãos, e olhando intensamente os meus olhos, ela pressionou o núcleo muito mais forte e movimentou e joelho por lá também. Ela viu todas as minhas expressões faciais sem piscar enquanto eu gemia ou tentava conter os gemidos. Ela passou a língua sobre meus lábios e depois adentrou a minha boca com a sua língua remexendo-a lentamente por toda a minha extensão interior, e depois retirando e chupando o meu lábio inferior, saindo definitivamente de cima de mim logo depois.
Fiquei transtornada. Ela não só me provocou, ela quase me fez chegar ao meu ápice, e então saiu sem nem se abalar. Clara riu da minha cara de frustação e pegou o seu vestido, mas nem chegou a fazer menção de colocá-lo. Eu a empurrei para trás da cortina do palco e a puxei pelas escadas até o primeiro quarto mais próximo possível. Clara riu do meu desespero, mas eu sabia muito bem que ela estava é gostando daquilo.
Abri a primeira porta que apareceu e empurrei, sorrindo largamente quando vi que estava limpo e liberado. Joguei Clara para dentro do quarto e tranquei a porta rapidamente, me virando e encontrando ela mordendo o lábio inferior e exalando a luxúria em seu olhar.
-Você achou mesmo que iria me provocar, sair, e eu deixaria por isso mesmo?! -Perguntei, tirando a jaqueta de couro e em seguida a blusa. Clara acompanhava cada movimento meu com atenção, se divertindo cada vez mais. Eu me aproximei da cama e ela se sentou, como se pedisse para que eu sentasse em seu colo, e assim eu fiz, já tomando os seus lábios nos meus e enfiando minha língua em sua boca com uma ferocidade que até mesmo eu estranhei. Clara não reclamou, pelo contrário, arranhou as minhas costas e brincou com a minha língua com a sua. Ela rapidamente desabotoou e retirou o sutiã, afastando o meu tronco o suficiente para ela alcançar sua boca ao meu peito. Ela abocanhou um dos meus seios e o chupou na mesma ferocidade que eu adentrei sua boca. Eu me segurei em seus ombros e joguei a minha cabeça para trás, facilitando as coisas e gemendo agudamente por causa de suas estimulações. Ela acabou de brincar com os meus seios e começou a lamber dos meus seios até o meu queixo, virando o seu rosto logo em seguida e chupando o meu pescoço. Eu a joguei na cama e retirei a sua roupa com um pouco de dificuldade, e encarei deslumbrada o seu corpo completamente nu pela primeira vez e lúcida. Clara mordeu o lábio inferior e eu parei de torturá-la com o olhar e voltei a beijá-la. Clara retirou com facilidade a minha calça jeans e a minha calcinha, e penetrou logo em seguida o meu núcleo sem fazer nenhum charme. Eu gemi sobre sua boca e ela riu. Filha da puta, já era a segunda vez em menos de dez minutos. Clara lambia o meu queixo e me masturbava calmamente. Eu dei alguns tapas de protesto e ela riu .
-Tá com pressa, bebê? -Ela provocou, penetrando dois dedos quando eu fiz menção de rebater. Eu suportei meu corpo em minhas mãos apoiadas na cama ao lado de sua cabeça e comecei a apertar os lençóis de acordo com a intensidade dos seus movimentos e do prazer que ela me dava. Clara puxou a minha boca e começou a me beijar, fazendo o que queria, pois eu não tinha força nenhuma para protestar naquele momento. Quando ela viu que a intensidade dos meus gemidos estava ficando alta, ela começou a se mover lentamente dentro de mim e eu abri meus olhos, encontrando o seu ansioso para engolir o meu gozo. -Trás pra mim. -Clara pediu com a voz rouca e eu não pensei duas vezes até subir na cama e depositar meus joelhos ao lado de seu rosto. Eu apoiei meu corpo na cabeceira e Clara começou a lamber com sua língua quente o meu centro. Meu gemidos ficaram cada vez mais altos, sua língua demonstrava pura habilidade. Ela começou a me estimular mais ainda com o seu dedão, enquanto penetrava e chupava o meu núcleo com sua língua. Eu cheguei ao ápice logo depois, derretendo-me em sua boca. Clara engoliu todo o meu gozo e eu me deitei em cima dela, beijando-a e sentindo o meu próprio gosto em sua saliva. Eu passeei o meu dedão em seu corpo e fiz a mesma coisa que ela, depositando dois dedos sem fazer charme e pedir permissão. Clara gemia perto do meu ouvido e aquele era o melhor som que eu poderia ouvir um dia. Ela começou a arranhar as minhas costas; cravava suas unhas atrás de mim sem dó, e aquilo só me estimulava a penetrá-la mais rápido e mais intensamente. Clara chegou ao seu ápice logo depois, e eu esperei todo o seu líquido sair para depois retirar meus dedos. Clara me olhou com um sorriso satisfeito e eu chupei os dois dedos que tinha penetrado nela encarando-a com uma cara safada. Clara riu de mim e me abraçou forte, me permitindo descansar em seu colo.
Nós ficamos abraçadas por um tempo até que eu saí de cima dela e me deitei ao seu lado, olhando seu rostinho risonho demonstrar um cansaço que eu nunca tinha visto antes. Lembrei do homem falando que o lugar ficaria aberto a noite toda e não fiz questão de lembrar a Clara onde estávamos. Ela dormiu calmamente sobre o meu olhar e a minha mais pura admiração. Ela realmente parecia um anjo ali, mas aquele efeito passaria e logo viria uma bomba para resolver. Mesmo assim, quando eu fechei os olhos naquela noite, eu tive certeza de que seria a única capaz de mudar a vida de Clara Aguilar. Eu lutaria por ela. Através de todas as nossas indiferenças e nossas confusões e provocações. Eu estava disposta a passar por cima de qualquer barreira. E tenho certeza que ela também.